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Aliado de Olarte tem papel fundamental em comissão que pode cassar prefeito

Comissão tem Paulo Siufi como relator, João Rocha como presidente e Chiquinho Teles

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Vereador da base aliada de Gilmar Olarte (PP), Paulo Siufi (PMDB) será relator da Comissão Processante que pode cassar o mandato do prefeito. Além de Siufi, compõem a comissão os vereadores Professor João Rocha (PSDB), ex-líder do prefeito na Câmara, como presidente e Chiquinho Teles (PSD).

O papel do relator é considerado fundamental, pois é de sua responsabilidade elaborar um parecer que será submetido a discussão e votação e, se for aprovado, torna-se o parecer da Comissão.

A definição da composição foi definida por sorteio. Os vereadores Gilmar da Cruz (PRTB), Magali Picarelli (PMDB), Chocolate (PP) e Betinho (PRB) também foram sorteados em plenário, mas optaram por não fazer parte da comissão. Marcos Alex (PT), Thais Helena (PT) e Luiza Ribeiro (PPS) não participaram do sorteio por serem autores do requerimento.

A Comissão Processante foi aberta nesta quinta-feira (13), com 29 votos favoráveis e nenhum contrário. Em Plenário, os vereadores decidiram, por 17 votos a 11, desmembrar seis itens imputados ao prefeito, sendo eles:

1. Ser réu em ação penal que apura corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
2. Utilização indevida do avião particular da Itel;
3. Descumprimento da Lei Municipal 5411/2014 (Piso do Magistério);
4. Reiterada inobservância da Lei da Ficha Limpa;
5. Excesso de nomeação de cargos comissionados;
6. Ausência da publicação do relatório resumido da execução orçamentária do primeiro bimestre de 2015.

Somente foi aprovado, por unanimidade, que a Comissão Processante investigue o item 1. Os outros cinco itens foram negados e não serão investigados.

TRABALHOS

O presidente da Processante deve iniciar o trabalho dentro de cinco dias, notificando o prefeito para que, no prazo de 10 dias, apresente defesa prévia por escrito, indique provas que pretende produzir e relacione o máximo de 10 testemunhas.

Passado o prazo para defesa, a Comissão deve emitir um parecer dentro de cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia, o qual, neste caso, será submetido ao Plenário.

Se a Comissão opinar pelo prosseguimento, o início das instruções determinará os atos necessários para depoimento de Olarte e testemunhas. Concluída a instrução, será aberta a comissão emitirá um parecer final, pela procedência ou improcedência da acusação e solicitará ao presidente da Câmara a convocação para a sessão de julgamento.

No julgamento, o denunciado ou seu procurador terá o prazo de até duas horas para apresentar defesa oral. Em seguida, serão realizadas votações nominais. O prefeito será considerado afastado definitivamente do cargo se for declarado pelo voto de dois terços dos integrantes da Câmara. Se o resultado for absolutório, o presidente determinará o arquivamento do processo.

Decisão

Comissão da Câmara aprova projeto que libera saque do FGTS para compra de armas

Proposta é de autoria do deputado federal Marcos Pollon (PL/MS)

12/05/2026 18h02

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 12, um projeto de lei que autoriza o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a aquisição de arma de fogo.

A proposta autoriza que trabalhadores possam sacar os valores anualmente, na data de seu aniversário ou dia útil subsequente.

Para isso, será necessária a apresentação da autorização de compra de arma e regularidade no Sistema Nacional de Armas (SINARM) ou no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA)

De autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), a proposta limita o saque ao valor necessário para a aquisição da arma, cota anual de munições correspondentes à arma comprada e outros acessórios

Na justificativa, o deputado alegou que o projeto "harmoniza os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, do direito à autodefesa e da liberdade individual, com a função social do FGTS".

Segundo Pollon, o texto assegura aos cidadãos o "pleno exercício de sua legítima defesa".

O relator da proposta, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), foi favorável ao projeto sob a justificativa de que o uso da arma de fogo "aumenta o custo da ação criminosa e reduz a vulnerabilidade da vítima".

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi criado em 13 de setembro de 1966, com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho.

Atualmente, é permitido o saque somente em situações específicas, como em demissões sem justa causa, doenças graves, aposentadoria e compra da casa própria.

Também é permitido aos trabalhadores o saque em casos de calamidade, o que permite ao trabalhador sacar parte do valor em casos de desastres naturais como alagamentos, deslizamento e fortes chuvas.

Brasil

Lula diz que criará Ministério da Segurança após Senado aprovar PEC

Texto foi aprovado na Câmara e agurda votação no Senado

12/05/2026 14h45

Marcelo Câmara/Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (12) que o governo criará o Ministério da Segurança Pública assim que o Senado Federal aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública, já aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

“Sempre recusei aprovar o Ministério da Segurança Pública enquanto a gente não tivesse definido qual seria o papel do governo federal na segurança pública”, completou.

Durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, Lula lembrou que, na Constituição de 1988, “quase toda a responsabilidade” no que diz respeito à segurança pública foi repassada aos governos estaduais.

“A gente estava, naquela época, com muita necessidade de nos livrar, no governo federal, porque era sempre um general de quatro estrelas que tomava conta da segurança pública”.

“Agora, estamos sentindo a necessidade de o que o governo federal volte a participar ativamente, mas com critérios e com determinação. A gente não quer ocupar o espaço dos governadores, nem o espaço da polícia estadual. O dado concreto é que, se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão.”

Entenda

Preparada pelo governo federal após consulta aos governadores, a PEC da Segurança Pública, entregue em 2025 pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, busca desburocratizar e dar maior eficiência ao trabalho de autoridades no combate a organizações criminosas, inclusive por meio da aproximação de entes federativos com o governo federal.

Um dos pilares da proposta é o de dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, criado em 2018 por lei ordinária. 

A fim de desburocratizar procedimentos que, no formato atual, dificultam a ação das autoridades, está prevista uma maior integração entre União e entes federados para elaborar e executar as políticas voltadas à segurança pública.

Para tanto, prevê a padronização de protocolos, informações e dados estatísticos, em um contexto em que, com 27 unidades federativas, acaba-se tendo 27 certidões de antecedentes criminais distintas, 27 possibilidades de boletins de ocorrências e 27 formatos de mandados de prisão.

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