Política

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Câmara aprova projeto que pune com prisão quem pratica crime virtual

Câmara aprova projeto que pune com prisão quem pratica crime virtual

exame

09/11/2012 - 12h00
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (7) projeto de lei que tipifica no Código Penal delitos cometidos pela internet. O texto prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem invadir computadores alheios ou outro dispositivo de informática, com a finalidade de adulterar, destruir ou obter informações sem autorização do titular. O texto vai à sanção da presidente Dilma Rousseff.

A aprovação da matéria ocorre após roubo de 36 fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, que foram parar na internet. A polícia identificou quatro suspeitos de terem roubado as fotos do computador da atriz. Como ainda não há definição no Código Penal de crimes cibernéticos, os envolvidos serão indiciados por furto, extorsão qualificada, e difamação.

O projeto de lei aprovado torna crime "devassar dispositivo informático alheio, conectado ou não a rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, instalar vulnerabilidades ou obter vantagem ilícita."

A proposta também estabelece pena de até um ano de prisão para "quem produz, oferece, distribui, vende ou difunde programa de computador" com objetivo de causar dano. O objetivo é punir quem cria e dissemina vírus de computador e códigos maliciosos empregados para o roubo de senhas, por exemplo.

Quando a invasão ocorrer para obter mensagens de e-mails, a proposta prevê pena maior - de seis meses a dois anos, além de multa. A proposta não prevê punição penal para o acesso a sistemas fechados para testes de segurança.

Estima-se que, em 2011, as instituições financeiras tiveram prejuízos de cerca de R$ 2 bilhões com delitos cibernéticos.

Agravantes
A pena de até um ano de detenção será aumentada de um sexto a um terço se a invasão resultar em prejuízo econômico à vítima. O texto prevê ainda pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa "se da invasão resultar a obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais e industriais, informações sigilosas assim definidas em lei, ou o controle remoto não autorizado do dispositivo invadido."

Neste caso a pena aumenta de um a dois terços se houver "divulgação, comercialização ou transmissão a terceiro, a qualquer título, dos dados ou informações obtidos, se o fato não constitui crime mais grave."

O texto prevê que a pena será aumentada à metade se o crime for praticado contra presidente da República, governadores, prefeitos, presidente do Supremo Tribunal Federal, presidentes da Câmara, do Senado e de assembleias legislativas.

Pelo projeto, a ação penal nesse tipo de crime só poderá ter início mediante representação do ofendido, salvo se o crime for cometido contra a administração pública, qualquer dos Poderes da República e empresas concessionárias de serviços públicos.

No Senado, Não houve consenso para aprovação do projeto. Os senadores reconheciam a importância de se criar no Código Penal a figura do crime cibernético, mas alguns parlamentares defendiam que a mudança na lei deveria fazer parte do projeto de revisão do Código Penal, em análise na Casa, e não constar de uma proposta específica.

Lei Azeredo
A proposta foi apresentada no ano passado pelos deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Luiza Erundina (PSB-SP), Manuela D'Ávila (PC do B-RS), João Arruda (PMDB-PR), além do suplente Emiliano José (PT-BA) e do atual ministro do Trabalho Brizola Neto (PDT-RJ). A intenção foi substituir projeto apresentado em 1999 que ampliava o leque de crimes cibernéticos e ficou conhecida como Lei Azeredo, por ser relatada pelo deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

FESTA DA DEMOCRACIA

Termina hoje (4) o prazo para partidos registrarem estatutos

Partidos e federações precisam estar regularmente constituídos com pelo menos seis meses de antecedência do 1º turno das eleições, marcadas para o dia 4 de outubro

04/04/2026 15h30

Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Reprodução/Agência Brasil/M.C.Jr

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Neste sábado (4) encerra-se o período disponível para aqueles partidos políticos e federações que desejam participar do pleito registrem seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o TSE, a legislação eleitoral estabelece que “partidos e federações precisam estar regularmente constituídos com pelo menos seis meses de antecedência do 1º turno das eleições”, marcadas para o dia 4 de outubro.

Também acaba neste sábado o prazo para que candidatas e candidatos tenham domicílio eleitoral na circunscrição onde pretendem concorrer e para que estejam com a filiação partidária devidamente aprovada pelo partido.

O Tribunal informa que a “exigência segue a legislação eleitoral, embora as agremiações possam estabelecer prazos mais longos nos respectivos estatutos”.

Desincompatibilização

Outro prazo que termina neste sábado deve ser observado por ocupantes de cargos do Poder Executivo. De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data das eleições.

A exigência da chamada desincompatibilização de cargos, segundo o TSE, serve para impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública, assegurando a paridade entre os candidatos em disputa.

 

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ELEIÇÕES 2026

Marquinhos Trad se filia no PV para concorrer a deputado federal

Trad estava no PDT e saiu no último dia da janela partidária

04/04/2026 11h30

Vereador de Campo Grande, Marquinhos Trad

Vereador de Campo Grande, Marquinhos Trad Gerson Oliveira

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Vereador de Campo Grande, Marquinhos Trad, saiu do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e se filiou no Partido Verde (PV), nesta sexta-feira (3), último dia da janela partidária.

Ele vai concorrer a deputado federal nas eleições de outubro. Se for eleito, vai renunciar ao cargo de vereador na Câmara Municipal de Campo Grande.

Carta de anuência, oficializando a saída de Trad, foi outorgada e assinada pelo vice-presidente do PDT-MS, Enevaldo Iradi Felini. Neste caso, a saída não configura infidelidade partidária.

“Mudo de partido, não de princípios. Minhas convicções em busca da justiça social permanecem intactas”, disse Trad.

Presidente do PV, Marcelo Bluma, reforçou que Trad chega no partido para somar. “Marquinhos, que foi vereador por Campo Grande, deputado estadual por três mandatos, prefeito em dois mandatos e atualmente retornando a Câmara Municipal como vereador mais votado da Capital, é um nome que reforça os quadros do partido. Compromissado com a ideologia e os propósitos sociais, Marquinhos Trad, se alinha com o direcionamento da política nacional do partido, que o recebem com grande e respeito e alegria”, pontuou.

O Partido Verde emitiu nota comunicando a entrada de Marquinhos. “O Partido Verde (PV) anuncia com grande satisfação a filiação do vereador Marquinhos Trad, pré-candidato a deputado federal, após expressa carta de anuência do Diretório Estadual do PDT”, informou o partido.

Marcos Marcello Trad tem 61 anos e nasceu em 28 de agosto de 1964. É advogado. Foi secretário municipal de Assuntos Fundiários de Campo Grande de 1996 até 2000.

Foi vereador de Campo Grande (2004-2006), deputado estadual por três mandatos (2007-2016) e prefeito de Campo Grande por dois mandatos consecutivos (2017-2022).

Ele se candidatou a governador de MS em 2024, mas, foi derrotado nas urnas, ocasião em que Eduardo Riedel (PP) saiu vitorioso.

OUTRAS MUDANÇAS DE PARTIDO

Algumas figuras mudaram de partido de última hora, nos 45 segundos do último tempo da janela partidária:

  • Jaime Verruck: saiu do PP e foi para o Republicanos
  • Geraldo Resende: saiu do PSDB e foi para o União Brasil
  • Soraya Thrnicke: deixou o Podemos e foi para o PSD
  • Euardo Rocha: saiu do MDB e entrou no PSDB
  • Viviane Luiza: deixou o PP e foi para o PSDB

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