Política

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Bandas de ontem e de hoje

Bandas de ontem e de hoje

Redação

23/04/2010 - 01h17
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Do Amor – O conceito sonoro desta banda carioca, formada, entre outros, por músicos que acompanham atualmente Caetano Veloso, é muito bom: indie rock servindo de base para elementos da guitarrada, cumbia, MPB e samba. Pena que o lado positivo do projeto fique somente no conceito. As composições são fracas e os arranjos burocráticos. Por ser formada por bons músicos, há possibilidade de a banda encontrar melhores resultados no futuro. Por enquanto, somente boas intenções e, como diz o dito popular, “de boas intenções...”.

MoMo Project – O músico carioca Marcelo Frota viveu em várias partes do mundo e ouviu sons distintos em cada lugar. No entanto, é o folk americano que lhe serve de base para as criações atuais. Adotou a denominação MoMo Project em CD e show, mesmo assim, é a personalidade do artista que aparece em todas as canções. Os arranjos climáticos são os destaques. O ponto fraco são as letras redundantes. Em um primeiro momento, MoMo Project até desperta certa simpatia, porém, Marcelo precisará de muito mais para se impor na cena alternativa e receber  atenção.

Sexo Explícito – Com dois álbuns lançados, “Combustível para o fogo” (1989) e “O disco dos mistérios ou 3 diabos e ½ ou sexplícito visita o Sítio do Picapau Amarelo ou Tributo a H. Romeu Pinto” (1991), a banda mineira apresentava som personalizado que se nutria de pós-punk, música de carnaval, MPB e um clima anárquico, principalmente pelos refrões e a presença do vocalista Rubinho Troll. O guitarrista John Ulhoa, atualmente no Pato Fu, foi um dos principais compositores da banda. Na época, o sucesso comercial não existiu, ao contrário das boas críticas. Revistas hoje, pelo Youtube, as performances do Sexo Explícito são bons momentos de música pop. Em tempo: Rubinho Troll está lançado o primeiro CD solo: anarquia sonora no ar. 

BRASIL

Simone Tebet confirma disputa ao Senado por São Paulo

Ministra afirmou que aceitou convite do presidente Lula após conversas políticas e decisão familiar

12/03/2026 10h58

A ministra explicou que aguardava apenas uma conversa com a mãe antes de tornar pública a decisão

A ministra explicou que aguardava apenas uma conversa com a mãe antes de tornar pública a decisão Marcelo Victor

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou nesta quinta-feira (12) que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa concedida no XCVI Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento (Conseplan), realizado no Bioparque Pantanal.

Durante a conversa, a ministra afirmou que a decisão foi tomada após uma série de articulações políticas e conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo Tebet, o convite para que disputasse o Senado pelo maior colégio eleitoral do país surgiu no início do ano.

“Essas conversas foram caminhando e, no dia 27 de janeiro, em uma viagem ao Panamá com o presidente Lula, discutimos política no Brasil…Na semana passada, em um encontro mais reservado em São Paulo, ele pediu claramente que eu pudesse ser candidata ao Senado por São Paulo”, relatou.

A ministra explicou que aguardava apenas uma conversa com a mãe antes de tornar pública a decisão. Segundo ela, o diálogo ocorreu na quarta-feira (11), quando recebeu o apoio da família para seguir com o projeto político.

“Depois de explicar a situação para minha mãe, ontem eu decidi cumprir a missão. Política é missão. Vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que considero muito importante para o Brasil”, afirmou.

Tebet também destacou a relação que mantém com São Paulo. De acordo com a ministra, foi no estado onde obteve a maior votação quando disputou a Presidência da República em 2022, além de possuir vínculos familiares e acadêmicos com a região.

“São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde eu fiz meu mestrado, é onde eu tive uma projeção política, é onde eu vou sempre visitar as minhas filhas, tenho uma relação muito próxima de São Paulo, meu pai e meu marido são nascidos lá, meus avós vieram do Líbano e começaram a sua vida no interior de São Paulo também”.

Apesar da futura candidatura em São Paulo, a ministra ressaltou sua ligação com Mato Grosso do Sul, onde iniciou a trajetória política. Natural de Três Lagoas, ela lembrou que o estado foi responsável por projetar sua carreira em nível nacional.

“Mato Grosso do Sul me deu o privilégio de ser a primeira mulher prefeita da minha cidade, reeleita, deputada estadual, vice-governadora e senadora. É o estado que me levou ao cenário nacional”, disse.

Segundo Tebet, a definição sobre filiação partidária e outros detalhes da candidatura ainda devem ser discutidos nas próximas semanas, dentro do prazo da chamada janela partidária. Ela afirmou que a ida para São Paulo ocorrerá com apoio político de Alckmin.

“Agora começa uma nova etapa. Temos uma janela temos pelo menos até o dia 2 de abril, para tomar todas as outras decisões”, concluiu.

Na oportunidade, a ministra Tebet também anunciou que deixa o comando do Ministério do Planejamento e Orçamento no final deste mês de março.

Já nos bastidores, a movimentação política indica que Tebet pode deixar o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para se filiar ao Partido Social Democrático (PSB). A possível mudança ocorre porque, em São Paulo, o MDB não deve integrar a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. 

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ELEIÇÕES 2026

Pesquisa aponta empate triplo em disputa ao Senado

Levantamento do IPR/Correio do Estado foi feito em 17 cidades, que representam 68% do total da população do Estado

12/03/2026 08h00

Montagem

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Pesquisa de intenções de votos para o Senado, registrada sob os números BR-02995/2026 e MS-00334/2026 e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) e o Correio do Estado no período de 5 a 9 de março deste ano, apontou empate técnico triplo para as duas vagas ao cargo em Mato Grosso do Sul, considerando a margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Conforme o levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, na média da somatória do primeiro e do segundo votos, estão tecnicamente empatados o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), com 18,2%, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), com 17,2%, e o senador Nelsinho Trad (PSD), com 14,6%.

Com a margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, Azambuja chegaria ao máximo de 21,5% e ao mínimo de 14,7%, enquanto Capitão Contar teria o máximo de 20,7% e o mínimo de 13,7% e Nelsinho obteria o máximo de 18,1% e o mínimo de 11,1%.

SEGUNDO BLOCO

Além disso, ainda de acordo com a pesquisa IPR/Correio do Estado, que tem um intervalo de confiança de 95%, também há empate técnico no segundo bloco, tendo a senadora Soraya Thronicke (Podemos) com 8%, o deputado federal Vander Loubet (PT) com 7% e o deputado federal Marcos Pollon (PL) com 6%.

Ainda considerando a margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, Soraya chegaria ao máximo de 11,5% e ao mínimo de 4,5%, enquanto Vander teria o máximo de 10% e o mínimo de 3,5% e Pollon obteria o máximo de 9% e o mínimo de 2,5%. Dos entrevistados, 29% estão indecisos.

A pesquisa IPR/Correio do Estado ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste, Corumbá, Coxim, Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Bonito, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Essas 17 localidades representam 68% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores.

Ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, a liderança é de Azambuja, com 3,95%, seguido por Nelsinho, com 1,66%, Capitão Contar, com 1,40%, e Tereza Cristina (PP), com 1,28%.

Depois aparecem Pollon, com 0,89%, Simone Tebet (MDB), com 0,64%, Soraya, com 0,38%, Delcídio do Amaral (PRD), com 0,13%, Fábio Trad (PT), com 0,13%, Gianni Nogueira (PL), com 0,13%, Junior Mochi (MDB), com 0,13%, Osvaldo Meza (sem partido), com 0,13%, e Vander, com 0,13%. Dos entrevistados, 89,03% não sabem ou não quiseram responder.

REJEIÇÃO

A pesquisa IPR/Correio do Estado também levantou a rejeição dos pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul, e Soraya aparece na frente, com 15,43%, seguida por Capitão Contar, com 12,37%, Nelsinho, com 7,40%, Azambuja, com 6,89%, Vander, com 6,12%, e Pollon, com 5,48%.

Além disso, 21,94% dos entrevistados não rejeitam ninguém, 15,05% rejeitam todos e 1,53% dos consultados disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 7,78% não sabem ou não quiseram responder.

ANÁLISE

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a pesquisa eleitoral para o Senado indica, neste momento, um cenário de alta competitividade.

“Com duas vagas em disputa, três pré-candidatos aparecem com desempenho eleitoral relevante e em condições efetivas de disputa. É importante destacar que a pesquisa retrata o sentimento do eleitorado no momento da coleta dos dados, ou seja, apresenta uma fotografia do cenário atual, que pode sofrer alterações até o dia da eleição”, disse.

Ele completou que, por essa razão, o acompanhamento contínuo dos cenários eleitorais é fundamental.

“Mudanças no ambiente político, no posicionamento dos candidatos, na comunicação de campanha e até mesmo em eventuais redefinições de alianças podem influenciar diretamente o comportamento do eleitor e, consequentemente, os índices de intenção de voto”, argumentou.

Aruaque Barbosa explicou que, neste levantamento, Azambuja aparece à frente, com 18,2% das intenções de voto, enquanto na sequência estão Capitão Contar, com 17,2%, e Nelsinho Trad, com 14,6%.

“Considerando a margem de erro de 3,5% pontos porcentuais para mais ou para menos, os três estão em situação de empate técnico. Em termos estatísticos, isso significa que não é possível afirmar, com segurança, uma liderança isolada entre eles”, analisou.

Apesar da proximidade numérica, de acordo com o diretor do IPR, cada nome apresenta características distintas na composição de seu potencial eleitoral.

“Azambuja demonstra maior equilíbrio entre os municípios pesquisados, o que sugere uma base mais regular e distribuída. Capitão Contar concentra melhor desempenho no primeiro voto, mas apresenta menor força no segundo, indicando um eleitorado mais convicto, porém menos complementar. Já Nelsinho Trad registra desempenho equilibrado entre o primeiro e o segundo voto, o que revela maior capacidade de agregação e aceitação como alternativa entre os eleitores”, afirmou.

Para ele, esse comportamento indica que cada pré-candidato deverá adotar estratégias diferentes ao longo da campanha.

“A forma como vão construir seu discurso, consolidar posicionamento político e dialogar com segmentos específicos do eleitorado será decisiva para ampliar competitividade e converter potencial em voto consolidado”, comentou.

Aruaque Barbosa acrescentou que os demais nomes testados, como Soraya, com 8%, Vander, com 7%, e Pollon, com 6%, aparecem em patamar inferior de intenção de voto neste momento.

“Para alterar esse quadro, será necessário intensificar presença pública, fortalecer imagem política e ampliar inserção no debate eleitoral”, falou.

O diretor lembrou que a maior rejeição é de Soraya, com 15,43%, dificultando um possível crescimento em relação aos outros candidatos.

“Logo em seguida vem Capitão Contar, com 12,4%, Nelsinho, com 7,4%, Azambuja, com 6,9%, Vander, com 6,1%, e Pollon, com 5,5%. Também é importante considerar que eventuais mudanças na composição das candidaturas ao Senado podem produzir novos rearranjos no cenário”, alertou.

Aruaque argumentou que, caso haja entrada ou saída de nomes competitivos, será indispensável reavaliar o ambiente eleitoral e medir os impactos sobre a disputa.

“No quadro atual, porém, Azambuja, Capitão Contar e Nelsinho são os pré-candidatos que apresentam vantagem competitiva em relação aos demais”, assegurou.

Outro dado relevante, de acordo com ele, é que, até o momento, nem mesmo a sinalização pública de apoio do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) a Pollon foi suficiente para provocar impacto expressivo na dinâmica da disputa.

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