Política

Entrevista

"A segurança do sistema eletrônico de votação envolve diversas etapas"

O desembargador detalha o esquema de fiscalização e segurança para o dia da eleição, orienta os eleitores sobre denúncias e crimes eleitorais e explica a auditoria das urnas

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No comando do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), o presidente acompanha os preparativos para garantir a segurança da votação e a liberdade de escolha dos eleitores, com fiscalização em todo o Estado.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, ele falou sobre o combate à compra de votos e à boca de urna, a atuação das forças de segurança, os canais de denúncia, as regras para manifestações políticas e os procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas.

Qual é a principal preocupação da presidência do TRE-MS para o dia da eleição?

A principal preocupação é garantir que o eleitor possa exercer seu direito ao voto de forma livre, segura e tranquila, sem nenhum tipo de pressão ou interferência indevida.

A Justiça Eleitoral está mobilizada para prevenir e fiscalizar situações que possam comprometer a liberdade do voto, como boca de urna, captação ilícita de sufrágio, propaganda irregular e outras condutas vedadas pela legislação. Igualmente, é fundamental que o eleitor saiba que a fiscalização estará presente em todo o Estado e que as denúncias podem ser encaminhadas pelos canais oficiais, permitindo que as autoridades competentes adotem as providências necessárias.

Como será organizado o esquema de fiscalização no Estado para combater boca de urna, distribuição de santinhos e abordagem irregular de eleitores?

A fiscalização será realizada pelos juízos eleitorais responsáveis pelo exercício do poder de polícia em suas respectivas áreas de atuação. A estrutura foi definida pelo TRE-MS para permitir o acompanhamento das situações que possam configurar irregularidades eleitorais.

Foi realizada reunião tanto no Tribunal Eleitoral como nas zonas eleitorais com as Polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, Rodoviária Estadual, a Guarda Municipal e o Exército; ficou deliberado que cada local de votação terá, no mínimo, dois agentes de segurança durante todo o tempo, além das viaturas que estarão circulando pelas localidades.

Cada um dos municípios do Estado terá também a presença de, no mínimo, um juiz e um promotor de Justiça auxiliando na fiscalização.

Compra de votos costuma ser uma das denúncias mais graves durante o período eleitoral. Como o eleitor deve agir caso presencie esse fato?

O eleitor não deve aceitar nem participar desse tipo de situação. Deve comunicar o fato às autoridades competentes e, sempre que possível, preservar elementos que possam contribuir para a apuração, como fotos, vídeos, áudios, mensagens, links, horário e local da ocorrência.

A legislação considera ilícita a oferta, promessa, doação ou entrega de vantagem pessoal ao eleitor com a finalidade de obter seu voto. É importante destacar que, para a caracterização da captação ilícita de sufrágio, não é necessária a efetiva aceitação da vantagem pelo eleitor.

Como a estrutura do TRE-MS funcionará na prática neste domingo?

Utilizando o poder de regulamentação que lhe é próprio, o TRE editou a Resolução nº 881/2026, pela qual descentralizou a fiscalização, atribuindo aos juízos eleitorais competências específicas para o exercício do poder de polícia.

A estrutura permite que as situações sejam acompanhadas diretamente em cada uma das zonas eleitorais. Em Campo Grande, a fiscalização da propaganda é coordenada pela 54ª Zona Eleitoral. Também foram designadas zonas eleitorais para coordenar as ações em Corumbá, Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã.

As zonas responsáveis acompanham os atos de campanha, recebem denúncias e podem adotar as providências cabíveis diante de eventuais irregularidades, e também são auxiliadas pelas demais zonas eleitorais.

Haverá alguma estrutura especial de plantão para analisar denúncias de propaganda irregular ou desinformação?

A Justiça Eleitoral dispõe de canais específicos para receber essas comunicações. O aplicativo Pardal é destinado às denúncias de propaganda eleitoral irregular, enquanto o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) recebe alertas sobre conteúdos falsos, enganosos ou fora de contexto que possam afetar a integridade das eleições.

O Siade possui uma equipe do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] responsável por analisar os alertas e, quando necessário, encaminhá-los às plataformas digitais ou aos órgãos competentes.

No caso de propaganda eleitoral irregular, as denúncias seguem o fluxo previsto pela Justiça Eleitoral e podem ser encaminhadas aos juízos responsáveis pelo exercício do poder de polícia. As regras para o uso de inteligência artificial [IA] também estão previstas na regulamentação eleitoral.

Conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA devem observar regras de identificação e existem restrições específicas para conteúdos que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatas, candidatos ou pessoas públicas próximos ao período da votação.

Além do exposto, todos os membros do Tribunal Eleitoral estão de plantão permanente no fim de semana das eleições para atenderem a qualquer reclamação e demanda trazida pelos eleitores e pelos candidatos.

Quais são as consequências para o eleitor que tentar entrar na cabine de votação com celular, relógio inteligente, câmera ou outro equipamento eletrônico?

Lembremos: é proibido portar, na cabine de votação, celular, máquina fotográfica, filmadora, equipamento de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto, mesmo que esteja desligado. Antes de entrar na cabine, esses aparelhos devem ser desligados e depositados em local próprio, à vista da mesa receptora.

Depois de votar, o eleitor recupera seus pertences. Se houver recusa em entregar o aparelho, o eleitor não será autorizado a votar naquele momento. O presidente da mesa deverá registrar a ocorrência em ata e, se necessário, acionar a força policial, sem prejuízo da comunicação ao juiz eleitoral.

Caso o eleitor tente “enganar” os mesários e leve algum destes aparelhos para a frente da urna, o ato é considerado crime de violação do sigilo do voto, previsto no art. 312 do Código Eleitoral, com pena de até dois anos.

Mas o eleitor pode levar – e é recomendável que leve – uma “colinha” com o número dos seus candidatos para não se confundir. Serão seis votos, o que representa um grande número para se decorar. Melhor prevenir.

Quais manifestações políticas individuais são permitidas ao eleitor no dia da votação?

A manifestação individual e silenciosa é permitida no dia da eleição. Pode o eleitor ir com a camiseta de seu partido, federação ou coligação, desde que não se agrupe com outros eleitores. Contudo, esta pessoa não pode querer influenciar outros eleitores.

Não são permitidas a arregimentação de eleitores, a abordagem para convencimento, as manifestações coletivas e a boca de urna.

A diferença, portanto, é que a manifestação individual e silenciosa expressa a preferência do próprio eleitor, enquanto a abordagem de terceiros ou a atuação coletiva invade a privacidade e a livre escolha de outros.

Como será a atuação conjunta do TRE-MS, Ministério Público Eleitoral e forças de segurança diante de flagrantes de crimes eleitorais neste domingo?

A atuação ocorre de forma integrada, respeitando as atribuições legais de cada instituição. A Justiça Eleitoral atua na organização, fiscalização e condução do processo eleitoral; o Ministério Público Eleitoral exerce suas atribuições na defesa da ordem jurídica e também na fiscalização; e as forças de segurança atuam na prevenção, manutenção da ordem e apuração de eventuais crimes.

Fora isso, há que se destacar que, assim como foi feito em outras eleições, estão previstos grupos que farão vistorias nos locais de votação antes do início do pleito, para coletar dados de candidatos que possam ter sujado as ruas com santinhos. Serão feitas diligências e lavradas atas e, posteriormente, os responsáveis poderão ser multados. E, no dia da eleição, a prisão em flagrante continua sendo possível normalmente.

Assim, quem for surpreendido praticando crime eleitoral, como boca de urna, corrupção eleitoral, violação do sigilo do voto, transporte de eleitor, destruição de urna ou qualquer outro delito, poderá ser conduzido à autoridade policial.

Quais garantias de segurança e auditoria das urnas eletrônicas o TRE-MS oferece aos eleitores?

A segurança do sistema eletrônico de votação envolve diversas etapas de fiscalização e auditoria, realizadas antes, durante e depois da votação e, em todas elas, são convidados os partidos políticos, a sociedade civil e a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] para análise. Testes de segurança já estão sendo feitos desde o início do ano.

Especificamente para o dia da eleição, os Tribunais Regionais Eleitorais realizam, por amostragem, o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, além da verificação da autenticidade e integridade dos sistemas instalados nas urnas escolhidas ou sorteadas.

Como é feito? No sábado, são sorteadas urnas que já estão prontas para a votação, de forma aleatória em todo o Estado, e também se permite que a sociedade civil escolha outras. Sorteadas ou escolhidas, estas urnas que estavam prontas são trazidas ao TRE-MS, na presença de todos, e são preparadas outras novas para o dia e local da votação.

No dia da eleição, os fiscais, os partidos e a sociedade civil ficam fazendo testes nas urnas sorteadas para ver se alguma delas apresenta qualquer tipo de problema. Além disso, os trabalhos de auditoria são públicos e podem ser acompanhados por quem quiser.

No âmbito do TRE-MS, a Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, responsável pelos procedimentos de auditoria previstos para as Eleições 2026, foi constituída pela Resolução TRE-MS nº 886/2026.

{ PERFIL } 

Carlos Contar

Iniciou a carreira como auxiliar e técnico judiciário. Ingressou no Ministério Público em 1986, como promotor de Justiça, e tornou-se procurador em 2001. Em 2007, assumiu como desembargador do TJMS pelo quinto constitucional.

Foi corregedor-geral, vice-presidente e presidente do Tribunal de Justiça no biênio 2021/2022. No TRE-MS, exerceu a vice-presidência e a Corregedoria Regional Eleitoral antes de assumir a presidência, com mandato até fevereiro de 2027. Também presidiu o Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel) no biênio 2025/2026.

sabatina

Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

Candidato à reeleição, o presidente Lula participou de sabatina no Jornal Nacional (TV Globo) nesta quinta-feira (15)

16/10/2026 07h04

Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso

Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso", disse

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Candidato à reeleição, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de sabatina no Jornal Nacional (TV Globo) nesta quinta-feira (15) e defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.

Lula disse ser favorável à discussão sobre o assunto no Congresso Nacional após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

“Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, afirmou o candidato, em resposta à jornalista Renata Lo Prete.

O texto da PEC, que passou pela Câmara dos Deputados, ganhou celeridade no Senado após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem alterações, e está pronto para ser votado em plenário em dois turnos. Não há, no entanto, previsão para que isso ocorra. A oposição tenta incluir uma emenda reduzindo para 14 anos a maioridade penal para crimes hediondos.

Segurança pública

Lula defendeu a aprovação da PEC para garantir a participação da União na segurança dos estados. Segundo o candidato à reeleição, os estados “não tiveram competência” para entregar segurança ao cidadão.

Ele afirmou que, após a aprovação da PEC, poderá criar o Ministério da Segurança Pública, definir o papel das polícias e evitar a ação dos bandidos de dentro da cadeia.

“Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”.

Economia

Perguntado sobre a dívida pública, dívida contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do Governo Federal, Lula defendeu o crescimento do país através do investimento na renda dos mais pobres.

“Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos, é pobreza, e pouco na mão de muitos, é riqueza. O que faz a economia do Brasil crescer é a microeconomia, é fazer o dinheiro rodar na mão do povo, disse.

Lula afirmou ainda que neste último governo o Brasil passou de 12ª economia do mundo para a décima, investindo em políticas para população mais humilde.

“Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. E eu não quero que o povo pobre pague. A forma de fazer crescer a economia não é cortar do pobre”.

Ele ainda defendeu o reajuste em 15% no Bolsa Família. Segundo ele, o reajuste não foi feito antes porque ele não sabia do problema.

“Eu fiquei sabendo que não tinha sido aumentado. E tomei a decisão de aumentar o valor para as pessoas porque tinha espaço fiscal”.

O candidato do PT também lembrou da aprovação do fim da jornada 6x1 de trabalho, ocorrida ontem (14) no Senado, em uma pauta defendida pelo seu governo.

Mencionou a medida do governo anunciada esta semana para perdoar dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs), entre outras providências, e prometeu tarifa zero no transporte público nos fins de semana.

EUA e Tarifaço

Questionado sobre as perdas econômicas com o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil tem se saído bem na procura por outros mercados para compensar a redução no comércio com o país norte americano.

“O que me deixa tranquilo é que embora tenhamos tido queda de 9% na relação com os Estados Unidos, crescemos 20% com a China, 15% com a indonésia, 16% com a Alemanha. E batemos recordes de superávit comercial”, disse Lula.

Ele afirmou ainda que prefere negociar uma solução com o governo de Donald Trump, mas aplicar o princípio da reciprocidade não está descartado.

“Quem deve estar preocupado conosco são os Estados Unidos. Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas se tiver que fazer nós vamos. Eles têm mais a perder que a gente”.

Impacto

Imprensa estrangeira vê vitória de Lula em aprovação do fim da 6x1

Votação da PEC no Senado repercutiu nos jornais internacionais

15/10/2026 21h00

Senado Federal anoite desta quarta-feira (14) após a aprovação da redução da jornada de trabalho

Senado Federal anoite desta quarta-feira (14) após a aprovação da redução da jornada de trabalho Foto: Lula Marques / Agência Brasil

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A aprovação do fim da escala 6x1, com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, repercutiu na imprensa internacional, que destacou que a votação foi uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do 2º turno das eleições no Brasil.

O jornal espanhol El País escreveu no título que “dezenas de milhões de trabalhadores conquistam um segundo dia livre no Brasil, uma vitória política para Lula”.

Na Argentina, o jornal Clarín classificou a aprovação como “jogada política de Lula: Brasil aprova redução da jornada de trabalho, a menos de duas semanas do segundo turno das eleições”.

O também argentino La Nacion disse que a votação é “a grande aposta de Lula antes do segundo turno”, acrescentando que “o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mudou de posição e anunciou seu voto favorável 48 horas antes da sessão".  

O jornal inglês Financial Times, especializado em economia e finanças, destacou que os legisladores brasileiros “votaram para abolir uma semana de trabalho de seis dias na maior economia da América Latina”.

O jornal diz que a votação foi uma “vitória para Lula” próxima ao segundo turno eleitoral, acrescentando ainda as críticas dos grupos empresariais que reclamam de aumento de custos. 

“Terminar a semana de trabalho de seis dias alinhará o Brasil com muitas nações de renda mais alta, onde as horas de trabalho diminuíram à medida que a produtividade e a eficiência melhoraram”, escreveu o Financial Times.

O também britânico The Guardian aponta vitória de Lula com a aprovação e calcula que a mudança pode afetar até 30 milhões de pessoas no Brasil.

“A proposta começou como um movimento do TikTok chamado Vida Além do Trabalho, fundado por um assistente de farmácia que entrou na política após seu sucesso e mais tarde foi abraçado por Lula”, escreveu o The Guardian.

Mudança de posição

A imprensa estrangeira ainda lembrou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o 2º turno contra Lula, era contrário à proposta de emenda à constituição (PEC) que acaba com a 6x1, mas acabou mudando de posição poucos dias antes da votação.

“Mesmo depois de mudar sua posição, Bolsonaro disse na terça-feira que ‘apoia algo ainda melhor’, referindo-se a uma proposta alternativa que há muito tempo defendia em que o pagamento seria baseado nas horas realmente trabalhadas”, acrescentou o The Guardian.

A agência de notícias dos Estados Unidos (EUA) Associated Press (AP) apontou que o único voto contrário foi “do ex-vice-presidente Hamilton Mourão, que atuou durante o governo do presidente Jair Bolsonaro”.

A AP explicou que os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) “deixaram de bloquear a medida popular para que ele não fosse prejudicado em sua disputa acirrada contra Lula”.

Aprovação no Senado
O plenário do Senado concluiu a aprovação da PEC do fim da 6x1 na noite de quarta (14), com 75 votos a favor e apenas um contrário.

A oposição, que era contrária à aprovação da matéria, mudou de lado após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar o tema no plenário.

Em entrevista à TV Jovem Pan, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que, se eleito, Flávio Bolsonaro deve aprovar a PEC 12/2026, que prevê um contrato “por hora trabalhada”.

Entenda a PEC

O texto da PEC que acaba com a 6x1 prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para até 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
 

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