Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não estamos na Venezuela"

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reage ao ministro Flávio Dino (Justiça)

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Emendas de ministros ultrapassam R$300 milhões

As emendas de parlamentares que foram alçados ao posto de ministro de Estado no governo Lula já movimentaram mais de R$300 milhões este ano. O montante é referente ao valor que está empenhado, ou seja, já está garantido no orçamento.

O valor que foi efetivamente pago é superior a R$84 milhões (28% do total). O levantamento foi realizado pelo Diário do Poder com base em dados do Portal da Transparência.

Conta gorda

Considerando os quase-ministros André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Rep-PE), o total iria a R$ 365 milhões empenhados, 30% pagos.

Peso

Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), senador por Mato Grosso, tem o maior valor de emendas de ministros empenhadas: R$57 milhões.

Prata

O pagamento de emendas residuais de 2022 dá a Simone Tebet (Planejamento) a prata em valores empenhados: R$34,7 milhões.

Privilégios de ministro

Ministros do Turismo do União Brasil, Daniela Carneiro (RJ) teve R$21,1 milhões em emendas; Celso Sabino (PA), R$16,4 milhões.

CPI ouve testemunho de ex-integrantes do MST

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga as invasões do MST marcou para esta terça-feira (8) depoimentos que devem dar conta de como o movimento dos sem-terra se utiliza dos próprios membros de forma criminosa.

Segundo o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), um dos autores do pedido de oitiva, serão testemunhos “de quem vive na pele a barbaridade, a perversidade e a brutalidade que são cometidas por esse grupo criminoso e terrorista”.

Terrorismo

“Graças à CPI do MST, finalmente o povo brasileiro terá a oportunidade de conhecer [os crimes do MST]”, elogia o deputado federal.

Testemunho original

Cinco ex-integrantes do movimento e assentados vão testemunhar sobre “possíveis abusos e crimes” cometidos pelo MST.

Reação lulista

Mesmo antes do depoimento na CPI, as testemunhas e convocados já sofrem ataques nas redes sociais.

PL da Censura

Na reunião desta terça (8), líderes da Câmara dos Deputados discutem o Projeto da Censura, PL 2630, chamado por lulistas de “projeto das fakes news”. A matéria, ou parte dela, pode ser votada já nesta quarta-feira (9).

Falta disposição

O jurista Ives Gandra avalia que o Senado é a única instituição capaz de frear a interferência do STF em outros Poderes, mas que ainda não está certo sobre a “real disposição”, disse ele ao site Diário do Poder.

Solução Nordeste

Repercutiu a criação da frente Sul-Sudeste para “enfrentar” o Consórcio Nordeste. Raquel Lyra (PSDB), governadora de Pernambuco, rechaça o clima separatista e diz que a região nordestina “é parte da solução”.

Frente pró-Nunes

Caminha para o entendimento o apoio do campo conservador pela reeleição de Ricardo Nunes (MDB) à prefeitura de São Paulo. Nesta segunda (7), Nunes esteve com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Fora do ar

Clientes do Itaú não conseguiram acessar suas contas nesta segunda-feira (7). Logo no início da manhã estava fora do ar na internet, aplicativo etc. O banco atribuiu o problema a “instabilidade” e não deu explicações.

Chanceler sombra

Enquanto o chanceler de enfeite Mauro Vieira se ocupa com agendas domésticas, Lula destacou o assessor Celso Amorim, responsável de fato pela política internacional, para agenda em Cuba semana que vem.

Atraso de esquerda

Para o senador Sergio Moro (União-PR), o ucraniano Volodymyr Zelensky diz a verdade: “populismo da esquerda e o antiamericanismo tornaram Lula um aliado mundial” do presidente russo Vladimir Putin.

Verdade verdadeira

O afã por números catastróficos pode acabar mal para o governo petista: Após avaliação da transição, eram “3 mil obras paradas na educação”. Após a posse, 3,5 mil. Depois, 3,6 mil. Lula ontem falou em 4 mil.

Pensando bem...

...se não é incompetência, é má-fé.

PODER SEM PUDOR

O homem dos bigodes
Derrotado na disputa pelo governo do Ceará, em 1990, o ex-ministro Paulo Lustosa resolveu percorrer o Estado agradecendo os votos dos eleitores. Nos cafundós, pelas 3h da madrugada, muito cansado, pediu abrigo na casa de um agricultor. O homem, sonolento, atendeu Lustosa com simpatia, sem saber com quem estava falando.

O político não perderia a chance: “Diga-me, moço, em quem vocês votaram para governador?”. “Mulher!”, gritou o homem para dentro de casa “em quem a gente votou?”. “Foi naquele moço de bigode, o Lustosa!”. O ex-candidato cofiou os bigodes e se apresentou: “Eu sou o Lustosa e andei a noite inteira para vir aqui agradecer a vocês...”.

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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