Colunistas

Giba um

"Tenho muito receio de candidatura que já começa muito alta. Preservar a campanha sem antes...

...ir para o debate é um falso positivo. O momento não é de discutir vice, mas de conversar com todo mundo", de Ronaldo Caiado, pré-candidato ao Planalto, sem citar Flávio Bolsonaro.

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A proposta que pretendia conceder o título de cidadão recifense ao ator Wagner Moura, conhecido por seu papel em "O Agente Secreto", não recebeu aprovação da Câmara Municipal do Recife. A votação, que ocorreu na segunda-feira (27), não alcançou os 23 votos necessários e foi rejeitada. 

MAIS:  Essa homenagem surgiu após o filme obter reconhecimento internacional, sendo indicado ao Oscar em quatro categorias e conquistando o Globo de Ouro como melhor filme estrangeiro e melhor ator. O PDL 01/2026, de Carlos Muniz.  A proposta teve 16 a favor a favor e 7 contra, resultando em sua rejeição.

Assim não

Michel Temer criticou o ministro Gilmar Mendes após as declarações do ex-governador Romeu Zema, ressaltando a crescente tensão entre o Judiciário e o meio político. A declaração ocorreu em Itu (SP). Temer afirmou que a radicalização já atingiu o STF e destacou a falta de diálogo entre os Poderes como um fator que contribui para tal desgaste. Segundo ele, Gilmar deveria ter se abstido de responder a Zema, uma vez que isso agrava os conflitos. Esse episódio está vinculado a uma investigação posterior a críticas dirigidas ao Supremo, reacendendo o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a atuação institucional, em um cenário de polarização.

Candidato, sim

O senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, respondeu às críticas feitas pela deputada Bia Kicis, intensificando as tensões internas dentro do partido. Enquanto as manobras para a gestão do Palácio do Buriti progridem, Izalci defendeu a possibilidade de apresentar uma candidatura própria pelo PL e, no momento, não demonstrou apoio à aliança que envolve Ibaneis Rocha e Celina Leão. Ele enfatizou que, apesar de um entendimento anterior, nunca concordou com essa estratégia. Além disso, trouxe à tona investigações, crises no setor de saúde e dificuldades fiscais para justificar que o partido deveria evitar se vincular ao governo atual.

Famosa nas urnas 1

Gilberto Kassab, presidente do PSD, acha que a candidatura de Silvia Abravanel (a nova atração do "Sábado Animado"), já filiada a seu partido, terá boa chance de se eleger deputada federal. Ela tem 54 anos e quer se dedicar à pessoa com deficiência e ao combate à obesidade (ela: ex-gordinha). Silvia acha Lula "muito bom". Ela e Patrícia Abravanel são consideradas as filhas mais ricas de Silvio Santos.

Famosas nas urnas 2

Silvia tem fazenda, criação de gado e haras ao lado do noivo Gustavo Moura, cantor sertanejo ("Temos negócios separados, cada um cuida do seu"). Já Patrícia Abravanel fatura com seu programa dominical no SBT (propaganda, merchandising e participação em campanhas) e ganha muito dinheiro. As duas receberam R$ 100 milhões de herança, como as demais filhas. Silvia era a favorita de Silvio e chegou a presenteá-la com uma supercasa onde ela nasceu.

Fora das urnas

A vencedora do BBB26, Ana Paula Renault, também queria disputar uma cadeira na Câmara Federal. O PT chegou a oferecer o partido. Ela é filha do político Gerardo Renault. Simpática à esquerda, muitos acham que ela até puxaria votos. Mas não vai dar: ela tem um contrato, repleto de cláusulas, com a Globo, depois dos 76% dos votos que recebeu dos telespectadores na final do BBB 26. Ana Paula gosta do "Bolsa Família" e do "Minha Casa, Minha Vida" e garante que continuará esquerdista.

Prêmio para moda

Uma noite cheia de glamour e um senso de propósito ocorreu na segunda (27), em São Paulo, reunindo várias celebridades no Teatro Cultura Artística para a 1ª edição dos FFW Brasil Fashion Awards. Esse evento é uma evolução do FFW Melhores do Ano, criado em 2023, e vai além de apenas indicar tendências; ele valoriza aqueles que estão transformando a moda brasileira por meio da criatividade, inovação e de uma abordagem mais sustentável. O objetivo é destacar histórias, trajetórias e projetos que impulsionam a indústria, seja por meio de novos talentos ou de figuras já estabelecidas. Segundo Augusto Mariotti, diretor e fundador do site FFW, o país precisa de mais espaço para esses reconhecimentos.

“Quando olhamos para a moda, o impacto e o legado de prêmios como o CFDA e o Fashion Awards britânico são inegáveis. Eles ajudam a legitimar nomes, atrair investimento, organizar a conversa. No Brasil, a gente tem espaço e necessidade disso". Com um total de 15 categorias, como Marca de Moda, Maquiador do Ano e Fotógrafo do Ano, os ganhadores foram escolhidos tanto por um júri especializado quanto pelo voto do público. Sabrina Sato foi reconhecida como Ícone Fashion, enquanto o prêmio de Designer do Ano foi atribuído a Pedro Andrade, que teve a chance de receber R$ 100 mil em apoio, mentorias e maior visibilidade. A cerimônia também prestou uma homenagem a Costanza Pascolato e Regina Guerreiro, reconhecendo suas contribuições importantes para o universo da moda. Estavam presentes figuras como Camila Pitanga,  Bella Campos e Adriane Galisteu  entre outras .

Renda mínima: quem anunciará

Lula e Flávio Bolsonaro disputam uma corrida pré-eleitoral: o que está em jogo é a primazia do anúncio de um modelo de renda mínima no Brasil. Tanto o Ministério da Fazenda quanto os assessores econômicos de Flávio têm se dedicado à elaboração de um programa de renda básica para ser apresentado durante a campanha. Em ambos os lados, a premissa é essencialmente a mesma: reunir sob um único guarda-chuva os mais diversos benefícios sociais que hoje estão dispersos (Bolsa Família, BPC, Pé de Meia, Auxílio Gás, tarifa social de energia, para começo de conversa). No entanto, os projetos têm uma diferença bastante aguda em relação à lógica fiscal. No desenho defendido por Lula, a renda mínima entra, na prática, como expansão de gastos. Ainda que grande parte dos atuais programas venha a ser incorporada e reorganizada, a tendência é de incremento do valor médio das transferências e da base de beneficiários, pressionando diretamente as despesas obrigatórias. Do lado de Flávio, a proposta prevê a indexação do valor do benefício ao resultado primário das contas públicas, contudo, sem a “gula” de Lula por gastos.

"Dividendos da cidadania"

Na medida em que a meta do primário fosse sendo superada, o crescimento da renda mínima ficaria condicionado ao desempenho fiscal do governo. Resumo da ópera: se o Congresso tem direito até a verbas secretas, o povo teria direito a "dividendos sociais". Flávio quer anunciar que o "povão" vai entrar na classe média se aprovar a fórmula de Robin Hood de "tirar dos ricos para distribuir aos pobres". O problema é que Lula pode anunciar coisa parecida, o que o colocaria à frente do rival.

Pedido atendido

Há cinco anos, Jhulia Rayssa Mendes Leal, ou melhor, Rayssa Leal, como é conhecida, conquistava o Brasil e parte do mundo com suas manobras no skate e se consagrava ao ganhar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim. Hoje, aos 18 anos, um de seus desejos mais profundos é poder tirar sua CNH, e garante que a maioridade não são uma virada, são apenas a confirmação do que já existia. A menina prodígio continua ali, lado a lado com a mulher que ganha ainda mais voz e autonomia. Em entrevista à revista Rolling Stone Brasil, ela conta que, ainda criança, viu uma estrela cadente e fez um pedido: viver do skate e mudar a vida da família. Pedido feito e realizado. Brincadeira à parte, Rayssa leva sua profissão muito a sério. “Eu acho que tudo aconteceu no momento certo, por mais que eu fosse muito nova. Até na minha primeira Olimpíada não tinha nada de pressão, só pensava realmente em me divertir. Se subisse ao pódio, para mim estava ótimo. Acho que é continuar com a leveza, esse seria o conselho”. Sobre o futuro, ela é direta: quer uma irmãzinha — a mãe, Lilian, está grávida — e a medalha de ouro em Los Angeles 2028. Como ela mesma diz, aí a carreira estaria completa. “A Rayssa Leal é a skatista top, e a Jhúlia Mendes é a estudante que não é mais estudante. Cumpri a missão. Falta só o ouro. A expectativa está alta. Não prometo nada. LA é sempre especial”.

Para favorecer Messias

Às vésperas da sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, no Senado, marcada para hoje, aliados do governo articularam a troca de integrantes da CCJ para tornar a composição do colegiado mais favorável ao indicado do presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal. As mudanças alteraram o equilíbrio de forças no grupo e deram ao Planalto uma maioria considerada suficiente, embora ainda apertada, para chancelar o nome. Com a nova configuração, governistas passaram a contar com 16 votos favoráveis na CCJ, dois a mais que o mínimo necessário para que a indicação avance ao plenário com vitória.

Pouco dividendo eleitoral 1

O governo já entendeu que “comeu mosca” na PEC que acaba com a escala de trabalho 6 x 1 e, para mitigar o dano, tenta escolher o relator do texto na Câmara para colar a imagem do governo à proposta e fazer Lula faturar algum dividendo eleitoral. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quem relatou a PEC foi o deputado Paulo Aziz (União-BA), que, para inquietação de Lula, foi vice-líder de Bolsonaro na Câmara.

Pouco dividendo eleitoral 2

Desde o fim de semana, o governo mina as chances de Paulinho da Força (Solidariedade-SP) relatar a PEC na comissão especial. Ele já foi aliado de Lula, mas se desgastou no governo ao relatar a "dosimetria". A PEC inicial é de 2019 e assinada por um petista, mas o governo nunca deu atenção ao texto, que ficou na gaveta até fevereiro deste ano. Sem faturar com o Imposto de Renda, Lula quer se escorar na escala 6 x 1, que só avançou depois de Erika Hilton puxar o movimento na internet.

Mistura Fina

O filme "Michael" estabeleceu recordes ao se tornar a cinebiografia com a maior estreia de todos os tempos, arrecadando US$ 217 milhões, cerca de  R$ 1 bilhão, em seu primeiro final de semana, de acordo com a BBC. Esta produção superou "Oppenheimer", de Christopher Nolan, que faturou  US$ 180 milhões, e também ultrapassou "Bohemian Rhapsody", que arrecadou  US$ 124 milhões. Apesar do sucesso comercial, a crítica não foi favorável; no Rotten Tomatoes, o filme possui apenas 38% de aprovação entre críticos, em contraste com 97% de aceitação do público

Com lançamento agendado para 30 de abril, O Diabo Veste Prada 2 já se destaca como um dos principais eventos culturais do ano. Vinte anos após a estreia do filme original, a nova produção renova o entusiasmo pelo universo da moda através da figura de Miranda Priestly e impulsiona uma nova série de colaborações, produtos licenciados e campanhas publicitárias

Entre as colaborações, a Cinépolis lançou um balde de pipoca colecionável em forma de caixa de sapatos, com um scarpin vermelho — uma referência direta à estética do filme. Por sua vez, a Havaianas se reinventa no mundo da moda com a coleção Puffed, que apresenta modelos volumosos e um design que se alinha ao mercado premium, com ativação global. A Starbucks conecta o cinema ao cotidiano ao oferecer bebidas que fazem alusão aos personagens, criando uma experiência temática centrada no café. 

No setor de beleza, a Colorama lança uma nova linha de esmaltes inspirados na alta costura, enquanto a Eudora revela sua primeira colaboração com a Disney, englobando uma linha de maquiagem em edição especial. A TRESemmé se estabelece como a marca oficial de produtos para cabelos e apresenta um spray com embalagem temática, focado na eficácia e na proteção contra frizz. Na moda, a C&A introduz uma coleção cápsula que resgata frases e cenas icônicas do filme. A Renner,  disponibiliza camisetas licenciadas e uma curadoria que reflete as tendências da franquia, expandindo o alcance das colaborações no segmento de varejo.

In - Cinema: O Diabo Veste Prada 2

Out - Cinema: Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra

CLAÚDIO HUMBERTO

"Voltaremos com tudo para a pauta da anistia"

Deputado Carlos Jordy (PL-RJ) promete reação após suspensão do PL da Dosimetria

12/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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PL não descarta PP em chapa com Flávio Bolsonaro

A maior parte do PL não quer escantear o PP na estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), ideia ventilada no partido após a Polícia Federal realizar busca e apreensão na mansão do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Brasília, semana passada. Há, inclusive, costura para que seja de um quadro do Progressistas a vaga de vice. O núcleo mais próximo ao senador quer insistir em Romeu Zema (Novo) para o posto, mas o ex-governador mineiro insiste em manter a candidatura à Presidência.

Jeitinho mineiro

Zema é citado pelo perfil liberal, por ter boa aprovação em importante colégio eleitoral, além de pescar eleitor antipetista e não bolsonarista.

Grana e estrutura

O PL conta com a (riquíssima) máquina política da federação União Progressista, sobretudo em estados e municípios do Nordeste.

Estranho movimento

No União Brasil, foi captado possível afastamento do PL e há movimentação para que Ciro se afaste da presidência do PP.

Reputação inabalada

Quem deve ser sondada nos próximos dias, novamente, é a senadora Tereza Cristina (PP-MS), citada até para assumir a presidência do PP.

Lula e Trump: JBS investigada e terras raras à mesa

O Planalto insiste que a visita de Lula (PT) a Donald Trump serviu para reiterar a “soberania mineral” nas reservas brasileiras de terras raras, mas a oposição sente forte odor de defesa de interesses dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, em plena Casa Braca. Trump mandou investigar a JBS por prática abusiva de preços quando petista chegava a Washington. Não é a primeira vez que Lula é acusado de governar com o dedo no gatilho dos interesses privados dos seus empresários favoritos.

Ambição ilimitada

Joesley e Wesley têm investido pesado nos minerais críticos, via LHG Mining, incluindo o tema “terras raras”, que Lula pôs na mesa de Trump.

Troca de favores

Por isso, falar em terras raras quando a JBS é investigada nos EUA, para a oposição, soa como troca de favores disfarçada de “política de Estado.”

Império

Para deputados de oposição, a visita a Trump não foi sobre “soberania mineral” brasileira. Foi sobre proteger (e viabilizar) o império da J&F.

Tempo de incerteza

A ministra do STF Cármen Lúcia mantém paralisada desde o início do ano uma ação sobre flexibilização da Lei da Ficha Limpa. Não julga e nem suspende as alterações que afrouxaram regras para condenados por improbidade, como no caso da Lei da Dosimetria. Isso gera incertezas para a eleição de outubro.

Vai passar

Apesar da suspensão, Paulinho da Força (SD-SP), relator do projeto da Lei da Dosimetria, acredita que o STF vai acabar por “homologar” a lei e condenados do 8/jan serão soltos, com exceção dos sete “mandantes”.

Derrota é ‘traição’

O governo ainda está com a rejeição de Jorge Messias ao STF atravessada na garganta. Líder de Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) diz que o governo e ele, pessoalmente, foram “traídos” na votação.

Até o básico

O brasileiro já sentiu e, agora, pesquisa do Dieese comprovou: o custo dos alimentos da cesta básica ficou mais alto. É a segunda leitura consecutiva que registra a carestia em todas as 27 capitais.

Troca no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) muda de comando nesta terça (12). A Corte eleitoral passa a ser presidida pelo ministro Kássio Nunes Marques. André Mendonça será o vice-presidente.

Aliás...

Nunes Marques manteve o protocolo e enviou convite a Jair Bolsonaro e a todos os ex-presidentes para participarem da posse como presidente do TSE. Eventual ida de Bolsonaro depende de liberação do Supremo.

Motim’ na pauta

O Conselho de Ética da Câmara deve enviar nesta terça (12) à CCJ (que julgará recurso) o caso do suposto motim de Zé Trovão (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS). Estão sujeitos a suspensão do mandato por 2 meses. Não há data para julgar o recurso.

Incorporação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem (11) à rede de TV Fox News que está “seriamente considerando” transformar a Venezuela no 51º estado norte-americano.

Pergunta na coerência

Os invasores que depredaram a USP serão incluídos no inquérito dos “atos antidemocráticos” e sujeitos a penas de 14 a 17 anos de prisão?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Como recuperar o juízo

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, encontrou uma maneira de fazer o então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), suspender o aumento salarial dos deputados: “Se você colocar isso em votação, não poderei convidá-lo à festa de 1º de Maio da Força. Você vai ser mais vaiado que o Severino Cavalcanti...”

Chinaglia tinha fama de truculento, mas não de louco: afinal, eram tempos em que festas de 1º de Maio da Força, com distribuição de prêmios, atraíam até dois milhões de pessoas. Atualmente, no Lula 3, têm sido fracasso de público.

Giba Um

"Eu falei: 'Espero que você não anule o visto dos jogadores da Seleção Brasileira, pois a gente...

...vai vir para ganhar a Copa do Mundo'. Ele riu. Agora, ele vai rir sempre. Ele aprendeu que rir é bom", de Lula, contando parte de sua conversa com Trump

12/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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O PL se prepara para lançar, nas próximas semanas, a candidatura do empresário Flávio Roscoe ao governo de Minas Gerais para formar palanque com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O partido tenta tirar da disputa a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que está em primeiro lugar e bem distante dos demais nas pesquisas.

MAIS: ele já vai avisando: “Vou desistir e ser vice de quem tem 2%? Não preciso de palanque, tenho o povo”. Aliados de Flávio ainda tentarão defender a candidatura de Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais e dono da empresa Colortextil. Sabem que ele é pouco conhecido dos mineiros, mas contam com o apoio de Jair Bolsonaro.

Giba Um

Um lugar inseguro

A atriz Taís Araújo pode afirmar que está exausta, mas jamais considerou a possibilidade de parar. Entre suas atividades em novelas, no teatro e em campanhas, a atriz continua a conquistar posições significativas e a abrir portas para muitos. No entanto, após se tornar mãe, começou a perceber tudo sob uma nova perspectiva. Com seus filhos, Maria Antônia e João Vicente, compreendeu tanto o significado quanto a beleza de ser uma referência. Atualmente, ela se orgulha de ser “a primeira mulher negra” em diversos espaços da televisão brasileira. Ela assegura que seus filhos transformaram sua visão sobre o mundo, seu trabalho e até mesmo suas próprias inseguranças. “A maternidade é o lugar que mais deixa a gente insegura, justamente porque é onde nós mais temos expectativa de acertar, mas também mais chances de errar. A gente tem dificuldade em entender que os filhos não são uma extensão nossa. São outros indivíduos, mas precisamos conduzi-los”. No teatro, retorna aos palcos após uma pausa de cinco anos com a peça Mudando de Pele, em que interpreta uma mulher que busca autoconhecimento e liberdade para existir sem tantas pressões. A personagem reflete diretamente o momento vivido pela atriz: mais madura, mais consciente e menos disposta a se encaixar em padrões. Apesar da agenda cheia, encontrou tempo para uma participação especial em A Nobreza do Amor. Na produção, atuará como uma guia na trajetória da protagonista, simbolizando uma transferência de legado entre gerações. Um papel pequeno em duração, mas imenso em significado, algo que ressoa profundamente com a trajetória de Taís.

Alcolumbre pediu blindagem a Lula

avi Alcolumbre, presidente do Senado, que estufava o peito com a rejeição de Jorge Messias na votação para uma vaga no Supremo e até jogou o microfone sobre a mesa do plenário quando se confirmava o que ele espalhou (diferença de oito votos contra o candidato de Lula), não era o mesmo Alcolumbre que, duas semanas antes, se queixou ao presidente petista de estar sendo perseguido pela Polícia Federal, que conduz diferentes inquéritos relacionados a ele e a aliados. E pediu a Lula que o ajudasse a se blindar do que chamou de “injustiças”. A maior delas, segundo Alcolumbre, que agora mandou avisar ao chefe do governo que tem uma “bala de prata” à espera dele na campanha eleitoral, seria a delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que entregou, na semana passada, sua proposta para análise dos investigadores. Eles não gostaram muito e acharam que era “coisa requentada” do que já se sabe. A conversa ocorreu na posse de José Guimarães na Secretaria de Relações Institucionais, e o presidente do Senado disse que a delação de Vorcaro viria com “muitas mentiras e injustiças”, apelando a Lula para que o ajudasse a ficar de fora.

Não tinha como segurar

Lula respondeu, conforme contou a aliados, que não tinha como segurar o delegado da PF, o Ministério Público Federal e, menos ainda, o Supremo. Alegou ainda que o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, já vinha agindo com responsabilidade para evitar injustiças, repetindo o termo usado pelo senador, que não gostou da resposta do presidente. Dias depois, quando Alcolumbre comandou a articulação da derrota de Messias, o círculo próximo a Lula atribuiu o movimento a um revide. Nas últimas horas, a grande mídia e as redes sociais publicaram a “vingança” do presidente do Senado, que já avisou que, por enquanto, não quer reaproximação com o presidente.

Giba Um

Exemplo de vida

Benedita Casé Zerbini cresceu cercada de arte e comunicação. Bisneta de um pioneiro do rádio, filha de Regina Casé e do artista plástico Luiz Zerbini, passou anos acreditando que jamais pisaria nos palcos. A surdez parecia uma barreira intransponível para seguir carreira na área da comunicação. Hoje, aos 36 anos, Benedita transforma suas vivências em fonte de inspiração artística. Após trabalhar como roteirista e diretora, faz sua estreia no monólogo Surda e também protagoniza o filme 90 Decibéis. Com uma mistura de humor e emoção, as produções discutem inclusão, preconceito e descoberta da identidade pessoal. A experiência da maternidade também alterou sua visão de mundo. Mãe de Brás, de 8 anos, ela recorda a apreensão que sentiu durante a gravidez: questionava se seria capaz de ouvir o choro do filho, se conseguiria cuidar dele sozinha e compreender suas necessidades. Contudo, mãe e filho aprenderam a se comunicar desde os primeiros anos. Brás, de maneira instintiva, sempre se expressou visualmente e se aproximava enquanto conversava. Na interseção entre teatro, cinema e maternidade, Benedita prova que sua jornada vai além de ser apenas “filha de Regina”. Agora, está decidida a evidenciar sua capacidade de atuar em qualquer papel e focada em atuar em novelas. “Estou doida para fazer novela. E estou pronta. Vou me jogando e experimentando. Minha próxima etapa é provar que posso fazer qualquer papel, não somente o de uma mulher surda”.

Giba Um

Memória

Para compor os fatos: no ano passado, a gestão de Davi Alcolumbre decretou sigilo de 100 anos sobre registros do lobista conhecido como “Careca do INSS” e sobre entradas e saídas do acusado pela PF de comandar o esquema de descontos indevidos nas aposentadorias (roubalheira pura, segundo os mais lúcidos). O Senado também se recusou a informar os registros de entrada de Vorcaro na Casa, em resposta a um pedido do blog de Malu Gaspar, via Lei de Acesso à Informação. E Alcolumbre se negou ainda a prorrogar a CPI do Master e decidiu arquivar o requerimento de instalação da CPI do Banco Master.

Mais 40 dias

O Ministério da Fazenda vai apresentar, em até 40 dias, uma nova fase do programa “Desenrola 2”, já anunciado por Lula na semana passada. A ideia agora é contemplar pessoas com os pagamentos de suas dívidas em dia, mas apertadas pelo alto valor das prestações. A medida atende a um pedido direto do presidente, feito ainda na fase de elaboração do projeto. Para não assustar, o governo decidiu anunciar o “Desenrola 2” em etapas. Na próxima, deverá haver um pacote de estímulos que leve os bancos a reduzir juros e alongar os prazos das dívidas dos bons pagadores.

Pérola

“Eu falei: ‘Espero que você não anule o visto dos jogadores da Seleção Brasileira, pois a gente vai vir para ganhar a Copa do Mundo’. Ele riu. Agora, ele vai rir sempre. Ele aprendeu que rir é bom”,

de Lula, contando parte de sua conversa com Trump.

Ciro quase vice

Aliados do governo Lula procuram explorar a relação dos integrantes do Centrão com Daniel Vorcaro para enfraquecer a candidatura de Flávio Bolsonaro. O grupo considerou “graves” as informações divulgadas sobre a operação da PF envolvendo o senador Ciro Nogueira, que já foi citado como possível vice na chapa de Flávio. A relação entre Ciro e Vorcaro traz ganhos eleitorais a Lula e, ao mesmo tempo, inibe alianças entre a Federação União Brasil-PP e a campanha de Flávio. Havia a chance, ainda neste mês, de anunciar apoio da federação à candidatura de Flávio, mas, nas últimas horas, houve recuo.

Currículo

O senador Ciro Nogueira, que ganhou páginas de jornais acusado de receber entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais de Vorcaro, já foi conhecido como “o príncipe do baixo clero”. Virou presidente do PP e se projetou como um dos maiores articuladores do Centrão. Nos bastidores, costurou uma aliança com o bolsonarismo e virou chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro. Para a bancada do Master, a operação da semana passada foi o início de um pesadelo. A PF ainda não havia encostado em políticos que alugaram seus mandatos ao “trambiqueiro” — expressão usada por Bernardo Mello Franco — da Faria Lima. O novo alvo serão governadores que despejaram dinheiro de aposentados nos fundos de Vorcaro.

Mulheres de Vorcaro

Enquanto as investigações da fraude bancária do Master avançam, a Polícia Federal quer ouvir as mulheres que participavam das festas de Daniel Vorcaro. Mensagens obtidas nas investigações indicam que os eventos eram usados pelo banqueiro para se aproximar de autoridades. E, para animar — e cada um imagine qual seria o tipo de animação —, o anfitrião contratava mulheres jovens, bonitas e agradáveis, especialmente de diversos países. A PF quer saber quem as recrutava e onde isso ocorria. Entre os países citados estão Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela. A intenção é verificar se havia uma rede estruturada de exploração sexual.

Descontrolados”

Os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, que também estavam nos Estados Unidos e acompanharam as três horas que Lula passou na Casa Branca ao lado de Donald Trump, ficaram surpresos. Trump foi receber o presidente brasileiro quase na descida do carro que o levou até lá — e não na porta, como acontece em outras visitas de chefes de Estado. Um pouco mais tarde, teriam ficado até “descontrolados” com as bajulações e até mesmo certa intimidade demonstrada por Trump ao presidente brasileiro. Jornais e emissoras de TV estamparam os dois apertando as mãos e sorrindo. E, de quebra, não engoliram quando Trump o chamou de “um bom homem, um cara inteligente, um homem muito dinâmico”.

Positivo”

Mais tarde, tanto Trump quanto Lula consideraram o encontro e a reunião “um resultado bem positivo”. Veteranos analistas de política internacional do Brasil e dos Estados Unidos também consideraram as três horas em que permaneceram juntos, conversando sobre diversos assuntos, um estreitamento maior nas relações entre os dois países — e entre os dois presidentes. Muitos lembraram que, no Salão Oval, os encontros de Trump com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o sul-africano, Cyril Ramaphosa, tiveram constrangimentos transmitidos ao vivo. Ao mudar o protocolo (a imprensa só pôde entrar no Salão após a conversa com Trump), Lula evitou passar pela mesma situação. E Trump atendeu ao pedido sem nenhum problema.

Mistura Fina

Dentro do Planalto, incluindo Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria de Comunicação e o próprio Lula, existe a certeza de que MDB e PSD são “traidores”, que impuseram ao governo uma semana de humilhação e derrotas, com a rejeição de Jorge Messias e a derrubada do veto ao “PL da Dosimetria”. Como a votação de indicados ao STF é secreta, o Palácio só esperou um dia para puxar os votos do veto.

No MDB, o senador governista Eduardo Braga (AM) surpreendeu os lulistas ao derrubar o veto. Ele precisa renovar o mandato e anda insatisfeito com o PT amazonense, que pretende lançar Marcelo Ramos ao Senado. Ainda no Amazonas, mas no PSD, o lulista Omar Aziz também engrossou a derrota do governo. A expectativa é que as exonerações de indicados dos dois partidos no governo Lula tenham início ainda nesta semana.

É do senador Plínio Valério (PSDB-AM) o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que rejeitou a emenda do colega Ciro Nogueira (PP-PI), que propôs aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para R$ 1 milhão e ganhou o apelido de “Emenda Master”. Até hoje, o documento não foi votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), comandada pelo lulista Otto Alencar (PSD-BA), mesmo com a primeira versão do relatório apresentada há quase dois anos, em junho de 2024.

A emenda apresentada por Ciro Nogueira — que recebia de Vorcaro de R$ 300 mil a R$ 500 mil por mês e era chamado pelo então banqueiro de “amigo da vida” — foi elaborada pela assessoria do Banco Master ao senador. A PEC trata da autonomia do Banco Central e nada tinha a ver com a emenda de Ciro Nogueira, que acabou rejeitada pelo relator. O relatório entrou na pauta da CCJ na véspera da operação da PF, mas a reunião foi misteriosamente cancelada. A PF bateu à porta de Ciro na quinta-feira passada (9).

In – Pão de queijo
Out – Empanada frita

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