Política

no maranhão

Campos diz que mandará Sarney para a oposição

Campos diz que mandará Sarney para a oposição

Folhapress

28/04/2014 - 00h00
Continue lendo...

Em discurso para uma plateia de mais de 3.000 pessoas no interior do Maranhão, o presidenciável e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) afirmou que, se for eleito, irá mandar o senador José Sarney (PMDB-AP) para o campo da oposição.

Em ato político na noite de sábado em Timon (MA), cidade a 328 km de São Luís e vizinha de Teresina (PI), o pré-candidato do PSB rechaçou a hipótese de ter o grupo da família do ex-presidente José Sarney em seu palanque na disputa presidencial deste ano.

Governado por Roseana Sarney (PMDB), filha do ex-presidente, o Maranhão é o principal reduto político da família Sarney, aliada da presidente Dilma Rousseff. Na disputa estadual, o PSB de Campos estará na chapa do pré-candidato Flávio Dino (PC do B), em oposição ao candidato governista Lobão Filho (PMDB), apoiado pelo grupo de Sarney.

"Eu serei presidente da República e respeitarei, sim, o presidente [José] Sarney, mas no meu governo ele [Sarney] vai ser oposição nos quatro anos. Porque acho que o Brasil precisa de um presidente que olhe no olho de cada homem e diga: a fartura em Brasília acabou", disse Eduardo Campos, sob aplausos.

Ao lado do ex-deputado federal Flávio Dino, Campos atacou a presidente Dilma Rousseff e disse que ela esqueceu o Nordeste. "O Nordeste não teve o prazer de ver uma obra estruturadora. Uma obra sequer. Uma barragem, uma adutora. [...] O governo que está aí foi eleito pelos nordestinos, mas não faz nada pelo Nordeste", disse.

Eduardo Campos afirmou ainda que sua pré-candidatura é vítima do mesmo "jogo de terrorismo" que Lula sofreu da "turma" de Fernando Collor em 1989, com ameaças de que iria acabar com programas assistenciais.

"Eles estão apostando no desânimo do povo para votar em branco e nulo. A última aposta deles é divulgar nas comunidades que irei acabar com o Bolsa Família. Eles estão fazendo o mesmo jogo do terrorismo, o mesmo jogo sujo que a turma de Collor fez contra Lula em 89 e fez contra Brizola e Jackson Lago [ex-governador do Maranhão que morreu em 2011]", disse.

"Não venham com essa que não vai colar. Mentira tem pernas curtas. Isso é a política do desespero e vamos desmontar uma por uma", afirmou Campos.

Eleições 2026

Ministro do TSE proíbe suspensão do canal Exército do Lula

Campanha do PT apresentou mandado de segurança preventivo à Corte

23/10/2026 14h51

Canal Exército do Lula

Canal Exército do Lula Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Continue Lendo...

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal Exército do Lula não poderá ser suspenso ou restringido novamente pela Corte. Segundo o ministro, somente o plenário pode decidir sobre eventual suspensão do canal.

"A partir do momento em que afetada a matéria ao colegiado, toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema, notadamente às de natureza administrativa, padece de grave e incontornável vício de competência", completou Floriano.

O ministro tomou a medida após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um mandado de segurança preventivo ao TSE.

Ontem (22), o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou um pente-fino nas publicações do canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O canal tem quase 9,6 milhões de inscritos.

Floriano de Azevedo Marques explicou na decisão que a intenção de Flávio é suspender as atividades do canal, embora o pedido não seja expresso na petição em que solicitou o pente-fino.

Segundo o ministro, o presidente do TSE não pode determinar a eventual suspensão do canal ao analisar administrativamente se o acordo de integridade do processo eleitoral está sendo cumprido. As regras foram assinadas pelas plataformas que operam as redes sociais.

"Não há espaço interpretativo para que a atuação administrativa de fiscalização do plano de conformidade resulte em sanções diretas a candidatos, partidos e coligação – e muito menos a pessoas naturais não participantes do pleito", afirmou.

Entenda o caso

No dia 11 de outubro, Kassio Nunes Marques também atendeu à campanha de Flávio e mandou suspender o canal, sob o argumento de que houve replicação de conteúdos que já foram "considerados inverídicos” pelo tribunal, como postagens que indicaram que o candidato do PL seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a decisão de Kassio e disse que a liminar foi protocolada na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que rejeitou a suspensão do canal.

Posteriormente, Kassio voltou atrás e liberou o funcionamento após o canal ser registrado oficialmente no TSE.

Eleições 2026

Eleitores podem consultar local de votação para o 2º turno neste domingo

E-Título reúne dados e pode ser usado como documento oficial, desde que tenha a fotografia do eleitor

23/10/2026 13h49

TRE-MS foi alvo de investigação do TCU, que depois passou a averiguar outros tribunais do País

TRE-MS foi alvo de investigação do TCU, que depois passou a averiguar outros tribunais do País Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Os eleitores de Mato Grosso do Sul podem consultar informações sobre a votação pelo e-Título, aplicativo que também pode ser usado como documento de identificação no dia do segundo turno, neste domingo (25), desde que tenha a fotografia do eleitor.

Por isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) orienta que o aplicativo seja baixado com antecedência para que o eleitor confira seus dados. Caso a foto não apareça no e-Título, será necessário apresentar outro documento oficial com foto para votar.

Além disso, o aplicativo permite consultar o local de votação, verificar a situação eleitoral, emitir certidões, consultar eventuais débitos e acessar o histórico de justificativas.

Justificativa pelo celular

Quem deixar de votar poderá justificar a ausência pelo aplicativo no próprio dia da eleição. O recurso pode ser utilizado por eleitores que estiverem em município diferente daquele onde possuem domicílio eleitoral. O aplicativo utiliza a geolocalização para confirmar a localização do usuário e, nesse caso, não é necessário apresentar um documento que comprove a ausência.

O e-Título é gratuito e está disponível para aparelhos smartphones e tablets com sistemas Android e iOS.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).