Política

IMUNIZAÇÃO

Câmara autoriza prefeitura a realizar compra emergencial de vacinas contra a Covid-19

Aquisição poderá ser feita enquanto plano nacional de imunização não for implementado

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Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, por 24 votos favoráveis e nenhum contrário, projeto de lei que autoriza a prefeitura a comprar vacinas contra a Covid-19 aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Discussão e votação foi realizada em sessão extraordinária nesta quarta-feira (13), a primeira com os novos vereadores.

O projeto é autorizativo e pode não ter efeitos práticos, tendo em vista que o Ministério da Saúde fechou contrato com o Instituto Butantan para aquisição de todas as doses produzidas.

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Conforme a proposta, de autoria do Executivo Municipal, o Município poderá adquirir qualquer imunizante com eficácia comprovada, aprovado pela Anvisa, que não seja fornecido pelo Programa Nacional de Imunizações.

Prefeitura de Campo Grande já enviou ofício ao Instituto Butantan com o pedido de 347.817 doses da vacina Coronavac. Documento enviado estima a compra de 121.736 doses da vacina ainda em janeiro, mais 104.345 doses em fevereiro e 121.736 em março deste ano.

No texto enviado à Câmara, prefeito Marcos Trad (PSD) afirmou que a proposição “se justifica em razão da politização federal que se criou entorno da vacina”.

Compra emergencial tem objetivo de viabilizar o recebimento de doses da vacina para a garantir a cobertura total de vacinação a toda a população campo-grandense, até o que plano nacional de imunização seja implementado e tenha o fluxo necessário.

O projeto é em conformidade com a Medida Provisória 1026/21, que busca facilitar a compra de vacinas, insumos e artigos necessários durante a pandemia do coronavírus.

Proposta também autoriza a prefeitura a instituir ou participar de consórcios com estados ou municípios para compartilhamento de recursos e tecnologias, realização de pesquisas ou desenvolvimento da capacidade de produção local de vacinas.

Vereador Otávio Trad (PSD) afirmou que a proposta permite que o Município não fique a mercê do governo federal a espera das vacinas.

"Estamos aprovando um projeto com segurança, porque ele prevê que a compra da vacina deve ser condicionada a sua aprovação pela Anvisa, não diz qual especificamente deve ser comprada, mas estamos dando oportunidade para que Campo Grande tenha outra vertente para que tenha a vacina que não seja apenas o governo federal", disse.

Vereador Jamal Salém, que é médico, explicou que o projeto é autorizativo, ou seja, não determina a compra, mas permite que a prefeitura a faça caso não haja envio de doses pela União.

"A gente não sabe o que vai acontecer daqui uns dias a nível federal, se vai mandar a vacina, se não vai. [...] Quantas e quantas pessoas estão morrendo todo dia e, sem dúvida nenhuma, a vacina é a melhor solução, não importa a indústria que vá fazer. Nós estamos acompanhando que existe muita briga política e quem está sofrendo é a população", afirmou.

Marcos Tabosa (PDT) afirmou que a Câmara fará a fiscalização de cada vacina que for comprada, se preciso for. 

"Esperamos que o governo federal mande a quantidade de vacina suficiente para que nós possamos imunizar o maior número de campo-grandenses possível", declarou.

O vereador Valdir Gomes sugeriu a criação de uma comissão para acompanhar a compra dos imunizantes. "Não podemos mais perder entes queridos por falta de vacina", ressaltou.

A sugestão para a criação da comissão de acompanhamento foi defendida também pelos vereadores Coronel Alírio Vilasanti (PSL) e Dr. Sandro Benites (Patriota), em suas declarações de voto.

Presidente da Câmara, vereador Carlão afirmou que a comissão será ampliada para participar do acompanhamento de questões relativas à Covid-19, e que pedirá que dois vereadores sejam representantes da Casa em reuniões realizadas pela prefeitura também sobre a pandemia.

Para garantir o objetivo da lei, estão previstos o remanejamento de recursos da Lei Orçamentária Anual (LOA), créditos suplementares anuais, adicionais ou extraordinários, desde que seja mantida a finalidade para aplicação do recurso.

Uso emergencial

A Anvisa informou que está prevista para o próximo domingo (17) a reunião de sua Diretoria Colegiada que decidirá sobre pedidos de autorização para uso emergencial, temporário e experimental das vacinas do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) contra a Covid-19.  

A data é o penúltimo dia do prazo estabelecido pela própria agência como meta para análise dos pedidos.

Os pedidos, tanto da Fiocruz quanto do Butantã, foram realizados na última sexta-feira (8). No caso da vacina de Oxford, o pedido vale para 2 milhões de doses, que devem ser importadas do laboratório Serum, sediado na Índia.

Já no caso da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, o pedido vale para 6 milhões de doses que o Butantan recebeu prontas, vindas da China. O prazo para análise é o mesmo: dez dias.

eleições

Flávio diz não pretender atacar pisos da saúde e educação, vinculação do mínimo e Previdência

O senador também disse ser favorável à manutenção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil

19/06/2026 20h00

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano Divulgação

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em entrevista ao SBT News nesta sexta-feira, 19, que não pretende dar fim aos pisos constitucionais da saúde e da educação, nem acabar com a vinculação do salário mínimo à inflação ou realizar uma reforma da Previdência.

"Não, não pretendo", respondeu o pré-candidato à presidência, após ter sido questionado se pretende "atacar algum desses temas".

Flávio acrescentou: "A gente tem que fazer economia tampando os ralos de dinheiro público que estão escoando de corrupção por parte desse governo. Quem precisa de proteção do Estado, no meu governo, vai continuar protegido, porque são pessoas que precisam de ter o mínimo de garantia".

Na ocasião, o senador também disse ser favorável à manutenção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Por outro lado, Flávio defendeu um "tesouraço" em ministérios, em custos da burocracia e em impostos. "O tesouraço não vai apenas na redução do número de ministérios. Vai ser em burocracia. Já tem mais de mil normas regulamentadoras que só atrapalham a vida do empreendedor e que vão ser revogadas de cara", disse.

O senador prosseguiu: "A gente tem a possibilidade de cortar diversos tipos de impostos que foram criados por Lula ou aumentados por Lula".

Na sequência, ele mencionou o imposto de 25% de importação de produtos para a produção de datacenters. "Há uma corrida mundial nessa área, e o Brasil está sendo hostil. O ambiente de negócios no Brasil está repulsivo, não está atrativo para receber esses investimentos bilionários", disse.

Flávio também disse que "não tem outro caminho a não fazer ajuste fiscal" para baixar os juros. O senador defendeu também a promoção de privatizações e a instituição do regime de concessões, e não de partilha, na exploração do pré-sal na Margem Equatorial.

O pré-candidato à presidência criticou ainda o patamar de endividamento no Brasil que, segundo ele, não se via quando a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment.

TJMS

Efeito Ultima Ratio pode abrir nova vaga de desembargador via quinto constitucional

Em um intervalo de nove anos, Ana Carolina Ali Garcia é a 5ª advogada nomeada como desembargadora do Tribunal de Justiça

19/06/2026 08h00

O desembargador Alexandre Aguiar Bastos está afastado do cargo desde outubro de 2024

O desembargador Alexandre Aguiar Bastos está afastado do cargo desde outubro de 2024 Arquivo

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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS) pode ter em 23 anos pelo menos seis nomeações para a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) dentro do quinto constitucional.

Com a nomeação de ontem da ex-procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia, pelo governador Eduardo Riedel (PP), um dia depois dele ter recebido a lista tríplice elaborada pelo TJMS, a OAB-MS já contabiliza, em um intervalo de nove anos, cinco nomeações.

O primeiro foi o desembargador Sérgio Fernandes Martins, nomeado em novembro de 2007 após a aposentadoria de Carlos Stephanini, enquanto o segundo foi o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, nomeado em julho de 2008 após a criação de novos cargos na Corte.

Depois, em dezembro de 2016, foi a vez da nomeação do desembargador Alexandre Aguiar Bastos, que assumiu a vaga depois da aposentadoria de João Batista da Costa Marques, enquanto seis anos mais tarde, em novembro de 2022, o desembargador Ary Raghiant Neto foi nomeado com a aposentadoria de Claudionor Miguel Abss Duarte.

No entanto, em março deste ano, Ary Raghiant renunciou ao cargo para voltar a exercer a advocacia e, em seu lugar, foi nomeada ontem a desembargadora Ana Carolina Ali Garcia. Agora, a próxima vaga destinada à advocacia é para o lugar do desembargador Luiz Tadeu Barbosa da Silva, que deve completar 75 anos em 2030 e será obrigado a se aposentar.

Entretanto, há a possibilidade de a Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal contra o esquema de corrupção por meio de venda de sentenças judiciais na Corte, antecipar essa data. Isso porque o desembargador Alexandre Bastos, que está afastado do cargo desde outubro 2024 por ser alvo da operação, pode punido com a suspensão em definitivo.

Pesa contra ele um processo administrativo disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em que é acusado das ilegalidades apontadas pela Polícia Federal (e pela corregedoria do CNJ) no bojo da operação.

O Correio do Estado apurou que a expectativa é de que o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, encerre o processo contra Bastos até o fim deste ano. Se isso ocorrer, o TJMS abriria mais uma vaga de desembargador, cabendo à OAB-MS indicar uma nova lista tríplice para a Corte eleger três e encaminhar ao governador para fazer a escolha.

O desembargador Sérgio Martins, que deve completar 75 anos só daqui a 10 anos, também chegou a ser alvo da Ultima Ratio, mas foi o único que conseguiu voltar ao trabalho, depois que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a reintegração por falta de provas consistentes.

FORÇA POLÍTICA

Na prática, a nomeação da ex-procuradora-geral do Estado como a mais nova desembargadora do TJMS em um período de apenas três meses é uma demonstração de força política do governador Eduardo Riedel.

Desde o pedido de afastamento de Ary Raghiant da Corte, em março deste ano, nos bastidores já era dada como certa a escolha de Ana Carolina Ali Garcia para ocupar a vaga e isso se confirmou ontem.

O Correio do Estado apurou que a nomeação dela seria publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado ainda na noite de quarta-feira, mas, aconselharam Riedel a deixar para ontem a publicação.

A pressa de o governador em fazer a escolha, já que o prazo legal era de 20 dias, foi para evitar que os outros dois eleitos na lista tríplice do TJMS – os advogados Silmara Salamaia Gonçalves e Ewerton Araújo de Brito – fizessem lobby.

Desde o início da disputa pela vaga de desembargador, Riedel, que é candidato à reeleição, avisou que tinha a intenção de acelerar o processo para não atrapalhar a campanha eleitoral que começa oficialmente no segundo semestre.

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