Política

o pacificador

André intervém e eleição de diretório do MDB na Capital terá chapa de consenso

Com o aval do ex-governador, o presidente Ulisses Rocha continuará à frente da executiva municipal do partido

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O que caminhava para um racha dentro do diretório municipal do MDB de Campo Grande, com a possibilidade de três chapas disputarem a presidência do partido, acabou em paz depois que o presidente honorário da legenda em Mato Grosso do Sul, o ex-governador André Puccinelli, interveio na contenda.

Até a noite de terça-feira, a convenção do MDB da Capital, marcada para amanhã, caminhava para ter uma disputa ferrenha entre o atual presidente municipal, dr. Ulisses Rocha, o vereador dr. Jamal Salem e o chefe de gabinete do vereador dr. Loester, Djalma Santana.

Inclusive, conforme apurou o Correio do Estado, os ânimos entre os três postulantes ao cargo de presidente do diretório campo-grandense do MDB estavam acirrados e o resultado da eleição poderia resultar em um racha dentro da legenda às vésperas das eleições municipais do ano que vem.

Dono de uma perspicácia já conhecida no meio político sul-mato-grossense, André Puccinelli percebeu a tempestade que estava se formando no principal reduto do MDB em Mato Grosso do Sul, que, com certeza, afetaria até sua provável candidatura a prefeito da Capital em 2024, e resolveu intervir.

Bastou uma reunião um pouco mais demorada na noite de terça-feira entre todos os envolvidos, incluindo o atual presidente estadual do MDB, deputado estadual Junior Mochi, para que o ex-governador mostrasse quem realmente manda no partido em Campo Grande e no Estado.

André Puccinelli postou no seu perfil em uma rede social uma foto com os três candidatos ao cargo de presidente do diretório municipal do MDB da Capital, informando que eles teriam se entendido e definido uma chapa de consenso.

“Após um dia produtivo de reunião no MDB, avançamos significativamente na definição dos detalhes da convenção que será realizada no dia 2 de junho. Além disso, chegamos a um consenso importante, ao definir uma chapa única para as eleições da presidência municipal do partido, confirmando Ulisses Rocha para continuar no cargo de presidente”, escreveu o presidente honorário do MDB de Mato Grosso do Sul.
 

ALINHADOS

Procurado pelo Correio do Estado, Junior Mochi disse que “deu tudo certo” e que a chapa de consenso terá Ulisses Rocha como presidente municipal do MDB de Campo Grande. 

“O Djalma Santana será o secretário-geral, e o dr. Jamal ficará com o cargo de tesoureiro. Os demais membros que comporão a executiva municipal serão apresentados até sexta-feira [amanhã]”, revelou.

Ele ainda complementou que os 79 municípios terão entre os dias 27 de maio e 30 de junho para realizar as convenções que vão eleger os diretórios do partido de cada cidade.

“Depois das convenções municipais, vamos definir o novo presidente estadual do MDB, 
e já é consenso que o cargo ficará com o ex-senador Waldemir Moka, para organizar o partido no interior, avaliar os resultados e trazer novos filiados”, pontuou.

O atual presidente Ulisses Rocha, que será reconduzido ao cargo, também reforçou à reportagem que ficou definida a chapa de consenso.

Antes da reunião com André Puccinelli, ele estava mais nervoso e até chegou a dizer ao Correio do Estado que apenas a sua chapa estava cadastrada para disputar a presidência do diretório municipal do partido, explicando que as demais já teriam perdido o tempo de inscrição.

Já o dr. Jamal Salem tinha dito, também antes do encontro com o ex-governador, que era candidato a presidente e até contava com o apoio de André Puccinelli para ocupar o cargo. 

Porém, ontem, mudou o discurso e falou que “ficou tudo acertado” para a chapa de consenso, revelando que o entendimento veio após o encontro na sede do MDB.

ENTENDA O CASO

Conforme fontes ouvidas pelo Correio do Estado há cerca de duas semanas, já estava tudo definido para que Ulisses Rocha fosse reconduzido ao cargo de presidente municipal do MDB de Campo Grande, função que ocupa há quatro anos, graças ao aval do ex-governador André Puccinelli, de quem tem total confiança.

No entanto, tudo mudou às vésperas da convenção municipal, marcada para amanhã, com o surgimento do interesse de Djalma Santana e dr. Jamal Salem.

Entretanto, conforme foi apurado, o primeiro não tem densidade eleitoral para ser postulante ao cargo, enquanto o segundo tinha manifestado intenção de concorrer à presidência do diretório.

Por isso, de acordo com essas mesmas fontes, levantou-se a suspeita de que tanto Djalma Santana quanto dr. Jamal Salem estariam sendo usados para provocar confusão dentro do diretório municipal do partido.

Afinal, como todos já sabem, Ulisses Rocha é o homem de confiança de André Puccinelli dentro da executiva campo-grandense, e o ex-governador se sentiria mais confortável com a continuidade dele na função.

Em razão disso, André Puccinelli convocou todos os envolvidos e comunicou que o nome de Ulisses Rocha já estava sacramentado para continuar à frente do diretório do MDB na Capital.

Por força maior (leia-se: André Puccinelli), formou-se uma chapa de consenso, pois quem comanda a executiva municipal da legenda é o ex-governador, dono da maior densidade eleitoral da sigla no município.

No frigir dos ovos, Ulisses Rocha saiu ainda mais prestigiado dentro da executiva municipal do MDB. Mais uma vez, o ex-governador mostrou que ainda é o dono do partido, seja na Capital, seja nas outras 78 cidades de Mato Grosso do Sul.

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

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