Colunistas

Cláudio Humberto

"'Maquiar' dados? Isso é trair a confiança do povo"

Rosângela Moro (União-SP) sobre denúncia de distorção em dados de combate à dengue

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Omissão da Saúde na dengue derrubou popularidade

Pesquisas para consumo interno mostram que o declínio da popularidade de Lula (PT) nada tem a ver com as alegações que fez nesta segunda (18), quando mais uma vez culpou Jair Bolsonaro e até a imprensa, que injustiça, sempre tão generosa com ele. Os levantamentos confirmam que um dos problemas causadores da desaprovação é a inércia do Ministério da Saúde no combate à dengue. “Ficaram olhando a dengue explodir”, diz uma dedicada profissional da comunicação oficial.

 

Negligência

A ministra Nisia Trindade (Saúde) e sua turma da Fiocruz negligenciaram a comunicação sobre dengue no segundo semestre de 2023.

 

Quem lacra não cura

Enquanto lacrava contra o racismo e se jactava da distribuição de absorventes, o Ministério da Saúde fez de conta que dengue não existia.

 

Produto é ruim

Lula nada fez, nem casa de boneca, e culpa a “comunicação”. Editorial do Estadão foi ao ponto: não há marketing capaz de vender produto ruim.

 

Lula só taxa e caça

Além de taxar, taxar e taxar, Lula se dedicou à caçada de bolsonaristas, por meio da Polícia Federal e de aliados no Supremo Tribunal Federal.

 

Intermediários tentam preservar mandato de Bivar

Os poucos aliados de Luciano Bivar (PE) no União Brasil tentam costurar alternativa que evite a expulsão do deputado que ainda preside o partido. A ideia seria desfiliação “voluntária” com a condição de o União Brasil não reivindicar seu mandato. O acordo tenta neutralizar a representação contra ele, a ser definida nesta quarta (20), mas as ameaças de morte ao presidente eleito Antônio de Rueda e o incêndio provocado em sua casa são consideradas graves demais para o partido ‘passar pano’ no caso.

 

Fechou o tempo

“[São] mais de 50 deputados alinhados com a chapa Rueda/ACM Neto”, calcula o senador Efraim Filho (PB) que vê “clima complicado” para Bivar.

 

Gatos pingados

Bivar contaria com menos de uma dezena de apoiadores entre deputados federais e está sem a simpatia de governadores e senadores.

 

Desbivarização

Além da exclusão de Bivar da executiva nacional, diretórios ligados a ele devem ter mudanças. No Rio de Janeiro, a sigla já tem novo presidente.

 

Corrida aberta

Enquanto o STF tenta descriminalizar o porte de drogas, o plenário do Senado realiza nesta terça (19) a primeira de cinco sessões da PEC que criminaliza o porte de qualquer quantidade. Depois vai à Câmara.

 

Flagrante impunidade

Dos 417 bandidos presos em São Paulo por cometerem novos crimes durante a saidinha, 31 foram pegos em flagrante. “Ainda tem gente que defenda essa bizarrice”, protestou o deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

 

Muito por nada

No gasto sem limites para capturar os dois fugitivos de Mossoró, um helicóptero em operação custa R$10 mil por hora, em média. Se voou duas horas por dia em um mês, foram R$600 mil. É muito por nada.

 

Cara na porta

Um dos poucos a dar as caras no Senado em uma segunda-feira, Eduardo Girão (Novo-CE) nem pôde usar a tribuna para discursar: não havia quem presidisse a sessão.

 

Cômoda muleta

José Medeiros (PL-MT) constatou “uso de muleta” pelo governo federal para driblar a falta de realizações, “o governo Lula até agora sobreviveu de Bolsonaro”, diz o deputado sobre recorrente citação ao ex-presidente.

 

Desespero

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) tem explicação para reunião ministerial desta segunda-feira (18), após derretimento da boa avaliação do governo: “bateu o desespero em Lula”.

 

Dengue dispara

O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga lamentou a disparada dos casos de dengue no Brasil, que levou só 74 dias para superar o total de 2023, “exemplo cabal da ineficiência da gestão da saúde pública”.

 

Até a campanha

O “inquérito das milícias digitais”, de julho de 2021, havia sido prorrogado por 90 dias em janeiro deste ano. Na sexta (15), a mais de um mês do fim do prazo, Alexandre de Moraes estendeu: vai a 15 de setembro.

 

Pensando bem...

...“popularidade negativa” é rejeição.

 

PODER SEM PUDOR

Gargalhando por dentro

Jânio Quadros estava em campanha para presidente, em 1960, e foi a Sete Lagoas (MG) para um comício com Magalhães Pinto, que disputava o governo de Minas contra Tancredo Neves. No comício, os oradores foram recebidos com ovos e vaias. A comitiva seguiu para uma cidade vizinha. No carro, Jânio ficou um tempão esperando que Magalhães Pinto dissesse alguma coisa. Desconfiava que ele estava por trás das vaias e dos ovos. Até que perdeu a paciência com o impassível aliado: “Os mineiros são terríveis. Quando não riem por fora, riem por dentro...”

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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