Política

eleições 2024

Carlão prefere disputar a reeleição do que sair como candidato a vice-prefeito

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande estaria sendo cobiçado por vários partidos para compor chapa

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Presidente da Câmara Municipal e com grande penetração na periferia da cidade, o vereador Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão, virou alvo de cobiça entre os partidos com mais estrutura financeira para que seja o candidato a vice na disputa pela Prefeitura de Campo Grande nas eleições municipais do próximo ano.

O “assédio” é tão grande que, nesta semana, circula pelos bastidores da política campo-grandense a informação de que, na próxima janela partidária, Carlão trocaria o PSB pelo MDB, a fim de ser o vice na chapa encabeçada pelo deputado federal Beto Pereira (PSDB), já que os tucanos fizeram uma aliança com o partido do ex-governador André Puccinelli. Com a mudança de legenda por parte do vereador, ficaria tudo em casa.

No entanto, em entrevista concedida ao Correio do Estado, o presidente da Câmara Municipal voltou a reforçar a declaração feita por ele mesmo à reportagem em março, de que não seria candidato a vice-prefeito, pois, segundo ele, quem é candidato a vice não é candidato a nada, ainda mais faltando mais de um ano para as eleições municipais.

“Falam que o vereador Carlão vai ser vice de um, vice de outro. Não sou candidato a vice de ninguém”, destacou na época.

Agora, questionado pelo Correio do Estado sobre o burburinho de que trocaria o PSB pelo MDB para ser o vice de Beto Pereira, Carlão considerou a pergunta engraçada e respondeu que está no PSB há 17 anos e que não vai sair.

“Sou pré-candidato a prefeito pelo meu partido e vou colocar meu nome à disposição dos eleitores ano que vem. Não sou candidato a vice de ninguém, nem de um nem de outro”, afirmou.

O vereador ainda acrescentou que o PSB terá candidatura própria em 2024 para a Prefeitura de Campo Grande e que não faria sentido deixar a legenda para concorrer ao cargo por outra sigla.

“Nós teremos candidato a prefeito. Se nós não conseguirmos viabilizar a minha candidatura por falta de recurso ou outra coisa qualquer, aí sou candidato à reeleição de vereador. Mas não estamos pensando em mudança de partido, nunca nem cogitei isso”, finalizou.

REPERCUSSÃO

A reportagem também procurou o presidente estadual do PSB em Mato Grosso do Sul, o ex-deputado estadual Paulo Duarte, que reforçou o posicionamento de Carlão. “Não procede, e isso está me parecendo FPE”, assegurou, explicando, em tempo, que a sigla é a abreviação para fofoca pré-eleitoral.

Ele ainda complementou que, na semana passada, acompanhou o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande em um encontro com o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PSDB no Estado.

“Estivemos com o Reinaldo na semana passada, e em nenhum momento se falou em tal possibilidade. O Carlão não vai trocar de partido, ainda mais agora que estamos fortalecendo o PSB em Mato Grosso do Sul”, ressaltou.

O líder partidário citou a filiação do vereador Marcos Cesar Malaquias Tabosa, o Tabosa, que na próxima janela partidária vai trocar o PDT pelo PSB. 

O próprio Tabosa confirmou essa substituição de partido. Paulo Duarte ainda recordou da reunião que foi realizada em março, em Brasília (DF), com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

“Participaram eu, o Ricardo Ayache e o Carlão, que obteve o aval para que fosse o nosso candidato a Prefeito de Campo Grande nas eleições municipais do próximo ano”, argumentou.

O Correio do Estado ainda consultou o deputado federal Beto Pereira sobre a possibilidade de Carlão trocar o PSB pelo MDB para ser seu vice, mas ele também negou a hipótese.

“Desconheço tal alternativa”, afirmou, complementando que o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande não precisaria trocar de partido para ser o vice dele nas eleições de 2024, pois seria bem-vindo estando no PSB mesmo.

Eleições 2026

Pardal já soma 19 denúncias de irregularidades eleitorais em MS

Consulta feita pelo Correio do Estado mostra que Campo Grande concentra 12 registros

24/08/2026 16h30

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 19 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (24), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. O número representa três denúncias a mais em relação ao balanço do encerramento da primeira semana, que apontava 16 ocorrências.

Campo Grande concentra 12 registros, o equivalente a mais de 60% das denúncias feitas no Estado. Dourados aparece em seguida, com duas. Ivinhema, Jardim, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas possuem uma ocorrência cada.

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual e a deputado federal aparecem empatados, com oito denúncias cada. As duas ocorrências restantes têm como alvo candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul.

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com quatro registros. Bens públicos, comícios e showmícios, distribuição de material gráfico e outdoors aparecem com três denúncias cada. Também há uma ocorrência por omissão de informações obrigatórias e outra sem classificação.

Das 19 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 15 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. Outras duas permanecem em andamento e duas foram baixadas do sistema. A maior parte dos registros, 13, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto seis partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso.
 

eleições 2026

Eduardo Bolsonaro endossa crítica a Michelle e reacende tensão na família durante campanha

Ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida

24/08/2026 15h00

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Um movimento de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais voltou a expor divergências dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em meio à tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de fortalecer sua campanha presidencial e reconstruir a aproximação política com Michelle Bolsonaro. Neste domingo, o ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida.

Ao publicar o conteúdo, Eduardo resumiu sua avaliação em uma frase: "Triste, mas verdadeiro…". No vídeo, Allan afirma preferir a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) à de Michelle. O influenciador também questiona qual será a orientação política da ex-primeira-dama caso ela conquiste uma das duas cadeiras destinadas ao Distrito Federal no Senado.

"Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita", afirmou Allan.

Michelle, que aparece bem posicionada nas pesquisas para o Senado, disputa espaço justamente com nomes ligados ao mesmo campo da direita.

O episódio ocorre em um momento delicado para Flávio. Nas últimas semanas, o senador e Michelle protagonizaram movimentos de reaproximação após divergências que chegaram a colocar em dúvida o grau de participação da ex-primeira-dama na campanha presidencial. A tentativa agora é ampliar sua presença ao lado do candidato e explorar sua força especialmente entre o eleitorado feminino e os evangélicos.

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