Política

Campo Grande

Câmara decreta luto de três dias por morte de ex-vereador Elias Dib

Elias Dib faleceu na madrugada desta segunda-feira enquanto dormia

Continue lendo...

A Câmara Municipal de Campo Grande decretou luto de três dias pela morte do ex-vereador Elias Gazal Dib, morte ocorrida na madrugada desta segunda-feira (19).

Formado em Psicologia, Elias Dib tinha 78 anos e exerceu quatro mandatos consecutivos entre 1989 a 2004, todos filiado ao MDB. Ex-presidente da Santa Casa de Campo Grande, faleceu enquanto dormia nesta madrugada, em Campo Grande. 

O velório acontece até às 15h na Capela Monte Fuji, na Rua 13 de Maio, 4217. Já o sepultamento acontece às 15h30, no Cemitério Santo Antônio.  

"Neste momento de dor, a Câmara Municipal, em nome de seu presidente vereador Epaminondas Neto, o Papy, e demais vereadores, se solidariza com familiares, amigos e demais entes queridos, desejando força e conforto para superar esta difícil perda. Pelo falecimento e em sinal de pesar, fica declarado Luto Oficial por três dias, conservando-se a bandeira hasteada a meio-mastro" trouxe a Câmara em nota.

Ao longo da carreira política, participou da vida pública da Capital e consolidou sua atuação dentro da legenda. Nas eleições municipais de 1996, foi eleito vereador com 4.334 votos. Quatro anos depois, conquistou a reeleição com 3.734 votos.

Elias também disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul em 1994, quando recebeu 3.985 votos e ficou na suplência.

Nota de pesar

Em manifestação publicada nas redes sociais, o presidente estadual do MDB, Waldemir Moka, lamentou a morte do ex-parlamentar e destacou os serviços prestados à população campo-grandense.

Na nota, o dirigente ressaltou a contribuição de Elias para a história política do município e seu compromisso com a comunidade durante os quatro mandatos exercidos na Câmara Municipal.

O partido também manifestou solidariedade aos familiares e amigos do ex-vereador, desejando força e conforto neste momento de luto. 

*Colaborou Alicia Miyashiro

AUSÊNCIA NAS URNAS

Abstenção de 483 mil em MS cresceu nos redutos de Lula

Levantamento revela que quase um em cada quatro eleitores faltou ao primeiro turno das eleições; os jovens formaram o maior grupo de ausentes

19/10/2026 07h55

No dia 4, durante o primeiro turno, a chuva fez com que muitos eleitores não fossem até os locais de votação no Estado

No dia 4, durante o primeiro turno, a chuva fez com que muitos eleitores não fossem até os locais de votação no Estado Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

Continue Lendo...

A uma semana do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o dia 25, os 483 mil eleitores de MS que não compareceram às urnas no primeiro turno representam um contingente importante para as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Levantamento do Correio do Estado, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que a abstenção cresceu principalmente em municípios onde o petista obteve suas maiores votações e entre os eleitores mais jovens. Ao todo, 483.210 sul-mato-grossenses deixaram de votar, o equivalente a 23,87% do eleitorado considerado na totalização. 

O índice é superior aos 22,08% registrados em 2022 e ultrapassa a média nacional de 21,08%. O Estado apresentou a maior taxa de abstenção do País no primeiro turno deste ano. Enquanto no Centro-Oeste a ausência nas urnas aumentou 0,37 ponto porcentual em relação à eleição presidencial anterior, Mato Grosso do Sul registrou crescimento de aproximadamente 1,8 ponto porcentual, quase cinco vezes mais.

O número de eleitores que não votaram supera a diferença registrada entre os dois candidatos, pois Flávio recebeu 873.351 votos, equivalentes a 58,60% dos votos válidos, enquanto Lula conquistou 516.855, ou 34,68%.

A vantagem do candidato do PL foi de 356.496 votos, 126.714 votos a menos que o contingente de eleitores ausentes, entretanto, a distribuição geográfica das abstenções apresenta uma particularidade.

O levantamento revela também que a abstenção aumentou em 60 dos 79 municípios sul-mato-grossenses, que concentram aproximadamente 79% do eleitorado estadual. O crescimento foi mais acentuado em cidades onde Lula venceu a eleição e em regiões com maior presença de indígenas.

Nas seis cidades em que o presidente terminou o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro – Japorã, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Paranhos e Vicentina –, a abstenção passou de 23,9%, em 2022, para 27,5%, neste ano. A elevação de 3,6 pontos porcentuais representa o dobro do aumento médio registrado em MS.

O comportamento também aparece na análise dos locais de votação. Entre os 20% dos locais com menor abstenção, a média de ausências foi de 16,9% e Lula recebeu 30% dos votos válidos. Já entre os 20% com maior abstenção, o porcentual de faltosos chegou a 31,7%, enquanto o petista conquistou 42% dos votos.

Os números não permitem afirmar que os eleitores ausentes votariam em Lula, uma vez que o voto é secreto, entretanto, demonstram que a ausência nas urnas foi proporcionalmente mais elevada em áreas onde o presidente teve melhor desempenho.

Além disso, os eleitores de 18 a 29 anos formaram o maior grupo de ausentes no primeiro turno, com 123.195 faltosos, número equivalente a 29,4% dessa faixa etária, contra 25,9% em 2022. Os jovens representaram aproximadamente um quarto de todas as abstenções.

CAPITAL AUSENTE

Campo Grande concentrou 128.942 eleitores ausentes, o equivalente a 20,1% do eleitorado, acima dos 17,6% registrados em 2022. A Capital respondeu por 27% das abstenções estaduais. Somadas, as cinco maiores cidades – Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá – concentraram 45% dos faltosos.

Em Campo Grande, a abstenção chegou a aproximadamente 23% em locais de votação em bairros com menor escolaridade, contra 13,5% nas regiões mais escolarizadas. Flávio venceu na Capital com 58,68% dos votos válidos, ante 32,38% de Lula.

* Saiba 

O cientista político Tércio Albuquerque avalia que o crescimento da abstenção eleitoral pode ser decisivo no segundo turno, pois a ausência nas urnas atinge principalmente eleitores de menor renda e escolaridade, parcela que também integra a base de apoio do presidente Lula. “O contingente que se manteve já definido, votando em um ou outro candidato, não vai mudar muito. O que vai fazer a diferença é aquele candidato que conseguir trazer da abstenção à presença em urna”, afirmou.

ban

Decepcionante, triste, vergonhoso: como eleitores analisaram debate

A pesquisa reuniu 12 eleitores: quatro indecisos, quatro que declaravam voto em Flávio Bolsonaro e quatro que pretendiam votar em Lula

19/10/2026 07h31

Debate na noite deste domingo começou com atraso e se estendeu por quase duas horas na TV Bandeirantes

Debate na noite deste domingo começou com atraso e se estendeu por quase duas horas na TV Bandeirantes

Continue Lendo...

"Decepcionante", "triste", "vergonhoso", "infeliz", "irresponsável", "uma piada". Foi assim que participantes de um grupo de pesquisa qualitativa descreveram o primeiro confronto entre os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), promovido no domingo, 18, pelo Grupo Bandeirantes, Estadão, TV Gazeta, TV Cultura e Jovem Pan. Para esses eleitores, faltou qualidade e sobrou baixo nível nas discussões entre os dois nomes que querem governar o País pelos próximos quatro anos.

Conduzida pelo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, a pesquisa reuniu 12 eleitores: quatro indecisos, quatro que declaravam voto em Flávio Bolsonaro e quatro que pretendiam votar em Lula.

Em uma casa na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, eles acompanharam o debate e comentaram em tempo real o primeiro encontro entre os dois candidatos. Durante a transmissão, os participantes usaram cartões coloridos para sinalizar suas reações: verde para aprovação, amarelo para neutralidade e vermelho para reprovação.

A dinâmica ocorreu em uma "sala de espelho", que permitia à reportagem observar os participantes do outro lado de um vidro, sem ser vista por eles.

A pesquisa qualitativa, amplamente usada pelas campanhas, tem caráter analítico, sem rigor estatístico, e não se iguala a uma pesquisa de intenção de voto.

As críticas ao debate atravessaram os três grupos de eleitores, sem exceção. Ao final da programação, a avaliação geral foi de que faltou discussão mais qualificada sobre o País.

"O primeiro bloco, sobretudo, teve uma carga emocional muito pesada, o que prejudicou as avaliações ao longo do debate. O tom do confronto baixou as expectativas em relação aos candidatos e deixou os eleitores desanimados quanto às perspectivas para o futuro. Lula pareceu repetitivo e um tanto demagogo, enquanto Flávio soou vazio e agressivo demais", avalia Dorgan, que realizou a pesquisa a pedido do Estadão.

Um dos eleitores indecisos, que cogita anular o voto no próximo domingo, 25, resumiu o sentimento da sala: "Eu não gostei do debate. Poderiam discutir pautas relevantes, mas não quiseram. Quem quer ser presidente precisa trazer muito mais propostas para convencer a gente de votar, mas parece que eles não estão a fim disso."

Apesar das críticas, Lula conseguiu virar o voto de uma eleitora que estava indecisa. Ao justificar a escolha, ela criticou a falta de propostas de Flávio e afirmou que o candidato do PL não demonstra ser uma pessoa "madura" nem ter "capacidade" de governar. Sobre Lula, disse que ele fez "algumas coisas" e citou o fim da escala 6x1 e o reajuste do Bolsa Família, ambas medidas aprovadas a poucos dias do segundo turno.

Para os outros três indecisos, o debate não foi conclusivo. Todos ainda consideram anular o voto no próximo domingo, mas, caso optem por um dos candidatos, dois dizem que a tendência seria votar em Flávio, enquanto o terceiro pode acabar optando por Lula. Os que tendem a Flávio dizem que Lula é "mais do mesmo" e o bolsonarista, uma possibilidade de mudança - embora declarem que o candidato do PL não transmite "confiança" e demonstra "despreparo".

No grupo de participantes que já tinham um candidato definido, os quatro eleitores de Lula mantiveram a intenção de voto no petista, enquanto, entre os apoiadores de Flávio, um terminou o debate indeciso.

Flávio é criticado por falta de respostas; Lula, por elogios ao próprio governo

O primeiro bloco - marcado por bate-boca entre os postulantes - foi de longe o que mais desagradou os participantes da pesquisa qualitativa. Parte do grupo recorreu a palavrões para expressar a indignação com o nível do debate presidencial.

Os piores momentos de Flávio no debate ocorreram justamente nesse início, quando o senador deixou de responder a uma série de questionamentos feitos pelo presidente. Entre eles, por que defendeu um policial militar acusado de matar uma criança no Rio de Janeiro e por que votou contra a ampliação da licença-maternidade para servidoras públicas do Estado.

"Tem que explicar", cobrou um eleitor que chegou à dinâmica declarando voto em Flávio e, ao final, apontou justamente a falta de respostas como um dos motivos para ter ficado indeciso. Uma indecisa também reclamou que o candidato "não responde nada"

Já as críticas a Lula se deram principalmente nos momentos em que o presidente elogiou o próprio governo ou fez promessas de um futuro melhor. Parte do grupo questionou o diagnóstico otimista do presidente e lembrou que o PT governa o País há quase duas décadas.

"Ele está no governo hoje e fala como se estivesse tudo muito bom, mas não está. Ele tem que assumir isso e dizer o que vai melhorar", afirmou um eleitor indeciso, que terminou o debate dividido entre anular o voto e optar por Flávio. "Ele fala dos problemas do País, mas o PT está governando há 20 anos. Se não fez até agora, não vai fazer com mais um mandato", disse uma eleitora que se manteve fiel ao senador do início ao fim do debate.

Os pontos altos da participação de Flávio foram os momentos em que falou sobre o aumento do custo de vida e explicou suas propostas para a segurança pública. Iniciativas como o fim das saidinhas temporárias de presos e a castração química de abusadores foram bem recebidas tanto por eleitores indecisos quanto por aqueles que já declaravam voto no senador. Lula, por sua vez, se destacou ao falar de políticas sociais.

"Lula foi bem na abordagem de políticas sociais, ele fala com convicção sobre o assunto. Mas foi mal na questão das saidinhas, pois pareceu defendê-las. Flávio agradou com um discurso incisivo sobre segurança, mas sua proposta para a saúde pareceu falsa quando disse que teremos um SUS no nível do Hospital Albert Einstein", diz Dorgan.

Os números mostram que, proporcionalmente, Lula teve mais avaliações positivas e menos negativas do que Flávio. Entre os cartões recebidos pelo petista, 44,79% foram verdes, ante 39,06% dos recebidos pelo senador. Já os vermelhos representaram 35,42% das avaliações de Lula e 46,88% das de Flávio. Os cartões amarelos, que indicavam neutralidade, corresponderam a 19,79% das avaliações do petista e 14,06% das do senador.

Enquanto a maior parte dos indecisos terminou o debate sem convicção sobre em quem votar, sinalizando que a disputa para o próximo domingo segue indefinida, Lula e Flávio enfrentaram críticas entre os seus próprios apoiadores.

Ao avaliar a participação do senador, apoiadores de Flávio afirmaram que seu plano para a economia "não está bem explicado" e que, embora tenha falado bem sobre segurança pública, foi "vago" em outras áreas. Eleitores de Lula, por sua vez, criticaram o presidente por se rebaixar a "briguinhas" com o adversário e dedicar pouco espaço à apresentação de propostas.

Embora Lula e Flávio tenham abordado a corrupção, trocando acusações sobre casos como o Banco Master e as fraudes no INSS, o tema não mobilizou os participantes do grupo.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).