Política

nacional

Antes de polêmica, Bolsonaro reapresentou projeto sobre cotas

Antes de polêmica, Bolsonaro reapresentou projeto sobre cotas

folha online

31/03/2011 - 20h49
Continue lendo...

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pediu, no começo do mês, o desarquivamento de um projeto que destina metade das 513 vagas da Câmara para negros e pardos. Nesta semana, ele fez declarações classificadas como racistas na TV.

O texto do projeto é claramente uma ironia e marca a posição do deputado contra o sistema de cotas nas universidades. "Se o sistema de cotas é justo para o ensino, deve também ser a representação federal. Mesmo sendo autor da proposição, por coerência, votarei contra essa matéria", disse o parlamentar no projeto.

Bolsonaro virou alvo de polêmica na última segunda-feira, quando Preta Gil perguntou no programa 'CQC', da TV Band, como ele reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra. 'Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu', respondeu o deputado.

O deputado já é alvo de sete representações por quebra de decoro parlamentar na Câmara. Cinco já estão na corregedoria.

POLÊMICA

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira que o colega Bolsonaro tem se caracterizado como um deputado estúpido. Vaccarezza propôs que o caso do congressista, que fez declarações classificadas como racistas na TV, seja analisado também pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), não só pela corregedoria e Conselho de Ética da Casa.

Na opinião do líder, a CCJ tem que se debruçar sobre os limites da imunidade parlamentar. "Qualquer deputado tem seu direito de palavra garantido, mas será que a Constituição garante alguém que defenda o holocausto, por exemplo? Acho que essa é uma discussão mais profunda, que não cabe só ao Conselho, mas também à Comissão de Justiça", disse Vaccarezza.
 

Articulação

Soraya Thronicke assume presidência do PSB em MS

Parlamentar deixa o Podemos e se filia à sigla para disputar a reeleição ao Senado

07/04/2026 17h24

Imagem Divulgação

Continue Lendo...

Após anunciar que ficaria no Podemos, a senadora Soraya Thronicke não apenas deixou a sigla para se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), como também assumiu o diretório do partido em Mato Grosso do Sul.

A senadora esperou até o último dia da janela partidária, nesta sexta-feira (3), para se filiar ao PSB e assumir o comando do partido pelo qual irá disputar a reeleição ao Senado Federal.

Entre as principais missões está conduzir o partido no Estado durante o ciclo eleitoral, com foco na ampliação da representatividade nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado.

Como acompanhou o Correio do Estado, o futuro político da senadora foi selado durante reunião, no dia 2 de fevereiro, em que recebeu o deputado federal Vander Loubet, que também é presidente estadual do PT e pré-candidato ao Senado, e o ex-deputado federal Fábio Trad, pré-candidato ao governo pela legenda, para alinhar a troca de partido.

Mudança de rumo

No dia 30 de março, a senadora chegou a emitir nota, por meio da assessoria, informando que permaneceria no Podemos, onde estava filiada desde 2023.

Entretanto, em nova reunião nesta terça-feira (7), com a cúpula nacional do partido, ela informou que a nova etapa representa alinhamento político, fortalecimento da democracia e de suas pautas.

“O PSB é uma frente democrática que faz mais sentido para mim e para as pautas que defendo, principalmente as sociais e econômicas. Estou confiante de que faremos um ótimo trabalho para eleger deputados estaduais e federais, além de fortalecer ainda mais o partido em todo o Brasil. Em Mato Grosso do Sul, assumo esse compromisso com a sigla e com meus colegas da política. Vamos trabalhar com seriedade, responsabilidade e foco na construção de um projeto para o país, sempre visando o bem da população”, afirmou.

A expectativa é que ela busque o retorno ao Senado no pleito de outubro, formando “dobradinha” com o deputado federal Vander Loubet (PT).

Reviravolta

Nas eleições de 2018, Soraya foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul, pelo PSL, com 373.712 votos, em meio à chamada “onda Bolsonaro” na política.

Com o tempo no Senado, ocorreu um afastamento gradual do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A participação ativa na CPI da Covid, entre abril e novembro de 2021, afastou de vez Soraya da extrema direita e a levou à disputa pela Presidência da República.

Em 2022, a senadora sul-mato-grossense disputou a Presidência da República pelo União Brasil, recebeu cerca de 600 mil votos e ficou em 5º lugar. Durante os debates, protagonizou episódios que repercutiram nas redes sociais.

Entre os mais conhecidos estão a resposta ao ex-presidente  “Não cutuque a onça com a sua vara curta”, e os embates com o “candidato padre”, que, à época, movimentaram o X (antigo Twitter).
 

Assine o Correio do Estado

Visitante Ilustre

Mesmo com guerra entre direita e esquerda, Flávio Bolsonaro vai receber homenagem da Alems

O pré-candidato às eleições presidenciais também vai receber o título pela Câmara Municipal de Campo Grande durante visita à cidade nesta semana

07/04/2026 15h15

Flávio Bolsonaro estará em Campo Grande nesta semana

Flávio Bolsonaro estará em Campo Grande nesta semana Andressa Anholete/Agência Senado

Continue Lendo...

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) votou nesta quarta-feira (7) a aprovação do título de “Visitante Ilustre” ao pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro.

O projeto foi proposto pelo deputado Coronel David (PL/MS) pela “relevante atuação do parlamentar no Congresso Nacional em prol do pacto federativo e do desenvolvimento regional”. 

O senador receberá o título durante sua passagem por Campo Grande, marcada para acontecer nesta semana, durante a abertura da Expogrande, no dia 9 de abril. 

A votação aconteceu em meio a brigas entre parlamentares da direita e da esquerda. O deputado Pedro Kemp (PT) disse que seria um “grande constrangimento” a aprovação da moção devido ao currículo do Senador. 

“O pretenso candidato à república é conhecido como Flávio Rachadinha devido a um esquema de desvio de recursos de funcionários do seu gabinete quando era deputado estadual. É um processo que deveria resultar em sua condenação por improbidade administrativa e na sua inelegibilidade. Um deputado que afana o salário dos seus servidores não tem qualquer qualificação para disputar um cargo tão importante como esse de Presidente da República e de receber um título de Visitante Ilustre de uma Assembleia Legislativa que tanto nos orgulha”, afirmou em sua defesa. 

Kemp ainda alegou que o filho do ex-presidente Bolsonaro foi denunciado por movimentações financeiras atípicas no valor de R$ 1 milhão, além de fazer referências ao senado federal à Fabrício Queiroz, figura polêmica ligada à família Bolsonaro.

Flávio também estaria envolvido em denúncias do Ministério Público Federal por omissão de declaração de bens e suspeita de lavagem de dinheiro. 

Na sequência, o deputado João Henrique Catan afirmou que as justificativas do PT são incongruentes, já que a figura “mor” do partido foi condenada em diferentes instâncias por “roubar a nação”. 

“A Presidente Dilma ganhou a eleição e sequer veio a Mato Grosso do Sul pedir os votos, se transformando em ‘persona non grata’. É interessante ver a defesa do PT com relação a algum tipo de processo que existiu e foi encerrado quando tivemos processos apontando o mensalão, petrolão e condenações em 3 instâncias, e o judiciário afirmar que “o Presidente Lula roubou a nossa nação”. 

O autor do projeto, Coronel David, afirmou que não existe nenhuma razão ou justificativa para que a Alems não concedesse o título a Flávio Bolsonaro. 

“Não há nenhum inquérito ou condenação, e mais uma vez, o PT faz aquilo que melhor faz, insistir em ladainha e mentira, e esquecendo que o ídolo ‘mor’ de vocês é um ex-condenado”. 

Para o deputado Zeca do PT (PT/MS), o projeto e os votos da direita vieram de ordem do ex-governador do Estado, Reinaldo Azambuja, presidente do PL, partido de Bolsonaro. 

“Lamento o grau de subserviência de uma casa que deveria ser absolutamente independente às decisões do governador. É claro que o ex-governador Reinaldo Azambuja mandou a tropa votar, eu sei que nós vamos perder, mas vamos resistir”. 

Em justificativa ao voto positivo, a deputada Mara Caseiro, recém filiada ao PL, disse que a homenagem é justa e que Flávio Bolsonaro é um homem “de diálogo, que prega união”. 

“Acredito que é uma medida justa de gratidão a esse homem que tem feito um grande trabalho como senador da república, um homem jovem que tem bons projetos, boas ideias e que vai ser o futuro do nosso Brasil”. 

O projeto foi aprovado com 12 votos a favor e 3 votos contrários. 

Na Câmara

Flávio também receberá a homenagem vindo da Câmara de Vereadores de Campo Grande. A Casa Municipal aprovou o Projeto, de autoria do vereador Rafael Tavares (PL/MS), após a votação da maioria da bancada, com votos contrários apenas dos vereadores do PT. 

De acordo com a proposta, a homenagem e reconhecimento ao senador é concedida “em razão da relevância política e institucional”. 

“Campo Grande sempre recebe muito bem lideranças que representam valores e ideias. O senador Flávio Bolsonaro, nosso pré-candidato, terá um papel relevante no cenário nacional em outubro. Tenho certeza que será bem recebido pelos campo-grandenses”, afirmou Tavares. 

As últimas autoridades a receberem o título foram a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante passagem por Campo Grande na abertura da COP15.

A proposta foi dos vereadores Landmark e Jean Ferreira, ambos do PT e causou divergências na Câmara, tendo quatro votos contrários, dos vereadores André Salineiro (PL), Ana Portela (PL), Herculano Borges (Republicanos) e Rafael Tavares (PL).

Na época, inclusive, Ana Portela chegou a debochar da visita do Presidente à cidade durante a plenária, dizendo para a população “ficar de olho nas ruas porque vai ter um bandido na cidade”. 

Mesmo com os contrários, a homenagem foi aprovada pela maioria dos vereadores da Câmara. 
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).