Política

ANIMAIS EM CIRCO

Adotada em MS, proibição pode atingir o país

Adotada em MS, proibição pode atingir o país

DA REDAÇÃO

28/03/2012 - 11h00
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Mato Grosso do Sul é um dos nove Estados onde não são mais permitidas apresentações com animais,

E para que este exemplo seja seguido em todo país, tramitam na Câmara Federal 17 projetos de lei que querem proibir a prática de uso dos animais nos espetáculos circenses.

Na linha de frente, para que a proposta seja aprovada está o deputado Ricardo Izar (PSD-SP), coordenador da Frente do Congresso Nacional em Defesa dos Animais. "É bonitinho quando a gente vê o urso de saia andando no monociclo, mas, para ele ser treinado dessa forma, ele sofre demais, eles são submetidos a tratamentos inadequados, ficam confinados em jaulas pequenas.”

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Apuração

Flávio Bolsonaro voltou dos EUA ao Brasil no jato de Vorcaro usado por Moraes, diz revista

O jornal O Globo publicou um vídeo que mostrou o ministro desembarcando do avião após voar para o Rio de Janeiro em agosto de 2025

24/09/2026 13h45

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República Carlos Moura/Agência Senado

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, viajou da Flórida (EUA) a Brasília, em 19 de janeiro de 2025, em um avião que tinha entre os cotistas o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. O jato é o mesmo usado em outra viagem pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a revista piauí.

A aeronave é um Legacy 650 de prefixo PP-NLR. O jornal O Globo publicou um vídeo que mostrou o ministro desembarcando do avião após voar para o Rio de Janeiro em agosto de 2025.

Flávio compartilhou a filmagem nas redes sociais para criticar o ministro. "Alexandre de Moraes é o principal responsável por Lula voltar à cena do crime. Ele sentou na cadeira, aparelhou o Estado inteiro e a sua máfia implodiu a democracia sob o falso pretexto de protegê-la", publicou.

O candidato não se manifestou sobre a viagem no mesmo avião.

Flávio Bolsonaro viajou acompanhado por familiares e pelo advogado Willer Tomaz, de quem é amigo. Tomaz é investigado por suspeitas de ligação com fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A viagem de Flávio e Willer, realizada em janeiro do ano passou foi revelada pelo jornal O Globo na semana passada. Nesta quarta-feira, 23, a piauí mostrou que se tratava do mesmo avião usado por Moraes e que levou o senador a criticar a relação do ministro com Vorcaro.

A revista diz ter cruzado históricos de tráfego aéreo com dados de pousos e decolagens em Brasília.

A aeronave era operada pela empresa Prime You, uma das três detentoras da Fraction 024, dona formal do avião. A Prime entrou na sociedade em 2024, meses antes da viagem de Flávio. A Prime diz que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios entre 2021 e setembro de 2025. Os outros dois sócios do avião eram Willer Tomaz e Laércio Cosentino, fundador da TOTVS.

Em nota à revista, Willer Tomaz disse que cabia à Prime You administrar o avião e organizar a utilização e que só este ano tomou conhecimento de que Vorcaro também tinha comprado uma cota do avião. Depois disso, rompeu o contrato. Tomaz também nega ter feito negócios com Vorcaro.

Flávio tem histórico de outras viagens com aviões de empresários, como mostrou o Estadão. Em 1º de abril de 2025, o senador viajou para o Rio de Janeiro com a esposa e duas filhas em aeronaves de Willer Tomaz. Em 30 de abril daquele ano, embarcou para a Flórida em um avião registrado em nome de uma empresa dos donos da União Química, laboratório químico-farmacêutico sediado em São Paulo.

sem destino

Em 30 dias, candidatos de MS gastaram mais de R$ 3 milhões nas redes sociais

Levantamento feito pela reportagem identificou esse montante em páginas de 35 candidatos no Facebook e também no Instagram

24/09/2026 07h45

Foto: Montagem

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Candidatos de Mato Grosso do Sul movimentaram pelo menos R$ 3,05 milhões em anúncios nas redes sociais no período de 30 dias encerrado no domingo, conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado com base na Biblioteca de Anúncios das plataformas Facebook e Instagram, ambas da Meta.

O valor resulta da soma dos gastos registrados em páginas de 35 candidatos identificados no relatório da Biblioteca de Anúncios da empresa. Ao todo, o levantamento contabilizou R$ 3.055.735 em publicidade vinculada às candidaturas ao governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Entre os valores registrados no período estão R$ 711.588 na página do governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição; R$ 313.974 na do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado; R$ 285.239 na do deputado federal Marcos Pollon (PL), candidato à reeleição; R$ 195.410 na do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado; e R$ 182.081 na do ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos), candidato a deputado federal.

Também aparecem no levantamento a deputada estadual Mara Caseiro (PL), candidata a deputada federal, com R$ 112.806; o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), candidato à reeleição, com R$ 84.581; a advogada Luana Ruiz (PL), candidata a deputada federal, com R$ 77.379; o deputado federal Vander Loubet (PT), candidato ao Senado, com R$ 69.503; a deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição, com R$ 60.875; o deputado federal Beto Pereira (Republicanos), candidato à reeleição, com R$ 59.754; e o vereador campo-grandense André Salineiro (PL), candidato a deputado estadual, com R$ 57.929.

Na disputa pelo governo, além de Riedel, aparecem o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), com R$ 27.134; o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com R$ 23.524; o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com R$ 6.207; e Lucien Rezende (Psol), com R$ 969. Entre as candidaturas ao Senado, identificadas no arquivo, está ainda o advogado Roberto Oshiro (Novo), com R$ 15.813.

A Biblioteca de Anúncios da Meta reúne dados sobre publicidade relacionada à política e às eleições e permite consultar gastos por anunciante e por período, como 1 dia, 7 dias, 30 dias e 90 dias.

Segundo a empresa, os anúncios políticos veiculados no Facebook e no Instagram ficam disponíveis para consulta pública, acompanhados de informações sobre o responsável pelo pagamento.

O arquivo usado no levantamento corresponde aos 30 dias encerrados no dia 20. A propaganda eleitoral na internet foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir do dia 16 de agosto.

Os dados também não devem ser confundidos com a prestação de contas apresentada pelos candidatos à Justiça Eleitoral. O relatório da Meta registra a publicidade vinculada às páginas e aos responsáveis pelos anúncios. 

Dessa forma, despesas pagas por partidos ou outras estruturas autorizadas podem aparecer associadas à divulgação de determinada candidatura. Além disso, o arquivo não detalha quanto do dinheiro foi aplicado especificamente no Facebook e quanto foi destinado ao Instagram.

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