Política

CAMPO GRANDE

Câmara tenta banir
leis autorizativas

Eduardo Romero já declarou que não votará mais favorável em projetos

EDUARDO PENEDO

03/07/2019 - 14h28
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Cansados de não terem suas leis postas em prática ou de articular com os colegas para derrubar o veto do prefeito Marcos Trad (PSD), vereadores de Campo Grande estão tentando banir as leis autorizativas do seu trâmite legislativo. O presidente da Comissão de Constituição de Justiça e Redação, vereador Otavio Trad (PTB) explica que desde que assumiu a comissão em 2017 já iniciou o trabalho de análise de projetos de Leis autorizativos que criam secretaria, receita com criação de cargos, mudança de organograma aqueles que tem efetiva ligação de inciativa do Poder Executivo.” A Câmara sempre teve essa propensão de fazer leis autorizativas, mas recentemente tenho visto alguns Estados, cidades, no Senado, Câmara de Deputados uma corrente para que não se apresente esse tipo de leis. Aqui nós conversamos com os autores dessas leis para orientar, mas via de regra essas leis acabam sendo arquivadas”, explica Trad. 

Para o vereador Odilon de Oliveira (PDT), as Leis autorizativas são contraproducentes e não atingem o seu objetivo. “A experiência legislativa me mostrou que as leis autorizativas acabam não produzindo o efeito desejado. Do que adianta desenvolver várias delas, apenas para gerar números? Se for esse o objetivo, acho isso totalmente contraproducente”, explica o parlamentar.  

Questionado se pode a CCJR ou os vereadores poderiam fazer uma alteração do regimento interno para vetar os projetos autorizativos, Odilon de Oliveira “acredita que a interpretação, do que seria “autorizativo”, caberia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)”. 

O vereador Eduardo Romero (REDE) declarou que não votará mais favorável em projetos de natureza autorizativa. Essa decisão aconteceu em razão de vários projetos de sua autoria desta natureza serem aprovados na Câmara Municipal, serem sancionados e depois 'dormirem na gaveta' e não se tornarem efetivamente ferramenta de auxílio aos moradores ou por falta de recursos ou vontade política do executivo. “Acaba que o legislador dialoga com representantes de vários setores com seus anseios e necessidades. Apresentamos na Casa, tudo tramita na legalidade e depois é colocada uma pedra em cima. Fica um clima de venda de ilusões”, lamenta. 

O parlamentar explica que teve dezenas de projetos autorizativos sancionados, mas que não saíram do papel como a UPA VET e a construção de crematório público municipal. Viu também centenas de bons projetos autorizativos de outros vereadores ficarem na gaveta até porque o executivo municipal não tem obrigatoriedade de cumprir com o texto e mesmo que adote também não tem o compromisso de seguir à risca a proposta descrita, apenas a ideia.    

Sobre os projetos em tramitação na Casa de natureza autorizativa que assina em conjunto com outros vereadores, Eduardo Romero diz que vai conversar com todos e pedir retirada de sua assinatura. 'Não é censura, mas uma decisão política depois de sete anos de luta com boas ideias, mas que por falta de recursos ou interesse do executivo não foram colocadas em prática como benefício coletivo, de política pública”. 

O vereador Chiquinho Telles (PSD), líder do prefeito, explica que muitas leis são autorizativas e, em sua maioria, não saem do papel. “Na minha opinião, essas leis autorizativas vendem ilusão para o eleitor”, explica o parlamentar.  
O líder do prefeito argumenta ainda que esse aumento de leis autorizativas é mais comum em período eleitoral, para vender ilusão aos eleitores. “Alguns vereadores fazem a lei autorizativa como se fosse uma indicação especial – como fazemos no início das sessões – obrigando o Poder Executivo a ter despesas, como obrigar a prefeitura a comprar lousas eletrônicas, por exemplo. Isso é um absurdo. Foge da nossa competência como vereador”, argumenta. 

Outro Objetivo

Tereza Cristina descarta ser vice e diz que vai buscar a presidência do Senado

A senadora do PP voltou a negar a possibilidade de ser a pré-candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro

11/04/2026 08h05

Tereza Cristina discursa na sede do PL, observada por Flávio, Azambuja, Riedel e Pollon

Tereza Cristina discursa na sede do PL, observada por Flávio, Azambuja, Riedel e Pollon Marcelo Victor/Correio do Estado

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Em encontro realizado na sexta-feira, no diretório estadual do PL, com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, a senadora Tereza Cristina (PP) colocou ponto final nas especulações sobre o nome dela ser o escolhido para a vaga de pré-candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista concedida ao Correio do Estado, a parlamentar sul-mato-grossense reforçou que não tem a menor intenção de concorrer ao cargo de vice-presidente da República e que seu projeto político para 2027 é concorrer à presidência do Senado.

"O sonho de todo senador da República é ser presidente do Senado e, como senadora, esse também é o meu sonho", afirmou.
Durante o evento na sede do diretório estadual do PL, a militância da direita falou em coro o nome dela como pré-candidata a vice-presidente da República de Flávio Bolsonaro, mas a senadora fez uma observação bem-humorada. "Quero mesmo é ser presidente do Senado", afirmou, porém, ao ser questionada pelo Correio do Estado se havia tal possibilidade, Tereza Cristina confirmou que pretende trabalhar nesse sentido.

A reportagem apurou que Tereza Cristina projeta que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República, as suas chances de conquistar a presidência do Senado crescem exponencialmente, afinal, o atual presidente, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não poderá concorrer à reeleição, pois a Constituição Federal proíbe reeleição para o comando das casas legislativas dentro da mesma legislatura (4 anos).

Portanto, a parlamentar não encontraria resistência dentro da Federação Partidária União Progressista, formada por PP e União Brasil, ficando com o caminho livre para a realização do sonho de comandar a Câmara Alta brasileira, porém, essa trajetória enfrentaria obstáculos com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

COTADA

Na quinta-feira, antes da cerimônia de abertura da Expogrande, Flávio Bolsonaro disse à imprensa que era fã da senadora Tereza Cristina e o nome dela estava sim entre os cotados para ocupar a vaga de pré-candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por ele.

"A questão de vice vai ser só muito mais lá para frente. Eu até brinquei com ela, pois a chamo de vozinha porque ela é muito parecida com a minha avó. É uma forma carinhosa de chamar alguém a quem eu respeito demais", declarou o presidenciável da direita.

Ele ainda completou que Tereza Cristina é uma das maiores referências no mundo do agronegócio que o Brasil tem.

"Nós tivemos o privilégio de tê-la como ministra da Agricultura e Pecuária no governo do meu pai. E, mais para frente, vamos pensar com calma, não tem agora como antecipar nada, mas eu fico muito feliz de a gente poder tê-la entre as possibilidades de ser a minha vice", assegurou Flávio Bolsonaro.

DISCURSO

Ao discursar no evento do PL em Campo Grande, ela disse que tem muita pena de Flávio Bolsonaro, caso seja eleito presidente, por ter de corrigir todos os erros cometidos pela gestão petista.

"Você é novo, cheio de energia, e nós vamos estar lá no Senado para te apoiar, para fazer todas as mudanças e reformas que esse Brasil precisa. Então, em nome de todos, eu quero dizer para você que nós estaremos juntos aqui no Estado, contem conosco", declarou.

Ela ainda completou que o pré-candidato a presidente pelo PL vai precisar de cada um dos pré-candidatos presentes no ato político para fazer chegar até a população que ele é o melhor nome para administrar o Brasil.

"Não adianta a gente ficar falando para a nossa bolha. Nós temos que trazer votos que estão para o lado de lá. São esses votos que nós precisamos trazer para o nosso candidato para que a gente possa vencer essa etapa e ganhar as eleições", discursou.

Para encerrar, Tereza Cristina lembrou que a federação União Progressista abriu mão de lançar uma pré-candidatura ao Senado para apoiar o nome do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

"Temos de eleger dois candidatos da direita para chegarem ao Senado para poder ajudar o Flávio. Que tenhamos aí nesses seis meses muitas oportunidades para mudar os votos de quem está do outro lado para vir para o nosso lado", encerrou.

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Recado

Trump: única razão pela qual iranianos estão vivos hoje é para negociar

Declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã

10/04/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Irã nesta sexta-feira, 10, véspera do início de negociações bilaterais, afirmando que o país "não tem cartas na manga", além de realizar uma "extorsão de curto prazo do mundo" por meio do controle de vias marítimas internacionais, em referência ao Estreito de Ormuz. Em publicação na Truth Social, Trump disse ainda que "a única razão de estarem vivos hoje é para negociar".

As declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajou ao Paquistão para reuniões com autoridades iranianas, enquanto persistem tensões no Oriente Médio e dúvidas sobre a manutenção da trégua.

Trump também voltou a criticar a atuação iraniana no fluxo de petróleo pela região, acusando Teerã de permitir apenas parcialmente a passagem de navios por Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O bloqueio tem pressionado os preços do petróleo e aumentado a volatilidade nos mercados.

Na mesma publicação, o presidente americano afirmou que os iranianos "são melhores em lidar com a mídia de fake news e relações públicas do que em lutar", reforçando o tom crítico em relação ao país.

As negociações enfrentam obstáculos adicionais, incluindo ataques contínuos de Israel contra o Líbano e exigências de Teerã para avanços concretos antes do início do diálogo.

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