Política

ELEIÇÕES 2026

Chapas enxutas reduzem em 46,2% o número de candidatos a deputado estadual e em 41,3% a federal

Partidos e federações apostam em nominatas menores para concentrar votos e aumentar a competitividade na disputa pelas vagas no Legislativo.

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As eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul serão marcadas por uma expressiva redução no número de candidatos aos cargos proporcionais.

Conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado, em comparação com o pleito de 2022, as disputas por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados terão nominatas significativamente menores, refletindo uma estratégia dos partidos e federações de concentrar votos em candidatos com maior potencial eleitoral.

Na corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, o Estado terá 198 candidatos a deputado estadual, contra 368 registrados em 2022. A redução é de 170 candidaturas, o equivalente a uma queda de 46,2%.

O cenário é semelhante na disputa pelas oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados. Neste ano, serão 94 candidatos a deputado federal, ante 160 nas eleições de 2022. A diminuição é de 66 candidatos, uma retração de 41,3%.

A redução decorre, principalmente, da formação de federações partidárias, que passaram a apresentar chapas únicas, e da estratégia das legendas de evitar a pulverização dos votos.

Com menos candidatos, os partidos buscam aumentar a competitividade de seus principais nomes e melhorar o desempenho no cálculo do quociente eleitoral, que define a distribuição das cadeiras.

Entre as chapas estaduais já definidas, a Federação União Progressista (PP/União Brasil) reúne 22 candidatos, o PL lançou 25 nomes, o Democracia Cristã (DC) também apresentou 25 candidatos, o Avante terá 26 concorrentes, o Republicanos registrou 24 candidatos, o PT confirmou 24 nomes, o Novo lançou 23 candidatos, o MDB terá 19 concorrentes e a Federação PSOL-Rede disputará com 10 candidatos. O Agir, por sua vez, decidiu não lançar candidatos a deputado estadual.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, MDB, PL, Republicanos, Avante, Federação União Progressista (PP/União Brasil), Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), Federação PSOL-Rede, Novo e Democracia Cristã (DC) registraram nove candidatos cada, enquanto o Agir terá seis postulantes.

A expectativa é que a redução no número de candidatos torne a disputa mais concentrada, elevando a competitividade entre os concorrentes e aumentando a importância da votação individual e do desempenho coletivo das chapas para a conquista das vagas no Legislativo estadual e federal.

Eleições 2026

Reinaldo e Flávio Bolsonaro alinham estratégia eleitoral em reunião em Brasília

Reunião em Brasília consolidou apoio da Federação União Progressista à candidatura presidencial do senador, tratou da nova composição ao Senado em MS e destacou força do grupo político no Estado.

03/08/2026 17h47

Reinaldo Azambuja e Flávio Bolsonaro durante encontro realizado nesta segunda-feira (3), em Brasília, onde alinharam estratégias para as eleições de 2026 e discutiram o fortalecimento da aliança política em Mato Grosso do Sul.

Reinaldo Azambuja e Flávio Bolsonaro durante encontro realizado nesta segunda-feira (3), em Brasília, onde alinharam estratégias para as eleições de 2026 e discutiram o fortalecimento da aliança política em Mato Grosso do Sul. Foto: Divulgação

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O ex-governador de Mato Grosso do Sul e candidato ao Senado Federal, Reinaldo Azambuja (PL), reuniu-se na manhã desta segunda-feira (3), em Brasília, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, em um encontro voltado ao alinhamento da estratégia eleitoral para as eleições de 2026 e à consolidação das alianças políticas construídas no Estado.

Durante a reunião, Flávio Bolsonaro foi atualizado sobre os resultados da convenção estadual realizada no último fim de semana em Mato Grosso do Sul, que oficializou as candidaturas da ampla coligação formada pela Federação União Progressista e pelos partidos PSDB/Cidadania, PL, Republicanos, MDB, PSD e Avante.

O senador elogiou a articulação conduzida pelas lideranças sul-mato-grossenses e afirmou que a construção da aliança fortalece o projeto nacional da legenda.

Segundo Flávio, a composição formada no Estado representa um importante ativo político para a campanha presidencial e reúne lideranças com forte capacidade de mobilização.

"Tenho certeza de que, juntos, vamos ajudar a construir um Brasil mais livre, mais forte, mais seguro e mais desenvolvido. Um país que volte a gerar oportunidades, respeite quem trabalha, valorize os municípios e devolva aos brasileiros a confiança no futuro", afirmou.

Reinaldo destacou que a convenção consolidou um dos maiores blocos políticos do Estado e reforçou o compromisso do grupo com a reeleição do governador Eduardo Riedel, além do apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

"Na nossa convenção regional, conseguimos construir um grande arco de alianças, reunindo lideranças comprometidas com um novo projeto para o Brasil. Em Mato Grosso do Sul, além do compromisso de reeleger o governador Eduardo Riedel, esse grupo estará unido para defender o nome de Flávio Bolsonaro e um projeto que acredita na liberdade, na responsabilidade com o dinheiro público, no desenvolvimento e na valorização das famílias brasileiras", declarou.

Outro tema abordado durante o encontro foi a reconfiguração da disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul após a decisão do senador Nelsinho Trad (PSD) de retirar sua candidatura à reeleição.

A conversa tratou da definição de Nelsinho como primeiro suplente na chapa de Reinaldo Azambuja, movimento considerado estratégico para ampliar a unidade do grupo político e fortalecer o projeto eleitoral da aliança no Estado.

Também entrou na pauta o cenário da corrida ao Senado. Conforme apresentado por Reinaldo, levantamentos de opinião indicam que o ex-deputado estadual Capitão Contar figura entre os principais nomes na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul, fator avaliado como positivo pelas lideranças durante o encontro.

Além das articulações eleitorais, Reinaldo apresentou a Flávio Bolsonaro um panorama da estrutura política montada para a campanha no Estado, detalhando o número de candidatos proporcionais que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa pelas legendas que integram a coalizão.

O objetivo é demonstrar a capilaridade da aliança e o potencial de mobilização do grupo em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

A reunião também serviu para reafirmar o apoio institucional da Federação União Progressista ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro e alinhar as estratégias conjuntas para a campanha de 2026.

A avaliação das lideranças é de que a ampla composição partidária construída em Mato Grosso do Sul poderá servir como modelo de integração política para outras unidades da Federação, ampliando a base de sustentação da candidatura presidencial e fortalecendo o desempenho da coligação nas eleições de outubro.

Articulações para a vice-presidência

O encontro entre Reinaldo Azambuja e Flávio Bolsonaro ocorre em meio às negociações finais para a composição da chapa presidencial.

Embora a direção nacional do Progressistas (PP) tenha decidido manter neutralidade na disputa e, por enquanto, descartado a indicação da senadora Tereza Cristina para a vice-presidência, lideranças da aliança em Mato Grosso do Sul seguem mobilizadas para tentar reverter a decisão.

Durante a convenção estadual realizada no último fim de semana, o governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja defenderam publicamente o nome da senadora, destacando sua experiência política e sua capacidade de contribuir para um projeto nacional.

Ambos afirmaram que continuarão atuando junto à direção partidária até o encerramento do prazo das convenções, enquanto Flávio Bolsonaro ainda mantém indefinida a escolha do candidato a vice-presidente.

Eleições em MS

Rodolfo Nogueira e Pollon quase triplicam patrimônio durante mandato de deputado

Patrimônio de "Gordinho do Bolsonaro" saltou de R$ 5,2 milhões para mais de R$ 13 milhões; ele declarou ao TRE-MS que tem R$ 5 milhões em dinheiro vivo na conta bancária

03/08/2026 17h07

Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, deputados do PL que tentarão a reeleição por Mato Grosso do Sul

Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, deputados do PL que tentarão a reeleição por Mato Grosso do Sul Agência Câmara

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) começou a receber as inscrições das candidaturas para as eleições deste ano. O Partido Liberal (PL), partido com maior fundo partidário, é um dos partidos que já registraram seus candidatos, assim como PSDB, e outros partidos menores, como Agir e PSOL. 

Chama atenção a evolução patrimonial dos bens declarados dos candidatos à deputado federal pelo PL que tentarão a reeleição, Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, que quase triplicaram seus patrimônios neste intervalo de quatro anos, em seus primeiros mandatos como deputado federal. 

Quase o triplo

Rodolfo Nogueira havia declarado à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 5,27 milhões há quatro anos. Para este pleito, o deputado federal da região de Dourados declarou um patrimônio 2,55 vezes maior, de R$ 13,44 milhões, crescimento de 154,90%.

Nogueira, que também foi um deputado bem ativo na liberação de emendas parlamentares no Estado, indica que quase um terço de seu patrimônio está no banco: ele tem R$ 5,27 milhões na conta bancária, além de R4 5,8 milhões em soja. 

Nas eleições passadas, Rodolfo tinha pouco dinheiro no banco: menos de R$ 100 mil entre várias contas declaradas, além de R$ 330 mil em espécie, e uma nota promissória de R$ 3,4 milhões. 

Recentemente, Rodolfo Nogueira tem falado das dificuldades do agro brasileiro e criticando a situação econômica do País, discurso que não está alinhado com sua conta bancária e com seus rendimentos com o agronegócio no período em que desempenhou seu primeiro mandato como deputado federal. 

Pollon

Marcos Pollon também declarou que ficou mais rico à Justiça Eleitoral. Há quatro anos, seu patrimônio era de R$ 1,24 milhão, agora, seus bens totalizam R$ 3,31 milhões, um aumento de 166,19%, ou em uma outra exemplificação, 2,66 mais do que tinha nas eleições passada. 

Dentre os candidatos do PL para estas eleições, além de Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, Luana Ruiz, que é suplente de ambos, também concorre novamente. O patrimônio dela saltou de R$ 203,6 mil nas eleições passadas, para R$ R$ 885 mil neste pleito. 

Mais rico

O maior patrimônio dentre os candidatos a deputado federal pelo Partido Liberal é de Rodolfo Nogueira. Os R$ 13,44 milhões dele superam os R$ 1,93 milhão de Edson Giroto, ex-secretário de Obras de André Puccinelli (MDB) e preso durante a Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, e os R$ 6,1 milhões da deputada estadual Mara Caseiro. 

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