Política

'à metade'

Campos quer reduzir número de ministérios

Campos quer reduzir número de ministérios

g1

27/05/2014 - 10h45
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O pré-candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, reafirmou nesta segunda-feira (26) ter a intenção de reduzir "à metade" o número ministérios do governo federal. Numa entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura, ele criticou o atual funcionamento do Executivo federal e disse que entre os atuais 39 ministérios, "não está funcionando quase nenhum".

"Tem ministérios que são historicamente consolidados que não estão funcionando. Imaginem os que foram criados que não têm estrutura, não têm orçamento, é só a grife que tem o ministério hoje. Tem um ministro, um cartão de visita, mas não tem política que chegue à população", disse depois.

Ao ser questionado sobre o assunto, Campos se negou a dar exemplos de quais pastas poderia eliminar caso fosse eleito, mas disse não ver motivo para a existência do Ministério da Pesca, embora tenha ressaltado a importância da atividade para o país.

"Sinceramente, não vejo por que ter o Ministério da Pesca, ao mesmo tempo em que vejo tudo porquê [ter] uma estrutura no Estado brasileiro que pense a pesca. Um país que tem 8 mil quilômetros de costa, um país que tem fome em muitas áreas tendo água, com a possibilidade de fazer criação de peixe, desenvolvimento de proteína barata para a população de mais baixa renda, não pode deixar de pensar o desafio da pesca"

"Para isso, não necessariamente tem que ter um ministério. "Isso foi uma cultura que só funciona se tiver ministério", completou. Mesmo diante da insistência de jornalistas do programa em listar quais pastas eliminaria, Campos se negou a responder, dizendo que a questão estará melhor definida em seu futuro programa de governo.
 

'Nova política'
Na entrevista, Eduardo Campos também criticou o "fisiologismo" praticado, segundo ele, pelo atual governo na distribuição de cargos de cargos públicos entre partidos aliados. Ele disse que a presidente Dilma Rousseff "teve oportunidade de quebrar com essa política e infelizmente ela não fez".

Em vários momentos da entrevista, Campos pregou a necessidade de uma "nova política", defendendo a necessidade de administrar com "modelo de gestão, meta, meritocracia e transparência nas contas públicas".

"Mudou a música, estamos avisando agora, não tem mais isso, não tem mais fundo de pensão para dar. Não tem mais agência reguladora para fazer a dobradinha do político e do empresário para favorecer lá na agência. Não tem mais balcão de ministério. Quem tiver coragem de fazer isso o povo vai aplaudir", afirmou.

Questionado sobre como iria montar uma base política de apoio a um eventual governo, ele disse apostar na renovação do atual Congresso nas eleições deste ano. "Os que não forem aposentados pelo povo, que chegarem lá, a gente tem que ter a coragem de botar na oposição", disse.

A esquerda historicamente defendeu o desenvolvimento e o governo parou, o Brasil é o mais baixo crescimento"

'Progressista'
Se dizendo um político "progressista", Eduardo Campos também apontou falhas da presidente na condução da economia e disse que "o governo de Dilma não é um governo de esquerda".

"A esquerda historicamente defendeu o desenvolvimento e o governo parou, o Brasil é o mais baixo crescimento. Historicamente defendeu a industrialização, a indústria brasileira vive o mais duro período. Historicamente defendeu soberania nacional, estamos cada dia mais vulneráveis, dependendo da poupança externa, com déficit na balança de pagamento", enumerou.

Ele também apontou para "os piores resultados da reforma agrária" e falta de diálogo com movimentos sociais.

"O que é ser progressista hoje? É combater a corrupção, botar o país de volta no crescimento econômico, deixar a população participar, ter um governo inovador para prestar à sociedade brasileira o serviço público que está pagando e não tem", concluiu.
 

Quem era a mãe do PAC, das obras, começou a ser a madrinha da inflação, a madrinha do baixo crescimento, a madrinha da desestruturação do setor elétrico, a madrinha do que está acontecendo com a Petrobras"

PSDB, PT e Dilma
Na entrevista, ele criticou a polarização na política entre PSDB e PT e disse que sua candidatura reconhece o mérito da estabilidade econômica conquistada no governo tucano e os avanços sociais implementados pelo governo petista. Ele pontuou, no entanto, que "o Brasil vinha melhorando e parou de melhorar", em referência ao governo de Dilma.

"Ela [Dilma] perdeu o rumo, o Brasil entrou em baixo crescimento, juro para cima, inflação voltando. Quem era a mãe do PAC, das obras, começou a ser a madrinha da inflação, a madrinha do baixo crescimento, a madrinha da desestruturação do setor elétrico, a madrinha do que está acontecendo com a Petrobras. E aí, o povo quer mudança e nós queremos ser a mudança para o futuro", afirmou.

Questionado sobre a resistência de parte do empresariado à presença de Marina Silva em sua chapa presidencial, Eduardo Campos respondeu que o programa de governo mostrará quais serão seus compromissos de governo. "À medida que as pesssoas vão conhecendo a Marina, vão quebrando esses preconceitos", respondeu.

quer respostas

CPI do tapa-buraco será aberta na Câmara Municipal de Campo Grande

Dentre os fatos determinados da investigação estão ausência de ações e respostas do Executivo diante das reclamações da população, prejuízos causados, redução dos investimentos, dentre outros

16/10/2026 18h04

CPI irá investigar onde estão sendo usados recursos para tapar buracos em Campo Grande

CPI irá investigar onde estão sendo usados recursos para tapar buracos em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Com a assinatura de 24 vereadores, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do tapa-buraco deverá ser aberta na Câmara Municipal de Campo Grande. A proposta é investigar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços de tapa-buracos na Capital.

O requerimento para a criação da CPI foi apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), na sessão do dia 13 de agosto deste ano.

Até o começo desta sexta-feira (16), nove parlamentares haviam assinado o requerimento, número que saltou para 24 após uma reunião realizada nesta tarde na Casa de Leis. 

Para que a CPI seja aberta, é necessário o apoio de no mínimo um terço dos vereadores. Como a Câmara de Campo Grande tem um total de 29 vereadores, eram necessárias 10 assinaturas, mas houve mais do que o dobro. Segundo Luiza, os cinco que ainda não assinaram manifestaram apoio positivo.

"Campo Grande não consegue entender porque nós temos tanto recurso aplicado no tapa-buraco e não conseguimos que esse serviço efetivamente chegue as vias públicas e pare de atrapalhar a vida das pessoas", disse a vereadora Luiza Ribeiro após a reunião.

Segundo ela, o documento que reúne as assinaturas já foi entregue ao presidente da Câmara Municipal, Papy, que irá encaminhar para a procuradoria jurídica, para que sejam feitos os atos de instauração da CPI.

O nome de todos os vereadores que assinaram o requerimento não foi divulgado até a publicação desta reportagem. Antes da reunião, já haviam assinado a própria Luiza, Jean Ferreira (PT), Landmark (PT),  Marquinhos Trad (PV), Maicon Nogueira (PP), André Salineiro (PL), Vererinário Francisco (União Brasil), Flávio Cabo Almi (PSDB) e Ronilço Guerreiro (Podemos).

CPI do tapa-buraco

O requerimento estabelece como fatos determinados da investigação a ausência de ações e respostas do Executivo diante das reclamações da população, os prejuízos causados pela falta de manutenção adequada, a redução dos investimentos, os casos de possíveis irregularidades e a ausência de resposta ao requerimento aprovado pelo Plenário.

Um dado apresentado no requerimento é que, das 24.673 indicações encaminhadas pela Câmara ao Executivo no primeiro semestre de 2026, quase 9 mil foram destinadas à realização de serviços de tapa-buraco em diferentes regiões do Município.

Outro ponto destacado no documento é a redução da dotação destinada ao projeto de Modernização e Requalificação das Vias Urbanas, cujos investimentos previstos passaram de mais de R$ 132 milhões em 2025 para pouco mais de R$ 40 milhões em 2026, uma redução de quase 70%.

O requerimento também aponta que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga ações relacionadas ao serviço de tapa-buracos em Campo Grande e cita a Operação “Buraco Sem Fim”, que apurou suspeitas de fraudes em contratos, incluindo possíveis irregularidades em medições de serviços e pagamentos por obras parcialmente executadas ou não realizadas.

Por fim, é mencionado o acompanhamento do tema pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

“Não estamos falando apenas de buracos nas ruas. Estamos falando de dinheiro público, de qualidade dos serviços prestados à população e da necessidade de saber por que Campo Grande chegou a essa situação. A Câmara precisa cumprir seu papel de fiscalização e investigar”, defende Luiza Ribeiro.

A proposta solicita a criação da CPI pelo prazo inicial de 120 dias, com a definição dos fatos a serem investigados, composição da comissão e prazo para conclusão dos trabalhos após a adoção das providências regimentais.

Para Luiza Ribeiro, a questão central é garantir transparência. “A população de Campo Grande precisa saber quanto está sendo gasto, como os serviços são executados e por que os problemas persistem. Afinal, a manutenção das ruas é um serviço público essencial, e a população tem o direito de saber como seu dinheiro está sendo aplicado ", argumenta. 

Eleições 2026

A uma semana do 2º turno, quem não votou pode voltar às urnas

Em MS 483,2 mil eleitores faltaram no primeiro turno; ausência não impede nova votação, mas precisa ser justificada até 3 de dezembro

16/10/2026 16h03

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Quem não votou no primeiro turno das Eleições 2026 poderá votar normalmente no segundo turno, marcado para 25 de outubro, mesmo que ainda não tenha justificado a ausência. Em Mato Grosso do Sul, 483.210 eleitores não compareceram às urnas em 4 de outubro, o equivalente a 23,87% do eleitorado, conforme dados publicados pelo Correio do Estado, apoiado nos números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ausência na primeira etapa não impede a participação na próxima votação, desde que o título eleitoral esteja regular, sem suspensão ou cancelamento. A regra é do TSE, que considera cada turno uma eleição independente.

No segundo turno, os eleitores de todo o país voltam às urnas para escolher o presidente da República. Em Mato Grosso do Sul, a disputa pelo Governo do Estado foi definida no primeiro turno, com a reeleição de Eduardo Riedel. Por isso, a votação de 25 de outubro no Estado será destinada à escolha entre os dois candidatos à Presidência que avançaram para a etapa final.

Prazo

Quem faltou no primeiro turno e não justificou a ausência no dia da votação tem até 3 de dezembro de 2026 para regularizar a situação. O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.

Pela internet ou pelo aplicativo, o eleitor deve preencher as informações solicitadas e apresentar documentação que comprove o motivo da ausência. O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral.

É importante lembrar que votar no segundo turno não elimina a necessidade de justificar a falta no primeiro. Cada ausência deve ser regularizada separadamente.

Quem também deixar de votar em 25 de outubro terá até 8 de janeiro de 2027 para justificar a ausência referente ao segundo turno.

De acordo com o TSE, quem não justificar a ausência dentro do prazo ou tiver o pedido rejeitado poderá pagar multa de R$ 3,51 por turno.

A falta de votação, justificativa e pagamento das multas pode gerar pendências eleitorais. Em caso de três eleições consecutivas sem votar, justificar ou quitar os débitos, contando cada turno como uma eleição, o título poderá ser cancelado, conforme as regras eleitorais.

 

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