A construção de alianças em Mato Grosso do Sul está na dependência da decisão do governador André Puccinelli (PMDB) de renunciar ao mandato para concorrer ao Senado. Até o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) pode mudar seu rumo no processo eleitoral para fugir de eventual confronto com André. Para um líder tucano, é preferível Azambuja perder a disputa para governador a sair derrotado por André na corrida pela única vaga de senador em jogo eleitoral. O gosto de possível derrota será amargo para Azambuja e doce para André, segundo reportagem na edição de hoje (31) do jornal Coreio do Estado.
A indefinição de André atormenta os partidos, os adversários e até os aliados e, sobretudo, os peemedebistas. Por causa do mistério de André, o PT não conseguiu encher o “busão” com grandes partidos. Até o momento, Delcídio conta com poucos partidos nanicos na janela do ônibus. Nenhum deles tem nome de peso para enfrentar André numa disputa pelo Senado.
O PR está com um pé no palanque do senador Delcídio do Amaral (PT), pré-candidato a governador, e outro no de Nelsinho Trad (PMDB). O presidente regional do partido, deputado estadual Londres Machado, porém, está cauteloso. Ele evita comentários sobre o rumo do PR antes de ouvir as lideranças e a posição de André. Mas, se depender do deputado estadual Paulo Correa, o partido ficará com Delcídio na disputa para governo e com André para o Senado. Como será feita esta campanha, não foi explicado por Correa. A reportagem é de Adilson Trindade.


