Política

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Casal neura

Casal neura

Redação

06/04/2010 - 20h51
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Mariana Trigo, TV Press

 

Um casamento em conflito e observado com uma irônica lente de aumento é o tema central de "Separação?!", que estreia no próximo dia 9 na Globo. O novo seriado, protagonizado por Débora Bloch e Vladimir Brichta nos papéis de Karin e Agnaldo, mostra o cotidiano de um casal que, após oito anos de casamento, começa a perceber que tudo que enxergava de virtude no outro vira um grande defeito. Daí para as sucessivas brigas, xingamentos e ofensas mútuas é um pulo. É justamente nesse momento delicado da relação que se inicia a produção assinada por Alexandre Machado e Fernanda Young, mesmos roteiristas de "Os normais".

No comando das cenas eletrizantes do seriado, sempre com um humor ágil e piadas ferinas, o diretor José Alvarenga Jr. acompanha de perto cada detalhe das tomadas dos episódios. Como o que vai ao ar no dia 16 de abril, quando Karin se desespera com a indiferença de Agnaldo num restaurante. "’Os normais’ era um casal doido que tentava a normalidade. Esse é um casal normal que vai ficando doido. Isso faz uma diferença muito grande no modo de conduzir", avalia Alvarenga.

A perspicácia do diretor, já acostumado com o texto veloz dos roteiristas, faz toda a diferença durante as gravações. Na cena gravada em um cenário de restaurante, Alvarenga repete insistentemente para que haja rapidez numa câmera sobre trilhos e nos movimentos de Débora, na pele de Karin. Tudo para dar um gestual mais engraçado a uma cena que é trágica para o casal, mas banal para quem avalia de fora. Na tomada, Agnaldo entra rapidamente no restaurante, nem encara a mulher e já vai dizendo: "Quero um medalhão com arroz à piamontese. É a única coisa que presta nesse lugar!", quando a personagem de Débora retruca: "Dane-se a comida, Agnaldo! Você acha que te chamei para almoçar porque estou com fome?". No instante seguinte, Alvarenga grita: "Mais velocidade Brichta! Chega correndo! Fala correndo! Débora, pega o rosto dele com força! Com raiva! Mais rápido!".

No desenrolar da cena, sem nenhum caco inserido pelos atores, velocidade é a palavra mais ouvida por toda a equipe, inclusive os cameramen. Ao longo da temporada do seriado neste ano, os personagens vão sutilmente entendendo a gravidade da crise no casamento. "Leva-se muito tempo para se separar, até chegar ao momento do desprezo na relação. E eles ainda se amam. São ligados pelas raivinhas, pela irritação. Mas são infantis e imaturos, nunca param para conversar sobre o que realmente importa", analisa Débora.

"Ninguém se separa porque o outro mastiga alto. Eles estão sempre grudados numa casa de três quartos, precisam estar perto. Estão loucos para se abraçar ou cair no tapa. No fundo, os dois gestos querem dizer: eu preciso de você", filosofa Brichta. No decorrer dos episódios, a mixagem entre o amor e ódio dos protagonistas influencia e "contamina" os demais personagens, como a nova chefa de Agnaldo, Anete, vivida por Rita Elmor, ou a dona da escola em que Karin trabalha como professora, a diretora Cinira, de Cristina Mutarelli. Esta vira uma espécie de conselheira sentimental. Mas quem sofre mesmo com as desavenças do casal são os "pombinhos" Gilda e Delgado, de Cláudia Ventura e Marcelo Várzea, amigos íntimos de Karin e Agnaldo que sonham em ter um filho. "A implosão do casamento deles vai destruir a relação da Gilda e do Delgado também. Esse programa mostra uma contemporaneidade, uma velocidade explícita nas relações, uma deterioração do moralismo. Isso dá o tom da comédia", valoriza Alvarenga.

PEDIDO

Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber assessor do governo Trump na Papudinha

A defesa solicitou autorização excepcional ao ministro para que a visita ocorra no dia 16 de março

10/03/2026 19h00

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses Divulgação/UOL

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta terça, 10, ao ministro Alexandre de Moraes autorização para receber, na Papudinha, a visita de Darren Beattie, recém-empossado como assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil.

"O visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação (quartas-feiras e sábados)", alega a defesa do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A defesa solicitou autorização excepcional ao ministro para que a visita ocorra no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, pela manhã ou no início da tarde, "observadas todas as regras de segurança e controle do estabelecimento prisional".

"Diante do exposto, requer-se a autorização excepcional da visita do Sr. Darren Beattie nos períodos acima indicados, bem como a autorização para que o visitante esteja acompanhado de intérprete, a fim de viabilizar a adequada comunicação durante a visita, considerando que o Peticionário não possui plena fluência na língua inglesa", descreve o pedido dos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser.

No dia 2 de março, ao negar o pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente, Moraes afirmou que Jair Bolsonaro "tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, o que comprova intensa atividade política e reforça os atestados médicos que apontam sua boa condição de saúde física e mental".

Segundo o perfil de Darren no site do Departamento de Estado dos EUA, o assessor é "apaixonado por promover ativamente a liberdade de expressão como ferramenta diplomática e por utilizar as conquistas culturais excepcionais dos Estados Unidos nas artes, música e academia para promover a segurança, a força e a prosperidade do povo americano".

Nomeado no mês passado para o cargo, Darren é responsável por conduzir as políticas e ações de Washington em relação a Brasília. O assessor é um crítico do governo Lula e da atuação do ministro Alexandre de Moraes no processo sobre a trama golpista.

Além da função ligada ao Brasil, ele também é chefe interino do Departamento de Assuntos Educacionais e Culturais, e também é presidente do Instituto de Paz dos EUA, entidade nacional financiada pelo Congresso e encarregada de atuar na resolução de conflitos globais.

Em julho de 2025, Darren afirmou nas redes sociais que Moraes é "o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra Bolsonaro". Á época, o Itamaraty convocou o principal diplomata dos EUA em Brasília para explicar os comentários.

Alternativa da direita

"Mais louco do Brasil" articula candidatura em 2026 e renúncia entra no radar

Juliano Ferro não confirmou se renunciará ao mandato de prefeito de Ivinhema, mas confirmou que articula participação nas eleições de outubro

10/03/2026 16h56

Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, cogita renunciar

Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, cogita renunciar Reprodução

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O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), pode embaralhar os planos de muitos pré-candidatos do campo da direita que estão se programando para disputar as eleições de outubro. Sem confirmar se vai renunciar ou não ao mandato, que tem validade até o fim de 2028, o autoproclamado “prefeito mais louco do Brasil” articula disputar as eleições, conforme disse ao Correio do Estado.

“Estou articulando”, disse o prefeito de Ivinhema ao ser perguntado pelo Correio do Estado se ele participaria das eleições de outubro. Pela manhã, uma carta de renúncia, com o timbre da Prefeitura de Ivinhema, vazou e provocou frisson em alguns grupos da direita.

Juliano Ferro, contudo, não diz que a carta é falsa; apenas foi direto: “Não publiquei e nem assinei”, comentou o prefeito “mais louco do Brasil”.

Várias possibilidades foram cogitadas sobre a participação de Juliano Ferro nas próximas eleições. A mais recente o colocou como eventual vice-governador em uma chapa liderada pelo deputado estadual João Henrique Catan, que recentemente deixou o PL e passou para o Partido Novo.

O Correio do Estado, contudo, apurou que Juliano Ferro deixar a prefeitura para ser vice é uma possibilidade remota. O prefeito de Ivinhema enxerga espaço mesmo é para ser candidato a deputado federal.

A seu favor, ele tem um “canhão” nas redes sociais. Atualmente, ele é o influencer que ostenta os maiores números de Mato Grosso do Sul. Tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram e um alto engajamento, com alguns vídeos alcançando mais de 20 milhões de visualizações.

No ano passado, em entrevista ao Correio do Estado, Juliano Ferro não descartou nem mesmo se candidatar a governador. Na ocasião, só descartou concorrer para deputado estadual e senador para não atrapalhar seus padrinhos: Zé Teixeira e Reinaldo Azambuja, ambos do PL.

Nesta terça-feira (10), Ferro está em Brasília (DF), em périplo pelos gabinetes do Congresso Nacional em busca de emendas parlamentares e verbas para o município que administra.

A carta

Na carta, que vazou na manhã de hoje e é endereçada ao presidente da Câmara Municipal, o prefeito comunica sua saída “irretratável e irrevogável”.

O documento, timbrado pela prefeitura e assinado por Ferro, cita oficialmente que o ato é motivado por “razões de ordem estritamente pessoal e política”.

Ele agradeceu a todos os vereadores, servidores, população e colaboradores pelo apoio durante o período de mandato, que seria até 2028.

A carta termina com um agradecimento e uma reafirmação do compromisso de Ferro com o bem-estar do município, mesmo fora da função executiva. Ele se colocou à disposição para os procedimentos necessários à efetivação da renúncia, incluindo a prestação de contas.

Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, cogita renunciarCarta de renúncia de Juliano Ferro, que vazou nesta terça-feira (10)

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