Irã já pode ter matado 6.000 jovens, e Lula se cala
O governo Lula (PT) mantém silêncio vergonhoso, que não surpreende, sobre as atrocidades cometidas pelos seus aliados do Irã, cujas forças de repressão podem ter matado mais de 6.000 manifestantes desde o início dos protestos nas ruas de Teerã, em 28 de dezembro.
A informação é da ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. Há subnotificação de vítimas fatais, por isso até o início da noite desta segunda-feira (12), somente era possível confirmar cerca de 700 mortes.
Apagão digital
Apagão digital imposto pela ditadura dos aiatolás dificulta a coleta de dados, mas registros convencionais apontam para mais de 6.000 mortos.
Diplomacia cega
O Itamaraty distribui notas sobre quaisquer acontecimentos em outros países, mas se omite diante dos crimes cometidos por ditadores amigos.
Maioria era jovem
A maioria dos assassinados pela teocracia tinha menos de 30 anos, segundo Mahmood Amiry Moghaddam, diretor da IHR.
Amigos e ídolos
Lula relativizou a invasão da Rússia, e sempre passa pano para ditadores amigos e ídolos, como Maduro e Danel Ortega, entre outros.
PT não deve levar pasta da Segurança Pública
A nomeação de um petista para comandar a eventual pasta da Segurança Pública, se ocorrer, será provisória. Entre as condições de Lula para desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública está um aceno aos governadores. De olho no voto e sem pressa, Lula busca um perfil aguerrido, mas que não encontre portas fechadas nos Estados.
A avaliação do petista é que pouco resolve criar o ministério agora, sem orçamento e sem aprovação da proposta da segurança pública.
Nome da área
Lula pediu nomes fora da política e mais afastado do judiciário. A ideia é que seja um profissional ou especialista em segurança pública.
Sem interesse
A vaga, por ora, não interessa tanto assim aos políticos. Em ano eleitoral, ministros precisam deixar os postos até abril para disputar eleição.
Interesse baiano
O PT baiano, especialmente o líder de Lula no Senado, Jaques Wagner, tenta emplacar Wellington César Lima e Silva com uma vaga no rateio.
Vapt-vupt
A reunião entre os presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo Filho, que teve a crise do Master na pauta, mal deu tempo para o café. Durou menos de meia hora.
Falando nisso
A tal inspeção no Bacen, inventada pelo TCU, que nada tem a ver com a liquidação do Banco Master, deve ser ligeira. O presidente da corte de contas, que não é um tribunal, apesar do nome, deve durar até 30 dias.
Enxaqueca
Ex-petista e rompida com Lula, Heloísa Helena (Rede-RJ) já dá dor de cabeça ao governo. A suplente em exercício do barraqueiro Glauber Braga (Psol) cobra pela CPI do Banco Master, sem adesão no PT.
A picanha sumiu
Com o preço da picanha em alta de até 15%, Marcos Rogério (PL-RO) ironizou a promessa de Lula de “churrasco e cerveja”. Lembra o senador: "Prometeram picanha no prato. Entregaram comida mais cara".
Boquinha de siri
Deltan Dallagnol (Novo) cobrou Lula pelo constrangedor silêncio: "correu pra parabenizar Wagner Moura pelo prêmio nos EUA, mas até agora nenhuma palavra sobre as vítimas assassinadas pela ditadura do Irã”.
Pra ontem
Revelado elo entre irmãos do ministro Dias Toffoli (STF) e fundo ligado a suspeitas no caso do Banco Master, Magno Malta (PL-ES) cobra o fim do recesso parlamentar para, diz o senador, passar o “Supremo a limpo”.
Cachê bem pago
O diretor que fez figura no Globo de Ouro já contou em filme a mentira de que Dilma foi “vítima de golpe”, e o ódio dessa turma não é “gratuito”, como de boa-fé acreditou. Custaram R$7,5 milhões governamentais.
Impostômetro
Já deixamos para trás a marca de R$150 bilhões em impostos tomados dos brasileiros. A marca foi batida e superada no domingo (11). A conta é do impostômetro, iniciativa da Associação Comercial de São Paulo.
Pergunta no Irã
Nota de protesto é só contra a prisão de amigos ditadores?
PODER SEM PUDOR

Conversa de bêbado
Benedito Valadares foi chamado ao Palácio do Catete, no Rio, para receber de Getúlio Vargas a melhor notícia de sua vida: seria nomeado governador de Minas Gerais. Mas o ditador ordenou-lhe segredo absoluto por uma semana. Angustiado, Valadares ia à Pedra do Arpoador, todos os dias, para gritar a plenos pulmões: “Eu sou o novo governador de Minas!” No sexto dia, ele não se agüentou e contou tudo à mulher. D. Odete não acreditou: “Mas, Benedito, você não me garantiu que tinha deixado de beber?”



