Em uma das primeiras ações como nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira promoveu uma servidora que, na gestão Bolsonaro, deu aval a acordos com entidades que descontaram ilegalmente benefícios de aposentados
Mais: Michelli Manieri coordenou o grupo de trabalho dentro do órgão que fiscalizou essas ações. Após o escândalo vir à tona, em 2023, ela perdeu o cargo de confiança que ocupava. Agora, na nova gestão, foi alçada a um posto ainda maior: o de coordenadora-geral de atendimento.

Premiação teatral
Na terça (16), foi realizada a 20ª edição do Prêmio APTR de Teatro, no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro. A grande atração da noite foi “Torto Arado – O Musical”, inspirado na obra de Itamar Vieira Junior e vencedor de três troféus, tornando-se a produção mais premiada do evento. Também se destacaram entre os vencedores “O Céu da Língua”, de Gregorio Duvivier e Luciana Paes, e “(Um) Ensaio Sobre a Cegueira”, reforçando a importância das obras que marcaram a temporada teatral. A cerimônia foi apresentada por Armando Babaioff, Luana Xavier e Valéria Barcellos. A abertura ficou por conta da personagem Dona Fernandona, interpretada por Thiago Chagas, que trouxe leveza e humor ao evento, enquanto o encerramento contou com um emocionante medley de musicais brasileiros. A noite também foi marcada por homenagens especiais. Guida Vianna recebeu o recém-criado Troféu Camilla Amado em reconhecimento aos seus 50 anos de carreira, enquanto o Grupo Galpão foi homenageado por sua significativa contribuição ao teatro nacional. Sylvia Massari, premiada como melhor atriz coadjuvante por “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão”, emocionou o público ao dedicar o prêmio ao falecido marido, Guto Graça Mello. O evento reuniu artistas como Taís Araújo, Mel Lisboa e Arlete Salles.
Cabo de guerra no Plano Safra
A disputa em torno da equalização dos juros do próximo Plano Safra está provocando uma queda de braço dentro do governo. De um lado está o Ministério da Agricultura; de outro, a Fazenda. O ministro da Agricultura, André de Paula, tem defendido um orçamento robusto para a compensação das taxas de crédito. Ele trabalha por uma dotação superior a R$ 20 bilhões. Até o ex-ministro Carlos Fávaro atua nos bastidores para que o valor seja liberado. A cifra atenderia cerca de 75% do pleito do agronegócio. A Frente Parlamentar da Agropecuária pressiona por R$ 27 bilhões. Só que, do outro lado da mesa, está a equipe econômica, que trabalha para reduzir esse valor para a casa dos R$ 15 bilhões. A preocupação de Dario Durigan e seus assessores é impedir que a conta se transforme em mais uma fonte de pressão sobre as já combalidas finanças públicas. É o círculo vicioso de uma Selic nas alturas. Cada bilhão adicional destinado à equalização desperta uma despesa direta para o Tesouro Nacional. Na prática, o governo paga aos bancos a diferença entre o custo da captação dos recursos e os juros cobrados dos produtores rurais.
Dedicada à pré-campanha
Cotada para ser ministra da área econômica em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, licenciou-se da presidência da consultoria financeira Legend. Indicada por Paulo Guedes, com quem mantém relações profissionais e societárias, ela vai se dedicar à pré-campanha presidencial do filho “01” de Bolsonaro, formulando projetos de mobilidade social e mantendo proximidade com Guedes. Flávio, frequentemente, faz elogios a Daniella em eventos.

História das lendas
As lendas do basquete brasileiro Hortência Marcari e Magic Paula vão ganhar uma cinebiografia. As atrizes escolhidas para interpretar essas ícones do esporte são Juliana Didone, que dará vida a Hortência, e Tainá Müller, que assumirá o papel de Paula. O filme será contado principalmente pelo olhar de Paula e mostrará a relação entre as duas atletas, marcada por rivalidade saudável, respeito e admiração. A produção também explorará o retorno de Hortência à seleção brasileira após a aposentadoria e a maternidade, quando competiu nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, consolidando-se como uma das protagonistas daquela geração histórica. Nas redes sociais, Juliana Didone e Tainá Müller compartilharam a alegria pela oportunidade e destacaram a responsabilidade de interpretar duas atletas que se tornaram símbolos de talento, resiliência e inspiração. A produção não apenas relembrará momentos marcantes das carreiras de Hortência e Paula, mas também evidenciará os desafios enfrentados pelas mulheres no esporte de alto rendimento e a contribuição decisiva dessas jogadoras para a consolidação do basquete feminino no cenário internacional.

“A Amazônia é nossa”
Flávio Bolsonaro passou a usar camisetas com mensagens customizadas em agendas e viagens de sua pré-campanha. Na semana passada, vestiu uma com a frase “A Amazônia é nossa”, durante viagem ao Pará. Antes, já havia feito o mesmo em Minas Gerais e na Bahia( é o estado líder de índices de criminalidade, violência letal e homicídio do país). O recado em prol da soberania da floresta ocorre no momento em que Flávio é acusado por Lula de atender a supostos interesses de Donald Trump.
“Foto de família”
Tradicionalmente, a maioria dos grandes eventos que reúnem governantes de diferentes países termina com uma foto oficial para a posteridade. No encerramento do G7, em Évian-les-Bains, na França, o presidente anfitrião, Emmanuel Macron, decidiu concluir a reunião com uma verdadeira foto de família, na qual os governantes também posaram ao lado de suas esposas. Houve detalhes curiosos: Brigitte Macron estava de mãos dadas com Donald Trump e ainda segurava um de seus braços; o próprio Macron dava as mãos a Lula, que tinha Janja ao seu lado. Macron fez questão de manter Lula, convidado do encontro, próximo a ele, evidenciando a amizade entre ambos.
Pérola
“Na megalomania criminosa, o réu acha que os brasileiros deveriam aceitar o sacrifício do tarifaço em favor da impunidade do pai dele”,
de Alexandre de Moraes (STF), sobre a condenação de Eduardo Bolsonaro, que declarou que o objetivo do julgamento era tirá-lo das eleições.
Vice atrasado
Não deve sair neste mês o nome do candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A discussão atrasou com o avanço das investigações sobre o caso Banco Master. O Progressistas deveria fazer a indicação, só que o plano subiu no telhado com a Polícia Federal escancarando as relações de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira, chamado pelo ex-banqueiro de “grande amigo da vida”. Na campanha de Flávio, o temor é que a PF também avance sobre o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. A preocupação maior é não arrastar a crise do Master para o debate eleitoral.
“Irmãozão”
Além de considerar o senador Ciro Nogueira um “grande amigo da vida”, Daniel Vorcaro também costumava chamá-lo de “irmãozão”, dada a proximidade entre eles. A Polícia Federal estima que Vorcaro tenha concedido a Ciro “um benefício direto” de pelo menos R$ 468 mil em viagens, jantares e estadias em Paris, Nova York e na estação de esqui de Courchevel, nos Alpes Franceses. A fotografia dos dois abraçados, com montanhas cobertas de neve ao fundo, despertou os mais variados comentários nas redes sociais, desde os mais apimentados, do tipo “amigo é para isso”, até alguns “românticos”, por assim dizer.
“Grau de intimidade”
Os investigadores encontraram, nas mensagens obtidas envolvendo Daniel, Ciro e até Hugo Motta, registros de pagamentos e diálogos que fazem referência ao presidente do PP “em valores vultosos”. Em conversas com o cunhado Fabiano Zetter, o nome “Ciro” é citado 79 vezes. A PF afirma que “existe uma relação pessoal estreita, contínua e marcada por elevado grau de intimidade” entre Vorcaro e Ciro. As mensagens “mostram um vínculo que extrapola os limites da mera cordialidade ou convivência ocasional, assumindo contornos de amizade íntima e declarada”.
Bananinha condenado 1
Por unanimidade, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também conhecido como Dudu Bananinha, foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de prisão e ficará inelegível por articular sanções dos Estados Unidos contra ministros durante o julgamento da trama golpista. Na segunda-feira (15), ele divulgou nas redes sociais um vídeo em um clube de tiro americano. De boné e camiseta, apareceu disparando com três armas: uma pistola, um fuzil e uma metralhadora. Demonstrava não estar preocupado com o julgamento marcado para o dia seguinte.
Bananinha condenado 2
Eduardo não indicou advogado, obrigando a Defensoria Pública da União a representá-lo na Corte às custas do contribuinte. Hoje, ele vive em uma mansão avaliada em R$ 6 milhões no Texas e, no ano passado, recebeu uma ajuda de R$ 2 milhões do pai, parte de uma série de transferências via Pix que Jair Bolsonaro teria recebido de apoiadores para auxiliar no pagamento de multas. Agora, em meio à crise envolvendo o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal investiga se Eduardo ficou com parte dos R$ 61 milhões que seu irmão Flávio recebeu de Vorcaro para a produção da obra. No ano passado, ele também recebeu salário da Câmara sem exercer atividades parlamentares.
Mistura Fina
São nítidos os sinais de preocupação de ministros do STF à medida que se aproximam as eleições, consideradas especialmente importantes, supostamente, para alguns deles diante da hipótese de eventual vitória da oposição. Um grupo de inclinação lulista não confia no ministro Nunes Marques, presidente do TSE, que chegou à Corte por indicação de Jair Bolsonaro e, por essa razão, imagina maneiras de até mesmo avocar decisões que são próprias do TSE.
Julgar em bloco os recursos contra a autocensura imposta às big techs nos meios políticos foi percebido como uma tentativa de controlar conteúdos. O episódio em que Nunes Marques suspendeu pesquisa que direcionava respostas contra Flávio Bolsonaro agitou determinados ministros. A ideia, segundo avaliações, seria atropelar o TSE e o Congresso, definindo regras, critérios de registro e até metodologias para pesquisas eleitorais. Institutos de pesquisa deveriam preservar sua credibilidade estabelecendo regulamentação nos moldes do histórico Conar na publicidade.
A sessão que manteve o pai de Daniel Vorcaro em prisão preventiva teve um embate entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, ambos do Supremo Tribunal Federal. O decano do STF fez críticas à atuação da Polícia Federal e comparou o caso Master à Lava Jato. Já o relator, André Mendonça, afirmou que “não aceitará delação seletiva” e disse ver articulações “para gerar uma futura anulação do caso”. E disparou: “Há um sistema articulado para criar vícios. Não sou cego”.
In – Latte de cenoura com especiarias
Out – Cappuccino de cenoura e canela



