Colunistas

GIBA UM

"Quem sabe o Alexandre de Moraes tenha um momento de Deus tocar o coração dele"

de JAIR BOLSONARO // antes do final de seu julgamento no TSE.

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Reviravolta no Banco do Brasil: a presidente Tarciana Medeiros não apenas engavetou a venda de subsidiárias e controladas internacionais – como BB Américas, em Miami ou o Patagônia, na Argentina – como pretende ampliar a presença do BB no exterior.

Mais: entre os planos estão a abertura da segunda agência na China e a instalação de um escritório no Oriente Médio. Há estudos também para o aumento da rede de operações na América do Sul com possível entrada em países como Colômbia e Peru. 

In -  Inverno: cabelos com tranças
Out  -  Inverno: cabelos com coque

Mais uma campanha

A filha da eterna rainha dos baixinhos, Sasha Meneghel, 24 anos emprestou mais uma vez sua beleza para a campanha Life by Vivara. A nova coleção, inspirado na galáxia e sua imensidão, é composta por 12 peças, entre brincos, colares e anéis, feitos em prata e prata banhada ouro.

As peças foram classificadas como atemporais e minimalistas, mas que surpreendem com os pequenos detalhes, prometendo conquistar as consumidoras que poderão montar  suas combinações com brincos e anéis delicados e com shapes nada óbvias, algumas lembram até o espaço sideral.

“Ser o rosto dessa coleção, que traz tanto sobre mudanças e também sobre as possibilidades de ser quem se é, além do design super chique e elegante, foi um grande prazer. Galaxy tem joias que permitem sobreposições, com misturas de banhos, que podem ser usadas desde uma festa até compromissos do dia a dia”.

Formada em moda ela revela que não tem um só guarda-roupa. “Atualmente, não fico sem um bom jeans, normalmente, acabo roubando do meu marido, porque é mais larguinho e eu amo, uma regata branca e uma jaqueta bem legal. E sempre pego peças do armário da minha mãe e acho que isso é muito legal. Tenho um shortinho jeans dela, da Calvin Klein, que agora está comigo”.

Corrida ao Pão de Açúcar

O Casino quer vender o Grupo Pão de Açúcar e Abílio Diniz já avisou que está fora dessa corrida. Três corredores, todos eles de fora do setor supermercadista, estariam posicionados na largada: Grupo Ultra, Itaúsa e J&F. Desses, o Grupo Ultra é o que mais parece ter sinergia com o Pão de Açúcar, com suas lojas de conveniência ligadas à rede de postos Ipiranga.

O Itaúsa está diversificando seus negócios: está na Alpargatas (sandálias), na Dexco (painéis de madeira, louças e metais) e transporte de gás natural (NTS).

A J&F quer comprar tudo: os irmãos Joesley e Wesley Batista já tem o Banco Original, parte da Eldorado Celulose, da PicPay, área de mineração, Canal Rural, âmbar Energia e Flora (higiene e limpeza). O GPA tem mais de 600 pontos de venda. Uma fusão Carrefour-Pão de Açúcar está fora de cogitação. 

Aumentando a família

A primogênita do clã Kardashian, Kourtney Kardashian anunciou durante um show da banda Blink-182, cujo seu marido Travis Barker é baterista que estava grávida do primeiro filho do casal (o sexo já foi revelado em um vídeo após o  anúncio).

A revelação, não que o marido não soubesse, causou comoção em Travis, porque durante o show Kourtney levantou um cartaz revelando a novidade para o mundo inspirado no clipe All The Small Things sucesso da banda de 2000.

Vale lembrar que este é o quarto filho de Kourtney, que já é mãe de Penelope, de 10 anos, Reign Aston, de 8, e Mason Dash, de 13, fruto do relacionamento com Scott Disick. Travis, por sua vez, tem dois filhos com a ex-mulher, Shanna Moakler, Landon, de 19, Alabama, de 17.

Favorito do tabaco

Não será por falta de acesso qualificado aos principais gabinetes de Brasília que o advogado Márcio Fernandes, um dos votados na lista sêxtupla da OAB perderá a disputa pela vaga no STJ. Ele foi diretor jurídico e de compliance da BAT (British American Tobacco) Brasil, antiga Souza Cruz, que tem uma das melhores estruturas de lobby do país.

Para a BAT nada mais oportuno do que ter entre os togados do STJ um nome mais sensível aos pleitos da indústria tabagista. Há interesses que deverão passar pelo Judiciário (aumento da tributação e produtos derivados da cannabis).

Quinta vez

O apresentador José Luiz Datena foi a estrela de um ato do PDT no final de semana passada para marcar sua filiação ao partido que quer lançá-lo na corrida à prefeitura de São Paulo em 2024. O evento foi tratado como uma espécie de lançamento da pré-candidatura.

Nos últimos oito anos, ele já desistiu de quatro candidaturas e agora diz que irá até o fim, empolgando a legenda do ex-presidenciável Ciro Gomes. Datena ganhava R$ 600 mil mensais na Band, mas na renovação do contrato, devido à situação da emissora, concordou em passar para R$ 300 mil.

Quer quantidade

O presidente Lula anda reclamando da comida do Itamaraty e, nos últimos tempos, só gostou de uma rabada preparada pela chef Elisa Fernandes, vencedora da primeira edição do Masterchef Brasil. Ele também reclama das comidas que tem de enfrentar em almoços ou jantares com governantes no Exterior. Só que o problema maior do petista é a pequena quantidade servida lá fora.

“Não consigo comer bem em palácios, é tudo pequenininho, não tem uma bandeja para você escolher e pegar o que quer. Prefiro quantidade. Não me acostumo. Gosto de rabada, frango com quiabo, costelinha de porco frita. Lá fora tudo é muito sofisticado e a gente fica até sem saber o que é”. 

“PIX PARCELADO”

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central e sua equipe estão debruçados sobre um projeto que agradará a equipe econômica. Trata-se da criação de uma espécie de “Pix parcelado”. Essa nova função permitiria que as pessoas fizessem compras a prazo usando o próprio Pix.  

A equação não é simples: teria de tangenciar o crédito bancário. Uma das ideias é que o pagamento seja vinculado ao salário ou aposentadoria, com desconto mensal direto em folha.

“Comunista”

Aliados e mesmo integrantes do governo não entenderam por que Lula disse que “tem orgulho de ser chamado de comunista” no Foro de São Paulo. Para a maioria, não ganhou nada com isso; ao contrário, perdeu parte de seus seguidores. Quando insistiu em elogiar ditadores, o resultado foi o mesmo. Seus eleitores querem pular do barco, embora não saibam ainda para onde ir.

Fez também mea culpa dizendo que “a gente não pode ficar a vida inteira criticando os outros” que, aliás, é um hábito seu. De quebra, falou sobre o impeachment de Dilma Rousseff, mas está proibido pela Justiça de dizer que foi “golpe” e que Michel Temer foi o “golpista”. 

CHUMBO GROSSO

A investigação da Polícia Federal, que envolve o braço direito do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), vai subir mais a temperatura. Quem conhece detalhes da apuração garante que existem mais áudios comprometedores de conversas entres os investigados.

Sem demonstrar nenhuma alegria em público, o governo festeja. Até agora, estava nas mãos de Lira (embora ele diga que não tem nada a ver com isso). A PF resolveu inverter o jogo para o presidente Lula. Muitos apostam que Lira não ameaçará mais o governo. 

Mudanças

Lula não muda Alexandre Padilha, Rui Costa e menos ainda Nísia Trindade. Está em seus planos, contudo, fazer mudanças no segundo semestre.

A ideia é entregar a partidos do Centrão o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, com orçamento de R$ 84,34 bilhões e a Funasa, a ser  recriada.

Apesar desses acenos, Arthur Lira não confia no Planalto e o próprio Lula também não confia no presidente da Câmara. Ele acha, à propósito, que se sua sucessão fosse hoje (é em 2025) seria reeleito com “um pé nas costas”.

“Yuan para todos”

A americana Bloomberg noticiou e a mídia chinesa repercutiu, de South China Morning Post ao portal Guancha, que “o uso do yuan alcança nível recorde” na Argentina diante do “dólar escasso”.

A venda da moeda chinesa no mercado cambial pelo banco central argentino está chegando quase a um terço do local. A Bloomberg decretou: “Yuan para todos”. E também foi manchete do portal de Xangai: “Na Argentina, RBM para todo mundo”, usando outro nome da moeda chinesa, renminbi. 

MAIS QUE O BRASIL

Em dois meses, os incêndios florestais no Canadá já destruíram mais de 78 mil quilômetros quadrados do país do primeiro-ministro Justin Trudeau, política representante da chamada esquerda-caviar habituada a dar lições ao Brasil sobre incêndios na Amazônia.

A destruição canadense ocorre sob o mais absoluto silêncio de ativistas brasileiros.  A área dizimada do Canadá desde o fim de abril, segundo dados oficiais, é mais do que o dobro de tudo o que a Amazônia perdeu nos últimos três anos. A destruição da floresta no Canadá em dois meses supera a área que a Amazônia perdeu  nos últimos nove anos: 74,1 mil km².


MISTURA FINA

DE Simone Tebet (Planejamento), no final da semana passada: “O governo está para anunciar novas medidas. Uma delas é o novo PAC, que não vai ser um PAC. Será uma política de investimentos, não só de investimentos públicos, mas também de parceria com a iniciativa privada”. Ou seja: Simone Dilmou.

CRESCE a cada dia o movimento dentro do PT que é radicalmente contra o apoio do partido à candidatura de Guilherme Boulos (PSOL-SP) à prefeitura de São Paulo, no ano que vem, em cumprimento com um acordo fechado no segundo turno das eleições presidenciais pelo próprio Lula. Os petistas repudiam a hipótese de apoiar Boulos, ficando sem candidato próprio para enfrentar Ricardo Nunes, candidato à reeleição (Boulos está bem nas pesquisas). Se o acordo ruir, é provável que Jilmar Tatto seja o candidato do PT – e contrariando Lula. 

OS ministros do TSE não ganham muito para exercerem suas funções, mas cada um recebe jeton de R$ 10 mil mensais, 3% dos salários dos ministros do STF. São distribuídos R$ 340,2 mil para participarem das sessões da corte, este ano, cada sessão rendeu aos ministros o jeton de R$ 1.249,53. Os dados são da Transparência do TSE. De fevereiro a maio, com descontos somados, os ministros receberam R$ 258,4 mil.

DEPOIS de mais de 30 anos como presença certa em formaturas de militares, o ex-presidente Jair Bolsonaro não está mais participando dessas cerimônias. Os mais chegados dizem que é para evitar que sua presença seja vista como provocação num momento em que membros das Forças Armada estão sob investigação em relação ao 8 de janeiro. Bolsonaro também tem se mantido distante (ou eles é que se distanciaram) de militares que estiveram ao seu lado no governo. 

AINDA a propósito do 8 de janeiro: a mulher do tenente-coronel Mauro Cid, Gabriela Santiago, que já depôs durante três horas contando sua participação no suposto movimento de golpe, ao lado de Ticiane, filha do general Villas Bôas, ex-comandante do Exército, está mandando recados. Ela trata de espalhar – e até mesmo para avisar generais que sumiram do mapa – que caso seu marido seja expulso do Exército, tratará de abrir mais a boca.

AS herdeiras do banqueiro Aloysio Faria, do banco Alfa, contrataram a consultoria Galeazzi para reestruturar a rede de material de construção C&C, que não conseguem vender. O diagnóstico foi claro: será preciso fechar pelo menos um terço das lojas (são 36 unidades entre São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo). Com faturamento abaixo de R$ 1 bilhão, a companhia já começou a demitir executivos e deverá fechar até o final do ano 12 lojas. 

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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