Política

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Atriz muda perfil de personagem

Atriz muda perfil de personagem

Redação

03/04/2010 - 19h57
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Manoela Reis, TV Press

 

Quando entrou em "Cama de gato", Marcella Rica, que vive a concisa Luli na novela, era apenas uma adolescente. Passados sete meses da estreia do folhetim da Globo, que já está na reta final, a atriz abandonou o vocabulário rico em gírias como "show" e "tipo assim" para adotar uma postura mais madura e feminina. Tudo propositalmente. "Cresci e entendi muita coisa nesse período. Trabalhar em uma novela de grande visibilidade exige uma postura diferente. Precisei crescer e percebi isso no fim da novela", explica, deixando transparecer a insegurança de seus 18 anos.

Sua personagem na trama de Duca Rachid e Thelma Guedes tomou um rumo parecido com o da atriz. Luli começou como uma "nerd" que alimentava uma paixão platônica por Tarcísio, de Land Vieira. Apesar da demora, que quase transformou o papel de Marcella em uma "figuração de luxo", a personagem tomou o rumo esperado pela atriz. Luli não só conquistou Tarcísio como também passou a ter um figurino menos infantil. "Eu já não aguentava mais ter de vestir aquelas roupas largas e não usar quase nenhuma maquiagem.Mas entendo pois já fui assim. Não ligava tanto para a aparência", conta, como se estivesse falando de um passado remoto.

Embora não gostasse do antigo visual de Luli, foi Marcella quem o sugeriu. Em seu primeiro trabalho na tevê, a atriz tentou se envolver em cada detalhe de sua personagem e chegou a palpitar no desfecho da história. "Não queria que deixassem muito para o fim essa transformação. Queria que ela aparecesse bonita e crescida logo para que o romance pudesse começar", justifica. Foi ela quem também sugeriu à produção as roupas da personagem título de "Juno", filme de Jason Reitman.

Já no texto, tentou salientar mais o lado tímido e responsável da personagem. "Pensei que as autoras poderiam achar um abuso eu estar dando ‘pitaco’ no papel. Tentei levar do meu jeito para ver se daria certo. E deu", gaba-se. Já o tom humorístico de Luli foi inspirado em Heloísa Périssé, sua companheira de cena. A humorista vive Taís, a irmã mais velha da estudante. "Ficava de olho nas piadas dela nos intervalos de gravação, nos trejeitos e colocava tudo no papel", confessa. Depois de assumir para a comediante que se espelhava nela, Heloísa passou a dar uns "toques" para Marcella em cena. Além dela, Ailton Graça e Rosi Campos, que interpretam Tião e Genoveva, também ajudaram Marcella durante as gravações. "Eles foram muito solidários comigo, principalmente no começo. Esse negócio de câmara é complicado", opina.

Apesar de estar em sua primeira novela, Marcella já conquistou um papel em "Toma lá dá cá", humorístico exibido de 2007 a 2009 na Globo. Mas o perdeu antes mesmo de estrear. Ela seria a Isadora, personagem que foi interpretada por Fernanda de Souza. "Estava tudo encaminhado para eu entrar mas, na última hora, decidiram que a personagem deveria ser mais velha", lamenta.

Política

Lula confirma Dario Durigan no comando da Fazenda, no lugar de Haddad

Haddad disputa as eleições para o governo do estado de São Paulo

19/03/2026 15h45

Divulgação/Governo Federal

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira, 19, que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumirá a pasta no lugar de Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, nas eleições gerais deste ano.

A confirmação veio quando Lula lia a chamada "nominata" (lista de participantes de um evento) durante a abertura da 17ª Caravana Federativa na cidade de São Paulo.

"Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario, levanta aí. Levanta para as pessoas conhecerem o Dario. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda, a partir do anúncio do Haddad (sobre a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes). Então, pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas", declarou o presidente da República.

Lula falou de todos seus ministros. O primeiro foi o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

O segundo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Depois vieram outros ministros. Ao todo, 14 foram nominados pelo presidente.

"Eu vou ler a nominata toda hoje, que eu não costumo ler, pra agradecer, porque estamos chegando no final do mandato de muita gente. E é importante agradecer o trabalho que muitos deputados fizeram para que a gente pudesse chegar até onde nós chegamos aqui", declarou o presidente.

Elogios

Lula disse ainda que Fernando Haddad será reconhecido como o "ministro mais exitoso" da história do ministério da Fazenda, porque "conseguiu aprovar uma reforma tributária que estava há mais de 40 anos para ser aprovada". 

Segundo o presidente, o governo tem feito um "sacrifício enorme" para melhorar a situação econômica do País, aumentando o emprego e a renda da população, mas que alguns acontecimentos tem atrapalhado, como a guerra no Irã e a taxa de juros em nível alto.

Mais cedo, no mesmo evento, Haddad anunciou que a quinta-feira foi seu último dia como ministro da Fazenda.

Em seguida, Lula confirmou que o substituto de Haddad será o até então secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

Nova casa

Paulo Duarte deixa presidência do PSB e encaminha filiação ao PSDB

Deputado estadual deve reforçar ninho tucano até o fim do mês

19/03/2026 14h45

Paulo Duarte, Carlão e Ayashi durante a reunião de renúncia ao cargo

Paulo Duarte, Carlão e Ayashi durante a reunião de renúncia ao cargo Foto: Reprodução

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O deputado estadual Paulo Duarte oficializou nesta quinta-feira (19) sua saída da presidência do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e já articula sua filiação ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), de olho nas eleições gerais deste ano.

“Fiz uma carta da renúncia da presidência do partido, tive uma reunião com Ricardo Ayache, que é o vice-presidente, e com o vereador Carlão, que é o presidente do partido em Campo Grande, e a partir de agora deixo oficialmente a presidência. Ainda estou filiado ao PSB, mas como já tinha definido minha saída, resolvi já entregar a presidência”, disse.

A migração para o ninho tucano deve ser concretizada até o fim do mês, conforme já havia sido sinalizado pelo parlamentar.

Nos bastidores, a movimentação ocorre em meio à consolidação do projeto tucano no Estado. Conforme apuração do jornal Correio do Estado, após os deputados federais Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende confirmarem permanência no PSDB, os deputados estaduais Jamilson Name e Lia Nogueira também baterem o martelo pela continuidade na legenda.

O grupo decidiu apostar na formação de duas chapas competitivas (uma para a Câmara dos Deputados e outra para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ) com o objetivo de garantir reeleições e ampliar as bancadas do partido.

No cenário estadual, a estratégia é reeleger Jamilson Name e Lia Nogueira, além de conquistar pelo menos mais duas cadeiras. Nesse contexto, Name, que chegou a negociar ida para outro partido, é visto como principal puxador de votos.

A chegada de Paulo Duarte ao PSDB deve reforçar esse plano. A expectativa é que ele contribua para fortalecer a nominata e ampliar a representação da sigla na Assembleia. Entre os nomes cotados para compor a chapa estão os vereadores Silvio Pitú, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha.

Caso a estratégia se concretize, o PSDB pode chegar a quatro deputados estaduais na próxima legislatura. Ainda assim, o partido deve sofrer baixas importantes, como Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa, que devem migrar para o PL, além de Pedro Caravina, que deve ir para o PP.

Além das articulações locais, o PSDB também precisa lidar com um desafio nacional: cumprir a chamada cláusula de barreira, mecanismo criado na minirreforma eleitoral de 2017 que exige desempenho mínimo nas urnas para acesso a recursos públicos e tempo de propaganda em rádio e televisão.

Sem atingir esses critérios, a sobrevivência política da legenda fica ameaçada. As exigências aumentam gradativamente até 2030, quando os partidos precisarão eleger ao menos 13 deputados federais ou alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara.

Para contornar esse cenário, a legislação permite alternativas como a formação de federações partidárias, alianças que funcionam como uma única legenda por no mínimo quatro anos, ou até mesmo fusões entre partidos, somando forças para atingir as metas estabelecidas.

*Colaborou Daniel Pedra

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