Política

Eleições em MS

Rodolfo Nogueira e Pollon quase triplicam patrimônio durante mandato de deputado

Patrimônio de "Gordinho do Bolsonaro" saltou de R$ 5,2 milhões para mais de R$ 13 milhões; ele declarou ao TRE-MS que tem R$ 5 milhões em dinheiro vivo na conta bancária

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) começou a receber as inscrições das candidaturas para as eleições deste ano. O Partido Liberal (PL), partido com maior fundo partidário, é um dos partidos que já registraram seus candidatos, assim como PSDB, e outros partidos menores, como Agir e PSOL. 

Chama atenção a evolução patrimonial dos bens declarados dos candidatos à deputado federal pelo PL que tentarão a reeleição, Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, que quase triplicaram seus patrimônios neste intervalo de quatro anos, em seus primeiros mandatos como deputado federal. 

Quase o triplo

Rodolfo Nogueira havia declarado à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 5,27 milhões há quatro anos. Para este pleito, o deputado federal da região de Dourados declarou um patrimônio 2,55 vezes maior, de R$ 13,44 milhões, crescimento de 154,90%.

Nogueira, que também foi um deputado bem ativo na liberação de emendas parlamentares no Estado, indica que quase um terço de seu patrimônio está no banco: ele tem R$ 5,27 milhões na conta bancária, além de R4 5,8 milhões em soja. 

Nas eleições passadas, Rodolfo tinha pouco dinheiro no banco: menos de R$ 100 mil entre várias contas declaradas, além de R$ 330 mil em espécie, e uma nota promissória de R$ 3,4 milhões. 

Recentemente, Rodolfo Nogueira tem falado das dificuldades do agro brasileiro e criticando a situação econômica do País, discurso que não está alinhado com sua conta bancária e com seus rendimentos com o agronegócio no período em que desempenhou seu primeiro mandato como deputado federal. 

Pollon

Marcos Pollon também declarou que ficou mais rico à Justiça Eleitoral. Há quatro anos, seu patrimônio era de R$ 1,24 milhão, agora, seus bens totalizam R$ 3,31 milhões, um aumento de 166,19%, ou em uma outra exemplificação, 2,66 mais do que tinha nas eleições passada. 

Dentre os candidatos do PL para estas eleições, além de Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, Luana Ruiz, que é suplente de ambos, também concorre novamente. O patrimônio dela saltou de R$ 203,6 mil nas eleições passadas, para R$ R$ 885 mil neste pleito. 

Mais rico

O maior patrimônio dentre os candidatos a deputado federal pelo Partido Liberal é de Rodolfo Nogueira. Os R$ 13,44 milhões dele superam os R$ 1,93 milhão de Edson Giroto, ex-secretário de Obras de André Puccinelli (MDB) e preso durante a Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, e os R$ 6,1 milhões da deputada estadual Mara Caseiro. 

Queda

Prisão de Razuk derruba 'último barão' do jogo do bicho em MS

Além do ex-deputado, por décadas o campo da contravenção estadual é ocupado por Fahd Jamil e Jamil Name Filho, o Jamilzinho

03/08/2026 16h00

Ex-deputado estadual Neno Razuk (PL)

Ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) Luciana Nassar/Alems

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A prisão do ex-deputado Neno Razuk, ocorrida na Bolívia, neste domingo (2), marca a queda de um dos últimos 'barões' do Jogo do Bicho em Mato Grosso do Sul.

Além do ex-deputado, por décadas o campo da contravenção estadual é ocupado por Fahd Jamil e Jamil Name Filho, o Jamilzinho.  

De modo geral, Fahd Jamil estruturou, a partir das décadas de 1970 e 1980, uma rede voltada à exploração do jogo do bicho por meio de um modelo de divisão territorial entre aliados.

A estratégia permitiu a expansão da atividade e reduziu conflitos entre grupos que atuavam em diferentes regiões.

Nesse cenário, a família Name, encabeçada por Jamil Name, passou a exercer influência sobre a exploração da contravenção em Campo Grande.

Ele  tornou-se um dos principais nomes ligados ao jogo do bicho na Capital, posição posteriormente compartilhada com o filho, Jamilson Name Filho.

A organização manteve o controle da atividade e ampliou sua estrutura, contudo, segundo as investigações, a força do grupo começou a ser abalada em 2019, com a deflagração da Operação Omertà.

A ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) resultou na prisão de integrantes da família Name e de pessoas apontadas como integrantes da organização criminosa.

O Ministério Público denunciou o grupo por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e homicídios.

Com o enfraquecimento da estrutura comandada pelos Name, sobretudo com a morte do patriarca em 2021, uma nova disputa pelo controle do jogo do bicho ganhou espaço no Estado.

As investigações da Operação Successione, deflagrada em 2025, apontam que o ex-deputado estadual Neno Razuk teria assumido papel central nesse processo.

De acordo com o MPMS, a família Razuk já possuía histórico de atuação na contravenção. O patriarca Roberto Razuk teria administrado a exploração do jogo do bicho na região sul de Mato Grosso do Sul, especialmente em Dourados, dentro da divisão territorial atribuída a Fahd Jamil.

Após sua morte, a estrutura teria sido herdada pelo filho, Neno Razuk. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a organização liderada por Neno Razuk buscou ampliar sua área de influência após a queda da família Name por meio de uma  estrutura hierarquizada para controlar a exploração do jogo do bicho em diferentes municípios.

As investigações apontam a participação de familiares, colaboradores e agentes públicos no funcionamento da organização, além da suposta prática de crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e roubos contra grupos rivais.

Em primeira instância, Neno Razuk foi condenado por organização criminosa, exploração do jogo do bicho e roubo majorado. A defesa nega as acusações e recorre das decisões judiciais. 

Prisão de Neno Razuk 

Após ficar mais de um mês foragido, o ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) foi preso na Delegacia da Polícia Federal de Corumbá após ser detido na divisa com Puerto Quijarro, pela Polícia Boliviana no último final de semana. 

De acordo com as informações divulgadas pelo site Diário Corumbaense, o ex-parlamentar seguia de carro em direção a Santa Cruz de la Sierra quando foi detido em uma blitz.

De acordo com o delegado da PF de Corumbá, Estevão Baesso, Neno Razuk foi entregue à Polícia Federal por volta da meia-noite, na divisa que liga os dois países.

Após ser preso, foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para exame de corpo de delito.

Neno Razuk é um dos réus em investigação decorrente da Operação Successione, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à exploração ilegal do jogo do bicho no Estado.

Em denúncia apresentada pelo MPMS, o ex-deputado, familiares e outros investigados são apontados como integrantes de uma estrutura criminosa ligada à exploração de jogos de azar em MS. 

Após o MPMS suspeitar que Neno teria deixado o Brasil, o órgão ministerial solicitou que ele fosse inserido na lista vermelha de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). À caminho de Campo Grande, ele ficará detido na Penitenciária Federal. 

Em nota, a defesa do ex-deputado disse que ele entrou na Bolívia antes da expedição do mandado de prisão, não se apresentando à Justiça de forma imediata em razão da ausência da completude de julgamento.

Segundo à defesa, a captura perante a polícia boliviana impossibilitou que ele se apresentasse espontanemante no Brasil. 

Operação Successione

Neno Razuk é um dos réus em investigação decorrente da Operação Successione, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.

Em denúncia apresentada pelo MPMS, o ex-deputado, familiares e outros investigados são apontados como integrantes de uma estrutura criminosa que teria atuado na exploração de jogos de azar no Estado.

Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas na quarta fase da operação. Entre os acusados estão, além de Neno, o pai e irmãos do ex-parlamentar.

A acusação sustenta que o grupo teria utilizado uma estrutura armada e recorrido a outros crimes para garantir espaço e domínio na exploração da contravenção em Mato Grosso do Sul.

Jamil Name, Jamilzinho e Fahd Jamil / Foto: Reprodução

Fahd Jamil 

Tido como o precurssor da contravenção em Mato Grosso do Sul, atividade que se mistura ao contrabando na região de fronteira com o Paraguai desde a década de 70, Fadh Jamil foi alvo da terceira fase da Operação Omertà e responde por crimes como pertencimento a organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e outros correlatos a homicídios praticados pela milícia armada.

Conhecido como Rei da Fronteira, Fahd foi preso em 19 de abril de 2021 e cumpriu prisão domiciliar de 9 de junho do mesmo ano até agosto de 2022, quando a prisão foi revogada e substituída pelo monitoramento eletrônico. Posteriormente, em abril de 2023, essa medida também foi revogada, sendo ele liberado do uso da tornozeleira.

No mesmo ano, em 9 de junho, pagou fiança de R$ 990 mil e foi autorizado a permanecer em prisão domiciliar.

A defesa solicitou a prisão domiciliar sob alegação de que o acusado tem saúde debilitada, e necessita de cuidados especiais. Esta prisão domiciliar foi revogada em agosto de 2022.

O grupo de Fahd Jamil mantinha na Fazenda Três Cochilhas, em Ponta Porã, uma espécie de quartel-general da pistolagem.  

O assassinato do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson Martins Figueiredo, que ocorreu em 11 de junho de 2018, é o crime que expõe a aliança entre o que os investigadores chamam de organizações criminosas de Fahd Jamil e Jamil Name, também tido como uma espécie de 'barão' da contravenção em MS.  

Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), o crime foi encomendado por Fahd Jamil e executado pelo suposto grupo criminoso chefiado pelos Name.

O grupo de Fahd Jamil também teria executado o pistoleiro Alberto Aparecido Roberto Nogueira (o Betão), em abril de 2016, e Orlando da Silva Fernandes (o Bomba) em outubro de 2018.

Com 85 anos e aval da Justiça, atualmente trata uma doença pulmonar em São Paulo.

Jamil Name Filho, Jamilzinho 

Herdeiro dos negócios do pai, Jamilzinho e o irmão Jamilson Name, deputado pelo PP, foram alvos de uma da sexta fase da Operação Omertà, denominada de "Arca de Noé", em dezembro de 2020. Na ocasião, 13 pessoas foram presas. Todas elas eram gerentes do jogo do bicho em Campo Grande.

Em fevereiro do ano passado, Jamilson Name (PSDB) foi sentenciado a 8 anos de prisão.

Jamilson Name foi apontado como líder da organização, cuidando especialmente da parte financeira. Ele seria o idealizador das atividades da empresa, e começou a ter ainda mais destaque e autonomia após a prisão do pai, Jamil Name e do irmão, Jamil Name Filho.

Jamilzinho, também era alvo da Arca de Noé, mas foi inocentado pela 1ª Vara Criminal de Campo Grande. Ele, porém,  já soma cinco condenações provenientes de inquéritos da Operação Omertà, que somadas chegam a penas de 69 anos de prisão.

Atualmente cumpre prisão na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. 

Gastos Público

Prefeitura de MS prevê gastar até R$ 1,4 milhão com serviço de buffet

Registro de preços para atender 10 secretarias equivale à cerca de R$ 52 por morador do município

03/08/2026 15h18

Município de Costa Rica

Município de Costa Rica Reprodução: Prefeitura de Costa Rica

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A Prefeitura de Costa Rica abriu uma licitação que prevê a contratação de até R$ 1.467.317,35 em serviços de buffet para atender dez secretarias municipais. O aviso do Pregão Eletrônico nº 31/2026 foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (03) e, prevê um registro de preços para futuras contratações de alimentação em eventos promovidos pela administração municipal.

Embora o registro de preços não represente um gasto imediato, o valor máximo previsto chama atenção pelo porte do município. Segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Costa Rica possui cerca de 28 mil habitantes, o que representa um potencial de aproximadamente R$ 52 por morador, caso toda a ata seja utilizada.

A contratação contempla as secretarias de Administração, Agricultura, Assistência Social, Cultura e Esporte, Desenvolvimento, Educação, Políticas Públicas para Mulheres, Saúde, Transportes, Urbanização e Obras Públicas, além de Turismo e Meio Ambiente. Dividido igualmente entre as dez pastas, o valor corresponde a uma média de R$ 146,7 mil por secretaria.

O montante também se destaca quando comparado a outras licitações públicas recentes em Mato Grosso do Sul.

Em Ponta Porã, por exemplo, uma licitação para contratação de buffet e refeições destinadas à administração municipal foi homologada por R$ 104.955,60, valor cerca de 14 vezes inferior ao previsto por Costa Rica.

Outro parâmetro é o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), que realizou contratação para serviços de alimentação e organização de eventos institucionais com valor significativamente inferior ao teto previsto na licitação da prefeitura de Costa Rica.

O edital não detalha quantos eventos deverão ser realizados durante a vigência da ata nem apresenta, no aviso publicado, o histórico de consumo utilizado para estimar o valor de R$ 1,46 milhão.

 

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