Política

ELEIÇÕES 2026

A dois dias do fim do prazo, 76 mil eleitores ainda precisam regularizar título em MS

Quarta-feira (6 de maio) é o último dia para realizar transferência de domicílio, transferir endereço ou local de votação, tirar o primeiro título eleitoral, realizar revisão eleitoral, atualizar dados cadastrais e atualizar cadastro de biometria

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Eleições 2026 acontecerão em outubro e milhares de pessoas ainda precisam regularizar o título eleitoral para votar em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) apontam que 76.667 sul-mato-grossenses estão com o título irregular e correm o risco de não votar nestas eleições. Vale ressaltar que este número foi atualizado em 4 de maio de 2026 às 12h27min.

Das 76.667 pessoas, 29.322 são de Campo Grande, 4.332 de Dourados, 3.543 de Três Lagoas, 2.442 de Ponta Porã e 2.056 de Corumbá.

6 de maio, quarta-feira, é o último dia para:

realizar transferência de domicílio
transferir endereço ou local de votação
tirar o primeiro título eleitoral
realizar revisão eleitoral
atualizar dados cadastrais
atualizar cadastro de biometria

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Com isso, o eleitor tem exatamente dois dias para ficar em dia com a Justiça Eleitoral.

Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:

deixar de votar
deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
não comparecer à revisão do eleitorado
entre outros

O juiz eleitoral auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe de Medeiros, ressaltou a importância de estar em dia com a Justiça Eleitoral.

"O mais importante é você estar em dia com a sua situação eleitoral para tomar posse em concurso público (efetivo ou comissionado). Se não estiver com a situação eleitoral em dia, não pode assumir nenhum cargo ou função pública também. Programas sociais de governo também, benefícios sociais que a população tem o direito de receber, também exige a quitação eleitoral e estar em dia com a sua situação eleitoral. Matricular em instituição pública ou universidade também exige a situação regular junto à justiça eleitoral. Emissão de passaporte e regularização de CPF e também são outras situações que exigem estar em dia com a justiça eleitoral", disse.

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título, das 8h às 18h, no Memorial da Cultura, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, número 559, Centro.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

DOCUMENTOS - os documentos necessários para regularização são:

documento oficial com foto que comprove sua identidade
título eleitoral ou e-Título
comprovantes de votação
comprovantes de justificativas eleitorais
comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

OBRIGATORIEDADE E CONSEQUÊNCIAS

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos.

Mas, eleitores que não votarem nas eleições ou não justificarem o voto, podem sofrer punições, como não poder:

Tirar carteira de identidade ou passaporte
Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

VOTAR SEM O TÍTULO DE ELEITOR

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem o documento.

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai no site da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

Veto a Messias

Lula acelerou emendas, mas do Estado só Soraya recebeu

O senador Nelsinho Trad teve apenas valores empenhados, enquanto Tereza Cristina não registrou empenho e pagamento no período de 10 a 29 de abril

04/05/2026 08h00

A senadora Soraya Thronicke (PSB), durante pronunciamento no plenário do Senado

A senadora Soraya Thronicke (PSB), durante pronunciamento no plenário do Senado Carlos Moura/Agência Senado

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Mesmo após intensificar a liberação de emendas parlamentares no período que antecedeu a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Rodrigo Araújo Messias, no Senado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não conseguiu reverter o placar na Casa e acabou derrotado. 

Dados levantados pelo Correio do Estado no portal da Transparência do período de 10 a 29 de abril mostram que, embora tenha havido empenho de quase R$ 49 milhões para os três senadores de Mato Grosso do Sul, o movimento não se traduziu em apoio unânime na votação.

Levantamento com base nos registros oficiais indica que o senador Nelsinho Trad (PSD) teve R$ 23,6 milhões empenhados no período, enquanto a senadora Soraya Thronicke (PSB) concentrou R$ 25,2 milhões e a senadora Tereza Cristina (PP) não registrou nenhum valor empenhado ou pago no intervalo analisado.

Apesar da ofensiva do governo, o comportamento dos parlamentares sul-mato-grossenses foi dividido. Tereza Cristina, que não recebeu recursos no recorte, votou contra o governo, enquanto Nelsinho Trad, mesmo com volume expressivo de emendas empenhadas, também se posicionou contra. 

Já Soraya Thronicke, que além de empenhos foi a única a registrar pagamentos ainda que modestos, de cerca de R$ 263 mil , votou a favor do Planalto.

Os números reforçam a avaliação de que a estratégia de aceleração de emendas, tradicionalmente utilizada como instrumento de articulação política no Congresso, teve efeito limitado neste episódio. 

Do total de R$ 48,8 milhões empenhados para os três senadores, apenas 0,54% havia sido efetivamente pago até o fim do período, indicando que a maior parte dos recursos ainda estava na fase inicial de execução. A distribuição dos recursos também evidencia padrões distintos de atuação entre os parlamentares. 

Entre os 10 municípios que mais receberam emendas no período, há uma divisão praticamente equilibrada entre os dois senadores beneficiados, com leve predominância de Soraya Thronicke.

A senadora destinou valores mais robustos para centros estratégicos, como Campo Grande, que lidera o ranking com R$ 6,8 milhões, além de cidades como Chapadão do Sul, Costa Rica e Anastácio. 

Já Nelsinho Trad concentrou repasses relevantes em polos regionais, como Dourados, Coxim e Iguatemi, além de municípios menores, como Alcinópolis e Cassilândia. 

O recorte territorial indica uma estratégia combinada de alcance político entre a Capital e as cidades do interior , mas, ao mesmo tempo, reforça que nem mesmo a capilaridade na distribuição dos recursos foi suficiente para garantir alinhamento político na votação, evidenciando o limite das emendas como instrumento de fidelização no Senado.

* Saiba

A distribuição das emendas ficou assim: Nelsinho Trad teve empenhados R$ 23.617.358,00 e nada pago, sendo R$ 8,4 milhões no dia 15 de abril, R$ 9,1 milhões no dia 22 de abril e R$ 6,1 milhões no dia 25 de abril.

Já Soraya Thronicke teve empenhados R$ 25.262.655,00 e pagos R$ 263.214,79, sendo R$ 7,8 milhões no dia 12 de abril, R$ 10,2 milhões no dia 18 de abril e R$ 7,2 milhões no dia 24 de abril, enquanto os pagamentos ocorreram entre os dias 20 e 28 de abril.

ELEIÇÕES 2026

Zema diz que se eleito à presidência do Brasil, vai "privatizar tudo"

O pré-candidato a presidente da República afirmou que a privatização viria acompanhada de reforma administrativa, reforma previdenciária e revisão de benefícios sociais

03/05/2026 19h00

Zema é pré candidato para Presidente da República

Zema é pré candidato para Presidente da República Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O pré-candidato a presidente da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que, se eleito, irá privatizar todas as empresas estatais que ainda estão sob o controle da União. Segundo ele, a medida irá ajudar a reduzir a taxa de juro no Brasil "de maneira mais rápida".

"Se eleito vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais", afirmou em entrevista ao programa Canal Livre.

Hoje, a União ainda mantém o controle de estatais em áreas como energia, bancos, logística, tecnologia e serviços, entre elas Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Serpro, Dataprev, Telebras, Casa da Moeda, Embrapa e empresas ligadas ao setor nuclear, como a ENBPar e a Eletronuclear. Zema não detalhou a quais delas se refere.

No argumento de Zema, as privatizações podem contribuir para a queda dos juros porque melhorariam a percepção de risco fiscal. O efeito, porém, não é automático nem necessariamente rápido: desestatizações costumam levar tempo por dependerem de modelagem e, muitas vezes, de aprovação do Congresso e de disputas judiciais.

Zema afirmou que a privatização viria acompanhada de reforma administrativa, reforma previdenciária e revisão de benefícios sociais, mas também não detalhou quais regras seriam alteradas, quais carreiras seriam atingidas, nem quais programas ou despesas entrariam na revisão.

Reforma previdenciária

Na entrevista Romeu Zema (Novo) afirmou que, se eleito irá trabalhar por uma reforma da previdência no Brasil de modo que o tempo de contribuição dos cidadãos aumente ao mesmo tempo que não sejam feitos reajustes reais nos salários do beneficiários.

Para o ex-governador de Minas Gerais, o formato atual do sistema ainda é "insustentável".

"Vamos precisar aumentar o tempo de contribuição, isso é fundamental. Mas não podemos dar ganhos reais, de forma alguma. Ganhos reais para quem está aposentado é algo que o Brasil não comporta", afirmou.

O aumento do tempo de contribuição é defendido por Zema como forma de reduzir a pressão sobre as contas públicas, já que faz com que os trabalhadores permaneçam mais tempo na ativa antes de se aposentar. Na prática, isso reduz o período em que o beneficiário recebe aposentadoria e amplia o tempo de arrecadação previdenciária, ajudando no equilíbrio financeiro do sistema.

Já a crítica aos reajustes reais (aumentos acima da inflação) está relacionada ao impacto permanente sobre os gastos públicos. Como aposentadorias e benefícios previdenciários representam uma das maiores despesas da União, qualquer ganho real incorporado aos pagamentos eleva as despesas obrigatórias de maneira contínua, pressionando o orçamento federal e dificultando o cumprimento das metas fiscais.

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