Mesmo após enfrentar uma debandada de lideranças e uma intensa movimentação de “aliados” para enfraquecer sua nominata, o PSDB de Mato Grosso do Sul conseguiu manter sua chapa de pré-candidatos a deputado federal para as eleições de outubro e trabalha com a expectativa de conquistar pelo menos uma cadeira na Câmara dos Deputados.
A principal alteração na composição da chapa ocorreu após a desistência do ex-prefeito de Chapadão do Sul João Carlos Krug, que era considerado um dos nomes mais competitivos do partido no interior do Estado.
O anúncio foi feito no fim de maio, quando Krug comunicou os apoiadores que deixaria a disputa por razões pessoais e por falta de motivação para continuar no processo eleitoral.
Segundo apuração do Correio do Estado, a saída obrigou o partido a agir rapidamente para preservar o equilíbrio da nominata e, nos bastidores, a direção tucana articulou a entrada do vereador campo-grandense Dr. Victor Rocha, que passou a ser tratado como o principal substituto para ocupar o espaço deixado por Krug.
A manutenção da chapa ocorre em um momento delicado para o PSDB, pois, desde o ano passado, o partido perdeu suas principais referências estaduais, como o governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja, que se filiaram no PP e no PL, respectivamente.
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candidatos a deputado federalEsse é o limite por partido em MS, que tem 8 vagas e cada sigla pode lançar esse total mais um candidato.
Na sequência, os deputados federais Beto Pereira, Dagoberto e Geraldo Resende também deixaram a legenda para se filiar, respectivamente, no Republicanos, no PP e no União Brasil.
Apesar do esvaziamento político, os tucanos conseguiram reorganizar a nominata e preservar um grupo considerado competitivo.
O desempenho potencial da chapa passou a despertar preocupação em outras legendas que disputam as oito vagas federais do Estado.
A avaliação de dirigentes partidários é de que uma eventual eleição de um deputado federal pelo PSDB pode alterar os cálculos eleitorais de partidos que hoje concentram os favoritos.
Com projeção feita por pesquisas qualitativas e quantitativas de que os tucanos conquistarão ao menos uma cadeira, legendas como PP, União Brasil, PL e Republicanos poderiam perder espaço na disputa.
Por isso, lideranças do PSDB relataram ao Correio do Estado que alguns pré-candidatos tucanos teriam sido procurados por representantes dessas outras siglas para tentá-los a abandonar o projeto eleitoral.
A estratégia teria como objetivo enfraquecer a chapa antes do início oficial da campanha, e o ex-prefeito Krug seria um dos que cederam à tentação.
Mesmo diante dessas investidas, a nominata foi mantida e o partido interpretou a resistência como uma demonstração de sobrevivência política.
Outro fator que reforça o otimismo tucano é a mudança nas regras eleitorais para a distribuição das sobras.
Com a flexibilização dos critérios para participação na divisão das vagas remanescentes, partidos de médio porte passaram a ter mais chances de conquistar uma cadeira na Câmara.
Para isso, o PSDB tem no primeiro escalão a ex-secretária de Estado de Cidadania Viviane Luiza, a vice-prefeita de Corumbá, Bia Cavassa, e os vereadores campo-grandenses Professor Juari e Dr. Victor Rocha.

