Política

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Câmara cria nova comissão contra Artuzi e processa vice

Câmara cria nova comissão contra Artuzi e processa vice

Fábio Dorta, de Dourados

20/10/2010 - 01h30
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A Câmara Municipal de Dourados aceitou na sessão ordinária de ontem o pedido de instalação de comissões processantes contra o prefeito Ari Artuzi (sem partido) e o vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR), feito anteontem pelo Comitê Regional de Defesa Popular, com base nas investigações da Operação Uragano da Polícia Federal. Artuzi e Cantor estão afastados dos cargos e poderão ter o mandato cassado.
A Comissão Processante (CP) contra Cantor será presidida pelo vereador Wálter Hora (PPS). O relator será o democrata Alan Guedes e o terceiro integrante, Pedro Pepa (DEM). Já o presidente da CP contra Artuzi será Laudir Munaretto (PMDB), Alan Guedes será relator e Cido Medeiros (DEM), integrante.
O Comitê denunciou Artuzi e Cartor por falta de decoro e corrupção. As primeiras reuniões das comissões processantes irão acontecer ainda esta semana. A Câmara vai solicitar à Polícia Federal e ao Ministério Público Estadual (MPE) informações sobre as investigações contra o prefeito e o vice, para embasar os trabalhos.

Duas investigações
O prefeito Ari Artuzi tem agora contra si duas comissões processantes no legislativo. A primeira, instalada no mês passado, foi baseada na CPI da Saúde da própria Câmara, que apontou indícios de diversas irregularidades nas movimentações financeiras e em contratos efetuados pela Secretaria Municipal de Saúde.
O prefeito deveria ter apresentado defesa segunda-feira, mas o advogado Carlos Marques disse que não foram enviados todos os documentos que constam da acusação. Ontem, o presidente da CP, Elias Ishy (PT), e a assessoria jurídica do legislativo decidiram que irão atender ao pedido de Marques e, assim que a documentação for entregue, prorrogar o prazo para a defesa.

ELEIÇÕES 2026

Abertura oficial da campanha do PT em MS têm militância presente em peso

Ato político da coligação "Por um MS do Povo" contou com adesivaço e falas do candidato a governador Fábio Trad e Dona Gilda

16/08/2026 16h31

Trad estabelece um contraponto ao que classifica como

Trad estabelece um contraponto ao que classifica como "valores materiais e de opressão", saindo em defesa da transformação dos valores da gestão pública estadual. Reprodução/Divulgação

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Durante a manhã deste domingo (16) houve abertura oficial da campanha eleitoral da coligação "Por um MS do Povo", com direito a adesivaço e falas do candidato Fábio Trad e de sua vice, "Dona" Gilda Maria dos Santos, diante de uma presença em peso da militância e dos apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no Estado. 

Além disso, estiveram presentes no evento, realizado no número 749 da Via Park, alguns representantes regionais da sigla, como a candidata a deputada estadual Luiza Ribeiro, e os concorrentes à cadeira no Senado, no caso de Vander Loubet e Soraya Thronicke, que neste caso busca reeleição. 

Este ato marca agora a largada oficial da campanha, que segundo o candidato ao cargo de chefe do Executivo em MS foca no "resgate de valores e na disposição para corrigir os rumos do Estado, trabalhando para melhorar a vida de todas as famílias". 

Após o ato ecumênico houve adesivaço na Via Parque e, durante seu discurso, Fábio Trad apresentou balanço das agendas indicando a realização de mais de 300 reuniões espalhadas entre o interior do Estado e a Capital do Mato Grosso do Sul. 

"Começamos com muita garra e entusiasmo, mas sabendo das dificuldades que enfrentaríamos. Depois de 67 cidades e mais de 300 reuniões, chegamos a vocês neste dia com a chama da ideia nos unindo novamente", disse ele, aclamado pelos aplausos da militância do PT. 

Vale lembrar que a coligação chamada "Por um MS do Povo" reúne os partidos: Democrático Trabalhista (PDT), Socialista Brasileiro (PSB) e a Federação Brasil da Esperança, que engloba a sigla dos Trabalhadores; Verde e o Comunista do Brasil (PT-PV e PCdoB).

Corrida pelo governo de MS

Fábio Trad aparece ao lado de "Dona" Gilda Maria dos Santos como candidatos para comandarem a gestão do MS, entre os anos de 2027 e 2030, e relembrou em sua fala das batalhas recentes do campo progressista, tecendo críticas da postura de gestões passadas, citando episódios de hostilidade contra as pautas progressistas no país.

"Sei o que vocês passaram lá atrás, num processo hediondo e odioso de criminalização da imagem da esquerda. Coube a mim o destino de protagonizar essa nova  jornada, e farei tudo ao meu alcance para não decepcioná-los e não desonrá-los", disse.

Com diretrizes de longo prazo, o plano de governo do PT para MS estabelece um foco no crescimento econômico sustentável, que pretende passar pelo fortalecimento do serviço público enquanto ainda, devidamente, tenta lidar com a transição ecológica. 

Resumidamente, os 13 eixos do programa de governo do candidato do PT em MS estabelecem: 

  • Gestão pública moderna com transparência e participação social
  • Desenvolvimento econômico sustentável
  • Nova política estadual de incentivos fiscais
  • Saúde pública eficiente e acessível
  • Segurança pública cidadã e tecnológica
  • Trabalho digno e geração de renda
  • Educação para o futuro
  • Infraestrutura planejada e indutora de desenvolvimento
  • Cultura, esporte e lazer valorizados e com amplo acesso popular
  • Estado cuidador e inovador na assistência social e nos direitos humanos
  • Desenvolvimento agrário com agricultura familiar forte e repleta de oportunidades
  • Meio ambiente com Pantanal, Serra da Bodoquena e mudanças climáticas no foco
  • Turismo sustentável e agregador de valor

Trad estabelece um contraponto ao que classifica como "valores materiais e de opressão", saindo em defesa da transformação dos valores da gestão pública estadual.

"Queremos mudar com humanidade no coração e fazer um governo inclusivo. Um governo que eleve o patamar civilizatório deste estado, hoje de certa forma apegado a valores materiais, do dinheiro, do constrangimento, da opressão e da invisibilização — valores contra os quais sempre lutamos", citou. 

Além dele, sua candidata a vice-governadora, Dona Gilda, que estava inclusive na fundação do Partido dos Trabalhadores, usou do espaço para reforçar não somente o voto na chapa do PT em MS, mas também na votação que pode reeleger Lula ao quarto mandato. 

"Eu queria pedir para cada companheira, para cada companheiro, que mande energia, para que aquele que nos representa no projeto de democracia e soberania tenha toda a energia de Mato Grosso do Sul para ele nos representar neste momento, pra gente celebrar a vitória do povo, da classe trabalhadora, no primeiro turno”, completou. 
 

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ELEIÇÕES 2026

Lula lança campanha de chapéu e com vídeo para Lula de 1979

Presidente Lula deu início à sua campanha eleitoral no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP)

16/08/2026 13h00

Presidente Lula deu início à sua campanha eleitoral em São Bernardo do Campo (SP)

Presidente Lula deu início à sua campanha eleitoral em São Bernardo do Campo (SP) Foto: Ricardo Stuckert

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou seu primeiro discurso em comício como candidato oficial à reeleição dizendo que estava de chapéu porque fez radioterapia para cuidar de um câncer de pele e, por isso, não poderia tomar sol na cabeça. "Mas quero dizer para vocês que vou tirar o chapéu para todos vocês", disse.

Lula agradeceu à sua mãe, dona Lindú, dizendo que ela é responsável por tudo que ele é na vida. E, referendou o discurso que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, sobre a importância e participação das mulheres na sociedade. Nesse contexto frisou a necessidade de lutar contra a violência feminina.

"Mulheres desse país, não baixem a cabeça nunca, porque os homens têm que aprender a respeitar vocês. Deus fez a gente igual. Não é possível que não termine com essa violência", disse.

Antes do discurso, foi apresentado um vídeo em que Lula leu uma carta para ele mesmo, mas 1979, quando participava do movimento sindical. "Após 47 anos e ganhar três eleições para a presidência da República, nem imaginava que poderia reconstruir o Brasil". No entanto, disse que ainda não está satisfeito porque o "Brasil está pronto para muito mais".

Alckmin

O vice-presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSB) afirmou neste domingo, 16, que a política industrial do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permitiu a retomada da produção de veículos em fábricas fechadas durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Alckmin também exerceu o cargo de Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

"No governo passado, só para citar a indústria automobilística, fecharam a Mercedes-Benz em Iracemápolis, a Ford na Bahia e a Troller no Ceará. Com o presidente Lula, onde estava a Mercedes, hoje está a GWM produzindo veículos; onde estava a Ford, hoje está a BYD", declarou.

Alckmin disse ainda que houve crescimento das exportações. O vice-presidente também mencionou os acordos comerciais firmados pelo Mercosul com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), além do tratado com a União Europeia.

Em tom eleitoral, Alckmin disse que a reeleição de Lula fortalecerá a democracia e permitirá ampliar as conquistas do governo. Segundo ele, o atual mandato registrou crescimento do emprego, da renda, do Produto Interno Bruto (PIB) e dos investimentos em educação, saúde e proteção ambiental.

As declarações foram dadas durante o lançamento da campanha petista no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. Alckmin recorreu a metáforas futebolísticas para lembrar as greves dos metalúrgicos lideradas por Lula no fim da década de 1970. "Aqui, quem faz o gol é a democracia", afirmou.

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