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Giba Um

A situação é essa, queremos essa contribuição de vocês e isso não é favor, é pagamento de uma dívida

presidente LULA, sobre os recursos recebidos de países ricos para a preservação da Amazônia

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As 41 unidades públicas dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e do Colégio Pedro II sofrerão um apagão econômico nesse segundo semestre. O quadro é preocupante e foi apresentado ao ministro da Educação, Camilo Santana.

Existe a preocupação com o risco de suspensão de pagamentos a terceirizados e com a falta de recursos para professores e funcionários. Tudo por conta do bloqueio de R$ 32 milhões no orçamento do MEC. A medida atingirá, basicamente, a Educação Básica, com retenção de R$ 200 milhões.

In: Biscoito de amêndoa

Out: Biscoito de Avelã

Novo queridinho


O novo queridinho de Lula é Jorge Messias (o Bessias da época de Dilma Rousseff), advogado-geral da União, que entrou na lista dos mais cotados para a vaga de Rosa Weber no STF. Em oito meses, ele defendeu todos os casos jurídicos enrolados que desabavam sobre o Planalto.

Agora, deverá dar um parecer, baseado em decisões do Supremo, dizendo que a avaliação ambiental da área sedimentar, solicitada pelo Ibama para conceder autorização para exploração de petróleo na foz do Amazonas, não é obrigatória. Messias já defendeu um emprego para Janja, desde que sua nomeação passasse pelo Congresso, o que considera uma tarefa “pouco complicada”.

Ninguém fala


Valdemar Costa Neto, dono do PL, baixou uma ordem na agremiação segundo a qual todos os integrantes, inclusive os bolsonaristas mais fanáticos, devem se abster de quaisquer comentários sobre a “quadrilha” que operava no governo anterior. Também está surpreso: atrevia-se a dizer que “conhecia bem Bolsonaro” e que, no caso da inelegibilidade do ex-presidente, teria se optado “por exageros”. Bolsonaro já não queria abrir a boca antes da recomendação de Costa Neto. As viagens de Michelle Bolsonaro estão suspensas. 

“Non grata”


O governador Romeu Zema, de Minas Gerais, que ensaia uma candidatura à Presidência da República em 2026, resolveu falar mal do Nordeste brasileiro, chamando a região de “uma vaquinha que produz pouco”. Foi o suficiente para que todos os governantes da área e figuras conhecidas nacionalmente disparassem suas metralhadoras contra Zema, que – surpresa – garantiu que “falaria de novo a mesma coisa”, ou seja, não retirava nada. Poderá ser considerado persona non grata no curto prazo. Nas redes sociais, alguns radicais diziam que estava “cometendo harakiri”. 

Olho no BB Americas

O Banco do Brasil está fazendo uma reestruturação no BB Americas, sediado em Miami. Os planos incluem novas diretorias e a abertura de um braço de operações digitais. Outro projeto é a abertura de escritórios em outras regiões, começando por Nova York e Califórnia. Detalhe: foi no braço do Banco do Brasil em Miami que Jair Bolsonaro abriu conta ao deixar o governo e por onde passaram movimentações suspeitas. Mais: quem vai assumir a presidência do BB Americas é Delano Valentim, ex-diretor de marketing afastado por Bolsonaro por conta de um anúncio que falava sobre diversidade.

Trabalho reconhecido

A atriz Clara Moneke, 24 anos, pode não ter sido protagonista na novela “Vai na Fé”, mas a personagem Kate deu o que falar e, como consequência, fez seu trabalho ser reconhecido. Hoje, ela garante que já não consegue mais sair sem ser reconhecida.

Capa da Glamour digital, a atriz contou que não se imaginava fazendo novela. “Eu nunca tive esse aspiracional, muito pelo contrário. Sempre gostei muito do teatro, tinha até um pouco de aversão à televisão, porque queria realmente fazer teatro quando era mais nova. Mas, depois, a gente cresce e vai tendo uma consciência maior sobre o mercado”.

Clara também vê o protagonismo de pessoas negras nas novelas com um certo atraso: “Enxergo como um atraso. Estamos em 2023, deveríamos ter tido isso há muito tempo, porque temos profissionais capacitados. Existem possibilidades de fazer acontecer, mas sem oportunidades”. Ao contrário da personagem, ela diz que é da paz e que não gosta de confusão.

Apesar de estar feliz com o trabalho, diz que quer ser reconhecida como Clara. “Eu tenho certeza de que vou ser lembrada pelo resto da vida por essa personagem, que é o maior orgulho da minha vida, mas eu não sou a Kate, eu sou a Clara Moneke”. A atriz poderá ser vista este ano na pele de Vanessa, mulher de Claudinho no filme “Nosso Sonho”, que conta a história da dupla Claudinho e Buchecha.

“Quadrilha” assusta cúpula verde-oliva

“Mas isso é uma quadrilha!” – a expressão é atribuída ao comandante do Exército, general Tomás Paiva, diante das revelações da Polícia Federal sobre a ação de políticos militares para a venda de presentes dados a Jair Bolsonaro em suas viagens (especialmente para a Arábia Saudita), com renda revertida aos bolsos do próprio ex-presidente.

A operação de busca e apreensão da mesma Polícia Federal nas casas de militares ligados ao capitão deixou os comandantes em estado de choque. Jamais imaginariam que, um dia, a PF faria busca e apreensão na casa do general Mauro César Lourena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid, preso desde maio. As investigações agora avançam sobre outros militares e até em direção a Michelle Bolsonaro.

Os generais acham que quem errou tem de responder sozinho, e não defenderão nenhum dos investigados. Essa novela da “quadrilha” tem outros lados. Um deles é a posição de ex-comandantes das Forças Armadas do governo Bolsonaro.

Quase evaporaram, mesmo alguns achando que tudo isso é perseguição e que “eles não sossegam enquanto não prenderem Jair Bolsonaro”, o que pode estar próximo, segundo o próprio ex-presidente. A maioria dos generais acha que, a essa altura, esse comércio sobre os presentes presidenciais com auxílio de militares já respingou na imagem da corporação.

Os generais da reserva Eduardo Villas-Boas e Augusto Heleno submergiram.

Era uma vez...

As redes sociais estão revelando que, em 2018, a campanha presidencial de Jair Bolsonaro fazia parte de uma estratégia de militares da ativa e da reserva para retomada do poder pelo voto. O então comandante do Exército, general Eduardo Villas-Boas, era o articulador central. Esse grupo de militares se reunia em um escritório de Brasília com o coordenador do general Augusto Heleno, que, no governo, era o homem do GSI. Eles acreditavam que Bolsonaro era o único nome que poderia dar certo. E deu certo até determinado ponto, com ele empossado e lotando o governo de militares – de todos os escalões.

Em plena forma

A atriz e modelo Silvia Pfeifer, 65 anos, mostrou que está em plena forma ao estrelar a nova campanha da Verve Lingerie, batizada de Natureza, inspirada em uma pesquisa da bióloga norte-americana Lynn Margulis. Para essa campanha, uma das sócias e estilista da marca, a carioca Mariana Lima, fez questão de ter mulheres maduras. Além de Silvia, Helena Fernandes, de 55 anos, também faz parte da campanha. Silvia, que já tinha voltado a modelar durante a SPFW, em maio, demonstrou que ainda há espaço para todas as idades. “Há a necessidade de reconhecermos a diversidade na sociedade, é uma demanda por representatividade. Estamos produzindo e consumindo ativamente”. 

Guerra à vista

Lula não desiste de colocar o ex-ministro Guido Mantega, citado como “o italiano” em listas 
especiais reveladas nos tempos da Lava Jato, na presidência da Vale. Até veteranos petistas são contra a ideia, da qual os acionistas não querem nem ouvir falar. Eles têm péssimas recordações dos tempos de Mantega no Ministério da Fazenda, inspirando soluções para a então presidente Dilma Rousseff, cancelada poucos meses depois. Ele prometia sempre a ela que “tudo daria certo”.

Copo voador

Michelle Bolsonaro e seu maquiador Agustin Fernandez acabaram reagindo a provocações sobre as joias, na semana passada, em um restaurante em Brasília. Em um vídeo que está circulando na internet, Michelle reage ao ser questionada sobre as joias sauditas: “Cadê as joias, gente, a gente quer saber das joias”. O maquiador rebate com xingamentos e ofensas. A ex-primeira-dama se dirige à mulher irritada, dizendo: “Você é tão mal-informada que sabe onde estão as joias”. Aí, o maquiador joga um copo com gelo na mulher que provocava Michelle.

 

DEBAIXO DA CAMA

E-mails obtidos pela Polícia Federal mostram que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esqueceu uma caixa de papelão com joias debaixo da cama durante uma viagem oficial a Londres, na Inglaterra, em setembro de 2022. A caixa que continha joias foi deixada acidentalmente na residência do então embaixador do Brasil em Londres, Fred Arruda. Depois de encontrada, teria sido enviada à então primeira-dama em Brasília por meio de um portador.

Mistura Fina

NOVA pesquisa que será lançada pela FGV Social revela que as maiores taxas de extrema pobreza não estão no semiárido nordestino, mas na Amazônia. No Vale do Purus, 39,2% da população registrou, em 2022, renda abaixo de R$ 300. Já no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, esse porcentual é baixíssimo: apenas 1,3% vivem em extrema pobreza.

O MINISTRO Flávio Dino (Justiça) teria tomado conhecimento que Jair Bolsonaro está pensando em viajar, o mais rápido possível, outra vez para Miami. A desculpa é que faria exames médicos para verificar o grau de evolução de sua suboclusão intestinal. O cirurgião Antônio Macedo, que tem protagonizado suas operações, iria junto, para acompanhar os exames, o que é uma informação meio duvidosa. 

COINCIDÊNCIA ou não, a possível nova viagem de Jair Bolsonaro (acompanhado de sua mulher e de um dos filhos, possivelmente Eduardo) aos Estados Unidos teria sido planejada no mesmo dia em que a Polícia Federal revelou detalhes comprometedores das investigações sobre desvios e vendas de presentes dados ao Brasil por outros países. Os recursos seriam repassados a Bolsonaro em espécie por militares aliados. 

O PRIMEIRO advogado do tenente-coronel Mauro Cid era Rodrigo Roca, que pulou fora depois da prisão do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Depois, assumiu a causa Bernardo Fenelon, que não endossava a ideia de Mauro Cid não abrir a boca e que deixou também a defesa do filho do general Mauro Lourena Cid. Ele deveria estar mais do que bem informado: saiu poucos dias antes das revelações da semana passada. Agora, o mesmo general Mauro Lourena procura um terceiro nome, com certa dificuldade.

E NÃO era para menos: depois que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, resolveu que transferiria a Cracolândia para o Bairro do Bom Retiro (recheado de lojas) e depois voltou atrás, e também diante do episódio em que a Secretaria da Educação de seu governo disse que acabaria com os livros físicos nas escolas em favor de livros digitais, e também voltou atrás, permitindo as duas opções, seu nome sofreu uma queda nas pesquisas do Republicanos para o Planalto. A cúpula do partido reagiu: quer que Tarcísio preste mais atenção nas supostas novidades do governo.

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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