Colunistas

Giba Um

"Não tenho nada contra Datena, mas ele não tem condições de representar o PSDB

ainda mais em uma eleição da importância da eleição de São Paulo", de Aloysio Nunes, ex-ministro, ex-senador e ex-PSDB.

Continue lendo...

O suspeito leilão do arroz deverá derrubar mais um. No Ministério da Agricultura o destino do diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Thiago José dos Santos, já está selado. Sua demissão é apenas questão de tempo. 

Mais: Na semana passada, Santos afastou-se em licença remunerada. Entre assessores de Carlos Fávaro, ministro da Pasta, é que essa teria sido a saída como forma de evitar o desgaste político de duas demissões pelos mesmos motivos em três dias. Thiago chegou ao cargo por indicação de Neri Geller.

Propostas recusadas

Podendo ser vista novamente na reprise de Alma Gêmea a atriz Nivea Stelmann, afastada da mídia desde 2019 e atualmente morando em Orlando com o marido o  empresário Marcus Rocha e seus dois filhos Miguel 19 anos (fruto de seu relacionamento com Mário Farias) e Bruna de 10, contou que na época  (auge da carreira) fazia a novela Suave Veneno, onde ficou conhecida como a 'garota do bumbum dourado', ela recebeu algumas propostas para posar nua. E recusou todas. "Cheguei a receber um buquê de flores da Playboy com dois milhões de beijos. Fiquei duas noites sem dormir, mas falei "não" por causa do compromisso com a minha família. Cheguei a conversar sobre a proposta com meus pais e eles responderam: 'Para a gente está tudo bem'. Mas eu criei uma responsabilidade tão louca comigo, que, se eu tivesse feito, eu teria me arrependido. Hoje, também, porque eu tenho um filho de quase 20 anos. E tem um outro peso de um moralismo que eu tenho dentro de mim, que não é de ninguém. É meu". Ainda disse que recusou outros trabalhos por causa da nudez: "Não tenho problema nenhum com a nudez, mas, quando eu tenho que ficar nua, eu travo. Você não acha cena minha nua. Nunca fiz. Já recusei filmes, novelas. Eu não fico pelada. Se aparecer do nada no meio da novela, eu chego a brigar com o diretor. Já briguei".

"Capacidade de autonomia"

Qualquer que seja a nova taxa de juros (Selic), analistas de plantão acham que Lula exagerou na dose contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que ele adora chamar de "esse rapaz", afirmando que "o chefe do BC tem lado político" e "trabalha para prejudicar o país". O presidente petista e o PT não reconhecem a autonomia do órgão e "tem uma visão primitiva do órgão". Especialistas acrescentam que, em seu ataque a Campos na CBN, Lula errou o tom quando disse que ele "não tem capacidade de autonomia no Banco Central", insinuando que seria controlado por forças políticas pelas quais tem admiração. Os mesmos analistas lembram que Campos trabalhou na campanha de Jair Bolsonaro, vestiu camisa verde e amarela para ir votar, recebeu medalha de bolsonarista e foi homenageado em jantar com Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e adversário do petismo em 2026. De quebra, avisou publicamente que gostaria de ser ministro da Fazenda de Tarcísio.

Não tinha outro

O presidente Lula até ganhou uns pontos a favor de sua popularidade nas últimas pesquisas. Mas ele, está no meio de diversas metralhadoras giratórias, queria atacar o que o ataca, só que estava um tanto à deriva e resolveu atacar Roberto Campos, o que já fez inúmeras vezes no passado recente. Poderia reclamar simplesmente que um jantar entre um governador e um presidente do Banco Central não era nada conveniente. E quando vê um microfone à sua disposição, Lula é dominado pelo improviso e aumenta sua coleção de tropeções em seus discursos.

Nova embaixadora

Nascida em Amambai (MS) mas hoje morando em Londrina (PR) a cantora Ana Castela que tem três anos de carreira está virando um fenômeno. Depois de ter firmado uma parceria com a Impala e lançado sua própria coleção de esmaltes, foi convidada para ser garota propaganda e embaixadora de um produto do Grupo L'Oréal. Ela representará aqui no Brasil a CeraVe (produtos para a pele). "Fiquei muito animada quando recebi o convite da CeraVe para ser a nova embaixadora, pois eu me preocupo com os cuidados da pele, e a marca é uma aliada essencial nesse processo. Já sofri com acne e uso maquiagem frequentemente, e agora posso contar com a CeraVe para ter uma pele saudável e radiante". 

In Drinque Margarita de gengibre
Out Drinque de cerveja e gengibre

Melhor com ele

Um ano e meio depois da posse de Lula, economistas experientes e o mercado já não esperam grande coisa do chamado "governo da vingança". Mesmo assim, torcem por Fernando Haddad como ministro da Fazenda, convencidos de que seria pior sem ele. Outras opções cogitadas provocariam pânico, como Aloizio Mercadante (BNDES), Márcio Pochmann (IBGE), passando pelo ex-ministro Guido Mantega e até o diretor do Banco Central Gabriel Galípolo. As opções oferecidas a Haddad, os heterodoxos da Unicamp, negam o óbvio: inflação e fenômeno monetário, por excesso de emissão de dinheiro.

Passado condena

O ministro Flávio Dino vai ter um pouco mais de trabalho para emplacar seu candidato ao STJ, o desembargador Ney Bello Filho, do TRF-1. Lideranças do PT teriam recebido um dossiê tratando da proximidade entre Bello e Jair Bolsonaro. O material cita decisões do magistrado entre 2019 e 2022 favoráveis ao então presidente da República. Em junho de 2022, Bello suspendeu o depoimento do então ministro Paulo Guedes no âmbito da Operação Greenfield, que investigava fraudes nos aportes de fundos de pensão no mercado financeiro. Outro caso é de dezembro de 2021 quando desembargador liberou madeira apreendida. A empresa MPD Transportes foi beneficiada e sua defesa foi feita por Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro.


PÉROLA

"Não tenho nada contra Datena, mas ele não tem condições de representar o PSDB ainda mais em uma eleição da importância da eleição de São Paulo",

de Aloysio Nunes, ex-ministro, ex-senador e ex-PSDB.

Fraude na Petrobras

O deputado estadual de São Paulo Leo Siqueira (Novo) desconfia da real dinâmica na demissão de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras e acionou a Justiça pedindo apuração. Ele alega que a saída de Prates feriu a legislação com encenação fraudulenta de "saída negociada" (foi demitido) porque teria ocorrido após interferência de Lula. O processo ainda teria questionado a nomeação dos atuais membros do Conselho de Administração e da nova presidente Magda Chambriard. Oficialmente, destituições no comando da Petrobras devem ser feitas em assembleia geral da empresa e não pelo presidente da República.

Disparado

A menos de quatro meses das eleições municipais, o atual prefeito do Rio de Janeiro, candidato à reeleição, Eduardo Paes tem ampla vantagem na corrida com 51% das intenções de voto. Há ainda indefinição e disputa em torno de quem será o vice do prefeito. Paes é seguido de longe pelos deputados federais Alexandre Ramagem (PL) com 11% dos votos (é o candidato de Jair Bolsonaro) e Tarcísio Motta (PSOL) com 8%. Os dois estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa é da Quaest. Começando a campanha, o apoio próximo do ex-presidente, poderá fazer Ramagem crescer, mas não aponto de superar Paes. 

Retrato

Economistas mais lúcidos estão explicando que o problema do SUS é o financiamento, não é "gestão, eficácia e efetividade". O gasto público do Brasil per capita na saúde é de US$ 610, enquanto na França é de US$ 4,1 mil e no Canadá, US$ 3,8 mil. Os mesmos especialistas dizem que "Para gastar mais e melhor no SUS são necessários mais recursos financeiros e organizacionais e não menos". A denúncia sobre a retirada de recursos para 2023 foi feita em outubro pelo CNS. O valor do orçamento do Ministério da Saúde está fixado em R$ 149,9 bilhões, o que representa uma redução de R$ 22,7 bilhões se comparada a 2022.

Águia sobrevoando

O Grupo Águia, do empresário Vagner Abrahão, ensaia um ataque em bloco no futebol. Além de conversas para a compra da SAF da Portuguesa, o nome do grupo também é cotado em um tradicional clube do interior de São Paulo e em outro, mais tradicional ainda, em Pernambuco. Em ambos os casos, a operação envolveria a aquisição de uma participação no futebol e gestão nos estádios. Abrahão é chegado na CBF, em diferentes gestões da entidade. O Grupo Águia chegou a ser citado pela Justiça norte-americana como intermediário no pagamento de propinas ao ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que acabou banido do futebol.

Atrás de Neymar

O Mercado Livre está disposto a entrar em campo ao lado do Flamengo em uma megaoperação financeira para contratação de Neymar.  A plataforma de e-commerce é patrocinadora do time rubro-negro, com um contrato de R$ 20 milhões por ano. O projeto envolveria o pagamento de parte do salário do atacante e uso de sua imagem em publicidade. O contrato com o Al-Hilal termina em agosto de 2025. O brasileiro surfa na onda do processo de sportswashing conduzido pelo governo da Arábia Saudita, que tem levado grandes jogadores do futebol europeu para a liga local. O salário de Neymar gira em torno de 100 milhões de euros por ano.

MISTURA FINA

O SANTANDER está avaliando reabrir o capital da Getnet em Nova York. Seria uma "meia volta, volver" depois de dois anos da empresa espanhola sair simultaneamente da Nasdaq e da B3. O Santander saltaria de uma receita de R$ 3 bilhões para um faturamento previsto de R$ 10 bilhões, de uma "simples" maquininha, a Getnet virou uma multiplataforma de pagamentos. 

A BRASILEIRA Marcopolo e a chinesa BYD vêm mantendo contato com autoridades do Paraguai. Em jogo, a disputa pela venda de cerca de mil veículos ao longo de quatro anos, que serão destinados a renovação da frota urbana em Assunção e cidades vizinhas. A licitação deve ser feita no segundo semestre e a exigência é que a montagem final seja feita no Paraguai. 

A FAMÍLIA Moll, maior acionista da Rede D'Or, estaria preparando uma nova oferta de ações da empresa. Em maio, o clã ganhou gordura ao aumentar sua participação no negócio, com a compra de parte dos papéis colocados à venda pelo fundo norte-americano Carlyle uma operação de R$ 400 milhões. O momento é considerado mais do que sintomático para a eventual ida da Rede D'Or ao mercado. A aposta do setor é que a companhia vai partir para nova temporada de aquisições de hospitais. Seria uma reação à recente fusão entre Dasa e Amil, que criou a segunda maior empresa do setor no país.

WILL Cathcart, um dos diretores do Meta, informou que o Brasil é o campeão em envio de mensagem pelo WhatsApp. "O Brasil é o país do WhatsApp, o uso per capita é muito alto. É o país que envia mais mensagens no WhatsApp. De longe, o Brasil é o país que mais envia mensagens de áudio no mundo, quatro vezes mais do que qualquer outro". Cathcart disse que os brasileiros também são os que mais utilizam as mensagens que desaparecem após leitura.  Apesar do sucesso, o Brasil fica em terceiro lugar no número de usuários, atrás de Índia e Indonésia. 
 
AFASTADO das telinhas do SBT desde 2022, Silvio Santos voltou por um motivo especial: questionar publicamente a sinceridade de sua mulher e autora de novelas Iris Abravanel. Na capa da revista Caras, está a entrevistada ao lado da chamada preparada pelo próprio Silvio Santos: "Será que ela foi sincera?". Nada de mais: tudo faz parte do que o apresentador criou para se divertir em sua aposentadoria e a chamada criou uma certa expectativa até nos familiares.

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

Continue Lendo...

Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

Continue Lendo...

Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).