Colunistas

GIBA UM

"O chefe do Executivo é omisso e retrógrado, incapaz de liderar o país em pautas importantes"

de Joaquim Barbosa, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal

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O empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter) voltou a criticar o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Musk republicou uma postagem do perfil governamental do X onde a rede social comentava a multa de R$ 700 mil aplicada à rede social pelo magistrado. E Musk comentou: “A lei está violando a lei”. 

Mais: de acordo com a publicação, houve uma determinação para que o X excluísse “publicações que criticavam um político brasileiro”, no prazo de duas horas. Em resposta, Moraes multou o X não em 100 mil reais, mas em 700 mil reais por post ofensivo na plataforma X, contradizendo a ordem anterior que previa multa de total  de100 mil reais.

Agora sem penas

A estilista, empresária e ativista Stella McCartney, uma das mais queridas designers de moda, está usando toda a sua influência para pedir para que seus colegas de profissão não usarem nenhuma espécie de artigo animal, como couro, pele e penas. A novidade é que os apelos para não usarem o couro e a pele sempre existiu, agora o não uso das penas é a primeira vez.

A filha do cantor Paul McCartney, fez uma espécie de abaixo-assinado junto com a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) de Feather-Free (Sem Penas) para que outros estilistas assinem e se comprometam de não usarem a plumagem em suas criações. Em entrevista a revista Atmos, Stella conta que nunca usou couro animal em seu trabalho.

“Nunca trabalhei com couro. Mesmo quando eu estava na Central St. Martin's, toda minha coleção, até meus sapatos e acessórios, eram à base de plantas. Às vezes, trabalho com meu pessoal de bolsas e sapatos, e nós estamos projetando e agora podemos obter alternativas de couro, com aparência super realista e macia. E eu fico tipo, ‘Eu nem sei realmente como é a sensação do couro de verdade, você vai ter que me ajudar aqui. Isso é bom?’ Em nosso último desfile, tivemos um casaco de crocodilo falso feito com o lixo da indústria de maçãs”.

Inércia do BC sem explicação

A única explicação possível para as sístoles e diástoles (contração e relaxamento do músculo cardíaco) do câmbio parece ser de conteúdo político, já que por maior que sejam as justificativas para o pulo do gato, não se entende essa volatilidade com reservas de US$ 370 bilhões.

A alta acumulada de 17% ao ano já ganhou um festival de razões: leniência fiscal, incontinência verbal de Lula, juros do FED e até a tragédia do Rio Grande do Sul. De repente o dólar caiu supostamente por causa de uma reunião entre Lula e Fernando Haddad (os mais irônicos dizem que seria bom se eles se encontrassem mais vezes de surpresa).

Ninguém consegue justificar nada, dando a impressão de que tudo não passa de jogo de espertos. Analistas dizem que o câmbio não é cassino. E nesse vai e vem, o que também não se explica é a inércia do Banco Central. O lastro cambial poderia até cair um pouco, mas teria de ser uma mega perda para o Brasil queimar, com exagero 1/3 de suas reservas.

“Dinossauro idiota”

Chamado até de “dinossauro idiota” por Javier Milei, o presidente Lula fez apenas “cara feia”, conforme ironizou o diplomata brasileiro. “Nem declarou o líder argentino persona non grata”, lembrando a reação de Israel às ofensas do petista ao povo judeu. Apenas cobrou “desculpas’”.

Agora, engoliu a humilhação de ver Milei aplaudido no Brasil. Sem relações rompidas, Lula não pode impedir a entrada de Milei do lado de cá. Chefe do Estado ofendido expulsa diplomatas do ofensor, bloqueia contas e fecha fronteiras. Lula preferiu não abrir a boca.

A vida é feita de escolhas

Depois da confusão gerado sobre a volta ou não do Rouge, as ex-integrantes desmentiram a suposta volta e contaram que cada uma segue caminhos escolhidos para suas carreiras. Karen Hills, que também é atriz pode ser vista na reprise da novela A infância de Romeu e Julieta e que tem se dedicado bastante ao teatro musical.

Revelou no  podcast Pod, Não Pod ou Depende comandado por Bianca Rinaldi e Guga Menga, que logo que entrou para o grupo Rouge fez um aborto.

“Vou falar uma coisa aqui que não falei em nenhum lugar. Na verdade, já fui mãe. Assim que entrei no Rouge, fiz um aborto. Embora não tenha planejado o Rouge na minha vida e tudo aquilo, a vida é feita de escolhas e escolhi seguir com a minha carreira. Não tive muito tempo para pensar a respeito”. E emendou que o parceiro da época lhe deu apoio. 

"Pé de galinha"

O ex-presidente Jair Bolsonaro usou a rede social X (antigo Twitter) para afirmar que seu rival e presidente Lula não estaria com suas faculdades mentais normais. O ex-chefe do Planalto chamou o petista de “filho do sistema e chefe da organização” e o acusou de enganar o eleitor.

“Um indivíduo dominado pelo ódio, pela mentira e pela traição”, sem citar o nome de Lula. Ironizando, lembrou as promessas de campanha de Lula e não “garantiu acesso dos brasileiros à picanha e cerveja, desejando que ele melhore o mais rápido possível, para o bem do Brasil”. E encerrou dizendo que a picanha, virou abóbora e se transformou em pé de galinha”.

Prato do dia

A discussão sobre o que vai ser selecionado com o imposto Seletivo (IS) e o que será isento na cesta básica permanece sendo uma batalha de lobbies no Congresso e no Executivo. Há dúvidas, inclusive, se os impostos e isenções poderão ser alterados em função dos preços ou mudanças de hábitos alimentares, além de pressões do governo de ocasião.

Lula não pretende propor uma PEC da Cesta Básica ou de produtos a serem selecionados com alíquota superior. A ideia é que a isenção de um produto seja custeada pelo aumento de outro. E a preferência pelos itens se move conforme lobby vencedor ou convicção de impacto político.

Quando a carne bovina estava querendo pular fora da Cesta Básica, o argumento era que “pobre come mesmo galinha e ovo, que é proteína suficiente”.

PÉROLA

“O chefe do Executivo é omisso e retrógrado, incapaz de liderar o país em pautas importantes e conservador à la carte. O país está acéfalo”, de Joaquim Barbosa, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal.

FRAUDE NA SECOM

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Lula anunciou em abril quatro empresas vencedoras da licitação. Porém, um dia antes, o portal O Antagonista divulgou, de forma cifrada, quais seriam as quatro empresas vencedoras do pregão.

“Se a subcomissão técnica conhecida antecipadamente a autoria de cada proposta técnica, como sugerem as evidências, é irregularidade grave, resultando em possível direcionamento do certame e maculando todo o processo de licitação” diz o relatório. Ou seja: nada de novo no mundo político-administrativo do país. 

Joio e trigo

A BrasilAgro já teria iniciado o processo de due diligence para a compra do controle da Elisa Agro, que está em recuperação judicial com dívida superior a R$ 665 milhões. A empresa está assustando os tomadores de Certificados de Recebíveis do Agronegócio.

Praticamente metade da dívida – R$ 330 milhões – está pendurada nessa modalidade de financiamento. Só que a Elisa Agro é uma companhia cobiçada no mercado, com sua carteira de mais de 13 mil hectares em área de plantio.

É um potente do setor de propriedades rurais, com mais de 275 mil hectares e uma receita líquida de R$ 14 bilhões no último ciclo, a safra 2022/2023.

PENDURICALHO

O ministro do STF, Gilmar Mendes, devolveu para julgamento a ação sobre o pagamento de quase R$ 1 bilhão em penduricalhos para juízes federais.

A discussão está suspensa desde março, quando Mendes pediu para analisar recurso da AGU contra decisão do ministro Dias Toffoli que liberou o benefício a um grupo de magistrados que pode vir a embolsar até R$ 2 milhões cada.

Mais: conhecido como quinquênio, a ATS prevê que, a cada cinco anos, os magistrados incorporem a seus salários 5% de seus salários, um aumento automático.

Dívidas acumuladas 1

Neymar, um dos jogadores mais bem pagos do mundo, com uma fortuna estimada em R$ 4,8 bilhões, enfrenta outra realidade: seus familiares acumulam dívidas. A situação é bem diferente para Neymar pai, Nadine Gonçalves e Rafaella Santos.

O sócio do craque, Neymar pai tem dívidas em Santos e no Rio. Outra dívida é com uma empresa do Balneário Camboriú, que instalou um sistema de ar-condicionado na cobertura de quatro andares da família. O valor é de R$ 5 mil, atrasado desde abril.

Já Rafaella Santos deve R$ 6,5 mil a um hospital e laboratório de análises por exames feitos em 2020 e 2022. Deixou de pagar parcelas de R$ 250.

DÍVIDAS ACUMULADAS 2

Mais dívidas da família de Neymar: Nadine Gonçalves está em atraso com o pagamento do condomínio referente a fevereiro e março, somando R$ 2,6 mil.

No total, as dívidas do trio somam cerca de R$ 21 mil significamente menos ao que Neymar ganha em uma hora de trabalho, aproximadamente R$ 55 mil. Seu contrato com Al-Hilai, por exemplo, lhe rende cerca de R$ 40 milhões por mês.

As pendências financeiras dos familiares resultaram na inclusão de seus nomes no registro público de inadimplência e protestos em cartórios, o que levará a negativação de seus nomes aos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa..

MISTURA FINA

  • O MINISTRO da Agricultura, Carlos Fávaro, avisou que o governo federal desistiu de fazer a importação de arroz para abastecer o mercado nacional. Fávaro garantiu à GloboNews que o preço do pacote do cereal está dentro da normalidade e que a compra internacional não será necessária.  A bilionária compra do grão acabou em escândalo que derrubou um secretário do Ministério de Lula, Neri Geller e o filho de Geller foi denunciado como sócio da corretora que venceu o leilão, depois suspenso.
  • NA fraude da Americanas, Lula fará de tudo para que não se repita a Lava Jato. Mas, há indícios para que a Polícia Federal iniciasse operação semelhante. Os documentos contábeis da rede varejista levam a diversos fornecedores de diversos tipos de produtos, de canetas à pasta de dente. De antemão, não se pode sequer estimar o número de empresas do comércio eletrônico também use desse artificio contábil fraudulento. Em 2022 já existiam 565.300 sites de comércio eletrônico no Brasil.
  • NO mercado, as informações sobre os planos da empresa DM Financeira ampliar seu raio de ação, está concentrado na área de crédito. Um dos alvos seriam desenvolver soluções para pagamento para varejo. É um insumo poderoso nas mãos: sua base de clientes. Em abril, a companhia comprou a carteira de empréstimos da Credz, financeira dos irmãos Zogbi, antiga controladora da Ripasa e do Banco Zogbi. Com isso, superou a marca de R$ 4 bilhões em financiamentos. Passou a ser também a maior operadora de cartões private label nas lojas, com 13 mil pontos de venda.
  • ASTRID Fontenelle está pronta para lançar seu mais novo projeto na TV, depois de deixar o Saia Justa, onde passou anos no comando. Deverá pilotar uma atração nova, onde faz entrevistas com mulheres com mais de 60 anos. A jornalista do GNT afirmou que nem acreditou o tanto que realizou em junho, admitindo que teve coisa chata no período, “mas que foram resolvidos à moda antiga e conversando”. E emendou: “Além, é claro, das tretas políticas que fazem eu parar tudo para protestar, porque atualmente só nos gritos a gente detém esses políticos”. O programa vai se chamar Adoráveis Conselheiras.

In – Bolo de amendoim
Out – Bolo de milho

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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