Política

ELEIÇÕES 2026

Capitão Contar vai a Brasília dialogar com lideranças nacionais de 4 partidos

O ex-deputado estadual é pré-candidato a senador nas eleições do próximo ano e ainda não fechou uma legenda

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A definição sobre o futuro político do ex-deputado estadual Capitão Contar para as eleições ao Senado em 2026 está cada vez mais perto de acontecer e, inclusive, pode sair já nas próximas semanas.

Conforme apuração do Correio do Estado, o ex-parlamentar, que atualmente é o presidente do PRTB em Mato Grosso do Sul, terá alguns encontros em Brasília (DF) com as lideranças nacionais de quatro siglas, já contando com a atual legenda.

“Nas próximas semanas, estarei me reunindo com os presidentes e lideranças partidárias nacionais do PL, Republicanos, PRTB e Novo para alinhar estratégias para as eleições de 2026”, disse à reportagem na tarde de ontem.

O Capitão Contar revelou que desses encontros não está descartada uma troca partidária, pois o PRTB enfrenta uma disputa nacional pelo comando da legenda e, na visão do ex-deputado estadual, tal fato pode respingar na sua candidatura a uma das duas vagas como senador da República.

Recentemente, mais precisamente na primeira quinzena de setembro, o Correio do Estado revelou que a executiva estadual do PL poderia convidar o ex-parlamentar para deixar o comando do PRTB em Mato Grosso do Sul e ingressar na legenda para ser um dos dois candidatos do partido ao Senado nas eleições gerais do próximo ano.

Procurado pela reportagem à época, Capitão Contar disse que estaria disposto a esquecer o fato de o ex-governador Reinaldo Azambuja não ser da chamada “direita raiz”, pois trocou o comando do PSDB pela liderança do PL em Mato Grosso do Sul, em prol do bem maior.

Na análise do ex-parlamentar, esse “bem maior” seria eleger o máximo possível de candidatos da direita para o Senado e, dessa forma, impedir que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito para um quarto mandato.

“Nossa prioridade é trocar o comando do Brasil. Nunca fui do grupo do Reinaldo, mas se for para fortalecer e unir toda a direita, aumentando o arco de alianças contra o ‘Lula 4’, me coloco à disposição nessa trincheira”, afirmou o ex-deputado estadual.

Ele ainda completou que o projeto do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) é fazer a maioria no Senado, para mobilizar ações contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Independentemente de partido ou grupo, minha conduta será sempre a mesma, ajudar o presidente Bolsonaro a retornar à presidência da República”, afirmou.

No dia 21 de setembro, após o ato de filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja no PL, para comandar o partido no Estado e ser o candidato da legenda na primeira vaga ao Senado em 2026, o próprio presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, disse ao Correio do Estado que o nome do Capitão Contar estaria no páreo pela segunda vaga no partido, desde que o ex-parlamentar se filiasse à legenda.

“Depende do Azambuja agora quais serão os candidatos do PL em Mato Grosso do Sul, mas, nessa questão do Senado, o presidente Jair Bolsonaro adora dar palpites, então tudo pode acontecer”, falou.

No entanto, o presidente nacional do PL disse acreditar que “o Capitão Contar poderia, sim, ser o outro candidato ao Senado pelo PL junto com o Azambuja”. 

Entretanto, ele assegurou que, para isso acontecer, primeiro, o ex-deputado estadual Capitão Contar terá de sair do PRTB.

Ele finalizou dizendo que Azambuja é o líder do partido aqui no Estado, “então, ele deve tentar resolver essa questão do Capitão Contar”.

Também anteriormente, o próprio Azambuja disse ao Correio do Estado que o Capitão Contar não teria conhecimento da possível vinda dele ao PL.

Ele só reforçou que o combinado com o ex-presidente da República e com Valdemar Costa Neto era de que a escolha utilizasse como critérios as pesquisas quantitativas e qualitativas.

“Os melhores nomes serão os escolhidos para a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal, nas eleições do próximo ano. O objetivo da executiva nacional do PL é eleger dois senadores que tenham afinidade com as pautas da direita para o Brasil”, declarou.

Revogação

Ministério Público Eleitoral pede impugnação de candidatura de Jamilson Name, réu na Omertà

Deputado foi condenado a oito anos de prisão; sentença está sob recurso

17/08/2026 16h00

Deputado Jamilson Name

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação do registro de candidatura do deputado estadual Jamilson Name (PP), alvo da Operação Omertà e condenado em primeira instância a oito anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença, proferida em janeiro de 2025 e está sob recurso.

A impugnação foi apresentada neste domingo (16) pelo procurador regional eleitoral Silvio Pettengil Filho e distribuída ao desembargador Sérgio Fernandes Martins, vice-presidente e corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Name busca reeleição em 2026. 

O MPE sustenta que, embora a condenação não seja definitiva, as provas reunidas durante a Operação Omertà seriam suficientes, para fins eleitorais, para demonstrar sua vinculação com uma organização criminosa e justificar o impedimento de sua candidatura.

Jamilson foi alvo da sexta fase da Operação Omertà, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em dezembro de 2020. Segundo a acusação, ele teria exercido papel de liderança na estrutura ligada à exploração ilegal do jogo do bicho, especialmente na administração financeira da organização.

À época, Jamilson Name foi apontado como líder da organização com atividades ligadas à empresa Pantanal Cap, apontada pela acusação como instrumento utilizado para misturar recursos de origem lícita com valores provenientes do jogo do bicho. O MPE também sustenta que ele passou a exercer maior autonomia e influência após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho.

O patriarca morreu em 2021, vítima da Covid-19, enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró (RN), prisão onde Jamil Name Filho, que também foi preso no âmbito das investigações da Omertà, segue detido.

Na ação eleitoral, o procurador adota como fundamento a necessidade de preservar a legitimidade do processo eleitoral diante de possíveis vínculos com organizações criminosas. Pettengil ressalva que o pedido não representa antecipação de uma condenação criminal.

“Necessário ressalvar que não se busca, no caso, antecipar o juízo de condenação criminal ou afastar a garantia constitucional da presunção de inocência.”

Na sequência, o procurador sustenta que o precedente utilizado pelo Ministério Público Eleitoral não exige uma condenação criminal definitiva, mas considera a “necessidade de proteção do processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.”

A acusação aponta ainda que, após as prisões de Jamil Name e Jamil Name Filho, ele teria ampliado sua atuação dentro da organização.

Jamilson foi condenado em primeira instância pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Como a decisão está sob recurso, não houve trânsito em julgado da condenação.

Para o Ministério Público Eleitoral, a análise do pedido de impugnação ocorre em âmbito eleitoral e, por isso, as provas produzidas na Operação Omertà poderiam ser consideradas suficientes para avaliar os riscos à legitimidade do processo eleitoral, independentemente da conclusão definitiva da ação penal.

O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, sob relatoria do desembargador Sérgio Fernandes Martins. Até a publicação desta matéria, a candidatura de Name segue em vigor.

A reportagem entrou em contato com o deputado estadual e não obteve retorno até o fechamento. O espaço segue aberto. 

Congresso

Disputa por vaga na bancada federal é a menor dos últimos 12 anos em MS

Em 2026, disputa é de aproximadamente 15 candidatos por vaga

17/08/2026 14h45

Foto: Montagem Correio do Estado

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Encerrado o prazo de registro de candidaturas, a disputa por uma vaga na bancada federal por Mato Grosso do Sul é a menor dos últimos 12 anos. 

Neste ano, 122 candidatos disputam as oito cadeiras sul-mato-grossenses no Congresso Nacional, queda de quase 22% ante 156 nomes da última disputa. A concorrência passou de aproximadamente 19 para 15 candidatos por vaga.

Em 2014 e 2018, foram registradas respectivamente 130 candidaturas, ao passo que em 2010, apenas 74 nomes disputaram o pleito geral, menor índice da série histórica.

Vander Loubet, Reinaldo Azambuja, Mandetta, Giroto, Geraldo Resende, Biffi, Fábio Trad e Marçal Filho em 2010 /  Fotos: Divulgacand

Na ocasião se elegeram: Edson Giroto (PR), Reinaldo Azambuja (PSDB), Vander Loubet (PT), Fábio Trad (PMDB), Geraldo Resende (PMDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Marçal Filho (PMDB) e Antônio Carlos Biffi (PT). 

Passados 16 anos, apenas Geraldo Resende e Giroto disputam uma cadeira no Congresso. À época, após dois anos de mandato, Giroto venceu a disputa pela prefeitura de Campo Grande e deixou o Congresso, ao passo que Geraldo Resende cumpriu o mandato e foi reconduzido ao cargo em 2014. 

Eleição     Candidatos        Candidatos por vaga
2026           122                   15,25
2022           156                   19,50
2018           130                   16,25
2014           130                   16,25
2010            74                    9,25

Dois anos mais tarde, foi derrotado na disputa pela prefeitura de Dourados. Em 2018, buscou novamente a recondução, contudo não se elegeu e assumiu pelos três anos seguintes a Secretaria Estadual de Saúde (2019-2022) durante o segundo mandato de Azambuja como governador. Há quatro anos voltou ao Congresso. 

Antecessor de Riedel no Governo do Estado, Azambuja disputa uma vaga no Senado em 2026, disputa dividida com Vander Loubet, atualmente titular no Congresso. 

Sem mandato atualmente, Fábio Trad disputa a sede da governadoria estadual pela 1ª vez. Luiz Henrique Mandetta e e Antônio Carlos Biffi não disputam as eleições gerais deste ano, assim como Marçal Filho, atualmente prefeito de Dourados. 

Além de Geraldo Resende, Beto Pereira (Republicanos); Camila Jara (PT); Dagoberto Nogueira (PP)
Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Marcos Pollon buscam a reeleição.

 

 

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