O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlão, informou que a Casa ainda não notificada sobre a prisão do vereador Claudinho Serra (PSDB).
O vereador foi preso na manhã desta quarta-feira (3), durante a terceira fase da Operação Tromper, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime (Gaeco), que apura corrupção envolvendo o Executivo Municipal de Sidrolândia.
Claudinho Serra assumiu mandato como vereador no dia 7 de março deste ano, no lugar de Ademir Santana, que renunciou ao cargo.
Carlão afirma que, a princípio, a prisão não deve interferir no mandato legislativo, pois a motivação é por algo supostamente cometido quando ele não tinha mandato de vereador, além de ser em outro município.
"Porém, já acionei a Procuradoria Jurídica da Casa de Leis para levantar os fatos, pois até agora não recebemos nenhum ofício ou cautelar da Justiça", disse Carlão.
Ele afirmou ainda que, por enquanto, Claudinho é apenas investigado e o que pode interferir legislativamente é o fato de, por estar preso, o vereador não comparecer às sessões da Câmara Municipal.
O presidente da Casa explica que ele só perde o cargo se faltar, consecutivamente, 10 sessões. Neste caso, é convocado o suplente, que ainda deverá ser definido, se for o caso.
"Sobre a suplência, o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) terá de informar a quem pertence à vaga, pois foram tantas mudanças com relação a essa vaga, que, sinceramente, não sei", explicou Carlão.
Ele ressaltou que as sessões irão ocorrer normalmente nesse período. "Por enquanto, não podemos tomar qualquer posicionamento e vamos continuar as sessões com 28 vereadores, até a decisão da Justiça".
Quanto ao trabalho na Casa, Carlão destaca que Claudinho é um "vereador exemplar" e não tem qualquer tipo de pendência com a Câmara.
Operação
Agentes dos grupos Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e de Atuação Especial de Repressão ao Crime (Gaeco) cumpriram oito mandados de prisão e 28 de busca e apreensão nesta quarta-feira (03).
Conforme as investigações do Grupo Especial do Ministério Público, a existência de uma organização criminosa especializada em fraudes em licitações e contratos administrativos ficou evidenciada nas apurações, que tem como alvo a Prefeitura de Sidrolândia.
Entre as ações da organização está a prática do pagamento de propina feitos a agentes públicos municipais, além da identificação de um "braço" do esquema que envolvia atuação no ramo de engenharia e pavimentação asfáltica.
O Ministério Público aponta que os contratos já identificados e objetos da investigação alcançam o montante aproximado de R$ 15 milhões.






