Política

Renovação

A cada eleição, MS troca metade de sua bancada no Congresso

Vander Loubet, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende estão entre os deputados federais com maior número de mandatos pelo Estado

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A cada eleição, Mato Grosso do Sul muda praticamente metade dos representantes que envia à Câmara dos Deputados. Nas duas últimas disputas gerais, em 2018 e 2022, ao menos três cadeiras foram renovadas. Se considerarmos a média histórica desde o início do século, a taxa média de reeleição é de 47,5%.  

Neste pleito, apenas Vander Loubet (PT) não disputará a recondução à Câmara. O parlamentar, que está no sexto mandato consecutivo, concorre ao Senado e, independentemente do resultado, deixará o Congresso a partir da próxima legislatura.

Eleito deputado federal pela primeira vez em 2002, o petista é o campeão de mandatos e conquistou sucessivamente as eleições de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. 

Logo atrás aparece Geraldo Resende (União Brasil). O médico chegou ao Congresso em 2003 e foi eleito novamente em 2006, 2010, 2014 e 2022.

Dagoberto Nogueira (PP) também integra o grupo de parlamentares de longa trajetória. Ele foi eleito deputado federal em 2006 e voltou à Câmara nas eleições de 2014, 2018 e 2022. 

Quem foi reeleito em cada transição?

2002 → 2006: Moka, Geraldo Resende, Nelsinho Trad, Vander Loubet, Dr. Antônio Cruz e Biffi.
2006 → 2010: Geraldo Resende, Vander Loubet e Biffi.
2010 → 2014: Vander Loubet, Geraldo Resende e Mandetta 
2014 → 2018: Tereza Cristina, Vander Loubet e Dagoberto.
2018 → 2022: Beto Pereira, Vander Loubet, Dr. Luiz Ovando e Dagoberto.

Em 2006, seis dos oito nomes eleitos em 2002 se mantiveram no cargo: Moka, Geraldo Resende, Nelsinho Trad, Vander Loubet, Dr. Antônio Cruz e Biffi seguiram no Congresso, ao passo que Murilo e João Grandão não foram reconduzidos dando lugar a Dagoberto Nogueira, Waldir Neves. 

Em 2010, Geraldo Resende, Vander Loubet e Biffi seguiram na Câmara, ao passo que cinco cadeiras foram renovadas: Giroto, Reinaldo Azambuja, Fabio Trad, Mandetta e Marçal Filho. 

Em 2014, permaneceram apenas: Geraldo Resende, Mandetta e Vander Loubet. Entraram: Zeca do PT, Carlos Marun, Tereza Cristina, Marcio Monteiro e Dagoberto Nogueira. 

Em 2018, apenas três dos oito deputados que haviam sido eleitos em 2014 conseguiram permanecer na Câmara: Tereza Cristina, Vander Loubet e Dagoberto Nogueira. Os outros cinco lugares foram ocupados por Rose Modesto, Beto Pereira, Loester Trutis, Luiz Ovando e Fábio Trad.

No último ciclo: Beto Pereira, Dagoberto, Dr. Luiz Ovando e Vander Loubet foram reeleitos, acompanhados por Marcos Pollon, Dr. Geraldo Resende, Camila Jara e Rodolfo Nogueira. 

Cadeiras

A troca, porém, não ocorreu apenas por derrotas nas urnas. Alguns dos deputados que deixaram a Câmara mudaram de rota política ou assumiram outras funções.

Zeca do PT, eleito deputado federal em 2014, tentou uma vaga no Senado em 2018, mas não foi eleito. Quatro anos depois, voltou à disputa eleitoral para a Assembleia Legislativa e se elegeu. 

Luiz Henrique Mandetta, que também havia sido eleito deputado federal em 2014, não disputou a reeleição em 2018. Posteriormente, assumiu o Ministério da Saúde no governo Jair Bolsonaro. 

Carlos Marun, eleito em 2014, também não permaneceu na Câmara. Antes do fim da legislatura, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Governo da Presidência da República no governo Michel Temer. Em 31 de dezembro de 2018, renunciou ao mandato de deputado.

Já Márcio Monteiro, que havia sido eleito em 2014, deixou a Câmara antes do fim da legislatura para assumir funções no governo estadual e, posteriormente, uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul. Seu suplente, Elizeu Dionizio, chegou a assumir o mandato.

 

Levantamento

Eleição em MS pode ser decidida no 1º turno, indica pesquisa

Com 44,77% das intenções de voto, Eduardo Riedel (PP), que busca a reeleição, alcança 58,3% dos votos válidos entre os eleitores que já se decidiram e abre 31 pontos de vantagem sobre Fábio Trad (PT), aponta pesquisa IPR/Correio do Estado

27/08/2026 04h00

Candidatos que lideram pesquisa, Eduardo Riedel e Fábio Trad

Candidatos que lideram pesquisa, Eduardo Riedel e Fábio Trad Fotomontagem/Divulgação

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O governador Eduardo Riedel (PP) aparece em posição de vencer a eleição para o governo de Mato Grosso do Sul ainda no primeiro turno, conforme a quarta pesquisa de intenções de voto contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR).

No cenário estimulado, Riedel tem 44,77% das intenções de voto, enquanto todos os seus adversários somados alcançam 32,02%. 

Desconsiderando os votos brancos, nulos e os eleitores ainda indecisos, como ocorre no cálculo dos votos válidos na eleição, ele alcança aproximadamente 58,3% dos votos já definidos, contra 41,7% dos demais candidatos.

O resultado coloca Riedel, no atual retrato da pesquisa, acima dos 50% dos votos válidos necessários para encerrar a disputa no primeiro turno. 

O cenário, porém, ainda pode sofrer alterações, principalmente porque 13,78% dos entrevistados permanecem indecisos.

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) ocupa a segunda colocação, com 13,78%, uma diferença de 30,99 pontos porcentuais em relação ao governador.

Já o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) aparece em terceiro, com 7,02%, seguido pelo deputado estadual João Henrique Catan (PL), com 4,85%. O economista Renato Gomes (DC) registra 2,68%, Lucien Rezende (Psol), 1,91%, enquanto Jeferson Bezerra (Agir) e Daniel Lemes (PCO) aparecem com 0,89% cada; os votos brancos e nulos representam 9,44% e 13,78% ainda não sabem em quem votar.

ESPONTÂNEA

Riedel também lidera com ampla vantagem na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor. 

O governador foi citado por 16,20% dos entrevistados, enquanto Fábio Trad aparece com 2,68% e João Henrique Catan e Delcídio têm 0,38% cada. 

O ex-prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro (PL), o senador Nelsinho Trad (PSD), o deputado estadual Paulo Duarte (PSDB), o vereador campo-grandense Marquinhos Trad (PV), o deputado estadual Pedro Pedrossian (Republicanos) e o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro (PSDB), foram lembrados por 0,13% dos entrevistados cada.

O destaque nesse cenário é o elevado porcentual de eleitores que ainda não têm um candidato definido. Os indecisos chegam a 75,64%, enquanto votos brancos e nulos somam 3,95%.

Candidatos que lideram pesquisa, Eduardo Riedel e Fábio Trad

REJEIÇÃO

Apesar de ocupar a segunda colocação na intenção de voto estimulada, Fábio Trad também apresenta o maior índice de rejeição entre os candidatos, com 17,98% dos entrevistados.

Delcídio do Amaral aparece em seguida, com rejeição de 12,37%, e Eduardo Riedel tem índice de 6,25%. Lucien Rezende registra 2,93%, enquanto Daniel Lemes e João Henrique Catan têm 2,17% cada.

Jeferson Bezerra aparece com 1,28% e Economista Renato Gomes, com 0,77%. Entre os entrevistados, 32,78% disseram não rejeitar nenhum candidato, enquanto 8,55% afirmaram rejeitar todos, outros 9,06% estão indecisos e 3,70% responderam branco ou nulo.

DADOS

A pesquisa IPR/Correio do Estado foi realizada entre 19 e 23 de agosto, com 784 eleitores de 17 municípios que, juntos, concentram 68% da população de Mato Grosso do Sul.

O levantamento tem margem de erro de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%; a pesquisa está registrada sob os números BR-05012/2026 e MS-07621/2026.

 

brasil

Alcolumbre diz que relatório da PEC da Segurança Pública deve ser apresentado na próxima semana

Presidente do Senado acrescentou que a proposta terá o apoio do Congresso Nacional

26/08/2026 21h00

Foto: Naiara Camargo

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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que a proposta que amplia o papel da União na segurança pública, chamada de "PEC da Segurança", deve avançar na semana que vem.

As declarações ocorreram em entrevista à imprensa na tarde desta quarta-feira, 26, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Os três almoçaram juntos.

Segundo Alcolumbre, o relator da proposta no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), "está tratando o seu relatório, para que na semana do esforço concentrado, a gente possa, na CCJ, apreciar". O mesmo deve ocorrer com a PEC da escala 6x1, segundo ele.

O presidente do Senado acrescentou que a proposta terá o apoio do Congresso Nacional e reforçou a ideia de Lula de criar o Ministério da Segurança Pública a partir da aprovação.

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