Mais de 53 mil eleitores que não votaram no primeiro turno foram às urnas neste domingo, em Mato Grosso do sul; o índice de abstenção ficou em 21,24%
Após registar abstenção recorde no primeiro turno das eleições, o número de eleitores ausentes diminui neste domingo (25), no segundo turno da eleição presidencial, em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 53.233 pessoas que não votaram no dia 4 de outubro, foram às urnas hoje no Estado.
Mato Grosso do Sul tem eleitorado apto de 2.024.437 pessoas.
Segundo o TSE, com 100% das urnas apuradas, 429.977 eleitores deixaram de votar neste domingo, enquanto 1.594.460 votaram, o que dá um índice de abstenção de 21,24%.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram 483.210 abstenções, enquanto 1.541.220 foram às urnas, resultando em abstenção de 23,87%.
Assim como no primeiro turno, em diversos municípios, o domingo foi marcado por chuvas, o que dificultou a locomoção de parte da população. Em Campo Grande, no entanto, o acumulado de chuvas foi menor do que o registrado no dia 4.
De acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Carlos Eduardo Contar, as eleições deste domingo foram tranquilas em Mato Grosso do Sul, com algumas intercorrências que logo foram resolvidas e não comprometeram o pleito.
Dentre estas intercorrências, Contar cita falta de energia em alguns colégios eleitorais.
"As concessionárias atuaram prontamente para o restabelecimento, sem qualquer interrupção da votação e as urnas eletrônicas funcionaram de modo regular durante todo o período. Foi necessária a substituição de 18 urnas eletrônicas que apresentaram problemas técnicos, contudo sem prejuízo à continuidade dos trabalhos", disse.
"Foram registradas 11 ocorrências de ilícitos eleitorais, em sua maioria por violação do sigilo do voto e boca de urna", acrescentou.
Em todo o Brasil, o número saiu de 33.469.244 faltantes no primeiro turno para 30.508.972 no segundo.
Eleições anteriores
Nas eleições presidenciais de 2022, 440.788 não foram votar no primeiro turno e 446.100 no segundo turno, o que representava 22,08% e 22,34%, respectivamente, dos 1.996.510 eleitores aptos. Naquele ano, Lula terminou na primeira colocação em ambas as “rodadas”.
Em 2018, quando a eleição presidencial foi protagonizada por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, 398.404 (21,21%) não foram às urnas no primeiro turno, enquanto 427.761 (22,78%) não compareceram no segundo turno. Na ocasião, 1.877.982 de Mato Grosso do Sul estavam aptos a votar pela Justiça Eleitoral.
Por fim, nas eleições de 2014, quando a petista Dilma Rousseff venceu o tucano Aécio Neves, 373.371 (20,53%) se ausentaram do direito ao voto no primeiro turno e 420.597 (23,12%) tiveram a mesma atitude três semanas depois, no segundo turno, em um universo de 1.818.937 eleitores aptos.
Resultado
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil neste domingo, ao conseguir virada histórica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). É a primeira vez que um candidato que perdeu no primeiro turno ganha no segundo.
Com 99,99% das urnas apuradas às 21h48 (de MS), Lula obteve 64.255.891 votos, o que corresponde a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 59.825.984 votos, correspondendo a 48,21%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Lula matematicamente eleito quando haviam sido apuradas 97,69% das urnas.
Desde a primeira eleição direta após a redemocratização, em 1989, o candidato que termina o primeiro turno na liderança sempre confirmou a vitória.
No primeiro turno, Lula teve 45,16% dos votos válidos, com 53.879.538 votos, enquanto Flávio teve 47,03%, com 56.104.503 votos.
Com a vitória no segundo turno, Lula comandará a presidência por mais quatro anos, de 2027 a 2030. O vice é Geraldo Alckmin (PSB).
O presidente e o vice-presidente da República eleitos em 2026 serão empossados em 5 de janeiro de 2027.