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TROCA NO COMANDO

Novo comandante-geral da PM quer fortalecer a Corregedoria contra os crimes na corporação

Coronel Marcos Paulo Gimenez assume o comanda na próxima sexta
20/05/2020 00:01 - Fábio Oruê


Próximo de assumir a frente do comando-geral da Polícia Militar (PM) em Mato Grosso do Sul , o coronel Marcos Paulo Gimenez fala em fortalecer a Corregedoria-Geral da PM para combater o crime organizado na corporação e especializar a tropa para atuar nas ruas. 

Na semana passada, sete oficiais da cúpula da PM no Estado foram presos em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Promotoria de Justiça da Auditoria Militar e a Corregedoria-Geral da PM, suspeitos de envolvimento com contrabando de cigarros do Paraguai. 

Gimenez, que está deixando a direção do Departamento de Operações da Fronteira (DOF), garantiu que trabalho de combate ao crime organizado será exercido também dentro da corporação. “[...] Então tem que fortalecer a corregedoria, para que com as ações corretivas organizem a corporação”, disse ele ao Correio do Estado

Operação Oiketikus, que investiga a chamada máfia dos cigarreiros, vem prendendo policias e servidores da segurança pública do Estado. Na última ação, os alvos foram oficiais da alta patente que facilitavam o contrabando de cigarros em MS. 

Como o coronel atuava principalmente na fronteira com os países vizinhos a frente do DOF, com o novo posto, Gimenez pretende combater o tráfico e contrabando em todo MS. “[Queremos] ampliar a Operação Hórus para todo o Estado, já que ela está mais na região de fronteira [atualmente]”, revelou ele. 

Segundo o novo comandante-geral, o foco da gestão será principalmente a especialização da tropa para ter excelência no combate à criminalidade. “A especialização vai ser feita proporcionando curso de capacitação e cursos de formação [...] Quero trazer equidade à corporação, para que a tropa fique mais imbuída, coesa e humanitária”, afirmou. 

 
 

TROCA NO COMANDO

Gimenez assume o lugar do coronel Waldir Ribeiro Acosta, que ficou no comando-geral por cinco anos e irá para a reserva por tempo de serviço. Coronel Marcos Paulo afirmou que pretende continuar as ações da gestão anterior como a construção de novos quartéis.

“Precisa ter uma melhor adaptação em questão da Covid-19, mas [o projeto] vai continuar e vamos colocar em prática. O que a gente quer é colocar a tropa na rua”, disse ele, que tomará posse na sexta-feira (22).

De saída, coronel Waldir manifestou apoio ao amigo. “Desejo muito sucesso ao Marcos Paulo. O que puder auxiliá-lo, estou aqui pronto para o que for possível. Desejo que ele possa crescer junto com a sua tropa”, desejou.

Gimenez também fala com apreço do amigo Waldir. “Somos amigos desde a época em que cheguei da academia no ano de 1997. Agradeço tudo o que ele fez pela minha pessoa, me recepcionou quando cheguei a aspirante, aprendi a trabalhar com ele. Agradeço sempre pelo apoio e o parabenizo pelo excelente comando e empenho. Vou trabalhar ao máximo, para dar continuidade ao seu trabalho”, agradeceu. 

Sobre o convite para assumir o cargo, Gimenez garante que se sentiu honrado em ficar a frente da corporação. “Eu fiquei muito lisonjeado quando recebi o convite, é um cargo que todos o policiais almejam”, finalizou ele. 

Troca de comando será às 10h, na sede do Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Devido a pandemia do coronavírus, solenidade será fechada e transmitida via internet.  

 
 

Felpuda


Em uma das eleições em MS, candidato já oficializado na convenção corria o trecho para conquistar os eleitores. Mal sabia, porém, que time do seu partido e de aliados estava tramando sua derrubada para emplacar substituto que teria mais votos. Por muito pouco, o dito-cujo não foi guilhotinado, conseguindo salvar o pescoço. Agora tudo indica que o mesmo processo estaria em andamento e seria mais fácil, pois a “vítima” desta vez ainda é só pré-candidato. Dizem que a “turma da trairagem” tem know-now no assunto.