Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Ouvi dele a intenção de reduzir o envio de MPs"

Presidente da Câmara, Arthur Lira, após encontro com Lula no Planalto

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BC desmente ‘discriminação política’ em contratos

Manifestação do Banco Central (BC) enviada à coluna desmente a lorota contada pelo deputado Cláudio Cajado (PP-BA), relator do projeto que torna crime a suposta “discriminação” contra políticos. A alegação é que pessoas “politicamente expostas” (PEPs) são preteridas em instituições financeiras por serem pessoas envolvidas na política. O BC informou que, ao contrário do que afirma Cajado, “não há vedação regulatória para celebração de concessão de crédito como PEPs e relacionados”.

Bancos e afins

A autora do projeto original, deputada Dani Cunha (União-RJ), filha de Eduardo Cunha, disse que o projeto versa sobre instituições financeiras.

Sem motivo

“O projeto ressalva que não pode ser considerada idônea a motivação, pelo simples fato de a pessoa ser politicamente exposta”, diz a deputada.

Blindagem

O texto original endurecia a pena para quem, por exemplo, xingasse uma “pessoa politicamente exposta”: entre 2 e 4 anos de prisão. Não vingou.

Nem se compara

Caso aprovado como estava, a pena para quem xingasse político seria bem maior do que para o cidadão comum injuriado: entre 1 e 6 meses.

Sede da COP, Pará soma 34% do total desmatado

Escolhida por Lula (PT) como a sede da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), Belém é a capital do estado que mais desmata a Amazônia. Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) do INPE, que mantém informações desde 1988, o Pará é responsável por 34,1% de todo o desmatamento acumulado da Amazônia Legal: 166,8 mil quilômetros quadrados.

Números chocam

O Prodes revela que o Pará ainda lidera o desmatamento no Brasil: 4,2 mil km2 de mata foram destruídos em 2022, quase 36% do total nacional.

Triste liderança

Entre os anos 1980 e 1990, o Pará rivalizou com o Mato Grosso como maior desmatador. Assumiu a “liderança” em 2006, mantida até hoje.

Amazonas: 6,9%

O Amazonas, com a maior parte das florestas, desmatou 6,9% do total histórico, segundo o Prodes. É o 4º maior resultado entre os estados.

Ataques terceirizados

Para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) Lula tenta sabotar o presidente Banco Central, Roberto Campos Neto. “Se grito fosse bom para política econômica, a torcida do Flamengo seria a melhor opção para o BC”.

Não falou, mas disse

Ao anunciar encontro com Lula para discutir “a intenção de trabalharmos juntos”, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), informou que “não se falou de mudanças no Ministério”.

Frase preventiva

Arthur Lira fez questão de destacar nas redes sociais que não tratou de mudanças no ministério porque, gato escaldado, previa as manchetes garantindo que ele esteve com o presidente levando uma lista de cargos.

Ex na mira

Está marcada para a terça-feira (20) a sessão da CPMI do 8 de Janeiro para analisar 21 requerimentos, incluindo a convocação do ex-ministro do GSI general Gonçalves Dias, vulgo “G.Dias”, o general do Lula.

Líder do ranking

Levantamento do Paraná Pesquisas aponta Raquel Lyra (PSDB), que enxotou o PSB após quase duas décadas no comando de Pernambuco, como a melhor governadora do Nordeste. No ranking nacional, é a sexta.

Alvo certo

Há 11 requerimentos apresentados à CPI do MST por informações de autoridades da Bahia, entre elas, o petista Rui Costa, atual ministro da Casa Civil e ex-governador do Estado. Ele é alvo de dois pedidos.

Começou assim

Há dez anos protestos de rua se espalhavam e reuniam, em 17 de junho de 2013, milhões de brasileiros nas ruas de dezenas de cidades. “Não é só pelos 20 centavos” à época era o lema para os atos.

Removendo o incômodo

Algumas horas após a operação da Polícia Federal na casa de Marcos do Val (Pode-ES), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já pediu o afastamento do senador da composição da CPMI do 8 de Janeiro.

Pensando bem...

...“concorrente” da Petrobras, só o governo.

 

PODER SEM PUDOR

Quando um ‘animal’ fala...

Interventor de Minas Gerais, Benedito Valadares era conhecido pelo vocabulário esquálido e os gestos pouco elegantes. No início dos anos 1940 do século passado, em visita a Manhuaçu, na zona da mata, ele discursou: “Manhuasuínos! Não vos desanimeis. Animais, como eu...” Um apavorado assessor o interrompeu para informar, baixinho, que a palavra correta era “manhuasuenses”. Era tarde: a multidão, ofendida, já iniciara a debandada.

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Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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