Política

MATO GROSSO DO SUL

Bolsonaristas passam longe de evento em que Dino trouxe R$ 200 milhões para segurança pública de MS

Um dos cavalos de batalha do bolsonarismo, os policiais com mandato, se ausentaram de evento com ministro da Justiça; prefeitos do PP, alinhados à senadora Tereza Cristina, também não foram

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Uma das linhas de frente do Bolsonarismo, as polícias sentiram a ausência de seus representantes no evento em que o ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou investimentos de pelo menos R$ 200 milhões para Mato Grosso do Sul até o fim deste ano.

Políticos do PP, do PL e até mesmo do União Brasil, partidos que são aliados do governo de Eduardo Riedel, e ainda estão alinhados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, não foram ao evento em que Dino, em Campo Grande, anunciou a construção de quatro penitenciárias, entregou 78 viaturas, centenas de armamentos e munições e ainda entregou um cheque de R$ 35 milhões ao governador Eduardo Riedel (PSDB) e ao secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Carlos Videira. 

Prefeitos do PP, de Tereza

Prefeitos do PP, partido da ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, a senadora Tereza Cristina, também passaram longe do evento com Flávio Dino, apesar da cidade em que administram terem recebido recursos federais do ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado pelo ex-governador do Maranhão, do PSB.

Alan Guedes (PP), prefeito de Dourados, cideade que recebeu R$ 1 milhão do programa Escola Segura, não foi. O mesmo fez Adriane Lopes (PP), cidade contemplada com R$ 840 mil do mesmo programa. Apenas o prefeito de Corumbá, Marcelo Yunes (PSDB), estava no ambiente. 

Dentre os deputados estaduais, nomes como Coronel David (PL), João Henrique Catan (PL) e Rafael Tavares (PRTB), muito alinhado aos policiais, passaram distante do Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo. O mesmo fez o vereador Coronel Vilassanti, que não compareceu ao evento em que foram anunciados mais recursos e equipamentos para as polícias e para a segurança pública de Mato Grosso do Sul. 

A cifra de R$ 200  milhões, explicou Flávio Dino no evento, tem origem na somatória dos investimentos anunciados nesta segunda-feira (28), com mais de R$ 70 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública que Mato Grosso do Sul têm direito e não foram repassados pela gestão de Jair Bolsonaro (PL). 
Dentre os deputados estaduais estiveram presentes Gleice Jane (PT), Pedro Kemp (PT) e João César Mato Grosso (PSDB). Dentre os deputados federais estiveram Geraldo Resende (PSDB), Vander Loubet (PT) e Camila Jara (PT). A senadora Soraya Thronicke (Podemos) também foi ao Centro de Convenções. 

O ex-governador Reinaldo Azambuja também esteve presente no evento em que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o ministro da Justiça e Segurança Pública e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB) e o Governador Eduardo Riedel (PSDB) comandaram a mesa. 

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Postura

ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

Presidente embarca hoje para Nova York e vai discursar na terça-feira

20/09/2026 20h00

Ricardo Stuckert / PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos (EUA), onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais. 

Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.

A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.

Lula terá encontros bilaterais com outros chefes de Estado, que ainda não foram anunciados, além de se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional. Um dos encontros previstos de Lula será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano.

A agenda presidencial em Nova York prevê a chegada à cidade ainda na noite de domingo (20), com encontros bilaterais reservados para ocorrer ao longo da segunda-feira (21). Na terça-feira (22) de manhã, o presidente terá encontro com Guterres e depois fará o discurso na Assembleia Geral. Ele retorna ao Brasil no mesmo dia.

Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.

Trump
O Palácio Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar.

Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em "química excelente" entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

Outras agendas
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.

O ministro também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20. No dia 24, Mauro Vieira presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, após a realização, em abril deste ano, da 9ª Reunião Ministerial da organização. O país exercerá a presidência pelo período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, com agendas relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, participará do encontro da Aliança Global.

A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário.

Comitiva

Além dos ministros Mauro Vieira e Wellington Dias, estão previstas as participações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades relacionadas às áreas de atuação de cada pasta.

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

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