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56% votam em candidato a favor do fim da taxa blusinhas, mostra pesquisa

O tema voltou à pauta porque em 12 de maio o Executivo editou MP para pôr fim à alíquota de 20% do imposto de importação cobrado sobre remessas postais internacionais no valor de até US$ 50

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Uma pesquisa nacional realizada em maio pela Proteste mostra que a maior parte dos entrevistados (56%) afirma que votaria em um candidato que defendesse o fim da chamada "taxa das blusinhas".

O porcentual que associa a escolha do candidato ao tema (seja no Executivo ou Legislativo) chega a 63% no Sudeste e a 57% no Sul; entre os consumidores das classes C e D, oscila para 57%.

O tema voltou à pauta porque em 12 de maio o Executivo editou uma medida provisória (MP) para pôr fim à alíquota de 20% do imposto de importação cobrado sobre remessas postais internacionais no valor de até US$ 50 (pouco mais de R$ 250).

Em vigor desde a data de publicação, a MP precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até 8 de setembro para ser definitivamente convertida em lei, um mês antes das eleições. Caso isso não ocorra, o texto perde seus efeitos e a cobrança será restabelecida.

Obtido com exclusividade pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o levantamento da Proteste - associação brasileira de defesa do consumidor e integrante do Grupo Euroconsumers - buscou avaliar o impacto da "taxa das blusinhas".

Pelo estudo, 92% dos consumidores consideram que o fim definitivo da taxação é a decisão correta - porcentual que sobe a 97% no Sudeste e a 94% no Nordeste. Para 88%, o Congresso deveria tratar o tema como prioridade.

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 21 de maio de 2026 (durante a divulgação do fim da taxação pelo governo), com 1.300 consumidores com renda familiar mensal superior a R$ 1.600.

Foram feitas entrevistas pessoais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife, Salvador, Fortaleza, Belém e Manaus - onde há maior número de consumidores de plataformas online.

"A cobrança de imposto de importação sobre compras de até US$ 50 pelo comércio eletrônico transfronteiriço é uma das maiores injustiças tributárias do Brasil, desrespeitando todos os princípios de tributação e penalizando os consumidores mais pobres", disse o diretor-executivo da Proteste, Henrique Lian. Ele defendeu que o consumidor esteja no centro do debate.

"Reafirmamos que não é a pessoa física que realiza pequenas compras no varejo que deve arcar com a proteção de setores que são grandes importadores no atacado. Isso não é igualdade tributária, mas sim injustiça tributária", completou.

A pesquisa também abordou o sentimento do público em relação à taxa. Ao todo, 75% dos entrevistados não consideram justa a cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50. Entre consumidores das classes C/D, o índice chega a 79%. No Nordeste, 80% afirmam que a tributação não é justa.

A sensação de desequilíbrio se mantém quando a tributação é comparada às regras aplicadas a viajantes internacionais. Para 68% dos entrevistados, é desproporcional que pessoas que viajam ao exterior possam ingressar no País com até US$ 1.000 em produtos sem pagamento de imposto, enquanto compras online internacionais de até US$ 50 permanecem sujeitas à taxação.

Consumo da população

Em julho de 2023, a Receita Federal lançou o programa Remessa Conforme - uma espécie de plano de conformidade cujo objetivo oficial era regularizar as transações internacionais entre pessoas físicas e pessoas jurídicas em troca da isenção para as compras de pequeno valor, aquelas até US$ 50. O programa ganhou a adesão das principais varejistas - além da própria Shein, Shopee, AliExpress, Mercado Livre e Amazon também aderiram - e foi visto como um sucesso pelo Fisco.

Por seu turno, no primeiro semestre de 2024, deputados e senadores - fortemente pressionados pelo varejo nacional, que acusava a importação isenta de gerar prejuízos internos - incluíram o imposto de importação de 20% sobre essas compras no projeto de lei que regulamentava o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), de autoria do Poder Executivo, após articulação do então presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) com ministros da área econômica.

Embora tenha impactado o poder de compra dos brasileiros, principalmente das classes C e D, a pesquisa mostra que compras internacionais já fazem parte da rotina de consumo da população.

Ao todo, 82% dos entrevistados afirmaram ter realizado compras em sites internacionais nos últimos três meses - ou seja, antes ainda da revogação. O índice é ainda maior no Norte (85%) e no Nordeste (84%), regiões em que esse tipo de consumo aparece com forte presença entre os entrevistados.

Após a criação da "taxa das blusinhas", 45% dos entrevistados afirmaram que passaram a comprar menos em plataformas internacionais. Outros 38% dizem que continuaram comprando da mesma forma, enquanto 9% relataram que pararam de comprar nesses sites.

Em 2024, o valor arrecadado com a alíquota de 20% do imposto de importação foi de R$ 2,89 bilhões. A arrecadação saltou para R$ 4,72 bilhões em 2025 e, somente nos primeiros quatro meses deste ano, foi arrecadado cerca de R$ 1,86 bilhão com a medida. Por se tratar de um imposto de caráter regulatório, a isenção não exige medidas de compensação.

Pesquisa Eleitoral

Vínculo com Vorcaro não afeta liderança de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul

Levantamento IPR/Correio do Estado foi feito em 21 cidades, que representam 68% do total da população sul-mato-grossense

17/06/2026 08h00

Senador Flávio Bolsonaro em Campo Grande

Senador Flávio Bolsonaro em Campo Grande Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Apesar da repercussão em torno da proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua liderando as intenções de voto para a Presidência da República em Mato Grosso do Sul. 

De acordo com pesquisa contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) de 9 a 13 de junho deste ano, registrada sob os números BR-00547/2026 e MS-02355/2026, Flávio mantém vantagem na preferência do eleitorado, sinalizando que as associações com o banqueiro não provocaram reflexos significativos em seu desempenho político no Estado.

Conforme o levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, o filho mais velho do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) atingiu a marca de 42,35% da preferência dos entrevistados, enquanto o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 31,12%. 

Já bem atrás aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), com 5,99%, o ativista político Renan Santos (Missão), com 3,19%, o psiquiatra, professor e escritor Augusto Cury (Avante), com 2,17%, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 1,53%, e o ex-ministro Joaquim Barbosa (DC), com 1,02%. Dos entrevistados, 3,95% disseram que vão votar em branco ou anular o voto e 8,67% não souberam ou não quiseram responder.

Com intervalo de confiança de 95%, a pesquisa IPR/Correio do Estado ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Amambai, Aquidauana, Anastácio, Campo Grande, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste, Corumbá, Coxim, Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Bonito, Jardim, Naviraí, Mundo Novo, Nova Andradina, Paranaíba, Chapadão do Sul, Cassilândia, Ponta Porã e Três Lagoas.

Essas 21 localidades representam 68% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores. Ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

Senador Flávio Bolsonaro em Campo Grande

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, a liderança também continua com Flávio Bolsonaro, com 24,49%, seguido por Lula, com 20,28%, e Jair Bolsonaro, com 1,28%.

Mais atrás estão Renan Santos, com 0,51%, Ronaldo Caiado, com 0,51%, Romeu Zema, com 0,38%, o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 0,13%, Augusto Cury, com 0,13%, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), com 0,13%, e Pablo Marçal (União Brasil), com 0,13%.

REJEIÇÃO

A pesquisa IPR/Correio do Estado também levantou a rejeição dos candidatos à Presidência da República em Mato Grosso do Sul. Lula aparece na frente, com 49,74% de rejeição, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31,89%, Ronaldo Caiado, com 1,15%, e Renan Santos, com 0,89%.

Em seguida aparecem Joaquim Barbosa, com 0,51%, Augusto Cury, com 0,38%, e Romeu Zema, com 0,26%. Dos entrevistados, 7,40% não rejeitam nenhum dos candidatos, 6,25% rejeitam todos eles e 0,26% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 1,28% não soube ou não quis responder.

INFLUÊNCIA

O levantamento IPR/Correio do Estado ainda perguntou aos entrevistados, caso as eleições fossem hoje, se eles votariam em um candidato indicado por Flávio Bolsonaro ou Lula. Dos entrevistados, 41,33% responderam que votariam em um candidato indicado pelo filho do ex-presidente.

Já 25,13% dos entrevistados falaram que votariam em um candidato indicado pelo presidente Lula, enquanto 31,12% responderam que não votariam em nenhum candidato indicado por Flávio Bolsonaro ou Lula e 2,42% não souberam ou não quiseram responder.

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Reunião Bilateral

Zelenski pede encontro com Lula no G7, mas reunião é incerta

Encontro entre Lula e Zelenski ainda é incerto e depende da agenda final da cúpula

16/06/2026 21h00

Foto: Divulgação

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O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, pediu uma reunião bilateral com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cúpula do G7, afirmou uma fonte do governo. O brasileiro diz estar disposto a se reunir com o ucraniano, mas não dá certeza de um encontro. Caso ocorra, o único dia possível é na quarta-feira, último dia da cúpula.

Zelenski espera convencer mais países a ajudar a pressionar Vladimir Putin a assinar um acordo. Ele foi convidado a participar da cúpula e foi o protagonista das discussões da manhã desta terça, quando houve uma reunião sobre a Guerra na Ucrânia.

Lula e Zelenski já tiveram seus entreveros no passado devido à proximidade de Lula com Putin, mas se reuniram na última Assembleia-Geral da ONU.

A cúpula do G7 começou nesta segunda-feira, 15, e se estende até quarta, 17, com a participação dos líderes da Alemanha, do Reino Unido, do Canadá, da França, da Itália, do Japão e dos Estados Unidos, junto de líderes convidados de outros países.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado em fevereiro pela presidência francesa, mas só aceitou o convite no início deste mês. Ele chegou à cidade turística na segunda e já se reuniu com Emmanuel Macron e o presidente da Suíça, Guy Parmelin

Nesta terça, o petista se reuniu com os líderes da União Europeia Ursula von der Leyen e António Costa. No encontro, o trio definiu a criação de um canal bilateral para lidar com as barreiras europeias a produtos de proteína animal e siderurgia.

"Os três trataram de temas da agenda bilateral, em particular das medidas de restrição a produtos brasileiros adotadas recentemente pela parte europeia", disse o Planalto em comunicado. "Definiram um mecanismo bilateral entre o Itamaraty e funcionários da Comissão, com vistas a identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos."

Ainda de acordo com o Itamaraty, o mecanismo tem como objetivo buscar soluções que contemplem as preocupações europeias bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil.

Funcionários do governo brasileiro explicaram que o mecanismo não se trata de algo institucionalizado, mas de um canal de diálogo a nível de assessores das diplomacias do Brasil e da União Europeia para tratar de questões técnicas que preocupam o bloco europeu.

Zelenski é recebido na cúpula

O ucraniano Volodmir Zelenski foi recebido por Macron nesta terça antes de uma sessão de trabalho matinal com os líderes do G7 para discutir a guerra na Ucrânia. Intitulada "Construindo a paz e a segurança para a Ucrânia e a Europa" a reunião com o ucraniano começou às 10h locais (5h do Brasil) e durou mais de uma hora.

Donald Trump chegou atrasado para a reunião e não cumprimentou Zelenski, que foi recebido com um abraço do secretário de Estado Marco Rubio no corredor. O ucraniano foi recebido calorosamente, com muitos abraços e beijos, pelos outros líderes do G7.

Embora o subtexto desta cúpula seja que a Europa está cada vez mais se preparando para um futuro com um parceiro menos confiável como os Estados Unidos, Trump e Zelenski sentaram-se em lados opostos de Macron à mesa, indicando que o objetivo da sessão de trabalho é, pelo menos, manter os EUA engajados.

As negociações com a Ucrânia acontecem logo após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um acordo para encerrar a guerra de três meses e meio entre os EUA e o Irã. Trump disse ter tido boas conversas no domingo com Zelenski e Putin . "Agora que isso (o Irã) acabou, vamos nos concentrar nisso", disse ele na cúpula do G7.

Nas últimas semanas, o conflito com o Irã ofuscou a guerra na Ucrânia, iniciada pelo presidente russo Vladimir Putin. Macron afirmou que buscará persuadir Trump a continuar apoiando a Ucrânia e a aumentar a pressão sobre a Rússia para que esta ajude a alcançar um acordo de paz.

Horas antes do início da cúpula do G7, a Rússia lançou centenas de drones e dezenas de mísseis contra as maiores cidades da Ucrânia, num ataque que matou 11 pessoas e incendiou um importante local religioso.

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