Apontado pelas pesquisas como um dos prováveis escolhidos pelos sul-mato-grossenses para uma das duas vagas ao Senado, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) mostrava-se confiante na vitória e fez duras críticas ao Judiciário no momento da votação, no Colégio Lúcia Martins Coelho, na região central de Campo Grande, na manhã deste domingo (4).
“Tá muito confuso, decisões monocráticas, decisões equivocadas, é ministro sob suspeição e isso vai passar com certeza pelo próximo senado, que eu não tenho dúvida vai ter coragem de a gente estabelecer realmente o regramento que diz na Constituição Brasileira”, afirmou.
De acordo com ele, os “poderes são harmônicos mas são independentes. Cada um tem independência para tratar do seu do seu, da sua responsabilidade com o Brasil. Executivo executa, Legislativo legisla e o judiciário só julga quando tem conflito. E eu espero que a gente possa reestabelecer o poder Judiciário, cumprindo o papel constitucional lá da Constituição de 1988”, falou, referindo-se às recentes polêmicas em Brasília.
E também não faltaram críticas à Justiça local. “Essas resoluções do Tribunal Eleitoral que extrapolam a lei, que proíbem você praticamente de fazer campanha. Você fica impedido de visitar uma empresa, de falar com colaboradores. Outro dia os juízes eleitorais queriam, proibir, aqui em Campo Grande, o direito de ter mais de uma bandeira por quadra. É uma coisa impossível isso”, reclamou.
“O Judiciário até nas eleições está interferindo muito na vida das pessoas e nós não podemos aceitar isso. O problema é que cada dia o Poder Judiciário inventa algo novo para querer conturbar as eleições de todo o Brasil, afirmou ao mesmo tempo em que defendeu uma reforma no Judiciário e também uma reforma política.
De acordo com ele, quando exerceu o cargo de deputado federal foi favorável ao fim da reeleição e agora, caso seja eleito, voltará a defender esta bandeira, embora tenha cumprido dois mandatos consecutivos como governador de Mato Grosso do Sul.
Além, de defender reformas, Azambuja fez questão de afirmar que a reativação da ferrovia Malha Oeste, que está completamente parada, e a concessão da hidrovia do Rio Paraguai serão duas das principais bandeiras que pretender erguer na capital federal. O leilão para concessão de ambas está previsto para o próximo ano.
E, além de mostrar otimismo sobre a vitória nas urnas, Azambuja também disse estar confiante sobre o bom desempenho de Flávio Bolsonaro (PL). “Acho que nosso candidato, chega em primeiro lugar já no primeiro turno, Isso é importante pra quem vinha aí sempre com as pesquisas contrárias a ele, passou uma série de ataques durante a campanha toda, mas eu vejo que nessa reta final a população brasileira entende que ele é a pessoa que tem condições de agregar um novo projeto para o Brasil e voltar o Brasil a respirar como um país livre, democrático e independente”.
Para checar se suas expectativas vão se cumprir, Reinaldo Azambuja afirmou que vai acompanhar a apuração dos votos junto com o governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, e com o Capitão Contar (PL) candidato ao Senado.


