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"O nosso Bozo, que foi se esconder nos Estados Unidos, não teve coragem de me encarar de frente"

de LULA // em cerimônia de entrega de unidades habitacionais em Santo Amaro (BA)

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Nos últimos dias, as redes sociais ironizavam ao ver, no primeiro encontro com Joe Biden em Washington, o mandatário norte-americano derreter-se em elogios à primeira-dama Janja e depois entrar no edifício levando a primeira-dama de mãos dadas

Mais: a foto de Janja entre Lula e Biden no gabinete ganhou retoque: colocaram nela um chapéu na cor do vestido (azul) e no estilo da personagem “a bruxa do 71” do seriado Chaves, e outras versões de Janja com figuras importante do mundo: como entre Donald Trump e Kim Jong-un.

In – Decoração: plantas suspensas

Out – Decoração: plantas em canteiro

Largada

Sem qualquer alarde, o PL Mulher, novo grupo criado no partido de Valdemar Costa Neto (e de Jair Bolsonaro) e comandado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, reuniu-se pela primeira vez em Brasília traçando os passos de largada. Ela deverá – e sem “deixar de cuidar da Laurinha”, ela tratou de avisar – viajar para várias cidades do país, em busca de mais filiadas de saias para a legenda e ouvindo reclamações delas. Irá com duas assessoras e, de quebra, Walter Braga Neto, ex-candidato à vice-presidente de Bolsonaro e agora quase transformado em Secretário de Relações Institucionais do PL.

FANTASIA JUSTA

O carnaval da ministra da Cultura, Margareth Menezes, terá duas faces. De um lado, a celebração da cantora em seu novo cargo. Margareth é ativista de diversos grupos culturais e traz a representação de seu gênero e da sua cor. Por outro lado, haverá o patrulhamento do camarote da ministra em Salvador, com questionamento sobre patrocinadores e valores. Uma alternativa (difícil) seria suspender o camarote; outra (improvável) seria abdicar de qualquer patrocinador.

Primeiro

A nova deputada federal Rosângela Moro (União-SP), protocolou seu primeiro projeto de lei na Câmara, onde visa aumentar as penas de crime para “registro não autorizado de intimidade sexual” que depois são divulgados também sem consentimento, por lazer ou vingança ou “divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia”.

Em suas redes sociais falou: “A pornografia de vingança precisa ser combatida com critérios mais rígidos. A prática costuma ser realizada por ex-cônjuges ou ex-namorados inconformados com o fim da relação. A divulgação de imagens, fotos e vídeos íntimos tem a finalidade de destruir a imagem da vítima. Ademais, tal situação poderá causar graves danos psicológicos para a ofendida, muitas vezes irreversíveis”.

ESTILO JK

Se JK tinha um plano de metas que prometia “50 anos em 5”, o presidente Lula, visitando obras no interior de Sergipe, garante que seu governo “vão ser quatro anos que vão valer por 40”. No Brasil inteiro, hoje, são 144 mil obras paradas, com 11 mil contratos não vigorando e somente R$ 144 bilhões de investimento. Metade das obras paralisadas está nas áreas de Educação e a maior parte no Nordeste brasileiro. São Paulo, à propósito, só tem 600 obras federais paralisadas.

Olho nas estradas

O Ministério dos Transportes quer avançar no programa de concessões rodoviárias herdado do governo Bolsonaro. As primeiras da fila são as BRs 262 e 267. Por outro lado, o ministro Renan Filho iniciou conversações com governadores que já manifestaram interesse em assumir a operação das rodovias em seus estados. É o caso de Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, que está disposto a estadualizar a gestão do trecho da BR-163. A CCR MSvia, atual operadora, quer devolver a concessão.

Contagem regressiva

A atriz Monique Alfradique, 36 anos, está em contagem regressiva para o Carnaval, que já começou em muitos estados. Musa da Grande Rio já há seis anos conta que sua preparação antes do Carnaval é procurar se alimentar bem com carboidratos para dar energia, exercícios (treino aeróbico para ganhar resistência) e boas horas de descanso. No dia do desfile a adrenalina já toma conta do corpo, mas ela procura se tranquilizar. “Tento meditar antes de sair de casa, faço sempre uma oração antes de entrar na avenida e, claro, como um chocolatinho pra potencializar a energia”.

E apesar de desfilar a mais de 10 anos confessa: “Tenho frio na barriga sempre antes de entrar na Avenida! O difícil é segurar a ansiedade para fazer o melhor desfile. É você ter domínio dos seus sentimentos e autoconhecimento para manter a tranquilidade”. Depois de desfilar ela bebe muita água. Após o carnaval já tem projetos “Tenho projeto para o cinema, meu monólogo farei uma turnê com Quase Normal e vou apresentar o programa Beach Life no canal E!.

Atrás de Bolsonaro

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, articula com o TCU, a realização de uma devassa mais ampla nos gastos do governo Bolsonaro com populações indígenas em todo país. A intenção é ir além da auditoria instaurada pelo TCU em janeiro, concentrada basicamente nos Yanomamis. Políticas de saúde, vacinas, construção de escolas, segurança, programa de apoio a atividades econômica de subsistência, pesca e agricultura.

O governo quer destrinchar essas cifras. Com a devassa nas áreas indígenas, a CGU quer produzir provas para criminalizar a gestão de Bolsonaro pela situação de vulnerabilidade desses povos. A ideia é municiar o STF, onde o ministro Luiz Roberto Barrosos já determinou abertura de investigação contra Bolsonaro e autoridades de sua gestão por possível crime de genocídio contra a comunidade Yanomami. E esse processo pode ser estendido a outros territórios indígenas do país. O alvo não é apenas Jair Bolsonaro e poderá incluir colaboradores diretos.

Em clima de folia

A modelo Aline Weber também resolveu entrar no clima do Carnaval e posou para um ensaio da revista Harper’s Bazaar digital do Brasil em cliques feitos por Guilherme Nabhan e styling de Antônio Frajado. Aline conta qual o segredo de ser diferente a cada ensaio. “Sempre gostei dessa parte da moda e da minha carreira, dessa possibilidade de viver diferentes personagens. Recebo, normalmente, um briefing antes do trabalho, descrevendo o que será a inspiração ou a história a ser contada – e acho essa criatividade realmente fascinante”. Morando no Estados Unidos, depois de uma estadia no Brasil por causa de um namoro que já terminou ela também poderá ser vista em breve nas campanhas Bloomingdale’s e Estée Lauder.

Depois do Carnaval

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, está acertando para depois do carnaval uma ida ao Senado para explicar a política de juros, assunto que muitos parlamentares não têm nem ideia do que seja e como baixar. O PSD de Gilberto Kassab trabalha para proteger a independência do Banco Central, ao lado do MDB e União, partidos da base governista. No Congresso, muitos acham que a guerra contra o BC é para esconder o micro crescimento do PIB (deve ser abaixo de 1%).

Instituto também

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que acaba de dar uma entrevista ao Washington Post tentando melhorar sua imagem e anunciando que estará de volta ao Brasil em março, está pensando em criar um instituto com seu nome, a exemplo do que fizeram FHC e o próprio Lula (o do petista está menos movimentado nestes tempos iniciais de governo). Manterá sua posição de “presidente honorário do PL”, ocupará o escritório a ser montado por Valdemar Costa Neto e poderá receber doações que seriam contabilizadas pelo instituto.

Proibido no Metrô

As foliãs dispostas a exibir sua nudez (ou parte dela) nos blocos da cidade de São Paulo estão reclamando da proibição do metrô contra o uso de biquíni em seus vagões. Homens sem camisa também serão barrados. A proibição inclui a Linha 4 – Amarela, 5 -Lilás, 8 – Diamante e 9 – Esmeralda. Trata-se de um antigo decreto do prefeito nomeado Olavo Setúbal por conta da inauguração da Estação Sé, a maior do sistema metroviário de São Paulo, no final dos anos 70. Participantes de blocos e mesmo integrantes das escolas poderão usar o metrô no período carnavalesco (o sistema funcionará até mais tarde no Carnaval. Short e bustiê não estão proibidos e a proibição do metrô, não atinge ônibus, taxis e carros de aplicativos.

REAÇÃO

Grupos de carnavalescas espalhados pela cidade, contudo já estão se organizando para tentar burlar a proibição. O decreto diz que “roupas que cause consternação nos passageiros estarão proibidas” e elas argumentam que, em nossos tempos, biquínis não causam consternação. A direção do metrô, contudo, organiza uma barreira extra de vigilantes para impedir a entrada de mulheres usando biquínis. Há quem aposte que a situação ficará complicada. Outras, especialmente das escolas, tentarão usar o metrô, usando tapa-mamilo, novidade das agremiações neste ano.

MISTURA FINA

NA semana passada, o secretário da reforma tributária, Bernand Appy, estimou aprovar a matéria no Congresso, em até seis meses. Parlamentares veem com ceticismo esse prazo, especialmente porque, de cara, o percentual de 25% do novo imposto será derrubado pelos deputados e senadores. Seria um dos mais altos do mundo. Na Câmara, o grupo de trabalho do assunto será aberto apenas depois do Carnaval, e depois, terá de ter a chancela do Senado.

O GOVERNO Lula não apenas suspendeu a privatização da PPSA (Pré-Sal Petróleo) como bateu o martelo para ampliação dos quadros da empresa. O Ministério do Planejamento trabalha na montagem de concurso público para contratação de 120 funcionários para a estatal do pré-sal. Durante o período de Bolsonaro e com toda a má vontade de Paulo Guedes, o efetivo da PPSA cresceu de 44 para 58 profissionais.

O EX-ministro Paulo Guedes, que está cumprindo quarentena de 60 dias com R$ 39 mil a cada mês, não topou participar de qualquer secretaria no governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo, aceitou chefiar um conselho econômico ligado à administração do Republicanos (agora, pensa em se bandear para o PSD). Reunirá economistas respeitados para dar palpites na condução da área no governo.

O ROMBO que levou a Americanas à recuperação judicial não afeta apenas bancos e grandes fornecedores. A varejista deve perto de R$ 887 milhões (cálculo inicial) para mais de 6 mil micros, pequenas e médias empresa que eram fornecedoras de produtos ou serviços. Sem receber as dívidas e com o caixa desfalcado pela inadimplência, algumas já começaram a reduzir a produção e a fazer cortes no quadro dos funcionários.

SEM meio de sustento, garimpeiros começarão a voltar para as terras Yanomamis de alguma maneira. O governo ainda não encontrou um novo trabalho para 20 mil homens que deixaram a reserva indígena. Muitos estão espalhados em Boa Vista, arrumando bicos para comer. O maior risco é o crime organizado presente na região aliciá-los para atuar em outras atividades ilegais, como desmatamento ou pesca clandestina. Não há hipótese de colocar 20 mil na cadeia.

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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