Colunistas

Giba Um

"Um curral de novos unicórnios que vão aflorar e eu voltarei a ser a sétima fortuna do planeta", 

de EIKE BATISTA // no programa Canal Livre, dizendo que sua maior riqueza é seu cérebro.

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Os irmãos Saul e Michael Klein continuam na justiça, mas estão unidos em outra novela. Os dois se recusam a fazer teste de DNA exigido pela família de Moacyr Ramos de Paiva, que morreu em 2021 tentando provar que também era filho de Samuel Klein.


Mais:   os familiares acham que têm direito à herança do criador da Casas Bahia. Por outro lado, Saul acha que Michel escondeu grande parte da fortuna do pai e quer seu pedaço. Saul também esconderia valores: R$ 4 bilhões em ações doadas pelo pai enquanto Michel teria escondido R$ 7,6 bilhões. 


A espera acabou


8 Nos últimos dias o nome da atriz e apresentadora Fernanda Paes Leme, 40 anos, por uma suposta nova briga com Bruno Gagliasso, seu amigo de longa data e sua esposa Giovanna Ewbank, esteve em alta na mídia eletrônica. A verdade é que houve mesmo um distanciamento, mas não por brigas, e sim porque Fepa (apelido de Fernanda) já na reta final de sua gravidez, estava em São Paulo enquanto o casal, se dividia entre o Rio de Janeiro e Paraíba do Sul, interior do Rio. Por falar em gravidez da atriz, a espera acabou. Sua primeira filha com o empresário Victor Sampaio nasceu na quarta-feira (17). Pilar nasceu com 50 cm e 3,325 kg. A confirmação da chegada foi feita pelos novos papais nas redes sociais: “Descobrimos o significado de maior amor do mundo. Ah, Pilar, você foi tão esperada e agora honraremos sua chegada. Te amamos, FILHA”. Dias antes do nascimento Fernanda tinha falado de sua ansiedade para chegada da filha no podcast de Thaila Ayala e Julia Faria Mil e uma tretas e publicado um pequeno ensaio de seus últimos dias com o barrigão. Mais: na próxima terça-feira (23) às 22h45 estreia no GNT o programa Quem Não Pode se Sacode, de Fepa ao lado de Giovanna Ewbank.

Musk escapa de Bolsonaro


Elon Musk parece aliado de Jair Bolsonaro, pero no mucho. O empresário de extrema direita tem se esquivado dos movimentos de aproximação feito pelo clã Bolsonaro. Há duas semanas, o deputado Eduardo Bolsonaro vem tentando costurar um encontro com Musk nos Estados Unidos e até  agora nada de resposta. A família Bolsonaro não tem conseguido se reunir com o dono do X nem de forma remota. Sábado passado (13), Bolsonaro chegou a anunciar a realização de uma live com Musk, que não aconteceu. Musk não é bobo: sair na foto ao lado do Capitão tem riscos. Seria uma declaração de guerra ao governo Lula. O empresário fecharia uma porta importante para ele suavizar a situação de combate que ele próprio criou – e quer conversa com Lula. Musk continuará tentando a aproximação, mais ainda depois do encontro do empresário com Javier Milei, na fábrica da Tesla em Austin, no Texas. 


Episódio China

Mais Musk: seu pragmatismo pode ser medido pela forma como ele equacionou sua relação com a China. Montou uma fábrica nababesca da Tesla para a produção de carros elétricos em Xangai. No ano passado, o faturamento da unidade passou dos US$ 21 bilhões para não falar de outros ganhos (leia-se a sintonia entre Elon Musk e o governo central de Pequim). É um modo de agir do empresário: gera primeiro uma polêmica, ganha holofotes e apoiadores para depois acertar os ponteiros. 


Continua linda

Com apenas 6 anos ela foi escolhida pela revista TC Clander como ‘a menina mais bonita do mundo’ (destaque). Hoje com seus 23 anos recém-completados, a francesa Thylane Blondeau mostra que a beleza não a abandonou. Desde a escolha, Thylane não parou de trabalhar como modelo e anos mais tarde percebeu que era isso mesmo que queria para sua vida. Filha do ex-jogador de futebol Patrick Blondeau e da atriz, apresentadora e estilista Veronika Loubry, apesar de ter seu nome desconhecido representa muitas marcas famosas e é embaixadora global da L'Oreal Paris, além de ter sua própria marca criada em 2018 e batizada de Heaven May. Sobre sua trajetória resume: “Acreditar em si mesmo é extremamente importante, mas também muito difícil. Quanto mais cresço, mais aprendo com as provações da vida para ter mais certeza sobre mim mesmo. Devemos aprender com nossos fracassos, porque os fracassos fazem parte da vida. Devemos sair da nossa zona de conforto e estabelecer metas”.

In –  Caipirinha de café
Out – Cactus café

 


Munição 

O PSDB acaba de lançar uma ferramenta digital com dados e argumentos contra o atual governo para municiar filiados e autoridades do partido. Vai se chamar Farol da Oposição e a proposta é que, semanalmente, sejam lançadas informações sobre temas sensíveis à gestão petista. A ferramenta é conduzida pelo deputado federal Aécio Neves, presidente do Instituto Teotônio Vilela e pelo presidente nacional do partido, Marconi Perillo. Aécio tem retomado espaço de comando na sigla.

 

 

 

Encostado

Arthur Lira, presidente da Câmara, sabe que sua crítica, mais que deselegante, quando chamou o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) de “incompetente”, lavou a alma de muitos cansados das embromações do “articulador político”. De quebra, lira mandou avisar Lula que o trabalho dele na aprovação de projetos do governo mudaria de figura. Em fevereiro, a pedido de Lira, o presidente designou Rui Costa (Casa Civil) como interlocutor. Padilha está encostado, Lira avisou todo o mundo que “Padilha não serve mais para nada” e Costa virou “um garoto de recados” do presidente da Câmara. Detalhe: ele acha que, se um dia disputar o Planalto, Padilha estará do seu lado. 


Pérola

“Um curral de novos unicórnios que vão aflorar e eu voltarei a ser a sétima fortuna do planeta”, 
de EIKE BATISTA // no programa Canal Livre, dizendo que sua maior riqueza é seu cérebro.

ESPIÃO

 José Guimarães, líder do governo na Câmara, já teve seu nome cogitado para substituir Alexandre Padilha no ministério das Relações Institucionais. Lula não topou, mas Guimarães vem atuando também como um “articulador assistente”. Em sua recente viagem à Colômbia, o presidente petista falou com ele por telefone várias vezes. Queria saber detalhes de como estava o clima com Arthur Lira, que vinha fazendo novas ameaças e xingando mais Padilha. Os deputados acham que Guimarães  é mais competente do que Rui Costa, que o consideram arrogante. Ele também informou a Lula que a briga entre Lira e Padilha “não é nada trivial”. 


Salário gordo

A permanência de Jean Paul Prates mais um tempo na presidência da Petrobras estaria garantida, mas falta a reunião a dois entre ele e o presidente Lula (Prates já pediu, mas o chefe do Governo vem empurrando). As pressões são graúdas e vêm de todos os cantos. Tem conhecidos executivos do mercado que sonham com a cadeira de Prates. O salário – para quem não sabe – é de R$ 130 mil mensais (foi aumentado recentemente) e mais cerca de R$ 1,4 milhão por ano de bônus. Quase R$ 3,1 milhões anuais. É por isso, entre outras coisas, que Prates quer beijar a mão de Lula. 

REGALIAS

O Senado banca a moradia de quatro ministros de Lula que se licenciaram, mas mantém a regalia. Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Carlos Fávaro (Agricultura), Renan Filho (Transportes) e Camilo Santana (Educação) ocupam belos cargos no Executivo federal e continuam nos espaçosos apartamentos destinados aos parlamentares do Senado. Senadores têm direito a imóvel funcional ou auxílio-moradia de R$ 5,5 mil, que pode ser usado como aluguel ou diárias de hotel. A turma de Lula também poderia ocupar um dos 288 imóveis funcionais que estão vazios.


"Remédios da moda"

O Conselho Federal de Medicina vai divulgar um comunicado sobre a venda de remédios para diabetes que que estão sendo usados como inibidores de apetite. A entidade fará um alerta para os riscos de utilização indiscriminada dessas substâncias. O CFM já encaminhou pedido à Anvisa para que remédios injetáveis, como Ozempic e Wegovys sejam comercializados apenas com retenção de receita pela farmácia e ainda quer uma campanha do governo e das indústrias farmacêuticas para esclarecer sobre os benefícios e desvantagens desses medicamentos que viraram “moda”.

JANJA EM CAMPO

A primeira-dama Janja se reuniu, virtualmente, nesta semana, com a médica cardiologista Ludhmila Hajjar e com a cantora Marisa Monte e o presidente Lula também participou do encontro. As três falaram sobre o projeto de permanência estudantil e o apoio a cotistas por meio de bolsas de estudo. Marisa Monte é líder e embaixadora da iniciativa. “Conversar sobre temas relacionados à educação e à transformação social me deixa sempre entusiasmada”, declarou Janja.

MISTURA FINA


 ELE  já havia virado atração sob holofotes da Câmara na sessão em que se decidia se Chiquinho Brazão seria solto ou se permaneceria engaiolado, o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, estava em todas as rodas da festa de aniversário de Marcos Pereira, presidente do Republicanos. Outros parlamentares tiravam selfies ao lado de Cunha, que conduziu o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Ele avisava que em 2026 estará de volta as urnas, só não sabe se será no Rio, São Paulo e por qual partido. 

O PENDURICALHO  inventado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para engordar os vencimentos de juízes e procuradores ressuscita um truque, extirpado da legislação, que fez surgir os marajás do serviço público. O truque é conceder gratificações como biênios ou quinquênios, como é o caso, que multiplicaram os salários. O subterfugio foi denunciado em Alagoas no fim dos anos 80, quando esses quinquênios fizeram a fila de pagamento crescer o equivalente a 120% da receita do Estado.

A BAJULAÇÃO de Pacheco com o dinheiro do pagador de impostos custará R$ 42 bilhões, após estender o privilégio para a Polícia Federal, Advocacia Geral da União, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas da União e outros mais. Como no século passado, membros da magistratura e do MP voltarão a receber 5% do salário para cada  5 anos de serviço até totalizar 35%. Na guerra contra os marajás, quando o STF insinuou avalizar o quinquênio, o então governador Fernando Collor de Mello avisou que não pagaria. 

CLÁUDIO Castro não quer seguir o mesmo destino de cinco ex-governadores do Rio. Em caso de derrota no TRE, que julgará a cassação de seu diploma, o bolsonarista abriria mão de recorrer em Brasília e ganharia uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, mantendo o foro privilegiado. Um dos problemas é convencer um dos conselheiro do TCE e antecipar a aposentadoria; outro é a incerteza da sucessão estadual.

A CHINESA  Shopee está procurando um nome para ser híbrido de chairman e embaixador da marca no Brasil. Alguém capaz de agregar capital reputacional à empresa, que seja respeitado pelo mercado, tenha profundo conhecimento do varejo Brasileiro e possa ser um influente porta-voz junto ao governo. Muitos altos executivos apostam que o nome de José Galló seria o ideal. Ele acaba de deixar a Renner, depois de 27 anos.

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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