Colunistas

Giba Um

"Quero saber quais são os direitos que os trabalhadores (dos EUA) têm...

...para vir um tal de diretor financeiro impor multa por conta de desmatamento. Não percebem que já estão carecas?", de Lula, sobre novas medidas do governo Trump ao Brasil

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Virou quase tradição: em junho, Congresso e Judiciário se reúnem no Fórum Jurídico de Lisboa, comandado pelo ministro Gilmar Mendes, o que inspirou o apelido “Gilmarpalooza” para o evento. É considerado o maior encontro de lobby judicial do mundo, apoiado pela FGV e pelo IDP.

Mais: neste ano, alguns participantes tradicionais não compareceram, apesar das tentativas de Gilmar de atraí-los. O único ministro do STF presente foi Alexandre de Moraes, um dos protagonistas do caso Master, destaque do evento e amigo de Mendes. Outra novidade: Moraes e o banqueiro André Esteves fizeram as pazes.

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Tapete azul... da música

O encanto da música brasileira brilhou intensamente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro durante a 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, comandada por Débora Bloch e Alice Wegmann. A cerimônia prestou uma emocionante homenagem a Cazuza, um dos maiores ícones da música nacional, que foi escolhido por unanimidade pelo Conselho do Prêmio. Seus sucessos marcaram a noite e foram interpretados por artistas de diferentes gerações. Entre as apresentações estiveram Zizi Possi, com “Preciso Dizer Que Te Amo”; Marina Sena (O Nosso Amor a Gente Inventa); Luísa Sonza(Faz Parte do Meu Show) Ludmilla (“Exagerado; Seu Jorge (Brasil); e Simone, que interpretou “Quando Eu Estiver Cantando” e “Codinome Beija-Flor”. Ney Matogrosso, que viveu um romance com Cazuza, cantou os clássicos “Por Que a Gente É Assim?” e “Pro Dia Nascer Feliz”. O destaque da noite foi João Gomes, grande vencedor com três prêmios: Melhor Artista, Melhor Lançamento em Canção Popular e Melhor Lançamento na categoria Projeto Especial, pelo trabalho “Dominguinho”, realizado em parceria com Mestrinho e Jota Pê. Outros artistas também foram premiados, entre eles Luedji Luna, Djavan e Chitãozinho & Xororó. A noite reuniu ainda convidados como Lucinha Araújo, Joana, Zélia Duncan, Fátima Bernardes e Bia Bonemer, Daniela Mercury, Gabi Amarantos, Nanda Costa, Lucy Alves e Emanuelle Araújo.

Subsídio indireto para seguro rural

O Plano Safra, que será anunciado ainda este mês, vai trazer uma "bondade" adicional para os agricultores. O governo pretende conceder um desconto nos juros do crédito para os produtores que contratarem seguro rural. Falta definir o alcance do benefício, o que, inclusive, tem sido motivo de divergência entre os Ministérios da Agricultura e da Fazenda. O primeiro defende um abatimento de até 1,5 ponto percentual, ao passo que a equipe econômica tenta limitar o benefício a, no máximo, um ponto percentual, como forma de conter o impacto fiscal da iniciativa. De toda forma, a lógica por trás da proposta é aproveitar o Plano Safra para reduzir uma anomalia enraizada no agronegócio brasileiro: o país despeja mais de meio trilhão de reais em financiamento agrícola, mas mantém a maior parte das lavouras exposta a riscos, sejam eles de ordem climática ou conjuntural. Apenas 5% da área cultivada no Brasil está coberta por seguro rural. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos, esse guarda-chuva alcança mais de 80% do plantio.

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Mais: trata-se de um descompasso que acaba provocando um circuito nefasto para as próprias contas públicas. No fim do dia, a conta cai no colo do Tesouro, vide os custos recorrentes para compensar os crescentes efeitos de catástrofes climáticas, a exemplo das enchentes do Rio Grande do Sul, em 2024. O que o governo está tentando fazer é deslocar parte desse risco para o mercado segurador, reduzindo a necessidade de socorro público em caso de quebra de safra. O abatimento nos juros do Plano Safra funcionará como um subsídio indireto para estimular os agricultores a contratarem seguro rural, um afago de Lula às vésperas da eleição.

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No ritmo da música

A C&A entrou no ritmo da música brasileira com uma coleção cápsula especial inspirada em Alcione. A parceria lança seis camisetas exclusivas que prestam homenagem à trajetória da cantora, reforçando o compromisso da marca em conectar moda, cultura e grandes nomes do entretenimento. Disponível desde o início de junho nas lojas físicas e plataformas digitais da rede, a coleção apresenta estampas com imagens e frases emblemáticas da artista, como “Rainha do Samba”, “Lobas escutam música brasileira” e “Eu lá sou mulher de francesinha”. As peças misturam elementos afetivos da carreira de Alcione com um toque contemporâneo inspirado no streetwear. Com essa iniciativa, a C&A reafirma sua estratégia de criar coleções licenciadas e colaborações com figuras conhecidas e produções icônicas. Ao longo dos anos, a marca trouxe parcerias com Márcia Sensitiva, a série Tapas & Beijos e a cantora Lady Gaga. A nova coleção, que incorpora estéticas inspiradas em capas de discos e pôsteres clássicos, celebra a brasilidade e oferece uma releitura moderna da obra de Alcione, uma das artistas mais queridas e influentes do país.

Datena candidato

O apresentador José Luiz Datena acaba de pedir a rescisão de seu contrato com a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e vai deixar a TV Brasil. Datena deve tentar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSB nas eleições de outubro. Ficará no ar até o próximo dia 30, data-limite para que candidatos ao pleito deste ano continuem no ar com projetos na televisão e no rádio. O convite para a volta de Datena à política foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ex-governador Márcio França.

Responsável pelo golpe

O presidente Lula afirma que o governo dos Estados Unidos atuou no golpe militar de 1964 por meio dos embaixadores que estavam em solo brasileiro. A declaração veio em forma de protesto após a decisão dos EUA de taxar produtos brasileiros em até 25%. “Trump não sabe que nós já sabemos que, antes da jogada deles, este país foi vítima do golpe de 1964, naquele tempo articulado por embaixadores americanos no Brasil”, afirmou durante reunião ministerial. O encontro teve como pauta a busca de alternativas para contornar a recente crise com o governo americano no período pré-eleitoral.

Pérola

"Quero saber quais são os direitos que os trabalhadores (dos EUA) têm para vir um tal de diretor financeiro impor multa por conta de desmatamento. Não percebem que já estão carecas?”,

de Lula, sobre novas medidas do governo Trump ao Brasil.

Precedente perigoso

O núcleo mais influente do PT demonstra preocupação com a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que suspendeu uma pesquisa da Atlas/Bloomberg que apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. A avaliação é que a medida pode abrir um precedente perigoso. Nunes, indicado para a Corte por Jair Bolsonaro quando era presidente, poderá adotar novas posturas intervencionistas durante o processo eleitoral. A suspensão da pesquisa não é um fato inédito. Em fevereiro, Cármen Lúcia, então presidente do TSE, também suspendeu uma pesquisa que teria sido divulgada sem o registro obrigatório da Justiça Eleitoral.

"Bombas" fiscais

Davi Alcolumbre prometeu e três pautas-bomba avançaram no Senado com impacto nas contas públicas. A principal é um projeto aprovado pelo plenário que prevê o uso de receitas do pré-sal para financiar dívidas do setor rural, com custo estimado em R$ 140 bilhões ao longo de dez anos. Lula pretende contestar a medida no STF. Outro projeto, em tramitação na Câmara, propõe elevar o piso salarial de médicos e dentistas dos atuais R$ 3.636 para R$ 13.662 por 20 horas semanais de trabalho. E há mais propostas a caminho: Alcolumbre quer ampliar a pressão fiscal sobre o governo atual e também sobre o próximo governante.

Menos de 10%

O embaixador Maurício Lyrio participou da negociação do Brasil contra as tarifas do ano passado e agora considera injusto que o país seja penalizado novamente. Lyrio lembra que o intercâmbio entre Brasil e Estados Unidos já representou 25% de todo o comércio brasileiro. Esse percentual foi caindo e chegou a 12%. No ano passado, pela primeira vez em décadas, o comércio com os norte-americanos representou menos de 10% do total negociado pelo Brasil com o mundo. Nas pesquisas, 47% acham que Flávio Bolsonaro teve influência na medida, enquanto 53% acreditam que ela prejudicará bancos e empresas brasileiras.g

Sem rumo e sem dono 1

Claudio Castro é o ex-governador que caiu do caminhão de mudança e perdido, procurando seu ‘dono’. Nas últimas semanas, vem tentando uma reaproximação com Bolsonaro, especialmente com Flávio Bolsonaro, sem sucesso. Sua candidatura ao Senado, que nunca foi consenso dentro do PL, perdeu força após as revelações sobre suas relações aparentemente pouco republicanas com Daniel Vorcaro. Sem alternativas, já considera disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Sem rumo e sem dono 2

Ainda na Câmara, ao menos, caso conseguisse se eleger, teria o conforto do foro privilegiado. A essa altura, o ex-governador já não alimenta grandes esperanças de receber apoio dos Bolsonaro para seu projeto político. Além disso, se há alguém que precisa se distanciar do caso Master, esse alguém é o próprio Flávio. Castro já se dará por satisfeito se o senador não atuar dentro do PL para barrar sua eventual candidatura à Câmara. E tem mais: para levar seu plano adiante, ainda terá de “combinar” com a Justiça.

Mistura Fina

Na semana passada, durante reunião ministerial, Lula provocou Alcolumbre na frente de todo o governo. “Eu não tenho nenhum problema com ele. Alcolumbre é que criou um problema para ele mesmo”, disse. Eles estão rompidos e não há sinal de pacificação da relação. Alcolumbre, aliás, diz o mesmo de Lula: “Lula é quem cria problemas para si mesmo. Não tenho problema com o presidente”.

No primeiro turno da pesquisa Genial/Quaest, Lula abriu distância de 10 pontos sobre Flávio Bolsonaro e, no segundo turno, de seis pontos. O encolhimento dos pré-candidatos da direita foi praticamente geral: Ronaldo Caiado caiu de 4% para 3%; Romeu Zema, de 4% para 2%; e houve a inclusão de Aécio Neves, que não tem candidatura confirmada, mas pontuou 2%. Apenas Renan Santos oscilou de 2% para 3%.

Para bolsonaristas, a pesquisa Genial/Quaest para a Presidência, que mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro, não altera o cenário. A avaliação é de que a eleição ainda está distante e de que o senador acumulou um crescimento muito rápido no início do ano, o que lhe garante uma “margem confortável” para oscilações negativas. Já integrantes do PL reconhecem as dificuldades e avaliam que será necessário um novo esforço para recolocar Flávio na liderança das pesquisas.

A Ultrafarma patrocina agora o Jornal do Boris, programa comandado pelo jornalista Boris Casoy no SBT News. A marca reforça sua estratégia de associação a conteúdos de grande alcance e credibilidade no cenário jornalístico brasileiro. O Jornal do Boris é transmitido de segunda a sexta-feira, das 8h às 9h, no canal do SBT no YouTube. Boris retornou ao SBT para integrar a equipe da emissora como comentarista e âncora da atração exibida no ambiente digital. Durante sua primeira passagem pelo SBT, de 1988 a 1997, foi pioneiro no modelo de âncora do jornalismo televisivo nacional.

In – Porta sanfonada de madeira
Out Porta sanfonada de aço

CLAÚDIO HUMBERTO

"Uma herança maldita de dívidas para as próximas gerações"

Senador Rogério Marinho (PL-RN), sobre o legado da gestão de Lula na Presidência

11/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Rejeição a Lula supera aprovação há 18 meses

Dados da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) confirmam 18 meses consecutivos em que a rejeição dos brasileiros a Lula (PT) e a seu governo é maior que a aprovação. Em janeiro de 2025, quando pela primeira vez esse instituto de pesquisas registrou rejeição de Lula maior que a aprovação, isso foi registrado como “fato inédito” naqueles dois primeiros anos do terceiro governo do petista. Em maio de 2025, a rejeição subiu em flecha e chegou a atingir os 57%.

Rejeição maior

Desde meados de 2025, a rejeição a Lula oscila entre os 48% apontados pelo levantamento desta semana e 53% apurados há um ano.

Não sai dali

Em maio de 2026, a rejeição ao governo Lula era de 49%. Segundo manchetes amigas, a imagem de Lula supostamente “melhorou”.

Povo insatisfeito

Este ano, a aprovação de Lula se manteve apenas entre 43% e 47%. A rejeição, sempre maior, ficou entre 48% e 52%.

Registro e margem

A pesquisa Quaest foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BR-03598/2026 e a margem de erro é de dois pontos percentuais.

Em MG, PT se descola do PDT e mira PSB e MDB

O PSB escalou Geraldo Alckmin para desenrolar a chapa socialista em Minas Gerais após petistas graúdos sinalizarem que o partido prefere apoiar o partido do vice-presidente a uma eventual aliança com Alexandre Kalil, pré-candidato do PDT ao Governo de Minas Gerais e suspeito de não ser “ponta firme” na hora de segurar o apoio a Lula. Lula, inclusive, sonha com candidatura de Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar (2003 – 2011), que até se filiou ao PSB em abril.

Apatia

Josué tem boa interlocução com o empresariado, mas já sinalizou que prefere atuar nos bastidores a enfrentar uma eleição majoritária.

Outro nome

Alckmin deve se reunir com Jarbas Soares, mais empenhado na disputa, e ainda com nomes do MDB para sondar possível chapa PSB-MDB.

Passado ingrato

No PT, sobra desconfiança contra Kalil. A turma da estrela não esquece os ataques públicos de Kalil à gestão de Fernando Pimentel no estado.

Vazio de ideias

Mais que pobreza de argumentos, percebeu-se completo vazio de ideias na bancada de Lula (PT), derrotada ontem (10), na CCJ da Câmara, na votação que fez andar a redução da maioridade de 18 para 16 anos.

Isso dá ‘tilt’

Os lulistas não sabem nem o que propor como alternativa. São contrários à redução da maioridade por “razões ideológicas”, mas, lembrados que países governados pela esquerda já reduziram, eles ficam mudos.

Demora esperada

Apesar de a CCJ da Câmara ter aprovado a redução da maioridade penal com ampla maioria, o projeto ainda precisa passar por comissão especial, dois turnos no plenário da Casa e, depois, processo idêntico no Senado Federal. A chance de virar lei este ano é quase zero.

Na gaveta de Gonet

Relator da Lei da Dosimetria na Câmara, Paulinho da Força (SD-SP) ligou pra Alexandre de Moraes (STF) para saber o motivo do processo não ter sido julgado. Diz o ministro que a PGR não devolveu a ação.

Artigo raro

“[Lula] não via problema em ir fazer discursos nas igrejas, mas agora diz que não se deve ‘tirar proveito político de uma coisa sagrada’”, observa Rosângela Moro (PL-SP), para quem coerência é raridade com o petista.

Domiciliar

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro adiantou, como previsto, que a defesa de Jair Bolsonaro vai pedir prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente. O prazo estipulado vence em 25 de junho.

Sem sentido

Após notícias sobre eventual chapa com Aécio Neves (PSDB) ao Planalto, Renan Santos (Missão) descartou a possibilidade, que diz não fazer sentido: “não conversei com ninguém, não tenho esse plano”.

Fora da pauta

Promessa de Hugo Motta (Rep-PB), o projeto de lei para regulamentar Inteligência Artificial não vai ser votado nesta semana na Câmara. O presidente da Casa ainda não definiu nova data para a análise.

Pensando bem...

...o debate sobre redução da maioridade parece criado para oferecer a Lula e à esquerda uma chance que, outra vez, será desperdiçada.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Questão sagrada

Apertada com doenças na família e dívidas de campanha, em fevereiro de 1990 já fazia um ano e meio que a então vereadora petista Irede Cardoso não pagava o “dízimo” cobrado pelo PT. Sem conseguir parcelar o débito, Irede propôs entregar uma máquina de escrever como pagamento. A oferta foi prontamente recusada pelo tesoureiro do PT paulistano, Sílvio Pereira: “A questão financeira é sagrada no PT. É um dos nossos poucos dogmas”. Quinze anos depois, Sílvio “Land Rover” Pereira seria protagonista de um escândalo de corrupção no governo Lula, que o afastou da direção do PT.

Giba Um

"Lula deveria aproveitar a oportunidade e fazer sua parte para asfixiar...

...financeiramente os grupos narcoterroristas PCC e CV. Tão importante quanto identificar e bloquear a origem do dinheiro sujo é saber quem são os destinatários. Vão aparecer grandes tubarões", de Flávio Dino (STF)

11/06/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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A chinesa Shandong Gold está avaliando ativos auríferos no Brasil, especialmente em Goiás e Minas Gerais. Não é a primeira investida da companhia no país. Em 2011, a empresa chegou a apresentar uma oferta de US$ 1 bilhão para adquirir ativos da Jaguar Mining em Minas Gerais e no Maranhão, mas as negociações não avançaram.

Mais: a busca por alvarás de pesquisa e lavra integra a estratégia de internacionalização da empresa. Além da China, a Shandong mantém operações em Gana, Namíbia e Argentina, onde está localizado um de seus maiores projetos, a mina de Veladero. O portfólio da companhia é estimado em cerca de US$ 25 bilhões.

Giba Um

Dia importante

Com a aproximação do Dia dos Namorados, a cantora Giulia Be (filha do político e empresário Paulo Marinho), e o advogado Conor Kennedy (filho de Robert F. Kennedy Jr. ,atual secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos e sobrinho-neto do ex-presidente John F. Kennedy) compartilharam detalhes da celebração de casamento marcada para outubro, no Rio de Janeiro. Casados no civil desde março, nos Estados Unidos, eles escolheram o Brasil para reunir familiares e amigos em três dias de comemorações."Meu amor, eu te amo, mas não vou me casar em Massachusetts. O Brasil é um dos melhores lugares para se casar. A gente se entrega de corpo e alma", afirmou Giulia.A programação inclui uma recepção, uma bênção familiar no Cristo Redentor e uma cerimônia religiosa seguida de grande festa.A cantora afirmou que a ocasião será uma oportunidade especial para apresentar o Rio de Janeiro à família de Conor.A história do casal também é marcada por gestos simbólicos. Logo após o início do relacionamento, ambos decidiram fazer a mesma tatuagem: o Imaculado Coração de Maria."Somos católicos", comentou Giulia, acrescentando que a tatuagem também homenageia Mary, mãe de Conor, falecida quando ele tinha 17 anos.Atualmente, vivendo entre Los Angeles, São Paulo e Rio de Janeiro, os dois seguem organizando o que definem como "o dia mais importante" de suas vidas.

Abrindo a caixa-preta

Surge mais uma possibilidade de delação no ecossistema criminoso do Banco Master. O hacker Victor Lima Sedlmaier, preso pela Polícia Federal em Dubai, em maio, já teria manifestado a intenção de fechar um acordo de colaboração no âmbito da Operação Compliance Zero. Entre os investigadores, há a percepção de que Sedlmaier tem muito a revelar sobre a estrutura paralela de inteligência e monitoramento montada pelo Master. O principal objetivo da PF é apurar a eventual participação de agentes públicos — policiais, servidores de órgãos de controle e integrantes de estruturas de fiscalização — no vazamento de informações e na blindagem informal do banco e de Daniel Vorcaro. Os investigadores ainda tentam montar o quebra-cabeça e mapear quem demandava ações específicas, quais operadores intermediavam os contatos e como funcionava o fluxo de pagamentos e contratações de atividades clandestinas. Sedlmaier integrava o grupo "Os Meninos", braço responsável por ataques cibernéticos, derrubada de perfis e monitoramento de alvos considerados adversários do grupo ligado ao ex-banqueiro.

Poliglotas

Nas festas que Daniel Vorcaro organizava para políticos, modelos internacionais e autoridades da República, o ex-banqueiro adicionava "presentinhos" aos convidados, como um famoso chocolate em formato de coração recheado - e supresa- com cogumelos alucinógenos triturados. Mais: as modelos eram selecionadas por "especialistas", sempre munidos de um catálogo com fotos, previamente apresentado a Vorcaro. Detalhe: muitas eram poliglotas, característica considerada um diferencial para o trabalho.

Giba Um

Apelidos reforçam a relação

Por falar em Dia dos Namorados, a Riachuelo aposta no amor tipicamente brasileiro em sua campanha de 2026.Com Alane Dias e Francisco Gil, que estão juntos há mais de um ano, como protagonistas, a campanha destaca os apelidos carinhosos presentes no cotidiano dos casais e apresenta os resultados da pesquisa "Data Date". Realizado em parceria com a MindMiners, o levantamento apontou que 70% dos casais utilizam apelidos afetivos, enquanto 57% afirmam que esse hábito fortalece a relação.Entre os termos mais utilizados estão "Amor", "Vida" e "Mozão".Além de lançar uma coleção inspirada nas tendências do inverno de 2026, a campanha ganhou espaço nas redes sociais, com ações no Instagram e no TikTok.A marca também fechou parceria com o Globoplay na promoção "Você paga o jantar e a gente paga o Globoplay", oferecendo um mês gratuito para novos assinantes.Segundo a Riachuelo, a iniciativa busca celebrar diferentes formas de demonstrar afeto e fortalecer a conexão entre a marca e seus consumidores.

Giba Um

"Insignificante é ele!"

Em uma nova tentativa de aproximação com os evangélicos, o PT promoveu uma edição regional de encontro em Brasília voltada ao segmento, divulgando uma carta direcionada aos religiosos. A primeira-dama Janja da Silva participou do evento ao lado da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e de diversos políticos. Em seu discurso, rebateu uma declaração do pastor Silas Malafaia, feita em agosto do ano passado. Na ocasião, ele afirmou que, nos encontros promovidos por Janja, não havia "nenhuma mulher de expressão". Agora, ela rebateu: "Ele teve a cara de pau de dizer que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele! O importante é que conversei. Ouvi as mulheres!"

Bandeira branca

Romeu Zema reduziu o tom das críticas em relação a Flávio Bolsonaro. Sua declaração à CBN, afirmando que apoiará qualquer candidato que enfrentar Lula em um eventual segundo turno, foi interpretada como um gesto de aproximação. Interlocutores de Zema, entre eles o deputado federal Ricardo Salles, também vêm mantendo conversas com Flávio para reduzir atritos entre os grupos. Zema já chegou a ser considerado um "traidor" por setores da direita. Em determinado momento, classificou como "imperdoável" uma conversa atribuída a Flávio Bolsonaro envolvendo pedidos de dinheiro a um banqueiro. Posteriormente, testou movimentos de afastamento do bolsonarismo, mas a estratégia não prosperou.

Pérola

"Lula deveria aproveitar a oportunidade e fazer sua parte para asfixiar financeiramente os grupos narcoterroristas PCC e CV. Tão importante quanto identificar e bloquear a origem do dinheiro sujo é saber quem são os destinatários. Vão aparecer grandes tubarões",

de Flávio Dino (STF).

Moraes: advogado caro 1

O tribunal federal da Flórida pode não reconhecer a legitimidade da AGU (Advocacia-Geral da União) na defesa de Alexandre de Moraes na ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media. A AGU é um órgão do Poder Executivo, subordinado ao presidente da República, e não ao Supremo Tribunal Federal. Na prática, o órgão deverá se limitar à contratação de advogados americanos, remunerados em dólares. Profissionais experientes atuando na Flórida costumam cobrar entre US$ 300 e US$ 600 (R$ 3.120) por hora. Já grandes escritórios ("big law") geralmente trabalham com honorários a partir de US$ 1.000 (R$ 5.200) por hora, enquanto as “top partners” podem ultrapassar US$ 1.300 (R$ 6.760) por hora. Dependendo da duração do processo, os custos podem alcançar milhões de dólares.

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A AGU recebeu a determinação de defender Moraes, mas o órgão está vinculado à Presidência da República e não presta obediência ao Chefe do Judiciário. A separação entre os Poderes, princípio previsto na Constituição de 1988, estabelece limites institucionais para a utilização de recursos públicos. Moraes é acusado, na ação, de ter expedido ordens de censura, inclusive sigilosas, que, segundo os autores do processo, violariam garantias constitucionais dos Estados Unidos relacionadas à liberdade de expressão.

"Cara de pau"

No momento, o caso Master está paralisado no Supremo após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Segundo informações de bastidores, Gilmar avalia que Henrique, pai de Vorcaro, estaria preso como forma de pressionar o filho a colaborar com as investigações. Vorcaro, por sua vez, teria apresentado uma proposta considerada controversa: devolver os recursos desviados, estimados em R$ 60 bilhões, desde que o Banco Master pudesse continuar operando no mercado e tivesse prazo de dez anos para cumprir o acordo. O colunista e membro da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, comentou: "Ou não entendeu nada ou é mesmo um cara de pau!"

Pagaremos quase 1

Circula na Faria Lima um cálculo para estimar o subsídio do programa "Move Brasil", que pretende financiar, via BNDES, a compra de quase 300 mil veículos por taxistas e motoristas de aplicativo. Um carro de R$ 150 mil financiado por seis anos com juros de mercado, próximos de 26% ao ano, teria parcelas mensais de aproximadamente R$ 4.133. Já o mesmo veículo, financiado com taxa do BNDES de 12% ao ano, teria prestação em torno de R$ 2.933.

Pagaremos quase 2

A diferença mensal seria superior ao valor de duas parcelas do Bolsa Família. Ao longo dos 72 meses de financiamento, o subsídio nominal alcançaria R$ 86,4 mil. Considerando o valor presente líquido, o montante seria de aproximadamente R$ 43,6 mil. Ou seja, os cofres públicos — e, consequentemente, os contribuintes — arcariam com quase um terço do valor do veículo.

Mistura Fina

Entre as inúmeras regalias e benesses que o contribuinte precisa bancar para os servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), muitas vezes inacessíveis ao brasileiro comum, está a "assistência pré-escola". O benefício ajuda a aumentar os já elevados vencimentos da categoria e garante mais R$ 1.288,47 aos contemplados.Neste ano, o TSE publicou apenas os gastos referentes ao mês de abril, que turbinou os vencimentos de 144 servidores.

A turma do TSE não tem do que reclamar: apenas com auxílio-alimentação, cada servidor recebeu R$ 1.860,51 em um único mês, valor próximo de R$ 90 por dia útil. Além disso, a categoria recebe R$ 791,21 relativos à assistência pré-escolar. A despesa com assistência médica e odontológica é ainda maior, abrangendo 1.232 titulares e outros 2.060 dependentes.

Em 2019, uma ideia legislativa para extinguir o auxílio-moradia de deputados, senadores e juízes tornou-se uma das sugestões populares de maior repercussão da história recente do país. Com mais de 253 mil assinaturas, a proposta alcançou o número necessário para se transformar em projeto e passar a tramitar no Senado. Há quase sete anos, porém, está parada na Comissão de Constituição e Justiça.

A ideia legislativa foi transformada em PEC em 2019, sem incluir magistrados. Desde então, aguarda a designação de um relator. A proposta proíbe o pagamento de auxílio-moradia a senadores, deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. Ideias legislativas precisam reunir pelo menos 20 mil assinaturas para serem convertidas em projetos de lei.

Salvatore Cacciola acionou o STF para tentar anular sua condenação pelo TCU no caso da quebra do Banco Marka, no fim da década de 1990. O argumento é que os fatos já estariam prescritos quando o julgamento foi concluído, em 2018. Cacciola também busca suspender duas ações de cobrança. O pedido será analisado pelo ministro Kássio Nunes Marques.

In — Analista de Estoque
Out — Conferente de Estoque

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