Política

CORRIDA ELEITORAL

Bolsonaro anuncia neutralidade na disputa para o governo de MS

Presidenciável diz que Eduardo Riedel e Capitão Contar o apoiam e neutralidade é "em prol do País"

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Diante do segundo turno formado por Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB), em Mato Grosso do Sul, o atual presidente da República e candidato na corrida pelo Planalto, Jair Bolsonaro (PL), afirmou que se manterá neutro quanto a quem irá apoiar no estado. 

Em vídeo gravado ao lado do da senadora eleita, Tereza Cristina, e do deputado federal reeleito Luiz Ovando, ambos do PP, Bolsonaro afirma que não tem preferência por candidato ao governo de MS, mas está em “prol de um projeto para o Brasil”.

No estado, os candidatos que disputam o governo apoiam a reeleição do presidente, inclusive Riedel gravou um vídeo reforçando a sua posição do PSDB ao lado do PL. Já, Contar, sempre foi aliado ideológico de Bolsonaro, defendendo suas pautas e discussões. 

from Correio do Estado on Vimeo.

“Os dois candidatos nos apoiam, e por um dever de lealdade, do bom ensinamento político, ficaremos neutros em Mato Grosso do Sul neste segundo turno. Torceremos para que a população escolha o melhor candidato”, disse o presidente. 

Por outro lado, o fato de Bolsonaro ter falado sobre seu apoio ao lado de Tereza Cristina, que também apoia Riedel, mostra que o presidente ainda se mantém firme ao lado do candidato tucano. 

Eleitores de MS receberam com bons olhos o anúncio de neutralidade de Bolsonaro em relação ao segundo turno no estado. 

Por sua vez, Riedel ainda afirmou que está aberto para ser apoiado por todos que estiverem alinhados com suas pautas e seu projeto para o Estado. 

“Vou governar para todos sem exceção. Eu quero reafirmar meu compromisso com a reeleição do presidente Bolsonaro, por lealdade e convicção.”, concluiu.

Política

Nunes Marques vota para derrubar decisão que prorrogou CPMI do INSS

O ministro do Supremo Tribunal Federal, votou nesta quinta-feira, 26, para derrubar a decisão que prorrogou o funcionamento da CPMI do INSS

26/03/2026 21h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques votou nesta quinta-feira, 26, para derrubar a decisão que prorrogou o funcionamento da CPMI do INSS. Ele entendeu que não estão presentes os requisitos necessários para a concessão do mandado de segurança. O placar está em 4 a 1 contra a liminar proferida pelo ministro André Mendonça na última segunda-feira, 23.

"O texto constitucional se limita à criação de CPIs. Agora estamos diante de um outro instituto, que é a prorrogação. Nós teríamos duas soluções: tentar construir uma solução, como fez o relator, ou permitir que a própria Casa faça seus arranjos institucionais e busque uma solução", ponderou.

"Essa aferição deve ser feita pelo próprio presidente do Senado (Davi Alcolumbre)", disse o ministro, que, apesar da divergência, elogiou Mendonça pela "serenidade bíblica" e pela "boa solução" proposta.
 

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Avançou

Sob relatoria de Soraya, PL que torna misoginía crime vai à Câmara

Em entrevista, senadora disse que sofre ofensas o tempo todo por causa do projeto

26/03/2026 18h15

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Em meio a ataques após aprovação do projeto de lei que torna misoginia crime, a senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke (Podemos), que foi relatora da proposta, articula a tramitação na Câmara dos Deputados. Ela participou, nesta quinta-feira (26), do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

A senadora disse que sofre ofensas o tempo todo por causa do projeto.

"Nós mulheres somos xingadas 24 horas todos os dias, em 7x0, e as nossas famílias têm de conviver com isso. Meus pais, minha família não abrem mais rede social. E usando nossas imagens! Eu sou vítima de vários processos, mas processos que eu sequer deflagrei, que foram deflagrados pela Polícia Federal, que eu fiquei sabendo depois."

Soraya Thronicke afirmou que a população precisa conhecer a posição real e as ações dos parlamentares. Durante a votação do projeto antimisoginia, segundo ela, senadores que trabalharam contra o texto votaram a favor no fim por não terem ficado sem saída.

"Eles tiveram de concordar, mas todos os pleitos deles para as retiradas ou acréscimos de questões que não eram importantes para nós e que abririam espaço para que eles pudessem se defender melhor na justiça, eles votaram a favor. E estão mentindo para a população brasileira. Eles são os mentirosos. A população precisa saber quem é quem, precisa entender que precisa ler mais do que duas linhas de uma reportagem."

Sem citar nome, a senadora criticou um deputado que já se posicionou contra o projeto.

"Tem de ser homem mesmo e diz que vai trabalhar com muito afinco para que esse projeto de lei seja barrado na Câmara. Ele não vai conseguir. Eu já pedi uma agenda com o presidente Hugo Motta."

O projeto foi aprovado no Senado na última terça-feira (24), com 67 votos favoráveis, e deve iniciar a tramitação na Câmara nos próximos dias. Ele inclui a misoginia, o ódio contra mulheres, entre os crimes de preconceito e discriminação. A pena para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão e multa.

*Com informações de Agência Brasil 

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