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GIBA UM

"Tratamos do bom momento da economia brasileira, a intenção de trabalharmos juntos pelo país"

de ARTHUR LIRA // presidente da Câmara falando do que foi conversado em encontro com o presidente Lula.

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Durante a reunião ministerial o presidente Lula deu uma advertência aos ministros, avisando que todas as iniciativas são do governo e não dos ministros e que todos devem seguir rigidamente as orientações já dadas.
Mais: há quem garanta que o recado dado teria sido para os ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Fernando Haddad (Fazenda) e Esther Dweck (Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) e outros que estão desobedecendo suas ordens.
In - Inverno: pijama de fleece
Out - Inverno: pijama camisão

Ameaça

O mandato de busca e apreensão autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes em suas residências em Brasília e no Espírito Santo, deixou ao senador Marcos do Val (Podemos-ES) furioso, mesmo sabendo que o ministro do STF não autorizou um pedido para sua prisão feito pela Polícia Federal.

Do Val disparou contra Moraes dizendo que o mandato era uma tentativa de intimidação e desafiou o ministro do Supremo. “Se eu fui incluído como um possível suspeito de um ato antidemocrático, o ministro precisa ser incluído também, porque ele que me pediu para ir a essa reunião”.

 
A reunião que se refere seria um suposto encontro com Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Daniel Silveira, onde poderiam planejar um golpe de Estado e que teria sido aconselhado por Moraes a ir para obter informações.

EMBOSCADA

Ainda Marcos do Val: desnorteado o senador disse que estava sendo vítima de uma emboscada arquitetada pelo ministro Alexandre de Moraes e outras pessoas, sem citar nome.

E ainda comparou o caso com uma suposta acusação absurda. “É como se eu dissesse para você: ‘Olha, vai lá onde está vendendo droga, me diz o que está acontecendo’. E depois você volta, e eu te incluo no inquérito dizendo que você é traficante”.

Discreta

Aliados de Lula querem que a decisão seja tomada antes de sua nova viagem à Europa. Por outro lado eles veem que o presidente não está com pressa, e a decisão pode ficar para volta.

Neste final de semana o Chefe do Governo foi a Belém para dar o pontapé na 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada pela primeira vez na Amazônia, em novembro de 2025.

O deputado Celso Sabino (União- PA), cotado para substituir Daniela, teve uma participação discreta recomendado pelo partido para não passar a impressão de que seu nome já estava confirmado ao ministério antes da saída de Daniela.

CONTRA

Alguns petistas são contra a saída de Daniela Carneiro, no Ministério do Turismo, entre eles o deputado federal Washington Quaquá (RJ).

O deputado acredita que a mudança na pasta não resolverá os problemas de aproximação. Mais: Quaquá acredita que a política está sendo mal tratada pelo governo. E lembrou que Daniela foi a deputada federal mais votada do Rio de Janeiro.

Vilã ou mocinha

Foi como mudar da água para o vinho. É assim que está sendo vista a mudança de vilã Débora/ Marizete de Todas as Flores, que a alçou para o papel de protagonista/ mocinha Alice em Terra e Paixão interpretada por Bárbara Reis, que deixou dois cursos (Comunicação Social e Produção Audiovisual) para trás para seguir seu desejo de ser atriz.

Sobre a oportunidade de ser protagonista de uma novela em horário nobre revela “Todo dia cai uma nova ficha. É um lugar muito sonhado, que foi muito batalhado.

Não consigo tornar natural quando me percebo contracenando com Tony Ramos e Gloria Pires, entre outros tantos colegas que admiro.

É uma sensação surreal”. Bárbara revelou que por ser uma mulher negra sentiu que seu trabalho estava sendo menosprezado “Já senti meu talento subestimado e a resposta para isso veio por meio do meu próprio talento e a qualidade do meu trabalho. Sempre que entro em um trabalho é para vencer, dou o meu melhor. Nunca entro em uma cena sem o objetivo de conquistá-la”.

Noiva do também ator Raphael Najan, fala que não tem pressa em se casar e brinca: “Meu casamento no momento é com Aline. Eu na verdade sou uma pessoa que ando muito com os pés no chão e vivo um dia de cada vez”.

Sobre maternidade é direta: “Não penso em ter filhos no momento porque a minha carreira artística está num momento em que eu preciso realmente focar nela. Eu estou totalmente voltada para mim”.

A  novela  continua

Nada foi decidido na reunião ministerial convocada pelo presidente Lula na quinta-feira (15) sobre a saída de ministros. Muitos estavam convencidos que logo depois do encontro o petista iria anunciar a saída de Daniela Carneiro da Pasta do Turismo, o que não aconteceu.

O que está em jogo é a aproximação do União Brasil do governo. Outras trocas que também foram especuladas como a do ministro Juscelino Filho (Comunicações) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) não teria o impacto desejado pelo governo.

Aliás Lula nem pensa em substituir Waldez, pelo simples fato dele ser ligado ao senador Davi Alcolumbre (União-AP) que está bem aliado ao governo e se isso acontecesse, poderia ter efeito contrário, ou seja, afastar o União ainda mais do governo.

Nomes mais próximos do presidente Lula tentam convencer a ministra a pedir demissão, alegando que seria menos dolorida e mais honrosa diante da pressão do União.

O motivo no qual o governo quer uma aproximação do União Brasil é óbvia, o partido é um dos menos alinhados ao Planalto, e por isso pode atender o pedido da sigla para a troca de Daniela Carneiro do Turismo, mesmo não tendo sido indicada pelo partido.

Daniela é da cota pessoal de Lula. Os partidos mais alinhados do governo são: o PT, claro, em primeiro lugar, com 99,78% de votos a favor.

Depois em seguida vem PSD (73%), MDB (67,8%). Até partidos de direta como PSDB é mais favorável ao governo em 51,9%. O União está alinhado ao governo em 45% dos votos.

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Culpada  da  inflação

A cantora Beyoncé que ficou longe dos palcos por sete anos está provocando reações jamais imaginadas com sua turnê The Renaissance World Tour, onde os ingressos se esgotam em minutos.

Uma delas segundo o economista-chefe do Danske Bank, Michael Grahan, é que a cantora foi responsabilizada pela alta da inflação na Suécia, que fez com que os preços dos setor hoteleiro sueco subisse em média 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mais: Beyoncé está provando porque está causando tanto frisson e porque é uma das mais admiradas cantoras. Em um show em Cologne, na Alemanha ela atendeu um pedido de uma fã que carregava uma faixa com os dizeres: “Rainha B, por favor, faça minha revelação”.

Sem pensar duas vezes a cantora pediu para que um de seus dançarinos pegasse o envelope lacrado. Beyoncé então, revelou: “Uma menina! Parabéns”.

Pode ganhar

Há quem garanta que um fator que estava pesando na demora da demissão de Daniela Carneiro, ministra do Turismo, apesar da pressão do União é o fato de que Waguinho Carneiro, prefeito de Belford Roxo, marido da ministra, ter ajudado muito em sua campanha.

Waguinho agora pertence ao Republicanos, outro partido no qual Lula tenta uma aproximação. Para compensar a saída de Daniela, o presidente teria oferecido a Waguinho, o direito à indicação do comando, no estado do Rio, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o comando dos seis hospitais federais do Rio que segundo um relatório do Ministério da Saúde, de abril estão em calamidade.

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Plano plurianual

Uma das mais aplaudidas ministras do governo Lula, Simone Tebet (Planejamento) está empenhada em ajudar o presidente a cumprir suas promessas.

Para conseguir isso está planejando fazer reuniões com governadores e prefeitos de grandes capitais para colher proposta para a elaboração de um Plano Plurianual.

A intenção é ouvir as necessidades de cada estado ou município para um planejamento conforme as necessidades. Tebet quer entregar a proposta ao Congresso até a segunda quinzena de agosto.

Turismo inteiro

O deputado federal Elmar Nascimento (BA) líder do União na Câmara garante que quando fez a transição do governo, o partido sugeriu o nome da senadora Professora Dorinha (TO) para ocupar a Pasta e que a sigla, desejava o ministério completo, (incluindo a Embratur, comandado por Marcelo Freixo (PT-RJ)) porque a pasta é pequena.

Elmar ainda disse que a decisão de mudança ou não, cabe ao presidente e que não vai colocá-lo contra a parede “Quem tem legitimidade para nomear ministro, escolher ministro, demitir ministro, é o presidente Lula. Quando e se ele achar que deve, ele vai nos chamar”.

NÃO VAI OBRIGAR

O União tem hoje no governo três ministério (Desenvolvimento Regional, Comunicações e Turismo – que é uma cota pessoal de Lula).

O líder do União na Câmara, Elmar Nascimento avisou que independente do pedido da sigla ser atendido ou não, não irá obrigar nenhum parlamentar do partido a votar com o governo.

“Não vou obrigar ninguém a se suicidar. Não posso pedir ao Kim Kataguiri, à Rosangela Moro, ao Felipe Francischini, ao Mendonça Filho, que apoiem pautas do governo do PT”.

MISTURA FINA

MUITOS eleitores que votaram em Lula simplesmente porque não gostariam de manter Jair Bolsonaro na presidência começam a se decepcionar com o governo.

E por isso um movimento que está invadindo as redes sociais batizado de “desfazendo o L” começa a ganhar força inclusive, entre famosos e poderosos. Rubens Ometto, controlador do grupo Cosan, não faz parte do movimento, mas poderia ser incluído após fazer críticas ao governo e aos partidos de esquerda.

AINDA Ometto: em um evento em Nova York o empresário sem citar nenhum nome afirmou que os líderes latino-americanos de esquerda estão usando em seus governos “fórmulas antigas, que deram errado”.

Falando diretamente sobre o Brasil, ele criticou a lentidão nas privatizações e nas tentativas de reestatização de algumas empresas e disparou: “O Brasil não pode andar para trás”. Vale lembrar que Rubens Ometto é membro do “Conselhão”.

 

A SENADORA Damares Alves (Republicanos-DF) espalhou para os quatro cantos do Brasil, que iria votar contra Cristiano Zanin para ocupar a vaga deixada por Ricardo Lewandowski no Supremo Tribunal Federal. Só que na semana passada os dois se encontraram em um jantar da bancada evangélica do Congresso com o advogado.

E ela teria dito que mudou um pouco de opinião sobre o defensor. “A reunião foi importante para que eu o conhecesse, para que ele também me conhecesse e um pouco de minhas causas. Gostei dele. Me despertou muita empatia. Mas ainda mantenho meu voto”.

AINDA sobre o encontro de Damares e Zanin: há quem garanta que a conversa entre os dois foi bastante agradável, que a senadora fez até um pedido ao advogado.

Damares pediu que caso seu nome seja aprovado, que ele se torne um representante das crianças no STF. A ex-ministra também gostou de saber que o indicado é de Piracicaba, interior de São Paulo, onde mora alguns de seus familiares.

ALÉM de Damares Alves, Valdemar da Costa Neto, dono do PL também teceu elogios ao indicado por Lula para o STF, Cristiano Zanin.

Dentro do próprio Supremo, Zanin já conta com dois apoios, de Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Celso de Mello ex-ministro do STF também o apoia e garante que ele tem qualidades para assumir uma cadeira na Alta Corte. “Zanin ostenta todos os atributos pessoais e profissionais necessários à sua indicação ao Supremo”.

A FUNDAÇÃO Clooney, fundada pelo ator George Clooney e sua esposa, Amal Clooney que é advogada entraram na quarta-feira (14) através da Justiça da Argentina com um processo contra as forças de segurança da Venezuela.

O motivo do processo são os crimes contra a humanidade praticados no país venezuelano.

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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