Política

BRASIL

Bolsonaro diz que ação de hackers é atentado grave contra o Brasil

Bolsonaro diz que ação de hackers é atentado grave contra o Brasil

AGÊNCIA BRASIL

25/07/2019 - 13h18
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O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (25), em sua conta no Twitter, que a ação dos hackers que invadiram seu telefone celular é “um atentado grave contra o Brasil e suas instituições”. O telefone celular do presidente da República foi alvo da ação do grupo suspeito de invadir ao menos mil linhas telefônicas, incluindo a de várias autoridades públicas, como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Ainda nas redes sociais, o presidente destacou que não trata de temas sensíveis ou de segurança nacional por celular.

- Por questão de segurança nacional, fui informado pela Polícia Federal e @JusticaGovBR de que meus celulares foram invadidos pela quadrilha presa na terça, 23. Um tentado grave contra o Brasil e suas instituições. Que sejam duramente punidos! O Brasil não é mais terra sem lei.

Também pelo Twitter, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), se pronunciou sobre o caso. “Os celulares usados pelo presidente @jairbolsonaro também foram hackeados! É gravíssimo”.

Na terça-feira, a PF deflagrou a chamada Operação Spoofing, que apura a suspeita de crimes cibernéticos. Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão autorizados pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, que afirmou haver, nas informações iniciais apresentadas pela PF, “fortes indícios de que os investigados integram organização criminosa”.

O cumprimento dos mandados resultou na prisão de Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira e Walter Delgatti Neto. Ao pedir a detenção dos quatro, a PF apresentou “um histórico de possíveis crimes” que os investigados teriam praticado em conjunto” para “violar o sigilo telefônico de diversas autoridades públicas brasileiras via invasão do aplicativo Telegram”.

Ao autorizar as prisões temporárias, a realização de busca e apreensões em endereços ligados aos investigados, bem como a quebra do sigilo fiscal e de comunicações e o bloqueio de bens dos suspeitos, o juiz Vallisney de Souza Oliveira afirmou que as prisões temporárias dos investigados pelo prazo de cinco dias são essenciais para a obtenção de provas.

Linha Dura

Adriane anuncia tolerância zero com casos de denúncias contra secretários

Dois secretários municipais já foram afastados; um deles por suspeita de abuso sexual e outro por violência psicológica

11/03/2026 08h00

Os ex-vereadores Paulo Lands e Sandro Benites, que foram afastados após denúncias públicas

Os ex-vereadores Paulo Lands e Sandro Benites, que foram afastados após denúncias públicas Montagem

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Após dois casos de denúncias envolvendo secretários municipais e que culminaram com o afastamento de ambos, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), anunciou, durante reunião fechada na tarde de ontem com o secretariado, que decidiu adotar tolerância zero para acusações envolvendo integrantes dos primeiros escalações da administração municipal, principalmente envolvendo violência contra as mulheres.

Conforme o Correio do Estado apurou, a chefe do Executivo municipal não gostou nada dos casos envolvendo o titular da Secretário Executivo da Juventude de Campo Grande (Sejuv), Paulo César Lands Filho, e o diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), Sandro Benites, ambos do primeiro escalão da gestão municipal, em um intervalo de apenas 10 dias, pois acabou respingando na imagem da administração pública.

Durante a reunião, que já tinha sido marcada para que os secretários municipais assinassem contratos de gestão para formalizar compromissos, metas e indicadores de desempenho, visando eficiência administrativa e transparência, Adriane Lopes aproveitou para fazer a recomendação à equipe para tomar cuidado com o comportamento.

Ela lembrou do provérbio de que “para a mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”, que significa que figuras públicas e autoridades devem evitar qualquer aparência de má conduta, não apenas cometer atos ilícitos.

A prefeita destacou a importância da reputação e da confiança, sugerindo que as ações devem estar acima de qualquer suspeita.

Portanto, a partir do aviso de ontem, qualquer má conduta deve ser punida com exoneração imediata para que a imagem do Poder Executivo municipal não seja manchada com a má conduta de servidores.

A reportagem apurou que Adriane Lopes aproveitou que março é o mês das mulheres para dar esse ultimato para o secretariado e demais integrantes dos primeiros escalões da prefeitura. 

ENTENDA

Nos últimos 10 dias, Sandro Benites e Paulo Lands, dois ex-vereadores, foram exonerados depois de serem alvo de denúncias feitas contra ambos na Polícia Civil, além do que, no caso de Benites, este foi alvo de medida protetiva e boletim de ocorrência por violência psicológica contra uma mulher no domingo, no Dia Internacional da Mulher.

O caso do médico ganhou repercussão após a denúncia de uma mulher de 43 anos que afirmava ser companheira dele há seis anos e que a relação foi marcada por humilhações, ameaças, repressões e controle emocional. 

No dia seguinte de seu retorno da Europa, Sandro teria ido até a casa da mulher, com quem mantinha um relacionamento há seis anos, e teria proferido ameaças e palavras que a diminuíssem. 

Benites teria a chave da casa da mulher, já que dormiam juntos esporadicamente. Assim, entrou enquanto ela dormia e iniciou a discussão, alegando que ela estaria com “outro namorado”, que era uma “inútil” e “imprestável” por, aproximadamente, duas horas. 

A motivação para o acesso de fúria teria sido a própria viagem de Benites, já que ele teria dito à companheira que a ida para Dubai seria para um encontro de amigos do grupo Legendários, do qual ele faz parte.

Porém, na verdade, a viagem era com os filhos e a atual esposa, com quem o ex-vereador alegava ter um casamento apenas de fachada, para cunho político. A esposa de Benites é diretora de Nutrição da Secretaria Municipal de Assistência Social. 

Com a descoberta, segundo amigos próximos da vítima, ela teria enviado uma mensagem terminando o relacionamento entre eles.

Pouco tempo depois, a mulher foi exonerada de seu cargo na Câmara Municipal de Campo Grande, onde trabalhava como assessora.

A demissão da mulher também fez parte das ofensas proferidas por Benites ao retornar da viagem, que dizia que ela “não conseguiu segurar seu emprego na Câmara” e que ela “perdeu o emprego porque era imprestável”. 

Essa não foi a primeira vez que Benites ameaçou a mulher. Em discussão no fim do ano de 2024, ele teria dito a ela que se não parasse, ele “daria um tiro na sua cabeça”.

OUTRO CASO

Já no caso de Paulo Lands, no dia 3 de março ele foi afastado do cargo após ser denunciado na Polícia Civil por assédio sexual e estupro. 

Conforme a denúncia registrada por um servidor que trabalhava no setor de Infraestrutura e Inovação, a vítima sofria abusos desde julho de 2025, quando o secretário começou a oferecer caronas após o expediente. 

Em um dos trajetos, o chefe teria tocado as partes íntimas da vítima, que não reagiu por medo, já que havia relação de subordinação no trabalho. 

Após uma confraternização no fim do ano, houve consumo de álcool, deixando a vítima em estado de fragilidade.

Segundo o relato, Lands ofereceu carona novamente, mas seguiu em relação à própria casa com a vítima, onde houve ato sexual não consentido. Dias após o ocorrido, o servidor foi demitido. 

Com a repercussão do caso, o secretário-executivo pediu a exoneração do cargo para prestar esclarecimentos.

PEDIDO

Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber assessor do governo Trump na Papudinha

A defesa solicitou autorização excepcional ao ministro para que a visita ocorra no dia 16 de março

10/03/2026 19h00

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses Divulgação/UOL

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta terça, 10, ao ministro Alexandre de Moraes autorização para receber, na Papudinha, a visita de Darren Beattie, recém-empossado como assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil.

"O visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação (quartas-feiras e sábados)", alega a defesa do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A defesa solicitou autorização excepcional ao ministro para que a visita ocorra no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, pela manhã ou no início da tarde, "observadas todas as regras de segurança e controle do estabelecimento prisional".

"Diante do exposto, requer-se a autorização excepcional da visita do Sr. Darren Beattie nos períodos acima indicados, bem como a autorização para que o visitante esteja acompanhado de intérprete, a fim de viabilizar a adequada comunicação durante a visita, considerando que o Peticionário não possui plena fluência na língua inglesa", descreve o pedido dos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser.

No dia 2 de março, ao negar o pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente, Moraes afirmou que Jair Bolsonaro "tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, o que comprova intensa atividade política e reforça os atestados médicos que apontam sua boa condição de saúde física e mental".

Segundo o perfil de Darren no site do Departamento de Estado dos EUA, o assessor é "apaixonado por promover ativamente a liberdade de expressão como ferramenta diplomática e por utilizar as conquistas culturais excepcionais dos Estados Unidos nas artes, música e academia para promover a segurança, a força e a prosperidade do povo americano".

Nomeado no mês passado para o cargo, Darren é responsável por conduzir as políticas e ações de Washington em relação a Brasília. O assessor é um crítico do governo Lula e da atuação do ministro Alexandre de Moraes no processo sobre a trama golpista.

Além da função ligada ao Brasil, ele também é chefe interino do Departamento de Assuntos Educacionais e Culturais, e também é presidente do Instituto de Paz dos EUA, entidade nacional financiada pelo Congresso e encarregada de atuar na resolução de conflitos globais.

Em julho de 2025, Darren afirmou nas redes sociais que Moraes é "o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra Bolsonaro". Á época, o Itamaraty convocou o principal diplomata dos EUA em Brasília para explicar os comentários.

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