Política

ELEIÇÕES 2026

Após ultimato do PT, Soraya encaminha filiação ao PSB e dobradinha com Loubet

A senadora recebeu em sua casa, em Campo Grande, os pré-candidatos do PT em Mato Grosso do Sul a senador e a governador

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Reunião realizada nesta semana selou de vez o futuro político da senadora Soraya Thronicke nas eleições deste ano, definindo que ela deve mesmo trocar o Podemos pelo PSB e buscar a reeleição no pleito de outubro fazendo “dobradinha” com o deputado federal Vander Loubet (PT) na disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado apurou que a parlamentar recebeu em sua residência, em Campo Grande, o deputado federal Vander Loubet, que também é presidente estadual do PT e pré-candidato a senador, e o ex-deputado federal Fábio Trad, pré-candidato a governador pela legenda, quando teriam dado um ultimato para que ela definisse se faria parte do projeto eleitoral petista.

A pressão das duas lideranças petistas sobre Soraya faz sentido, pois, mesmo após ter participado de uma reunião, em Brasília (DF), com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), para, teoricamente, bater o martelo sobre a “dobradinha” com Vander para o Senado, ela se esquivou, durante entrevista concedida a uma rádio da Capital, de declarar apoio à pré-candidatura de Fábio Trad a governador.

Pelo contrário, ao ser questionada pela entrevistadora sobre como a parlamentar enxergava o cenário político em Mato Grosso do Sul neste ano eleitoral, ela fez questão de citar o atual governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), ambos de partidos de direita e adversários do PT no pleito.

Ao tomar conhecimento da entrevista, Vander Loubet fez questão de ressaltar que a senadora foi quem o procurou e pediu a reunião com Gleisi para discutir a possibilidade de aliança. “Acredito que ela está avaliando. Cabe somente a ela decidir o caminho que vai seguir”, declarou na ocasião.

O deputado federal completou que, “como ela ainda não firmou um compromisso conosco, é natural que, no momento, ela não queira fechar nenhuma porta”, referindo-se ao fato de a senadora não ter feito nenhuma menção a um provável rompimento com Riedel e Azambuja, ambos em partidos de direita.

“Da nossa parte, o que conversamos com a Gleisi é que a parceria passa pela condição de apoiar a reeleição do presidente Lula e a eleição do Fábio Trad, condição que estamos colocando para todos que quiserem integrar a frente ampla que estamos montando”, avisou.

Diante desse dilema, conforme apurou a reportagem, Vander e Fábio encontraram-se com Soraya e alinharam em definitivo o ingresso dela no PSB, algo que já estava sendo negociado com a cúpula nacional do partido, obtendo, inclusive, aval do presidente nacional da sigla, João Campos, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para a filiação.

O Correio do Estado foi informado que, nos próximos dias, Vander Loubet, Fábio Trad e Soraya Thronicke terão uma reunião em Brasília com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para fecharem a chapa majoritária da esquerda em Mato Grosso do Sul, o que representará uma guinada na vida política da senadora, que iniciou sua trajetória ao lado do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).

Algo que fez aumentar a rejeição ao nome de Soraya Thronicke em Mato Grosso do Sul, porque ela foi eleita em 2018 na chamada “onda bolsonarista”, usando como slogan de campanha “a senadora do Bolsonaro”, pelo extinto PSL, que acabou depois da fusão com o DEM por formar o União Brasil.

Quatro anos depois, a parlamentar deixou de apoiar o então presidente Jair Bolsonaro e, inclusive, nas eleições de 2022, disputou a eleição presidencial contra o antigo aliado, recebendo dos eleitores da direita sul-mato-grossense a pecha de “traidora”.

Desde 2024, a senadora passou a acompanhar a base do governo de Lula no Congresso Nacional e, desde o ano passado, abraçou de vez a vertente política mais à esquerda, declarando publicamente a preferência pelo atual presidente.

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ELEIÇÕES 2026

Azambuja confirma que Flávio Bolsonaro vem a Campo Grande na quinta-feira

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro será o primeiro presidenciável a visitar Mato Grosso do Sul

06/04/2026 15h00

Pré-candidato a presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PL em Mato Grosso do Sul

Pré-candidato a presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PL em Mato Grosso do Sul Divulgação

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O senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, será o primeiro presidenciável a visitar Campo Grande (MS) nesta quinta-feira (9), quando deve participar da cerimônia de abertura da Expogrande 2026, no Parque de Exposições Laucídio Coelho.
 
A informação foi confirmada ao Correio do Estado pelo presidente do PL em Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja, explicando que, inicialmente, a visita estava prevista para o dia 14 de abril, mas o senador resolveu antecipar.
 
“Sim, o senador Flávio vem a Campo Grande na quinta-feira. Ele me confirmou por telefone e, além da abertura da Expogrande, teremos reuniões políticas”, declarou, completando que está preparando a agenda do presidenciável. 
 
O deputado estadual Coronel David, que é o secretário-geral do PL no Estado, explicou que a vinda do senador Flávio Bolsonaro a Campo Grande não é apenas uma visita política. “É um chamado à união de todos que acreditam no Brasil de verdade. E representa que Mato Grosso do Sul está inserido nesse grande projeto para o Brasil liderado pelo Flávio”, assegurou.
 
Ele acrescentou que receber o pré-candidato do PL à Presidência da República é um marco para o fortalecimento da direita em Mato Grosso do Sul. “É a prova de que estamos organizados, firmes e prontos para defender nossos valores e ajudar no projeto para fazer do Flávio o nosso presidente da República”, reforçou.
 
O Coronel David ainda destacou que se trata do momento de somar forças, de levantar a cabeça e de mostrar que a direita sul-mato-grossense está comprometida com o futuro do Brasil.

Escolha do vice

Flávio Bolsonaro vem a Campo Grande no momento em que está sendo articulada a definição sobre quem será o seu pré-candidato a vice-presidente, sendo que pessoas mais próximas ao senador resistem à indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nome defendido por lideranças do Centrão e já sugerido pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
 
Esse grupo mais ideológico, considerado o “núcleo duro” da pré-campanha, avalia que o vice deve representar lealdade direta ao projeto político do senador, sem vínculos com blocos partidários robustos. 
 
Nos bastidores, aliados comparam o cenário à escolha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, quando teve José Alencar como vice, visto à época como um nome capaz de trazer estabilidade à chapa.
 
A discussão também é influenciada por experiências anteriores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2018, ele escolheu Hamilton Mourão como vice, com quem teve divergências durante o mandato. Já em 2022, optou por Walter Braga Netto, considerado um aliado mais alinhado e sem base política própria.
 
Dentro dessa lógica, aliados de Flávio veem no ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), uma alternativa viável para a vice. Embora também seja pré-candidato à Presidência da República, Zema é apontado como um nome sem ligação direta com o Centrão e potencialmente mais alinhado ao bolsonarismo.
 
A resistência a Tereza Cristina, por outro lado, envolve dois fatores principais: sua proximidade com o Centrão e um episódio recente que gerou desconforto entre setores mais radicais, relacionado à sua participação em uma comitiva nos Estados Unidos. Nos bastidores, aliados indicam que Eduardo Bolsonaro atua contra a indicação da senadora.
 
Apesar disso, Tereza Cristina mantém força entre empresários e agentes do mercado financeiro, que a veem como um nome mais moderado e previsível. A escolha do vice, portanto, segue uma lógica pragmática: além de afinidade política, pesa na decisão o que cada nome pode agregar à chapa, como tempo de televisão, acesso a recursos do fundo eleitoral e apoio partidário. 
 
No caso de Zema, entra na equação o peso eleitoral de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, embora ainda haja dúvidas sobre sua capacidade de ampliar votos. Já Tereza Cristina surge como uma opção com forte respaldo político e econômico, especialmente junto a setores organizados da direita.

Suspensão

Justiça Eleitoral suspende pesquisa do Instituto Veritá por falta de transparência financeira

Instituto informou ao Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais que a sondagem, orçada em R$ 93.940,00, foi financiada com recursos próprios.

06/04/2026 14h45

Foto: TRE-MS

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) determinou a suspensão imediata da divulgação de pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Veritá

A decisão liminar, proferida pelo desembargador Sérgio Fernandes Martins, atende a uma representação do partido AGIR/MS, que apontou inconsistências técnicas e omissão de dados obrigatórios. A pesquisa está registrada sob o número MS-03077/2026.  

Recursos próprios sem comprovação

O Instituto Veritá informou ao Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais que a sondagem, orçada em R$ 93.940,00, foi financiada com recursos próprios.

No entanto, o denunciante alegou que a empresa não apresentou o “Demonstrativo do Resultado do Exercício” do ano anterior, documento exigido para comprovar que a entidade possui saúde financeira para arcar com os custos da pesquisa.

Para o relator do caso, a ausência desse documento é uma falha grave que compromete a fiscalização do processo eleitoral.

"Constata-se, em princípio, que o Demonstrativo do Resultado do Exercício não foi apresentado, o que impede a aferição imediata da capacidade econômico-operacional da empresa para custear, com recursos próprios, a pesquisa realizada", destacou o desembargador Sérgio Fernandes Martins em sua decisão.

Além da questão financeira, a representação do AGIR listou outros vícios no levantamento, tais como divergências em relação aos dados oficiais do IBGE e a “falta de nomes considerados relevantes na disputa”. A divulgação incorreta de domicílio eleitoral e filiação partidária de postulantes também consta na lista de vícios do levantamento.

O magistrado fixou uma multa diária de R$ 5.000,00 caso o Instituto Veritá descumpra a ordem e mantenha a divulgação ou replicação do conteúdo em plataformas digitais.

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