Política

CAMPO GRANDE

Câmara Municipal aprova Lei de Diretrizes Orçamentárias com 61 emendas

Projeto do Executivo Municipal segue para segunda votação na quinta-feira

Continue lendo...

Após dois meses de preparação, a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou em unanimidade dos votos em primeira discussão e votação, o Projeto de Lei 9740/20, que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Campo Grande para o exercício financeiro que prevê orçamento de R$ 4.333.259.490,79 para 2021.  

A proposta de autoria da prefeitura, recebeu 61 emendas dos vereadores, todas elas aprovadas. Agora, o projeto será votado em segunda discussão e votação na quinta-feira (2). Depois, segue para sanção ou veto do prefeito Marcos Trad (PSD).  

A previsão de orçamento para o próximo ano é de crescimento de 0,70% quando comparado a receita total para 2020 de R$ 4,303 bilhões. Considerando os valores a preços constantes, há uma queda de 4,33% para o próximo ano, em relação às estimativas de 2020.  

Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal e relator da proposta, o vereador Eduardo Romero (REDE), fez a leitura do relatório que contém 61 emendas durante a sessão ordinária nesta terça-feira e detalhou os pareceres técnicos e jurídicos incorporados ao texto.

EMENDAS

Segundo o relator, as emendas para o ano que vem são relacionadas à infraestrutura urbana e rural ou meio ambiente que lideraram com total de 14 sugestões apresentadas, equivalente a 22,95%. Na sequência, constam os temas sociocultural e político institucional, com 12 emendas, a saúde recebeu 10 emendas, outras oito são destinadas à educação, informação e mais 5 direcionadas ao desenvolvimento econômico.

No ano passado, os vereadores apresentaram 268 emendas à LDO, e dessas 152 foram integradas ao relatório, já que as demais eram repetidas ou não eram adequadas ao documento.  

O QUE É LDO?

A Lei de Diretrizes é usada para estabelecer metas da administração pública e como base para elaborar o orçamento, que é definido por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA).  

O montante consolidado do orçamento será encaminhado em outro projeto de lei do Executivo, baseado nessas diretrizes definidas, o qual deve chegar à Casa de Leis até 30 de setembro, mesmo prazo para envio de revisão do Plano Plurianual (PPA) caso haja necessidade.

 

*Com informações da Câmara Municipal

 

Eleições 2026

Riedel e adversários podem gastar até R$ 9,3 milhões na corrida pelo Governo

Até o momento, sistema de candidaturas possui registro de apenas três postulantes à governadoria

09/08/2026 15h30

Eduardo Riedel

Eduardo Riedel Marcelo Victor / Correio do Estado

Continue Lendo...

Candidato à reeleição, o governador Eduardo Riedel (PP) e os demais postulantes ao Governo do Estado poderão movimentar até R$ 9,3 milhões de reais durante a campanha eleitoral de 2026.

Riedel registrou candidatura com limite de gastos de R$ 6.226.082,16 no primeiro turno e, caso avance para a segunda etapa, poderá gastar mais R$ 3.113.041,08, métrica que se aplica aos demais candidatos.

O registro de candidatura do atual governador foi o segundo a ser formalizado e consta no sistema da Justiça Eleitoral como “aguardando julgamento”. Antes dele, Lucien Rezende (PSOL) havia registrado a candidatura. Também já aparece no sistema o nome do ex-deputado federal Fábio Trad, candidato do PT ao Executivo estadual.

Além do teto de gastos, os registros eleitorais também permitem visualizar o patrimônio declarado pelos candidatos.

Riedel informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 16.147.849,34 em bens, valor 22,16% inferior ao declarado nas eleições de 2022, quando informou patrimônio de R$ 20.744.288,42. A diferença é de aproximadamente R$ 4,6 milhões.

O patrimônio do governador é concentrado principalmente em bens relacionados à atividade rural. Entre os itens de maior valor estão R$ 12,25 milhões em bens vinculados à atividade rural e R$ 2,08 milhões correspondentes a 521 cabeças de gado. Riedel também declarou R$ 624,3 mil em créditos a receber e R$ 439,7 mil mantidos em contas correntes, poupança e investimentos bancários.

Na relação de veículos, aparecem uma Ford Ranger 2024, avaliada em R$ 321,8 mil, uma Ford Edge 2011, de R$ 96 mil, e uma motocicleta BMW 2026, declarada por R$ 113,9 mil. O candidato também informou participações em cooperativas e outras empresas, incluindo uma quota de R$ 95,5 mil no Sicredi Centro Sul MS/BA e outra de R$ 60,7 mil na Cooperativa de Plantadores de Cana de São Paulo.

Adversários 

Primeiro candidato a registrar a candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul em 2026, Lucien Rezende (PSOL) declarou patrimônio de R$ 500 mil. O valor representa crescimento em relação à declaração apresentada nas eleições municipais de 2024, quando disputou a Prefeitura de Ribas do Rio Pardo e informou cerca de R$ 135 mil em bens.

Na declaração deste ano, o patrimônio de Rezende é composto por dois imóveis, cada um avaliado em R$ 250 mil.

Já Fábio Trad, candidato do PT ao Governo do Estado, declarou patrimônio de aproximadamente R$ 3,6 milhões. O ex-deputado federal possui terrenos, veículos e valores aplicados no sistema financeiro, que representam parcela significativa dos bens informados à Justiça Eleitoral. 

Em comparação com o atual governador, Trad aumentou seu patrimônio em 55%, crescimento de R$ 1,2 milhão nos últimos quatro anos. 

O partido tenta retomar o controle sobre a governadora estadual após quase 20 anos. Último governo petista de Mato Grosso do Sul foi de Zeca do PT, líder executivo por dois mandatos entre 1999 e 2007.

Eduardo Riedel Fábio Trad durante a convenção nacional do PT /  Divulgação 

A definição dos registros ainda depende da análise da Justiça Eleitoral. Além dos citados, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) também é considerado nome que pode conquistar número expressivo de votos em 2026, contudo, sua candidatura não consta no sistema eleitoral até o momento de publicação desta matéria.

Além dele, o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) também declarou disputar o controle sobre a governadoria, assim como Daniel Lemes (PCO), Jeferson Bezerra (Agir) e Renato Gomes (DC). 

Cabe destacar que os candidatos devem formalizar sua respectivas candidaturas até o próximo sábado (15). 

*Saiba 

O limite de gastos representa o teto permitido para cada candidatura e não significa que os candidatos necessariamente utilizarão todo o valor autorizado.

 

ELEIÇÕES 2026

Para Nunes Marques, 'desacreditar as urnas é desconvidar o eleitor a participar da eleição'

Ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) saiu em defesa do sistema de votação que completa 30 anos de história

09/08/2026 11h39

Nunes Marques

Nunes Marques Fotos: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Continue Lendo...

Ppresidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques disse que desacreditar o sistema eleitoral brasileiro afasta o eleitor das urnas.

"Ao longo de três décadas, o sistema de votação brasileiro consolidou a sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e de auditoria, garantindo transparência ao resultado das urnas. Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil", disse Nunes Marques.

A declaração foi dada durante a Corrida pela Democracia, realizada pelo TSE em Brasília para encerrar a primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.

A programação, promovida entre os dias 3 e 9 de agosto, reuniu ações de demonstração das urnas, atividades educativas e iniciativas de combate à desinformação.

Ano em que as urnas eletrônicas completam 30 anos de história, os brasileiros votarão nas Eleições de 2026 para a escolha de representantes para os seguintes cargos: 

  1. Deputado federal,
  2. Deputado estadual, 
  3. Dois senadores, 
  4. Governador e 
  5. Presidente da República

Dos cargos em disputa neste ano eleitoral, cabe lembrar que, enquanto deputados são eleitos por um sistema proporcional, os senadores, governadores e presidente são escolhidos em eleições majoritárias.

Segundo Nunes Marques, nesta semana os 27 TREs (Tribunal Regional Eleitoral) se empenharam em demonstrar o funcionamento da urna eletrônica para dar transparência de como funciona todo o processo eleitoral.

"Fizemos exposições, votações simuladas em shoppings, escolas e em eventos. A Justiça Eleitoral abriu urnas diante da população em diversas cidades para mostrar o que existe por trás do equipamento e o caminho do voto. Além disso, realizou um trabalho de informação e de combate à desinformação. Defendemos uma democracia participativa, transparente e acessível", ressaltou o ministro.

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).