Colunistas

Claudio Humberto

"O governo só olha para o passado"

Ciro nogueira (PP-PI) alerta que Lula não cuida do presente e nem do futuro da Nação

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Americano confessa tristeza com mentira de Lula

O americano Michael Shellenberger, que está no meio da polêmica entre o mega-empresário Elon Musk e o ministro do STF Alexandre de Moraes, confessa sua tristeza ao constatar que Lula (PT) mentiu para ele durante entrevista anos atrás. “Perguntei se ele transformaria o Brasil numa Cuba, onde não há liberdade de expressão”, contou Shellenberger ao podcast Diário do Poder desta semana. Lula negou, mentindo para ele, que era mais um jornalista de esquerda que se encantara com o petista.

Pinóquio

Além de tecer críticas a Lula, Shellenberger admitiu ter levado para o “lado pessoal” pois Lula mentiu olho no olho.

Efeito Sérgio Tavares

Shellenberger confirmou que não se sentiu ameaçado durante a viagem ao Brasil, mas disse torcer para que a PF o permita sair do país.

Censura é loucura

“Eles enlouqueceram!” disse o jornalista americano em entrevista ao podcast após citar agentes do Estado que exigiram censura. 

A origem

Shellenberger revelou emails de membros do X do Brasil e dos Estados Unidos com relatos de pedidos nada ortodoxos do judiciário brasileiro.

TRF4 põe na gaveta ação sobre Eldorado Celulose

O caso Eldorado Celulose está virando símbolo da insegurança jurídica. O desembargador do TRF-4, Rogério Favreto, candidato à vaga no STJ (Superior Tribunal de Justiça), travou o julgamento sobre a validade de ação popular encabeçada pelo ex-prefeito de Chapecó (SC) Luciano Buligon, que pede a suspensão da venda da empresa à multinacional Paper Excellence. Favreto, que em julho de 2023 suspendeu o negócio por meio de liminar, optou por deixar na gaveta o julgamento do mérito.

Partes se manifestaram

Esperava-se que a ação popular fosse incluída na sessão virtual de terça (9), até porque todas as partes já se manifestaram nos autos. 

Ficando para depois

Favreto decidiu colocar em votação um agravo da Paper contra a liminar, postergando ainda mais o desfecho do caso, conforme convém à J&F.

Vendeu e não entrega

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F, fazem das tripas coração para não entregar a fábrica de celulose vendida em 2017.

Fantasma bilionário

Jair Bolsonaro lembrou o motivo de ter acabado com o DPVAT: excesso de arrecadação e denúncia de desvios. O ex-presidente ainda lamentou projeto do governo Lula, aprovado na Câmara, que ressuscita o imposto.

Repercussão internacional

Deputada argentina, Maria Celeste repudiou “violação da liberdade de expressão no Brasil” e se solidarizou aos brasileiros perseguidos “por se posicionarem do lado oposto do presidente condenado por corrupção”.

Ibama na UTI

Sem contar com a comoção de artistas, servidores do Ibama já estão há mais de três meses parados. Cobram melhores salários e condições de trabalho. Multas por desmatamento na Amazônia recuaram 87,84%.

Arapongagem em Roraima

O presidente da Assembleia de Roraima, Soldado Sampaio (Rep), rompeu com o enroladíssimo governador Denarium (PP). Denúncias de arapongagem via Secretaria de Segurança azedaram a relação.

A Pec sumiu

O roda presa Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, sumiu da pauta com a PEC sobre drogas. O texto precisa de cinco sessões de discussão para ser votado, mas só foi pautado em três e desapareceu.

Mais uma blindagem

Haddad foi escalado para contar a lorota “distribuição de dividendos é assunto da diretoria da Petrobras” para tentar blindar Lula da investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre interferência ilegal na gestão da empresa e no calote aos investidores.

Sonho efêmero

Quem ficou mal quase troca do presidente da Petrobras foi Aloizio Mercadante (BNDES), que, percebendo a fragilidade de Jean Paul Prates, avisou ao próprio ter sido sondado por Lula para o cargo.

Ativismo autoritário

A mídia governista recusou o debate sobre liberdade de expressão, o bem mais precioso da democracia, após a sapatada de Elon Musk. A turma não se importa com censura, desde que o silenciado seja o outro.

Pergunta impertinente

De quanto tempo a sempre ativa primeira-dama Janja precisa para falar algo sobre o enteado acusado de espancar a mulher?

PODER SEM PUDOR

Redondamente limitado

Se denúncias envolvendo parlamentares provocam revolta, a qualificação de boa parte deles tampouco motiva o respeito dos eleitores. Na CPI do Apagão Aéreo, o coordenador de Prevenção de Acidentes da Infraero explicava que se medem as pistas dos aeroportos com “rédua milimetrada” quando o relator Marcos Maia (PT-RS) interrompeu, com ar de especialista:
- Quadrada ou redonda?
- Redonda?!?! – espantou-se o depoente, em meio a gargalhadas gerais.

 

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Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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