O governo Lula abriu a carteira para bancar emendas de deputados e senadores nas últimas semanas.: no total, foram pagos R$ 18,4 bilhões. O que impressiona é o volume distribuído apenas no mês de maio: R$ 14,1 bilhões, quase 77% de tudo o que o governo petista pagou em 2026. Em junho, já são R$ 605 milhões liberados aos parlamentares.
Mais: em maio do ano passado, o governo Lula distribuiu pouco mais de R$ 188 milhões para pagamento dessas verbas parlamentares. Às vésperas da sabatina de Jorge Messias ao Supremo, o governo reservou R$ 12 bilhões para emendas. A maior parte das emendas pagas pelo governo Lula é individual, somando R$ 13 bilhões até agora.

Histórias de superação
A atriz Bruna Marquezine foi o grande destaque do Power Talks, evento promovido pela Kérastase no Hotel Rosewood, em São Paulo. Em sua estreia como primeira embaixadora global brasileira da marca, a atriz falou sobre autoestima, empoderamento feminino e superação. “A gente aprende errando e caminhando. Todas as mulheres sofrem algum tipo de pressão externa. O mais importante é olhar para si mesma e se acolher”. Ao relembrar os desafios da fama aos 18 anos, contou: “Chorava muito nos bastidores. Hoje vejo aquela menina com carinho e acolhimento”. Ela destacou a importância da terapia em sua trajetória e revelou uma técnica para lidar com críticas: “Visualizo um barquinho levando embora tudo que não reflete minhas crenças”. A cantora e atriz Manu Gavassi também compartilhou sua experiência sobre o parto, e admitiu que criou uma ilusão, acreditando que seria rápido e tranquilo, como aconteceu com sua mãe e avó. Porém, enfrentou 15 horas de trabalho de parto. “Eu achava que seria fácil. Ninguém me avisou que seria assim”. Após o nascimento da filha, resumiu o sentimento: Eu me senti uma sobrevivente de um navio que afundou. Senti que me tacaram em alto-mar, a terra era muito longe e falaram: 'Tchau. Nada'". O evento reuniu ainda personalidades como Duda Beat, Paola Antonini e Ana Paula Renault.
“Eliot Ness” à brasileira
O marqueteiro do Palácio do Planalto, Sidônio Palmeira, quer fazer do limão uma limonada. O envolvimento do líder do PT no Congresso, Jaques Wagner, com o Master muda, pelo menos em parte, o eixo da campanha eleitoral. A nova orientação é que Lula seja uma espécie de “Eliot Ness” à brasileira. Ele vai cobrar mais apuração dos crimes, repetir que o país não aceita mais os acontecimentos recentes de ilicitudes e corrupção, bater na tecla de que cada um terá de pagar pelo que fez e dizer que, caso seja eleito, dará fim a essa “República de meliantes”. O discurso é que o governo enfrentará todos os poderosos, dos diversos grupos recheados de privilégios. É o Lula xerife. Assim é, se lhe parece, lembrando a peça de Pirandello. Quanto a Jaques Wagner, a estratégia não muda: Lula agirá como fez com outros “companheiros” envolvidos em ligações ou situações perigosas. Dirá que não acredita nos fatos conforme foram apurados, que há engano no processo e que mantém seu apoio incondicional ao amigo e aliado. Espera ganhar tempo junto às mídias e amansar uma eventual irritação do aliado, evitando que ele se considere abandonado. Até lá, já terão sido realizadas as eleições.
Chefe e amigo
Militantes desejam uma reunião de Lula com Jaques Wagner para discutir a saída do senador da liderança do governo no Senado. Ele diz que o próprio Lula lhe telefonou no dia da operação para dar apoio e se solidarizar. O preferido para substituir Wagner seria Camilo Santana, um dos três petistas com mandato garantido na Casa até 2031 e que não será candidato este ano. Randolfe Rodrigues é líder do governo no Congresso, enquanto Rogério Corrêa (PT-SE) é líder do PT no Senado. Ambos estão em fim de mandato e precisam se candidatar este ano.

Novos projetos
A atriz, comediante, autora, jornalista e apresentadora Mônica Martelli está com novos projetos. Ela irá apresentar o programa “Mônica Total” na DiaTV, com estreia no segundo semestre. O programa discutirá comportamento, vida cotidiana e felicidade, com especialista fixo e convidados semanais. A ideia surgiu do sucesso de seus vídeos nas redes sociais. Segundo ela, o público busca entender melhor os sentimentos e lidar com os desafios de forma mais leve. Ela também é protagonista do filme “Minha Melhor Amiga”, ao lado de Ingrid Guimarães, uma comédia conta a história de uma viagem transformadora pela Europa e chega aos cinemas em 3 de setembro. Sobre relacionamentos, comentou: “Sou a favor de marcar dia para transar. O meu é sexta”.Ela defende que, em relacionamentos duradouros, é importante haver dedicação para evitar que a rotina tome conta. "Casamento dá trabalho. A rotina faz a gente adiar o amor e a transa". Mônica continua conquistando o carinho do público com sua sinceridade, humor.

Ninguém quer
Apontada por Eduardo Bolsonaro — que poucos no PL levam a sério — como possível nome para vice de Flávio Bolsonaro, a deputada Júlia Zanatta esbarrou com a senadora Tereza Cristina, também cotada para o posto, nos corredores do Congresso. As duas brincaram sobre a “batata quente” da missão e, quase em coro, empurravam a responsabilidade uma para a outra, repetindo: “Tem que ser você”, e riam da situação.
Não cabe ao TSE
A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou pela rejeição da ação movida pelo PL contra uma pesquisa da Atlas/Intel que mediu impactos do caso Master sobre a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e as intenções de voto. Em parecer ao Tribunal Superior Eleitoral, a PGE informou que não houve irregularidade no levantamento e sustentou que a Justiça Eleitoral deve atuar de forma excepcional ao analisar metodologias de institutos de pesquisa. O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques. O PL alega que as perguntas foram induzidas. A PGE, contudo, afirma que não cabe à Justiça Eleitoral interferir na escolha dos temas abordados pelos institutos.
Pérola
“Vou fazer 60 anos e está tudo bem. Minhas pernas valiam US$ 1 milhão. Hoje, ninguém dá um real. No entanto, tenho contatos de publicidade: vendo de fralda de bebê a fralda geriátrica, de leite de criança a suplemento 50+”,
de Claudia Raia, quase sessentona, falando sobre sexo e passagem do tempo.
Não endividados
Programa de sucesso do Lula 3, o refinanciamento de dívidas do Desenrola 2 ganha nova fase no fim do mês, agora voltado para quem está com as contas em dia. O programa deve reduzir os juros de empréstimos pessoais para clientes que não atrasem parcelas. O projeto beneficiará clientes que ganham até R$ 8.105 (cinco salários mínimos) com dívidas bancárias de até R$ 15 mil. Dívidas do cartão de crédito rotativo não serão incluídas. A renegociação será direta entre cliente e banco, com juros de 2,99% ao mês (hoje a média é de 7%). O governo espera beneficiar até quatro milhões de pessoas. Bradesco e Itaú não participam dessa modalidade do Desenrola 2.
“Pacto de silêncio”
Principal rival do PT na Bahia, o grupo político de ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente a operação da PF que mirou o senador Jaques Wagner, que tenta a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em março, petistas e o grupo do ex-prefeito de Salvador, que também teve a campanha impactada após revelação de pagamentos do Master, selaram um acordo para deixar o escândalo fora da disputa estadual. Na semana passada, ACM Neto foi sucinto: “Essa questão cabe ao Judiciário. O que esperamos é que a investigação seja completa, isenta e correta”.
Agora, governador
O ex-ministro Márcio França (PSB-SP) está desistindo de disputar com Simone Tebet a vaga do partido ao Senado. Além do acordo com a cúpula do PSB, Simone disputa com Marina Silva o primeiro lugar nas pesquisas, enquanto França aparece em quarto lugar. Agora, ele avalia que pode ter mais sucesso disputando o governo de São Paulo, no lugar de Fernando Haddad. No passado, como vice-governador, assumiu o Palácio dos Bandeirantes quando Alckmin deixou o cargo para compor chapa com Lula ao Planalto. Ainda assim, sua nova disposição não é levada a sério por muitos.
Os dois Flávio 1
O tiro dado por Romeu Zema na tentativa de angariar apoio do empresariado saiu pela culatra. Mesmo após sua filiação ao Novo, Flávio Rocha, herdeiro do Grupo Guararapes e das Lojas Riachuelo, trabalha nos bastidores em prol da candidatura de Flávio Bolsonaro. Rocha tem auxiliado o xará a construir pontes com empresários, sobretudo no Nordeste, região em que o “PL” tem seu pior desempenho nas pesquisas. Em troca, Flávio Bolsonaro já abriu espaço em seu palanque para Flávio Rocha, caso ele decida disputar a eleição ao Senado pelo Rio Grande do Norte.
Os dois Flávio 2
Apesar de todos os avisos em contrário, o ex-governador mineiro apostou que conseguiria fazer Flávio Rocha mudar de lado. O dono da Riachuelo apoiou Jair Bolsonaro em 2018 e 2022. Pelo jeito, ele jogou suas fichas na mesa errada. Mais: Romeu Zema caiu muito nas últimas pesquisas no primeiro turno — em algumas, abaixo de 2% (e Ronaldo Caido subiu), e não se conforma. Voltou a ficar como um barco à deriva, sem motor e sem vento a favor. Flávio Rocha já foi candidato ao Planalto quando jovem: foi apenas um sonho.
Mistura Fina
O acordo de delação do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, também tem chances limitadas na PGR e na PF. Até agora, não há provas robustas ou elementos suficientes para um acordo que acrescente fatos novos. O ex-presidente do banco é acusado de negociar com Daniel Vorcaro, controlador do banco, propina de R$ 146 milhões em imóveis de luxo em São Paulo.
Vorcaro também teve suas propostas de acordo recusadas por não apresentar fatos novos nem provas. A colaboração foi rejeitada duas vezes pela PF e uma vez pela PGR (Daniel pretende contratar outro advogado para tentar novamente). Preso há três meses, Costa é acusado de ter recebido propina para facilitar o acordo de compra de ativos do Master pelo banco público BRB. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, autorizou PF e PGR a negociarem acordos de delação sem sucesso.
Enquanto membros de diversas cortes brasileiras discutem quanto devem receber além de seus salários, juízes dos Estados Unidos, que ocupam diferentes posições no sistema judicial, não têm qualquer penduricalho. Eles são proibidos por lei de receber bônus, adicionais ou auxílios. Têm direito a plano de saúde, seguro de vida e aposentadoria especial, podendo também receber por aulas ministradas em universidades ou cursos públicos. Nada de palestras para grandes bancos.
O único extra permitido é proveniente de livros publicados, e o ganho de juízes de instâncias inferiores não pode ultrapassar 15% do salário anual. Não existem nos Estados Unidos auxílios moradia, alimentação, combustível, creche, gratificações ou licenças compensatórias ou folgas convertidas em dinheiro. Os salários anuais variam entre US$ 250 mil e US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão), dependendo do cargo.
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