Política

DEMOCRACIA

Cerca de 158,7 milhões de eleitores vão às urnas em todo o país

Do total de eleitores aptos, 141.321.493 já têm biometria cadastrada, o equivalente a 89,01% do eleitorado, segundo a Justiça Eleitoral

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Os brasileiros vão às urnas neste domingo (4) para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, segundo a Justiça Eleitoral.

As escolhas feitas pelos eleitores definirão os ocupantes de cargos responsáveis por decisões que afetam diretamente a vida da população em áreas como saúde, educação, segurança pública, transporte, infraestrutura e economia.

A votação começa às 8h e termina às 17h (horário de Brasília). Se houver segundo turno para escolha de presidente e governadores, será no dia 25 de outubro.

Quais candidatos serão escolhidos nas eleições de 2026

Neste ano, os eleitores votarão em até seis candidatos: presidente da República (e vice-presidente), governador (e vice-governador), dois senadores por estado, deputado federal, e deputado estadual ou distrital, no caso do Distrito Federal.

As eleições definirão a composição do Poder Executivo federal e estadual e renovarão parte do Poder Legislativo para os próximos anos.

Como será a votação

A ordem de votação definida pela Justiça Eleitoral será:

deputado federal (quatro dígitos);
deputado estadual ou distrital (cinco dígitos);
primeiro senador (três dígitos);
segundo senador (três dígitos);
governador (dois dígitos);
presidente da República (dois dígitos).
Neste pleito, cada eleitor deverá escolher dois candidatos ao Senado, já que duas vagas por unidade da Federação estarão em disputa.

Recomendações

A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor consulte antecipadamente o local de votação, verifique sua situação eleitoral e, se desejar, baixe o aplicativo e-Título.

Outra orientação é levar anotados os números dos candidatos escolhidos para agilizar a votação. O uso de telefone celular na cabine continua proibido.

Antes de confirmar cada voto, o eleitor deve conferir, na tela da urna eletrônica, a fotografia, o nome e o partido do candidato. Em caso de erro, basta apertar a tecla "Corrige" e refazer o procedimento.

Perfil do eleitorado

As eleições de 2026 reúnem o maior eleitorado da história brasileira. Do total de eleitores aptos, 141.321.493 já têm biometria cadastrada, o equivalente a 89,01% do eleitorado, segundo a Justiça Eleitoral.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, há 605,8 mil eleitores de 16 anos e pouco mais de 1 milhão de eleitores com 17 anos – faixas etárias para as quais o voto é facultativo.

A disputa também é marcada pelo grande número de candidatos. A Justiça Eleitoral registra cerca de 21 mil pedidos de candidatura. Mais da metade está concentrada nas eleições para as assembleias legislativas e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

São cerca de 11,3 mil candidatos a deputado estadual e 433 a deputado distrital, totalizando cerca de 11,7 mil concorrentes nesses cargos. Para a Câmara dos Deputados, foram registrados 7.803 candidatos.

Conquista da democracia

O direito ao voto nem sempre esteve ao alcance de todos os brasileiros. Ao longo da história do país, diferentes grupos foram excluídos do processo eleitoral. Mulheres, analfabetos, populações indígenas e pobres estiveram, em diferentes períodos, impedidos de participar das eleições.

Mais recentemente, durante a ruptura institucional instaurada pela ditadura militar, voto e direitos políticos sofreram restrições, e candidaturas foram cassadas, em meio a eleições indiretas para determinados cargos.

Os analfabetos voltaram a ter direito ao voto em 1985. Já os direitos políticos foram consolidados na Constituição Federal de 1988.

Nesse contexto, cabe à Justiça Eleitoral organizar o processo eleitoral, de forma a garantir o exercício do voto como pilar da democracia brasileira.

Em material institucional da série Voto Limpo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define o voto como “a maior expressão da cidadania” e destaca que ele garante à população o direito de escolher seus representantes para a condução do país.

Barrado

TSE nega registro de candidatura a Deltan Dallagnol, que fica impedido de concorrer ao Senado

Ministro entendeu que Deltan pediu exoneração do Ministério Público Federal em novembro de 2021 como manobra para evitar a inelegibilidade

03/10/2026 22h00

Ex-procurador Deltan Dallagnol foi cassado pelo TSE

Ex-procurador Deltan Dallagnol foi cassado pelo TSE Arquivo

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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou neste sábado, 3, o registro de candidatura de Deltan Dallagnol. Com a decisão, ele está impedido de concorrer ao Senado pelo Paraná.

O ministro entendeu que Deltan pediu exoneração do Ministério Público Federal em novembro de 2021 como manobra para evitar a inelegibilidade. Isso porque integrantes da carreira que são condenados em processo disciplinar não podem se candidatar às eleições.

"A inelegibilidade decorreu do comportamento fraudulento do ora requerido em face do risco disciplinar então existente, e não propriamente do resultado dos procedimentos disciplinares, os quais restaram frustrados exatamente pela manobra levada a cabo", escreveu o ministro.

O TSE já havia adotado essa interpretação em 2023. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná discordou e liberou a candidatura de Deltan. Agora, a decisão foi reformada. O caso ainda deverá ser apreciado pelo plenário do TSE.

Segundo o TRE, a conclusão do TSE não poderia mais ser adotada porque foram arquivados os procedimentos disciplinares contra Deltan. Floriano Marques ponderou que, para aferir a elegibilidade de um candidato, é preciso examinar a situação no momento da exoneração.

Recurso

Bayer destina quase 2 bilhões para uma fábrica em Ohio, Estados Unidos

Complexo reunirá em uma única instalação tanto a fabricação de princípios ativos farmacêuticos quanto a produção final de medicamentos

03/10/2026 21h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

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A multinacional farmacêutica alemã Bayer anunciou nesta sexta-feira um investimento de 2,2 bilhões de dólares (quase 2 bilhões de euros) para a construção de uma nova fábrica no nordeste dos Estados Unidos.

O novo complexo industrial, que ficará localizado na cidade de New Albany, no estado de Ohio, reunirá em uma única instalação tanto a fabricação de princípios ativos farmacêuticos quanto a produção final de medicamentos. Conforme informou a empresa, o projeto implicará na criação de aproximadamente 600 postos de trabalho altamente qualificados.

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou o "sucesso" do investimento no estado de Ohio - para onde se dirige neste momento para proferir um discurso antes das "eleições intermediárias" -- e atribuiu a decisão da multinacional alemã à sua política de "tarifas rigorosas".

"Esse enorme sucesso na relocalização da produção se deve às minhas tarifas farmacêuticas rigorosas, que resultaram em mais de 600 bilhões de dólares (mais de 530 bilhões de euros) em novos investimentos farmacêuticos e a preços mais baixos dos medicamentos. Empresas de todo o mundo estão investindo nos Estados Unidos", comemorou o ocupante da Casa Branca em uma postagem em suas redes sociais.

Além disso, Trump insistiu com as empresas globais para que "invistam, construam e contratem nos Estados Unidos", incentivando também as farmacêuticas a "fixarem preços justos para os pacientes americanos" ou, caso contrário, ameaçou, elas terão que "arcar com as consequências".

Dessa forma, o diretor executivo da empresa alemã, Bill Anderson, destacou que os Estados Unidos constituem, há muito tempo, uma "base de fabricação fundamental e um centro de inovação" para o grupo.

"O novo centro contará com capacidade de fabricação e mão de obra qualificada, o que reforçará nossa capacidade de fornecer medicamentos inovadores e de alta qualidade aos pacientes, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior", destacou.

Segundo a agência de notícias DPA, a Bayer investiu mais de 7 bilhões de dólares (mais de 6 bilhões de euros) em pesquisa e desenvolvimento farmacêutico, bem como em produção, em território norte-americano nos últimos cinco anos.

Este conteúdo é de inteira responsabilidade da Europa Press e não representa a opinião do Grupo Estado, que não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base no material disponibilizado.

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